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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

O vinho e a mídia

A propaganda do vinho remonta às inscrições e desenhos em ânforas dos gregos.
anfora romana

E evoluiu aos longo desses milênios através de todas as plataformas de comunicação.
De pinturas, como nesse extraordinário Baco, de Caravaggio, no século XVI Baco de Caravaggio até — e sobretudo – às litografias no próprio rótulo das garrafas.

Escolho uma das mais emblemáticas: a deste Pomerol, o Château Petrus, cujo frontispício (epa!) é o São Pedro com as chaves do céu!
Château Petrus com chave
Sem esquecer dos comerciais impressos com belas ilustrações, sobretudo em revistas, ou em filmes. Como “reclame” aí vão duas. Uma, de extremo bom gosto, a mulher dentro de uma garrafa de Taittinger, abaixo.
lìnstant Taittinger

A outra, discutível. Como nos mostra Luiz Cola no seu blog, esse comercial do tinto português Periquita apela para a taça de vinho e a sugestão do órgão sexual feminino. (Cartas para o blog)
vinho e erotismo

Há dias, no entanto, (no seu número de 16 de fevereiro último) a excelente La Revue du Vin traz matéria a respeito de 9 empresas start-ups de Nantes, na França, que se juntaram para formar uma associação com o intrigante título “A Vinha Numérica”. La Revue du Vin

Observação: Start Ups são empresas recém criadas, de pequeno porte, com o foco em tecnologia e espírito empreendedor, em constante busca de um modelo de negócio inovador.

E a que se propõe essa associação?

Primeiro, a criar uma rede social para os vinicultores dessa região. Segundo, a criar um programa de relações com clientes – tudo em modo digital, ça va sans dire!— para os negociantes e distribuidores de vinho.
Terceiro, e de acordo com o presidente da associação, Quentin de Molliens, estabelecer como objetivo-master a pedagogia. E ela que passa a discutir e ensinar, entre os nove, desde a otimização do manejo agrícola – plantio, controle de pragas, escolha do solo, etc – até a outra ponta: a comercialização, o marketing, o serviço e os instrumentos de controle entre investimento e retorno.

Ou seja, fazendo o caminho inverso do prazer de degustar um bom vinho à uva pendurada na parreira, há toda uma cadeia produtiva intimamente ligada ao negócio do vinho.

Conclusão: razão tinham os latinos. Neg-ócio vem de negar o ócio!

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