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Rio, 15 de setembro de 2016. Do pé na jaca à moderação

Até há uns 20 anos atrás (e muitos outros para trás), era comum o bom cliente chegar a um restaurante estrelado para jantar (e para almoçar, também), pedir um uísque (ou mais) no bar e, na hora de partir para a comida, encomendar um bom vinho. No lugar do uísque podia ser um Dry Martini, Negroni ou outro havy drink da moda. O vinho era tinto, em geral.

Pergunto: as pessoas tinham mais resistência ao álcool? A sociedade era mais tolerante com os amigos(as) “altinhos”? Não sei. Sei que esse modelo em restaurantes e no “âmbito das refeições” é cada vez mais raro, porque o mundo deu uma baixada de bola geral (fora as exceções, é claro — e escuro). O usual é que quem vai de destilado, vai de destilado até o fim e escolta as refeições com água, sucos ou refrigerantes.

Mas, e por isso mesmo, surgiu uma nova geração de apreciadores de fermentados que pedem uma cerveja (nunca um chope) como drinque e o bom e saboroso vinho para harmonizar com a comida. Boni e Ricardo Amaral estão nessa lista. E eu, às vezes. Os franceses, no verão, quase sempre. vinho e cerveja

Bom, falar de vinho é o que temos feito há quase 20 anos neste espaço.

Vamos falar de cerveja?

Assim como o vinho, a cerveja é proveniente do antigo Egito. Inscrições em hieróglifos e ânforas testemunham o gosto daquele povo pelo afty e pela hnqt.
hieróglifos sobre cerveja

Segundo o pesquisador Lucas Ferreira, no seu Viagem ao Egito, a cerveja era parte da dieta cotidiana dos faraós há mais de 5.000 anos. Ela era apreciada por adultos e crianças. O uso da cerveja na sociedade egípcia, no entanto, ia muito além do que apenas como bebida. Muitas vezes, era prescrita para tratar várias doenças. Considerava-se a cerveja o presente mais adequado para se dar aos faraós egípcios. E estes a ofereciam aos deuses.

E o que é a cerveja?

É o resultado de uma fermentação alcóolica preparada com o mosto de algum cereal maltado, sendo o mais popular a cevada, embora possa-se usar o trigo, arroz, milho, aveia e centeio, também. Número dois: a água. Como sempre, elemento determinante. Três: por volta do ano 700 dC, houve a introdução do lúpulo: que fez toda a diferença. O lúpulo é uma trepadeira de origem europeia que tem parentesco com a canabis embora não possua propriedades entorpecentes.
a flor do lípulo

Usa-se a flor do lúpulo para acrescentar um gosto amargo que equilibra a doçura do malte e possui um efeito antibiótico moderado, que favorece a atividade das leveduras da cerveja. E para evitar que ela “envelheça” rapidamente.

Mas além do lúpulo, dezenas de estirpes de fermentos, naturais ou cultivados, são utilizados pelos cervejeiros, o que resulta em duas famílias principais de cervejas: as lagers, de baixa fermentação, com aroma suave e teor alcoólico entre 3% e 5% e as ales, de alta fermentação e sabor frutado, apresentando uma coloração que varia do dourado ao marrom escuro.

Todas devem ser tomadas a uma temperatura entre 2º e 6º, atualmente em taças de vinho tipo borgonha. taça tipo borgonha

E se a degustação for a dois (casal, obviamente) o brinde pode ser sofisticado: a nós, que nos bastamos!

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