Últimos posts

RSS Feeds

Rio, 28 de julho de 2010: selo de preço justo para vinhos em restaurantes

Queridos blogleitores: primeiro, porque estou sem imaginação, HOJE e, segundo, porque a matéria e o assunto são tão interessantes que reproduzo aqui, ipsis-post (?), o que o meu colega de enofilia -- com a diferença que o CEP dele é Paris! -- Rogério Rebouças, vem postando esses dias. O papo de preço justo a ser cobrado pelo vinho, em restaurantes. Lá vai:

Idéia inteligente teve a revista Vino, da Bélgica, criar o selo "Fair Wine Restaurant" que será oferecido aos restaurantes que atenderem três critérios fundamentais para a revista: qualidade dos vinhos, diversidade e preço justo. O selo será lançado em julho pela revista bi-mestral e conta com o incentivo da Federação Horeca- sigla que significa hotel, restaurante e café, e a consultoria de uma dezena de importantes sommeliers da Bélgica e Luxemburgo.
Este pequeno país null é um dos principais importadores de vinhos da Europa e, mesmo assim, a oferta de vinhos nos restaurantes, talvez por causa da crise, muitas vezes é injusta: vinhos ruins e caros que não atendem a expectativa do consumidor. Um exemplo citado pela revista é o de uma cava espanhola cuja taça é vendida por 3,99€ e a garrafa, por 6,50€ na rede de supermercados Makro. Segundo Charles Jeandrain, presidente regional da Federação, «é razoável considerar que todo restaurante pode ter algumas etiquetas de vinho a menos de 20€". Os idealizadores também criticam a presença de vinhos de baixa qualidade em muitas cartas de restaurantes.
Os critérios para receber o selo são os seguintes:
1 - Coeficiente de multiplicação inferior a 3 por garrafa, ou média 3
2 - Ter ao menos 30 vinhos na carta
3 - Não ter vinhos de supermercado na carta


O selo seria uma garantia de que na boca e na notinha o vinho será justo.
Os critérios são poucos e de fácil compreensão. O fator de multiplicação 3 para a Bélgica é interessante, pois os vinhos da União Européia e mesmo de outros países possuem carga tributária bem menor do que a praticada pelo insaciável fisco brasileiro. Acredito que no Brasil um fator 2 esteja de bom tamanho. Isto quer dizer que um vinho comprado a 25 reais, imposto incluso, deva ser vendido por até a 50 reais. Vinhos de baixa qualidade são, para os belgas, os vinhos baratos de supermercado - os nossos Reservados. Muito justo, afinal ninguém gosta de pagar caro por um vinho que se compra baratinho em supermercados que não sabem vender vinho. Ter 30 vinhos na carta não é nada demais. Basta selecionar, por exemplo, 5 vinhos dos 6 principais países presentes no mercado: Brasil, Argentina, Chile, França, Portugal e Itália.
Vamos adotar este selo? Convido vocês a esta tarefa. Chamo desde já a ABS e SBAV para definição dos critérios nacionais. Convido o Sindicato dos Hotéis e Restaurantes e a ABAGA a apoiarem a iniciativa. Aos jornais e revistas caberia colocar nos “tijolinhos” a sigla RVJ, Restaurante Vinho Justo. Seria bem legal ter na porta dos restaurantes um adesivo “Restaurante Vinho Justo”. Aí, você vai poder beber sem medo e consumir com moderação dionisíaca.

Se gostar da idéia, adira. Comente. Junte-se à campanha: santé!


 Comentar

Rio, 20 de julho de 2010: nos "cornos da lua"

A expressão parece grosseira, mas era muito usada antigamente para significar "lá longe" -- algo inatingível.

E, no entanto, há 41 anos, um domingo, às 20h 17m 43s -- horário de Brasília --102 horas e 46 minutos após a decolagem, pisaram aquele "plateau de fromage" (200DISALLOWED (image90720-paisagem lunar.jpg|124|121|null)) os gringos Neil Armstrong e Edwin Aldrin. O terceiro cosmonauta, Michael Collins, viajou junto mas não foi autorizado a por os pés no solo lunar: coitado! (Etimológicamente que não "faz" coito ou, segundo outros -- parece o caso -- quem é "acoitado").

Adiante. Armstrong, o primeiro a descer (pisou o Mar de Tranquilidade com o pé esquerdo), disse a frase preparada pela Nasa: "é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade" e 500 milhões de pessoas em torno deste mundo assisitiram ou ouviram a cena e a mensagem de Armstrong, então com 39 anos.

Aldrin apareceu em seguida e cumpriram, então, o programa "turístico". Hastear a bandeira americana, colher algumas amostras do solo, instalar uma antena, uma câmara de televisão, um sismógrafo -- e entrarem para a História. Ah, sim, e colocarem ao lado da bandeira uma placa com o nome e a assinatura dos três, mais a do Richard Nixon, então presidente dos EUA, que aqui na terra tinha dois discursos preparados: um para se eles "ficassem" por lá. O outro, que usou, para celebrar os heróis e o feito americano. Pena que meses depois também teve que descer da sua lua: a Casa Branca.
null

Bom, mas os astronautas ficaram na Lua apenas duas horas e dez minutos. (E a humanidade não visita a lua desde 1972).

Há milhares de fotos e registros. Mas a melhor, a meu ver, é esta ao lado, pelo impacto da solidão. null

Observação: um dia perguntaram ao Mário Quintana se eles tinha curiosidade de conhecer o Japão. Resposta: me contaram que quando aqui é meio-dia, lá é meio-noite. Credo, eu é que não morava num país desses..."

Agora imaginem ir lá pro "sol de prata"!

 Comentar

Rio, 18 de julho de 2010: existe caviar de rã?

Existe sim, senhor.E sim senhora. Tanto que foi lançado (ou relançado) ontem, sábado, na Delly Gil, da Cobal do Leblon, pelo seu criador, o Chefe Tião null .

O caviar de rã é uma invenção brasileira que acaba de chegar ao mercado e promete revolucionar a ranicultura nacional. Desenvolvida depois de dois anos de pesquisas pelo chef Sebastião Vieira, o Tião, e pela nutricionista Viviane Barros, a iguaria tem sabor suave, textura consistente e combina com canapés, entradas frias, molhos e ovos.

Segundo Tião, que é membro da Associação Brasileira da Alta Gastronomia (Abaga ) e professor na Universidade Estácio de Sá, para chegar a um caviar de qualidade foi necessário desenvolver uma ração especial para as rãs do tipo touro, acelerando seu processo de crescimento e deixando-as mais fortes, saborosas e saudáveis. Cada rã possui um chip interno que acompanha todas as suas funções e indica o ponto ideal de coleta das ovas. O processo preserva a vida das rãs e acaba transformando-as em verdadeiras fábricas de caviar, pois, mesmo depois da extração das ovas, o ovário continua funcionando.

Além de ser uma novidade gastronômica, o caviar também garante benefícios à saúde: é hiperprotéico, rico em Ômega 3, 6 e 9 e pouquíssimo calórico. Quem tiver interesse em saber mais sobre o caviar brasileiro pode entrar em contato com Tião pelo tel. (21) 2417-0488 e e-mail cheftiao@yahoo.com.br.

 Comentar