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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

O que beber com esse calor?

Premissa: água, sucos e fermentados. Este blog não é de destilados.
Até porque não é um calor ocasional: é verão 24h.

Então, primeiro: água, muita água. Filtrada, ou as melhores minerais, com a Pedras Salgadas, portuguesa.
Segunda: sucos de frutas encharcadas de água: melancia, melão, tangerina, laranjas, limões, por aí.
Mas … e se der vontade de um “alquinho”?
Alternativa: a velha e boa cerveja, se possível artesanal e que dispensa discurso. a cerveja é a cara do verão. Embora os europeus do norte a bebam no maior frio – quase quente!
Mas vamos “pro sério”: vinhos brancos, rosés ou espumantes, também brancos ou rosés.
Observação, só para os esquecidos: e por que brancos ou rosés?
Porque como as cascas das uvas (aonde se concentram os taninos, muito calóricos) são retirados nas primeiras horas da fermentação, são bem mais leves. E devem ser bebidos refrigerados: 12 a 15 graus.

E agora a surpresa: podem ser verdes ou maduros. Aliás: a maioria acha que o vinho é chamado de verde por oposição ao maduro?
Nãaaaao.
As uvas do vinho verde são colhidas maduras e depois do processo natural de vinificação, engarrafas no ano seguinte. O vinho verde branco é tão palha, amarelo-âmbar ou dourado quanto qualquer maduro, como nessa garrrafa e taça de Casal Garcia, uma das marcas emblemas “da terrinha”.
Casal Garcia

Entâo por que a designação Vinho Verde?

Pra começar, porque como quase tudo que vem e permanece da cultura do país, porque é assim que o povo o batizou … há mais de 200 anos. E o povo o designa assim, porque o manto que cobre esse vasto território do noroeste de Portugal, descendo pelas serras, cobrindo os vales e que se estende até o mar é verde!
O Minho

De Melgaço ao Vale de Cambra, de Esposende até o sopé das montanhas que anunciam a proximidade de Trás-os-Montes, varia o relevo, alteram-se as paisagens agrícolas, mas o verde impõem-se com a marca cromática da região.
A seguir, “vinho verde” é uma denominação de origem, que foi criada em Portugal em 1908, para identificar os vinhos jovens produzidos no noroeste de Portugal. Hoje eles são certificados pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) que lhes outorga o selo de Denominação de Origem (DO) ou Indicação Geográfica (IG).
Essa geografia é a que se espalha da chamada região do Entre-Douro até lá em cima, no Minho. (Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção, Paiva e Souza.
Os verdes podem ser brancos, rosés ou tintos (que não interessam no momento). As principais castas são, para os brancos, o Loureiro, o Alvarinho, o Arinto (conhecido localmente por Pedernã) e a Trajadura. Estes vinhos verdes, ao serem produzidos, apresentam uma concentração grande de ácido málico, o que faz com que a fermentação não termine na vinificação, mas continue – como ocorre com os espumantes – gerando uma segunda fermentação, já na garrafa.
E como um dos resultantes dessa fermentação é o CO2, o vinho apresenta o que os produtores e enólogos chamam de “agulha”, algo que lembra na boca as bolhas de um espumante/champagne. Devem ser bebidos entre 6 e 10 graus.
É a dica desse blog.
E as marcas indicadas pelo portal: www.gastronomias.com em colaboração com a C.V.R.V.V, são
Älvarinho”- Provam. Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção, Ltda
“Varanda do Conde” – idem
“Muralhas de Monção” – Adega Cooperativa Regional de Monção
“Casa de Cerdeiro” – Soc. Agric. Casa de Cerdeiro, lda
“Quinta de Azevedo” – Sogrape Vinhos de Portugal S.A
“Solouro” – Solouro, Soc. Agricola do Louro, S.A.
“Casa de Sezim (Colheita Seleccionada)” – Sezim Soc. Agro. Pecuária, Lda
“Almanova” – Eduardo Alberto P. Valente Leal

Finalmente um vinho fortificado (fermentação interrompida pela adição de aguardente vínica): o Portonic.
Está na maior moda. Uma boa dose de vinho do Porto branco, seco, com água tônica, gelo e uma folhinha de hortelã ou manjericão à cavaleiro, na borda.
Ah, sim, e ar refrigerado a até 20 graus, sem pena da conta de luz…

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2 Comentários

Comentários:

  • Reinaldo, muito interessante a explicação da designação de “verde” para esses vinhos. Mas me despertou uma dúvida: se não me engano, em francês e em inglês a designação não tem nada a ver com o verde, e sim com “novo”. Por que será?

    Lilian

    11 de fevereiro de 2016 às 22:53

  • Reinaldo.Grande lição sobre o que é um vinho verde.
    E vivendo e aprendendo.
    Parabéns Excelente matéria

    Paulo Henrique

    13 de fevereiro de 2016 às 11:39

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