Arquivo de July 2009

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Rio, 31 de julho de 2009: ah! os vinhos do Chile

Vinícola Errazuriz

O jantar-degustação oferecido pela Importadora Vinci (Lílian Seldin)na quarta-feira passada, no Giuseppe Grill do Leblon, permitiu a um grupo de “eleitos” a prova de alguns bons vinhos dessa verdadeira tradição chilena (desde 1870!).Pudemos experimentar os vinhos que participaram de uma degustação-monstro, em Berlim, como o Don Maximiano Founder's Reserve 2005, cuja safra 2001 desbancou muita gente boa, como um Latour e um Solaia. Preço: 120 dólares, na Vinci.

Outro ícone da Errazuriz é o La Cumbre 2005,
assim descrito pelo Oscar Daudt: “este só não é meu vinho de cabeceira por que não dá sustentar esse vício. Mas, com seus 15% de álcool perfeitamente equilibrados, mereceu a honraria de ser classificado em 4° lugar na lista dos melhores vinhos do Guia de Vinos de Chile 2008; merecia até mais! Com seus complexos aromas de figo, ameixa preta, nozes, canela, compotas, baunilha, tostados, etc. A satisfação que ele proporciona só se compara com os grandes Shiraz australianos. O que faz a diferença é o preço, já que o La Cumbre custa um quarto do preço!" Ou seja, 114 dólares (na Vinci).

Finalmente, recomendo o Late Harvest a 25 dólares: é ouro derretido!

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Rio, 30 de julho de 2009:

Amigos, só vou postar o tema de hoje ao meio-dia. Por favor, volte a visitar este blog a partir desse hotário: obrigado

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Rio, 29 de julho de 2009: vamos ouvir um bom vinho?

O Marcelo Copello, enólogo, consultor e autor de alguns livros sobre vinhos, sobretudo este Vinho E Algo Mais , fala da harmonização de vinhos e música. Diz ele que assim como harmonizar ostras com Chablis (ou Sancèrre) ou Sauternes com foie gras, algumas composições eno-musicais (com hífen? sem hífen?) poderiam se tornar clássicas, como champagne e Cole Porter ou um belo Bordeaux (Grand Cru Classé) e uma sonata de Beethoven. Pois bem: a região de Bordaux, na França, inicia um festival de "casamentos" entre jazz, música clássica e vinhos... Abaixo uma tentativa de youtube que vale mais pelas imagens do que pelo som (que é antigo e deficiente.

DISALLOWED (image
Segundo o convite )

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Rio, 28 de julho de 2009: novo anfitrião para o meu blog!

Queridos blogleitores -- amigos. De hoje em diante, às terças-feiras, o meu blog será "transferido" para o portal www.enoeventos.com.br. Rogo que o visitem!
Mas de quarta à segunda (fora as rarísimas falhas) cá staremos nesse endereço.
Abraços, Reinaldo

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Rio, 27 de julho: Punta del Este virou point enológico!

Recebo este e-mail da minha amiga Ana Duek e o repasso porque interessa.

Mais de mil pessoas estiveram presentes durante o Iº Salão Mantra de Vinhos & Gastronomia, que aconteceu nos dias 17 e 18 de julho, no luxuoso Mantra Resort SPA & Casino, em Punta del Este. Com o objetivo de promover negociações e o potencial enogastronômico da região, atual centro gourmet do Uruguai e localizada a poucas horas de importantes vinícolas do país, o Salão reuniu algumas das melhores vinícolas chilenas, argentinas, uruguaias, italianas e sul-africanas.

Com o resultado acima das expectativas, o Mantra Resort SPA & Casino já programou o II Salão Mantra de Vinhos & Gastronomia, para julho de 2010, quando estenderá os convites a vinícolas brasileiras. Além do contato com importantes enólogos e degustação de vinhos do Uruguai, Argentina, Chile, Itália e África do Sul, os frequentadores do evento participaram de degustações de azeites, cafés, águas, queijos, alfajores, doce de leite, morcillas, fiambres, salsichas, carnes Angus e empanadas.

O Salão Mantra contou com as participações das vinícolas uruguaias Juanicó, Bodegas Carrau, e outras tantas, além das argentinas Familia Zuccardi, Cobos, Bodega Norton, Bodega Del Fin Del Mundo, Bianchi, Escorihuela Gascón, Alta Vista, Doña Paula, Pulenta Estate; das chilenas Montes Alpha, Carmen, Casa Lapostolle, Concha y Toro, Santa Rita, Viña Tabalí e Kankura; das italianas Castelo Banfi e Frescobaldi e a vinícola Fairview, da África do Sul.

Bem que a gente podia fazer igual em Petrópolis, no Quitandinha!





MANTRA RESORT SPA CASINO PUNTA DEL ESTE

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Rio, 25 de julho: sabe mais, quem sabe antes

Meus queridos blogleitores. Como alguns de vocês -- por essa ou aquela razão -- não estarão lendo, amanhã, a minha matéria Vinho&História na Revista de Domingo do Jornal do Brasil, antecipo-a para que vocês se juntem aos outros 100.000 leitores do nosso jornal. Só que véspera!

Título: Por que alguns povos são mais “gourmets” do que outros?
Exemplos de povos gourmets: franceses (campeões), italianos, chineses, espanhóis, portugueses, brasileiros... (desculpem as ausências).

Exemplos de povos não-gourmets: ingleses (campeões), norte-americanos (vices), holandeses, nórdicos, bálcãs, asiáticos em geral, indígenas.

Premissa: alguns povos transformam a enogastronomia num patrimônio nacional porque, por um lado, possuem um relevo, clima, alti/latitude, rede hidrográfica e um “terroir”, em suma, que qualquer chef competente transforma em banquete.

E, por outro lado, porque longos períodos de PODER fizeram acontecer os banquetes, null
os jantares de Estado, a competição entre um castelo e o outro... Mas esses dois elementos têm que ser concomitantes. De nada adianta o poder de um deus asteca na aridez agrícola do planalto mexicano, nem a riqueza da fauna e flora da Amazônia sem um Napoleão que lhe dê pompa e circunstância.

Vejamos o exemplo-paradigma: a França.

a) território. O país se beneficia de um relevo onde predominam as planícies, presididas por três cadeias de montanhas: o Maciço Central, os Pireneus e os Alpes, sendo que o Monte Branco é o mais alto pico da Europa ocidental, com 4.807 metros.

Possui, também, uma extensa rede hidrográfica -- para ser uma idéia, o seu volume corresponde a 0,26% da água doce do mundo -- que compreende quatro rios importantes: o Loire, com 1.012 km de extensão, a Garone, com 575 km (ambos pouco utilizados para na navegação), o Sena, com 776 km de extensão, navegável de Rouen até o Havre -- que atravessa Paris --, e o Rôhne, com 522 km, que vai de Lyon até a região marítima. Por último, o Reno, com apenas 190 Km, na fronteira com a Alemanha.

b) história. A França foi uma monarquia absolutista desde 1500, mas esse poder quase divino só atingiu o seu apogeu com Luis XIV (1638-1715), que foi o Rei-Sol durante cerca de 54 anos (1661-1715). Quase 70 anos de mando-total, portanto. E como rei que é rei tem por job fazer sexo, guerra e...comer e beber, vocês podem imaginar o “desafio”dos chefs e cozinheiros que serviam à Corte, em Versailles. A responsabilidade era tanta que a situação-limite ocorreu quando Vatel, o famoso cozinheiro do Príncipe Condé, dono do Castelo de Chantilly, foi encarregado de preparar um banquete para Luis XIV -- hóspede
do castelo. Pediu peixe a todos os portos da França mas, duas horas antes, só um mísero pargo jazia na cozinha. Ele não resistiu à desonra: amarrou uma espada na maçaneta da porta do seu quarto e se jogou várias vezes contra ela, se suicidando.
Meia-hora depois chegaram centenas de cardumes: a maré estava baixa e os barcos não tinham podido atracar. Tarde demais.

c) continuação: com a Revolução e a interrupção da monarquia, Versailles fechou os portões e dezenas de chefs, subchefs e cozinheiros em geral foram para Paris, tentar a vida. E o que aconteceu? A classe operária e a mão-de-obra do serviço pesado passaram a trabalhar na cidade, nas fábricas, no comércio – em vez de servirem nos palácios, na tropa, e na Corte. E precisavam restaurar as forças, na hora das refeições. Temos, então, a equação resolvida: chefs disponíveis e clientes famintos. Resultado: surgem os restaurantes -- e toda essa tradição parisiense/ francesa de colocar do lado de fora, ou nos espelhos logo na entrada o cardápio do dia. Para facilitar a escolha na hora e evitar que se repita, de noite, o que se comeu no almoço.

Bom appétit!








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Rio, 24 de julho de 2009: a rica e simples comida espanhola

Romans! Friends! Coutrymen! Ontem realizamos o almoço de nº 258 da nossa confraria, Os Companheiros da Boa Mesa. O menu foi tiradodas regiões mais gourmets da Espanha.

os croquetes de jamon são típicos da Andaluzia
a chistorra é de Navarra
os piminetos del piquillo também de Navarra
as patatas bravas de Madrid
o fideuá é Cataluña e Valencia
o jarret e a crema catalana – (não tem nem graça) também da Cataluña
e os dois vinhos de Castilha (Castela e Leão) já que o branco é de Rueda e o tinto de Ribera del Duero.

A culinária espanhola – como a dos países em que a gastronomia é um patrimônio da

nação – é feita da diversidade e da síntese de cada geografia regional.

E por que essa diversidade? Primeiro, pela lógica da sobrevivência. Os povos comem o
que acham por perto para colher, caçar ou pescar. O hábito de dividir o alimento com
o amigo e o vizinho – além de bíblico (cumpanis é quem divide o pão) vem das
primeiras caçadas a animais de porte. Como não dava para devorá-los sozinho, nem
guardá-los (naquela época) o jeito era compartilhar com o próximo.
Segundo, pela adoção aos produtos que chegavam com os conquistadores: partir das grandes navegações do século XV, os espanhóis conheceram o milho, o tomate, o pimentão, a batata e o cacau. Tanto que são eles, os espanhóis, os responsáveis pela introdução do chocolate no cardápio de todas as outras cortes européias.

A seguir, o povo incorporou à sua dieta o leitão assado, as empanadas, as sopas de peixe – algumas célebres, como a “fabada” (região das Astúrias) que leva feijão branco, chouriço e toucinho, e os peixes e mariscos – as sopas bascas, as lulas en su tinta, as gambas assadas na prancha e os embutidos.

Sortidos, também, são os tipos de queijos, em geral à base de leite de cabra e de ovelha e os doces.

À guisa de conclusão, algumas conclusões – com todo o perigo de generalizar.

- Os espanhóis não dão muita importância ao café-da-manhã em casa. Passam logo depois de sair de casa num cafeteria para tomar um expresso (com ou sem uma gota de conhaque, depende do tempo e do timing). Vão para o trabalho. Lá pelas 2h, saem para o almoço: que é lauto e lento. Muito pabo e muito vinho.

Después, la siesta que ninguém é de ferro

O jantar começa às 10h da noite mas é precedido pelos tapas (para tapar as travessas) frios e quentes. Mas esse será o blog de amanhã.
Segundo o Paco Torras, o que sustenta a gastronomia espanhola, no fundo, não são as experiências do Adriá, nem essa comida de astronautas do asfalto, em tubos, pastas, sprays e pastilhas. É a velha e boa tradição de se chegar num lugar e o restaurante estar lá, no mesmo lugar e os pratos de referência serem ... os mesmos!
Por isso, desejo aos gêmeos Torres e ao Arcádio Ramíres (do restaurante EÑE) esse difícil equílibrio aparentemente paradoxal: sejam criativos, mas sejam tradicionais. Um prato que deu certo deve ficar no menu 100 anos. Até porque, como dizia o Drummond, "cansei de ser moderno. Agora vou ser eterno".
Boa sorte, hermanos!













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Rio, 23 de julho de 2009: uma "sacanagem" histórica!

Hoje, faz 168 anos que a semana de coroação de D. Pedro II teve o seu apogeu: embora a sagração tenha sido marcada para 18 de julho de 1841, as festas duraram muitos dias, encerrando-se no dia 24 de julho com um grande baile de gala no Paço da Cidade. .

D. Pedro tinha 14 anos: reinou durante 49 anos.

Na média, foi um grande estadista mas teve, infelizmente, um triste fim. Pessoalmente, diabético e vagamente cansado de todo aquele fausto, no fundo não via a hora de tudo aquilo "se trasnformar". Além do mais, nos últimos anos o imperador era ... republicano. Acreditava sinceramente que "après moi" a monarquia deveria ceder a vez aos novos ventos que sopravam dos Estados Unidos, país que ele muito admirava.
E a sua abdicação e expulsão do Brasil estão liagadas a um fato em que ele não teve, rigorosamente, nenhuma culpa: o Último Baile da Ilha Fiscal. E, pior: sendo quase um anti-gourmet já que não se interessava por nada relacionado a vinho, ou comida -- herdou do avô o gosto duvidoso por frangos e galinhas, estas em forma de canja, teve o seu fim ligado à mais estupenda esbórnia etílico-culinária da nossa História: o já referido (último) baile da Ilha Fiscal, oferecido ao comandante Bannen e aos oficiais do encouraçado chileno Almirante Cochrane, na noite de 9 de novembro de 1889, pelo Primeiro-Ministro brasileiro, o Visconde de Ouro Preto.

A “lógica de marketing” era esnobar os republicanos andinos com a pompa da monarquia brasileira, a começar pelo local: um perfeito ponto de mídia preparado para se transformar, naquela noite, na “Versailles Tropical”. Nos jardins, 10.000 lanternas venezianas clareando todo o ambiente e o entorno, o espelho d’água da Baía da Guanabara; no interior, o palácio iluminado com setecentas lâmpadas elétricas para impressionar os cerca de 4.500 convidados. E para bem servi-los, foram mobilizados 90 cozinheiros e 150 garçons, que prepararam 500 perus, 64 faisões, oitocentos quilos de camarão, oitocentas latas de trufas, 1.200 latas de aspargos, 1.300 frangos e 12.000 sorvetes. Tudo descrito comme il faut, num menu impresso em pergaminho: “crême à la Richelieu et purée à la Reine; merlan (badejo) à la façon du chef”; chartreuse de caille (codorniz); pigeons sauvages (pombos), etc. E, de sobremesas, 2.900 doces variados, (além de) “crême au chocolat et aux violettes, charlotes, marrons glacées et bonbons fondants”. Depois, 1.8000 frutas brasileiras e queijos da Província de Minas.
Vinhos: Madeira, Sherry, Marsala, Sauternes (Château d’Yquem), Chablis, Moscato, Margaux, Lafitte, Château Léoville, Lacrima Christi e Porto – safra 1834. E os champagnes Cristal, Veuve Clicquot, Heidsièch, Chambertin e Pommard. Além de licores e conhaques, como descrevem José Murilo de Carvalho, Guilherme Figueiredo e Carlos Cabral.
A preço de hoje, foram gastos algo como 250.000 dólares em bebidas!
Para alegrar o ambiente, seis orquestras executavam valsas e minuetos e muitas senhoras “pregaram” gaiolinhas de pirilampos em seus coques, para “alumiar” a Valsa do Imperador. Enquanto no largo do Paço, fronteiro à ilha, uma banda da polícia tocava lundus e fandangos para a pequena multidão barrada no baile.
D. Pedro II compareceu com toda a família, mas retirou-se cedo. Diabético e doente, deve ter considerado mais uma “maçada” do cargo. Mas provavelmente não suspeitava que perto do cais, no Clube Militar, um punhado de conspiradores acertava os detalhes do assalto ao poder.
Só que essa “festa retumbante”, como a descreveu, criticando, o jornal “O Paiz”, foi de inteira responsabilidade do voluntarioso Visconde de Ouro Preto, mineiro, ex-ministro da Marinha e, na época, presidente do Conselho de Ministros. Que a concebeu como um exemplo da “grandeur”do Império.
Oito dias depois, a 17 de novembro – um domingo – uma lancha do arsenal da Marinha levou a Família Imperial para o vapor Paraíba, ainda de madrugada. Ao meio-dia, o Paraíba zarpou para a Ilha Grande, onde estava o Alagoas. O transbordo foi feito à noite e na manhã do dia 18 de novembro D. Pedro fez-se ao “mar oceano” da costa brasileira – para nunca mais voltar.


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Rio, 22 de julho de 2009: bomba! bomba! os três astronautas do Apolo II não tinham seguro de vida

Com receio de que nunca voltassem da missão na Lua, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, tripulantes da Apollo 11, deixaram para a família alguns itens que poderiam ser valiosos para colecionadores, garantindo algum dinheiro aos parentes. Entre eles, cartões com vistas da Lua e a assinatura dos três e de Nixon, então presidente dos EUA. Aliás, esse temor de uma tragédia era compartilhado pelo próprio presidente, que já tinha o rascunho de um discurso (escrito pelo seu ghost-writer, William Safire) pronto, para o caso de os tripulantes não conseguirem voltar para casa.
"O destino determinou que os homens que foram explorar a Lua, em paz -- hão de ficar na Lua, para descansar(em) em paz", afirmaria Nixon. E concluiria: " esses bravos homens sabem que não há esperança de resgate." (texto da Folha Online)
Como é a vida! Os três voltaram heróis e continuam, ocotogenários mas pimpões, visitando Obama null

E o Nixon

foi quem teve que sair de casa (Branca) e renunciar para escapar ao impeachment. C'est la vie!



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Rio, 21 de julho de 2009: sim, mas como era a dieta dos astronautas à bordo da ApoloII?

O forno de micro-ondas, o velcro, o Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês), as lentes de contato e o laser são objetos e instrumentos que já se tornaram corriqueiros, mas que não existiriam hoje se não fossem as tecnologias desenvolvidas a partir de pesquisas espaciais.

Querem mais? as fraldas infantis descartáveis, as frigideiras de Teflon antiaderentes, os termômetros digitais (para medir a temperatura do vinho, por exemplo) ou o simples código de barras, que simplificou o comércio E QUE FOI UMA INVENÇÃO DA Nasa, para identificar as milhares de peças de suas naves.

Bom, isso é o que eles trouxeram. Mas qual era a dieta dos astronautas à bordo do Apolo II ?

Medíocre. Em um ambiente de baixa gravidade, se não forem presos corretamente, alimentos e bebidas ficam flutuando pela espaçonave. Para evitar esse problema, os alimentos eram cuidadosamente embalados e as bebidas, desidratadas e transformadas em pó. Antes de bebê-las, os astronautas adicionam água com a ajuda de um tubo especial.

Por isso, os primeiros alimentos espaciais estavam longe de serem apetitosos: eram quase todos semilíquidos espremidos para fora de tubos e sugados por meio de canudos. Também havia cubinhos mastigáveis de alimentos comprimidos e desidratados que eram reidratados pela saliva nas bocas dos astronautas.

Para o programa ApolloII, a NASA "preparou" água quente para os astronautas, o que facilitava a reidratação de alimentos. Os três também foram os primeiros a dispor de talheres e não se alimentavam por meio de canudos (ah, bom!). A missão introduziu, ainda, a vasilha-colher, um recipiente plástico contendo alimentos desidratados. Depois que os astronautas injetavam água no recipiente para reidratar a comida, abriam um zíper e comiam com uma colher. O fato de a comida estar molhada, fazia com que ela aderisse à colher e não flutuasse pela nave.

Finalmente, a missão Apollo também criou bolsas termoestabilizadoras, conhecidas como wetpacks. Eram bolsas flexíveis, de plástico ou de alumínio, que mantinham a comida úmida o suficiente para que não fosse preciso reidratá-la. (irgg!)

Bom, como graças a Deus eu não estava "nesse trem", prefiro null numa tarde de abril, querendo maio, ouvindo

E depois, já de madrugada, dançar bem juntinho...
Blue moon
You saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Blue moon
You know just what I was there for
You heard me saying a prayer for
Someone I really could care for

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper please adore me
And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon
Now I'm no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper please adore me
And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon
Now I'm no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own

And then there suddenly appeared before me
The only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper please adore me
And when I looked the moon had turned to gold

Blue moon
Now I'm no longer alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
Without a love of my own
Without a love of my own
Now I have a girl of my own




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Rio, 20 de julho de 2009: nos cornos da Lua!

A expressão parece grosseira, mas era muito usada antigamente para significar "lá longe" -- algo inatingível. E, no entanto, há 40 anos, um domingo, às 20h 17m 43s -- horário de Brasília --102 horas e 46 minutos após a decolagem, pisaram aquele "plateau de fromage" (200DISALLOWED (image90720-paisagem lunar.jpg|124|121|null)) os gringos Neil Armstrong e Edwin Aldrin. O terceiro cosmonauta, Michael Collins, viajou junto mas não foi autorizado a por os pés no solo lunar: coitado! (Etimológicamente que não "faz" coito ou, segundo outros, quem é "acoitado").
Adiante. Armstrong, o primeiro a descer (pisou o Mar de Tranquilidade com o pé esquerdo), disse a frase preparada pela Nasa: "é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade". 500 milhões de pessoas em torno deste mundo assisitiram ou ouviram
a mensagem de Armstrong, então com 39 anos. Aldrin apareceu em seguida e cumpriram, então, o programa "turístico". Hastear a bandeira americana, colocar ao lado uma placa com o nome e a assinatura dos três, mais a do Richard Nixon, então presidente dos EUA, colher algumas amostras do solo, instalar uma antena, uma câmara de televisão, um sismógrafo, etc, etc.
Ficaram na Lua apenas duas horas e dez minutos. E a humanidade não visita a lua desde 1972.
Há milhares de fotos e registros. A melhor, a meu ver, é essa:

AMANHÃ, 21 de julho, vamos ver e "falar" do que a tecnologia da conquista espacial resultou em benefícios para a gastronomia.
Como diria o Mário Quintana, quando a gente morre o outro mundo é este!

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Rio, 17 de julho (SEXTA-FEIRA) de 2009. Como é "sexta-feira" em outros idiomas?

Ao contrário do que a palavra "sexta" poderia induzir, a sexta-feira é considerada o quinto dia da semana no mundo ocidental, porque o primeiro é segunda-feira; logo, é só fazer a contagem.

A palavra é de origem latina e embora em português não tenha outro significado, além do intrínseco, para os espanhóis e italianos, tem. Pelo seguinte: os povos pagãos, antigos, reverenciavam seus deuses dedicando este dia a Vênus, o que faz que em espanhol, por exemplo, se diz viernes, e no italiano venerdi, com o significado de "dia de Vênus". Os anglofônicos também reverenciavam deuses mitológicos. Em inglês, diz-se Friday, dia de Frige e em alemão Freitag, dia de Freiia.

Obs: Frige, na mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas.

Mas o divertido é a expressão americana: Thank God It’s Friday que é quase um slogan nacional, lá. A frase popularizou-se a partir de 1978,

por conta do filme da Donna Summer (com esse título) e passou a ser usada em comerciais, outdoors, jingles e promoção de vendas. A abreviatura é TGIF (Thank God It's Friday) que, por sua vez, é homônima de uma outra abreviatura, que vem da expressão militar -- Tactical Ground Intercept Facility -- .

Bom, o melhor -- no entanto -- não são as frases e sim essa véspera de dois dias pessoais, de pernas de fora ou de sobretudo, dependendo do fim de semana de cada um, ou cada dois, mas sem a pressão do trabalho formal, do chefe,da reuniões, etc, etc. Por isso, acho que o drinque que mais lembra uma sexta-feira é a cerveja/chopp pela sua irresponsabilidade e descompromisso.
Saúde e muita tranquilidade para todos nós, pois!


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Rio, 15 de julho de 2009: meio do ano? Saúde!

Falando nisso, sabem como nasceu a idéia de se dizer um brinde? Dizem que o vinho é uma bebida tão completa, que antes de bebê-la é preciso despertar os cinco sentidos. Então, já temos o tato, o olfato, o cheiro (aroma), a visão...faltava a audição. Batia-se as taças para ouvir o tilintar dos cristais. Mas à medida que os copos foram "ficando mais rudes", resolveu-se completar o tinido com a voz: SAÚDE!
E como existem no mundo cerca centenas de idiomas e algo como 8 mil dialetos, para cada povo existe uma palavra que representa o brinde. Os espanhóis dizem Salud,os ingleses além do Cheers usam frequentemente o Toast, que significa torrado. A expressão provém da velha tradição de molhar o pão torrado ou a crosta de pão no vinho antes do brinde. Na Alemanha diz-se Prosit!, informal principalmente quando se bebe cerveja, ou Zum wohl, mais cerimonioso, geralmente para o vinho.O holandês diz Proost!, o italiano Salute!
o russo Nazdorôvia!, referindo-se a felicidade, ou Za vasheh!, a saúde. O hebraico Leh hayim!, à vida! e o grego Is thien!, à saúde. Em hindu, a lingua mais falada no mundo após o chinês e o inglês, saúda-se com Aapki sehat! Os árabes, (os que bebem), dizem Fisahad tak!; os japoneses e coreanos Kan pet!, que significa copo vazio. Quanto aos chineses, dizem Chin-chin.Outra expressão curiosa é usada na Escandinávia, o Skol!. Pronuncia-se Skol - após um pequeno discurso. Skol significa caveira. A palavra advém do costume viking de beber cerveja nos crânios de seus inimigos, esvaziados e limpos como se fossem canecas.
Eu recomendo, ainda, dois especiais (de minha lavra). a) quando estiverem brindando um homem e uma mulher em estado "de mormaço", o brinde deve ser egoísta: "a nós, que nos bastamos!"
E quando um grupo de amigos razoávelmente bem de vida estiverem brindando, o mote é: "que o supérfulo nunca nos falte".
Amém!


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Rio, 15 de julho de 2009. Elogios? Podem mandar (mais!)

Blogleitores, amigos. Ou, como diria Shakspeare, na sua extraordinária peça Júlio Cesar, pela boca de Marco Antonio, no senado romando: friends, romans, countrymen! Como não consigo postar os comentários (positivos, é claro) que me enviaram os amigos, aí vão eles:
a) a propósito do post sobre Rock'n Rol:
Reinaldo querido,
Adorei o significado do rock, mas gostei muito do menu do Eñe , que já conhecia de SP. Parabéns, o seu blog é inteligente, informativo e divertido! Bjs, Vanda Klabin

b) a propósito do "Vive La France" (de hoje)
1) "Excelente, parabéns". Paul Lindemann (Pousada La Borie)
2) "Você é incomparável, espetacular, o mais francês dos brasileiros:"un gentleman". Veronica Fugs.

Adiante: o Rio que vale a pena, gastronômicamente.
Do Quadrifoglio, refeito, refuncionando inclusive para almoço todos os dias, já falamos aqui. Como em todo o mundo civiliazado, com menu executivo a R$49,00.

Agora, mais dois exemplos: a) o velho e querido Albamar null
alí na Praça Marechal Âncora, com vista para um verdadeiro quadro de Debret: o ângulo aberto de toda a Baía da Guanabara, com antigos navios ancorados e a Ilha Fiscal ao fundo, inicia nova fase pelas mãos profissionais do veterano chef Luiz Incao e seu sócio, Paulo Corrêa.
Única torre restante do antigo Mercado Central do Rio de Janeiro, o restaurante Albamar funciona ali desde 1933.
Luiz Incao tem em seu curriculum 16 anos à frente da cozinha do Copacabana Palace e desde janeiro deste ano está em missão: revitalizar, modernizar e equipar o velho "minarete" na Praça VX (projeto do Chicô Gouveia) para uma nova fase de gastronomia-exigente, que é a
Para isso, já colocou ar-condicionado, vai colocar vidro na parte superior das muitas janelas para ampliar a visão do cenário exterior, vai reformar o 1º piso e transformá-lo num café e, ao mesmo tempo, um espaço para eventos, happy-hour e drinques, vai instalar um aquário e uma adega, vai criar a "griffe" Albamar para delivery, vai adotar a praça e trasnformá-la numa extensão ao ar-livre, com mesinhas, etc, etc. E, sobretudo, vai dar certo.

Mas desde já o serviço é extremamente atencioso, os peixes e frutos do mar são fresquíssimos e muito bem preparados e o chef pretende, ainda, criar os pratos de fim-de-semana: vatapá, moqueca, etc. Vida longa (mais ainda) é o que desejamos -- ao restaurante e a nós mesmos!!!

Último: o Espaço Brasa do Leblon (steakhouse), na Afranio de Mello Franco, está com uma promoção (de aniversário: 2 anos) inacreditável: R$ 39,90 fixos para almoço (até às 16h) e R$53,90 para jantar, todos os dias de semana, com direito a tudo. Bufê frio (ostras, japa, peixes, mariscos, saladas) e quente (paellas, salmão ao vapor, etc) e, depois ... carnes, todas: as "normais" e as exóticas. À frente a gerente Ana Beatriz (21115700), solícita, preparada (sabe tudo) e rigorosamente profissional. Parabéns!
E até amanhã.

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Rio, 14 de julho de 2009: Vive La France!



Mas além da queda da Bastilha e da Marseillaise -- hino musicalmente lindo mas cuja letra é, hoje, no mínimo, políticamente incorreta ("os soldados que vêm degolar nossos filhos"..."o sangue impuro") e, finalmente, o comando: ÁS ARMAS, meus cidadãos! Mas, tudo bem: hino é belicoso mesmo -- eu prefiro celebrar nesta data a outra França, a minha França, que vai do bordeaux ao bourgogne, do brie (le roi des fromages, le fromage des rois!) ao foie gras e, sobretudo, do formidável champagne! null
Ou, ainda:null do Depardieu no papel do célebre cozinheiro Vatel, que se suicidou porque não chegaram os peixes para o banquete em homenagem a Luis XIX.
A minha homenagem,portanto, começa com o meu próprio texto num blog passado sobre "por que a França é um país-gourmet?" e termina com uma música (e letra) bem mais suave do que a Marseillaise.

Porque a a França se beneficia de um relevo onde predominam as planícies que cobrem cerca de 2/3 do território. Além disso, participa também de três cadeias de montanhas, situadas no centro, no sudoeste e no leste do país. O Maciço Central, os Pireneus e os Alpes – o Monte Branco é o mais alto pico da Europa ocidental, com 4.807 metros.
null
Possui, também, uma extensa rede hidrográfica -- para ser uma idéia, o seu volume corresponde a 0,26% da água fluvial do mundo -- que compreende quatro rios importantes para o desenvolvimento industrial e urbano do ecossistema fran­cês. O Loire, com 1.012 km de extensão, o Garone, com 575 km (ambos pouco utilizados para na navegação), o Sena, com 776 km de extensão, navegável de Rouen até o Havre -- que atravessa Paris --, e o Rôhne, com 522 km, que vai de Lyon até a região marítima. Por último, o Reno, com apenas 190 Km, na fronteira com a Alemanha.

Se somarmos a isso quatro estações bastante definidas, teremos uma agricultura e uma vida animal campestre variada e rica em matérias-prima que vão para a panela. Bom, então esse já é um ponto que singulariza a França "par rapport" a outros países e explica a primeira parte dessa vocação para uma cultura em que "se almoça falando do jantar".



Voilà!


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Rio, 13 de julho de 2009: hoje é o Dia Mundial do Rock'n Roll: deite e role!

Rock and Roll (também escrito Rock n' Roll) é um gênero de música que emergiu como "atitude" musical no sul dos Estados Unidos, durante a década de 50. E, rapidamente, se espalhou pelo mundo.

Embora a tradução literal seja algo como “deite e role” há uma evidente conotação sexual e libidinosa nessa expressão composta. É bom não esquecer que os puritanos chamavam o seu símbolo máximo, Elvis Presley, de Elvis Pélvis. Porque tanto "rock" quanto "roll", na gíria dos negros americanos, significa trepar. Por outro lado, o clássico “Rock Me Baby” inverte o sentido do verbo e do ato de embalar a criança, o bebê que, no caso, designa a garota, a namorada, num tom carinhoso de tratamento. A segunda explicação, que completa a primeira, vem de um provérbio inglês que dizia "pedra que rola não cria musgo". Isso foi retomado na década de 50 numa letra de música de outro blueseiro, Muddy Waters, para culminar na música, de Bob Dylan, no próprio nome do grupo Rolling Stones e na revista de rock americana de mesmo nome.

Origem: em 1952, o produtor Alan Freed batizou o seu programa de “Moondgo's Rock'n'Roll Party”, o que acabou definindo a expressão como designativa desse tipo específico de música.
Foi o próprio Freed, aliás, quem organizou o primeiro concerto de rock & roll (1953), ocasião em que apareceram mais de 30 mil pessoas num local com capacidade para no máximo 10 mil, o que tornou o evento inviável, sendo cancelado. Nesse mesmo ano, o concerto foi reorganizado e acabou se transformando num grande sucesso, com participação de Big Joe Turner, Fats Domino, The Moonglows e The Drifters.
Na platéria, mais de dois terços da audiência era composta por jovens brancos, o que provava a atração da juventude dessa década pela música negra.

Em 1956, surgia o primeiro grande fenômeno mundial do Rock: Bill Haley e Seus Cometas.


O rock n' roll nasceu, portanto, da mistura de 3 gêneros musicais distintos da música americana: blues, country e jazz. E o seu intérprete mais emblemático foi Elvis Presley, que juntou a estes gêneros a música gospel que ele ouvia na igreja de sua pequena cidade.

Os instrumentos musicais utilizados numa banda clássica de rock, são a guitarra elétrica, o baixo, a bateria, e muitas vezes um piano ou teclado, embora no início, o principal instrumento tenha sido o saxofone.

Elvis nasceu nas circunstâncias mais humildes, em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississipi no dia 8 de janeiro de 1935. Seu irmão gêmeo, Jessie Garon, nasceu morto, e Elvis cresceu como filho único. Ele e seus pais se mudaram para Memphis, Tennessee em 1948, e Elvis lá se formou na Humes High School em 1953.
Em 1954, iniciou sua carreira musical no lendário selo Sun Records em Memphis.

No fim de 1955, seu contrato foi vendido para RCA Victor. Em 1956, ele era uma sensação internacional. Com um som e estilo que unicamente combinavam suas diversificadas influências e confundiam e desafiavam as barreiras racias da época, ele conduziu uma nova era da música e cultura pop Americana.

Ele estrelou 33 filmes de sucesso, fez história com suas aparições na televisão e especiais, e foi muito aclamado por suas apresentações que frequentemente quebravam recordes, suas turnês e em Las Vegas.

Ele chegou a vender mais de um bilhão de discos, mais do que qualquer outro artista. Suas vendas Americanas o garantiraram prêmios de ouro, platina e multi-platina por seus 149 álbuns e singles, muito mais do que qualquer outro artista. Entre seus muitos prêmios estão 14 indicações ao Grammy (3 prêmios) da National Academy of Recording Arts & Sciences, o prêmio Grammy por sua obra, que recebeu aos 36 anos, e a consagração como um dos 10 Jovens Homens Mais Proeminentes da Nação, em 1970.

Mesmo assim, essa “lenda viva” da juventude do mundo, foi convocada pelo Exército dos EUA e serviu sem nenhum dos privilégios que seu status de celebridade poderia ter facilitado.

Elvis morreu em sua casa em Memphis, Graceland, em 16 de agosto de 1977.



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Rio, 10 de julho de 2009: o cozinheiro Burle Marx.

As meninas do Eça , Deise e Nina, estão a mil por hora com o festival em homenagem aos 100 de nascimento de Roberto Burle Marx (4 de agosto de 1909). O paisagista foi um mini-Leonardo da Vinci brasileiro: nascido em São Paulo, mudou-se para o Rio aos quatro anos e aqui fez de tudo, foi tudo: mosaicista, arquiteto, botânico, artista plástico, tapeceiro, azulejista e ...cozinheiro!
Pois foi pensando nisso, que o elegante Restaurante Eça resolveu resgatar algumas de suas receitas memoráveis, que chef belgo-carioca Frédéric Maeyer recriou e atualizou para esse imperdível festival. Exemplos: salada morna de bacalhau com batatas e raiz forte, musse de codorna com anis estrelado, peixe assado com macarrão de palmito e caviar de berinjela e, de sobremesa, uma ciranda de chocolates (belgas), musse de coco, etc, etc, e muito quilinhos a mais.
Vai desta semana até 4 de agoto: bon appétit!.

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Rio, 9 de julho de 2009: boas novas, novo restaurante no Rio.

Anteontem, dia 7 do 7 -- com lua cheia esplândida -- os espanhóis Javier e Sergio Torres Martínez, inauguraram o EÑE em São Conrado.
Eles já comandam em São Paulo o primeiro EÑE e mantiverm o estilo de mesas dentro e fora (no terraço), paredes de cimento queimado, cozinha aparente, tudo bem moderno, claro -- alegre. Outra coisa: espaço "civilizado" entre as mesas (contrariamente à promiscuidade das velhas tabernas, mtascas e bistrôs europeus).No Rio, serão 85 lugares. E o mesmo menu criativo e fusion entre o melhor da Espanha, da Cataluña e do Brasil. Exemplos: quando foi apresentada no Brasil a cerveja Estrella Damm Inedit desenvolvida em conjunto com Ferran Adrià e seu time de El Bulli, a primeira cerveja criada para acompanhar a alta gastronomia, Sergio e Javier desenvolveram um menu especial, com novos pratos do cardapio de verão do Eñe, para harmonizar com a cerveja. Não estranhem se em breve, muito breve, o Eñe apresentar uma "carta de cervejas". Outro exemplo:
Além disso, o menu é curiosamente dividido:
1) Tapas frios

Jamón ibérico
Pão crocante, tomate, azeite e sal Agua de tomate en gelatina a la marinera,
Geléia de tomate com frutos do mar
Gazpacho
Sopa fria de tomate com toque de legumes crocantes
Terrina de foie, vino tinto y especiesSegundo antiga receita medieval
Tartar de pescados con caviar de Cálix
Tartar de pescados com ovas de peixe voador
Txangurro en ensalada con pan de oro
Salada de caranguejo gigante Ensalada de lentejas y verduras con chorizo
Salada de lentilhas

Tartar de ostras con tomate de colgar Ostra em sua pérola vermelha (delícias!)
Coração de alface com atum escabechado,queijo manchego e cogumelos


2) Tapas quentes

Paillard tibio de gambas con relleno de coral y setasPaillard de camarão com cogumelos
Alcachofa estofada con panceta
Gambas al ajilloRamarão no alho ao estilo eñe
Calamares a la romana
Lulas elegantemente vestidas
Pulpo a la gallega con patata y pimentón Polvo tradicional na versão eñe
Croquetas caseras de jamón ibéricoCrocante por fora cremoso no interior

3) Pratos principais

Vieira em emulsão de salsinha Patatas bravas
Popular batata picante espanhola Crema de mandioquinha con caviar de Sagú
Produto brasileiro e técnica espanhola em harmonia Parmantier cremoso con jabugo
Crema de batatas com Jamon ibérico
Crema de mandioquinha con caviar de Sagú
(Produto brasileiro e técnica espanhola em harmonia)
Parmantier cremoso con jabugo
Crema de batatas com Jamon ibérico
Fideuá de pescados y gambas
Paella feita com cabelo de anjo aos frutos do mar
Arroz caldoso de langosta, gambas y mariscos(min. 2 pessoas)
Paella de pato com Feijão Santarém Especialidade
Paella marinera
Paella de arroz negro y calamar Arroz com tinta de lula (min. 2 pessoas)
Arroz cremoso de verduras y setasAveludado,
Bacalao al pil-pil Posta do melhor bacalhau em emulsão de azeite e alho
Ventresca de atun
Grelhada com madioquinha, lembranças do mediterâneo
Lomo de Corvina Em cama de sal e perfume de ervas da montanha
Langosta en cama de lechuga y Jerez Lagosta, alface romana e jerez
Lomo de pez espada con algas y arroz negro Posta de agulhão cozido na gastrovac ao aroma de algas Rabo de toro guisado en hojaldre,
Rabada no estilo espanhol coberta com massa folhada Picantó guarnecido de arroz negro cremoso
Galeto com cremoso arroz selvagem
Solomillo con cebollas crujientes y jugo de prensa
Cordero lacado con patatas
Cordeiro e purê de batatasJarrete de ternera lacado
Vitela lentamente braseada
Cochinillo crujiente con manzana
Leitão crocante com maçã Tabua de queijos, frutas e geléia

4) Sobremesas

Seis tipos de queijos, espanhóis e brasileiros
Mouse Crema catalana
Turrón helado de almendras b>Em versão eñe
Esfera de chocolate, naranja y Café Tarta de chocolate caliente
Sobete de mandarina y jengibreSorbet de tangerina e gengibre
Ravioli de piña y fetuchini de mangoRavioli de abacaxi com mousse de mango
Horchata helada con cerezas y licor de cítricos creme de amêndoas

5) Vinhos de sobremesa (em taça) Porto Graham’s Tawny
Moscatel de la Marina 06 gran feudo moscatel
Alvear Pedro Ximénez
Pedro Ximenes Solera
Tokaji Hegyalija-Ch. Megyer
Sauternes – Schroder & Schyler

Amigos, teleblogueiros: não vou especificar os preços, mas garanto que são absolutamente "possíveis". Vale conferir!
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English version

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Rio, 7 do 7 de 2009. (Atenção, numerologistas!). Continuação de...

A Visão Francesa da Gastronomia e da Nutrição. Para quem perdeu o posto de ontem, esse foi o tema que a Bia Rique e eu apresentamos na FLIP-2009, na Casa do Jornal do Brasil, no sábado passado.

Ontem, retransmitindo a palestra, eu comecei -- como lá, na FLIP -- por uma indagação: por que certos países são gourmets e, outros, não são?

E a resposta é: porque certos países têm um território e uma história que fazem da culinária parte da cultura de seu povo. No caso da França, parte importante. Mostramos que a topografia, a hidrografia e, por consequência, a riqueza da fauna e da agricultura são um convite à variedade e alternância da matéria-prima que vai para a panela.

Mas toda essa oferta de matéria-prima resultaria, apenas, numa mesa farta e regionalizada -- como Portugal -- se não houvesse por trás desses frutos, frutas, legumes, tubérculos, peixes, mariscos, aves, caprinos, bovinos, patos e gansos, uma conexão entre gastronomia e poder.

Vocês já pensaram no trabalho que exigia dos chefs contentar o Rei e a Corte durante quase sessenta anos? Ainda mais um Rei-Sol? Vocês acham que ELE aceitaria repetir o prato do almoço no jantar?

Vejamos um pouco da Hitória da França.

A França foi uma monarquia absolutista desde 1500 e pouco, mas esse poder divino só atingiu o seu apogeu com Luis XIV (1638-1715), que foi o Rei-Sol durante cerca de 54 anos (1661-1715): embora tivesse sido alçado ao trono 10 anos antes, em 1651. Quase 70 de mando, portanto, porque nos primeiros tempos, dividia o poder com o Cardeal de Mazarino, seu tutor e primeiro-ministro, mas já despontava como um epicurista -- isto é, apreciador de boas mulheres, champagne, boas comidas e...PODER.

Luis XIV não era um homem grande – media 1.61 m – mas era elegante e "fazia presença" sua elegância, sua beleza (para a época) e... sua majestade! Mas era forte, por natureza (imaginem morrer com 77 anos depois de todas as esbórnias que praticou. Combateu na cama, nos campos de batalha e... na mesa! Nunca se cansava. Não sentia nem o calor nem o frio, nem chuva nem o granizo. Além disso, amava a dança e os espetáculos de balé: era um dançarino incansável. null

Pintava as maçãs do rosto e usava cabeleiras postiças, pois ficou careca cedo. E teve trinta amantes e outras tantas apenas favoritas. Além da esposa, espanhola.

Era, também, um homem informado (fofoqueiro?), já que graças a sua Guarda Suíça -- que espionava tudo e todos no Palácio de Versailles -- estava sempre a par dos acontecimentos.

E, como todos os Bourbons, dono de um apetite voraz.

Abro parênteses para narrar um (delicioso) episódio, célebre no mundo da gastronomia: o suicídio de Vatel porque errou na proporção de peixes e mariscos que seriam servidos num banquete que Louis II, o famoso "príncipe" Condé, dono do Castelo de Chantilly
ofereceu a Luis XIV e à toda a Corte: 3.000 pessoas.

Foi assim: Condé era riquíssimo e mais ambicioso, ainda. E Vatel o seu chef de banquetes e grande pâtissier (doceiro), tanto que criou um creme leve como uma núvem e batizou-o com o nome do castelo.

Em 1671, Condé convidou o rei Luís XIV para um fim de semana de caçadas no seu castelo.
Vatel teve duas semanas para preparar a recepção. null (aqui Vatel representado por Depardieu no filme em sua homenagem)
Estressado, passou 12 dias sem dormir.
No dia da chegada do Rei, apareceram mais convidados do que o esperado (natural).
Vatel errou a mão pela primeira vez: o faisão assado não foi suficiente. Muitos convidados não o provaram.
"Minha honra está perdida", comentou.
O príncipe de Condé tentou consolá-lo: "Vatel, nunca houve um jantar tão magnífico como o de hoje".
Mas não adiantou.
O cozinheiro estava cada vez mais preocupado com o banquete de sábado, o maior da sua carreira.
Menu: filé de linguado, anchovas, melão com presunto de Parma, lagosta com molho de camarão e mariscos, pernil de carneiro, pato ao molho de vinho Madeira e, de sobremesa, bombas de morango. Afora os chocolates, de todos os tipos, já que o Rei os adotou depois que casou com a princesa espanhola Maria Teresa, na Catedral de Reims.
Para beber champagne -- Luis XIV adorava champagne, e bebia muito e vinho Fronsac, um branco e tinto de Bordeaux.
Chega o sábado, 23 de abril de 1671. Era a décima terceira noite que François Vatel não dormia.
Às 4 da manhã, levantou-se depois de duas horas insone no colchão.
Foi checar se a encomenda de peixe para o banquete em homenagem ao Rei da França, já havia chegado.
Na cozinha do castelo, um peixeiro o esperava com apenas duas cestas cheias.
Era pouco.
Vatel encomendara, também, frutos do mar de todos os portos da França para a ocasião.
"Isso é tudo?!!!", desesperou-se.
"Sim, é só isso, senhor", respondeu o peixeiro.
"Não suportarei mais essa desgraça", exclamou.
Voltou para o quarto, trancou a fechadura e se matou com um punhal.
Uma hora depois da tragédia, diversos pescadores começaram a chegar com suas cargas: tinha havido um atraso nos portos.
À noite, o banquete foi um sucesso.
Em respeito a Vatel, não serviram o linguado.
Finalmente, o Rei Luís XIV se rendeu aos dons do cozinheiro.
Mas era tarde demais.

Amanhã, 8-7-09, continuaremos (se não faltar peixe para o Rei!!!)

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Rio, 6 de julho de 2009. Por que certos países são gourmets e outros não?

Esta foi a pergunta com a qual abri a minha palestra na FLIP, no sábado, 4 de julho. Falamos, a Bia Rique e eu, na Casa do Jornal do Brasil, sobre "A Visão Francesa de Gastronomia e Nutrição".
Resposta: porque certos países -- e a França é o exemplo-síntese -- reúnem um território e uma história que se aliam para estabelecer uma cultura gastronômica nacional.

a) O Território: a França se beneficia de um relevo onde predominam as planícies que cobrem cerca de 2/3 do território. No entanto, participa também de três cadeias de montanhas, situadas no centro, no sudoeste e no leste do país. O Maciço Central, os Pireneus e os Alpes – o Monte Branco é o mais alto pico da Europa ocidental, com 4.807 metros.
null
Possui, também, uma extensa rede hidrográfica -- para ser uma idéia, o seu volume corresponde a 0,26% da água fluvial do mundo -- que compreende quatro rios importantes para o desenvolvimento industrial e urbano do ecossistema fran­cês. O Loire, com 1.012 km de extensão, o Garone, com 575 km (ambos pouco utilizados para na navegação), o Sena, com 776 km de extensão, navegável de Rouen até o Havre -- que atravessa Paris --, e o Rôhne, com 522 km, que vai de Lyon até a região marítima. Por último, o Reno, com apenas 190 Km, na fronteira com a Alemanha.

Se somarmos a isso quatro estações bastante definidas, teremos uma agricultura e uma vida animal campestre variada e rica em matérias-prima que vão para a panela. Bom, então esse já é um ponto que singulariza a França "par rapport" a outros países e explica a primeira parte dessa vocação para uma cultura em que "se almoça falando do jantar".

Amanhã, terça-feira dia 7, vamos falar da parte que cabe à História. Se tiver comentários ou críticas até aqui, por favor me envie, caro blog-leitor(a).

























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Rio, 2, 3 e 4 de julho. Meus 64, Beatles (of course) e FLIP

Mas antes de mais nada,quero agradecer o gentilíssimo comentário que recebi da Mirna Brasil Portella: "Caríssimo Reinaldo, que maravilha o seu blog! É sempre bom ter boas coisas para ler. Vindas de você, então, nem se fala!!! Parabéns pelo aniversário! Aproveito para deixar o endereço do meu blog (meu e de uma amiga). São comentários sobre cinema, literatura, arte e coisinhas legais. Nem tão atual..."
Valeu, Mirna. Mas qual é exatamente o endereço do seu blog?

Outra coisa: como eu disse no post de ontem, fiz -- ontem -- meus primeiros 64 anos. E para brindar com vocês, ofereceço essa ótima interpretação da "toada" que ouvi mais dos que os clássicos "pa-rabéeens práaaaa vôoocêe".

E vou para Paraty. No domingo, dia 5/7, volto "à liça".
Até láaaaaaaaaaaaaaaaaa

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Rio, 1º de julho de 2009. Hoje é dia de meu aniversário. Parabéns para mim. E para todos os cancerianos.

E, para comemorar, vou transcrever três poemas que o meu coração aprova. Tomara que vocês gostem!

O primeiro é do velho Bandeira, uma "fuga" com bilhete de volta.

Poema Pasárgada

VOU-ME EMBORA pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água.
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver triste mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada...

O segundo, Mário Quintana: o melhor do simples.



E o terceiro, "dois em um". Drummond falando de Portinari.(Em 6 de fevereiro de 1962 morre Portinari, intoxicado pelas tintas).

A MÃO
Entre o cafezal e o sonho
o garoto pinta uma estrela dourada
na parede da capela,
e nada mais resiste à mão pintora.
A mão cresce e pinta
o que não é para ser pintado mas sofrido.
A mão está sempre compondo
módul/murmurando
o que escapou à fadiga da Criação
e revê ensaios de formas
e corrige o oblíquo pelo aéreo
e semeia margaridinhas de bem-querer no baú dos vencidos
A mão cresce mais e faz
do mundo-como-se-repete o mundo que telequeremos.
A mão sabe a cor da cor
e com ela veste o nu e o invisível.
Tudo tem explicação porque tudo tem (nova) cor.
Tudo existe porque foi pintado à feição de laranja mágica
não para aplacar a sede dos companheiros,
principalmente para aguçá-la
até o limite do sentimento da terra, domícilio do homem.

Entre o sonho e o cafezal
entre guerra e paz
entre mártires, ofendidos,
músicos, jangadas, pandorgas,
entre os roceiros mecanizados de Israel,
a memória de Giotto e o aroma primeiro do Brasil
entre o amor e o ofício
eis que a mão decide:

Todos os meninos, ainda os mais desgraçados,
sejam vertiginosamente felizes
como feliz é o retrato
múltiplo verde-róseo em duas gerações
da criança que balança como flor no cosmo
e torna humilde, serviçal e doméstica a mão excedente
em seu poder de encantação.

Agora há uma verdade sem angústia
mesmo no estar-angustiado.
O que era dor é flor, conhecimento
plástico do mundo.

E por assim haver disposto o essencial,
deixando o resto aos doutores de Bizâncio,
bruscamente se cala
e voa para nunca-mais
a mão infinita
a mão-de-olhos-azuis de Candido Portinari.

E, agora, um brinde.



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