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Rio, 27 de outubro de 2016. Navegar é preciso para um gourmet

É pra onde deve navegar um apreciador da boa mesa (e bom copo) no centro do Rio. Para o restaurante Navegador, na proa do Clube Naval no Rio, na Av. Rio Branco. Elegância e simplicidade.
salão do Navegador

Lá, como define melhor do que ninguém a chef-proprietária, Teresa Corção, “os ingredientes dos pratos do Navegador têm alma, história. E nossas receitas, identidade e sabor. Escolhemos pequenos produtores da agricultura familiar de vários estados do Brasil,
não só porque estes produtos são feitos artesanalmente, com especial carinho, mas também porque desta forma apoiamos a economia criativa e ajudamos a preservar o meio ambiente. E a diminuir o êxodo rural.
Teresa Corção

Das hortaliças orgânicas do Brejal e Itaipava, na Serra Fluminense, às farinhas de mandioca especiais do Pará e de Santa Catarina, passando por queijos tradicionais de Minas Gerais, das serras do Salitre
e da Canastra, nossos alimentos são escolhidos com toda a atenção. Conhecemos quem os produz e visitamos suas terras. Essa é a nossa forma de trazer para você saúde, prazer e um momento de felicidade gastronômica.”

Teresa nasceu cozinheira. Filha temporã do político, escritor e pensador Gustavo Corção. Seu apelido era raspa de tacho, porque comia tudo o que achava no velho casarão do Cosme Velho. Por isso, talvez, desenvolveu uma ligação afetiva com o que ela chama de “comida de velho” – sopas, mingau, pão dormido…

Mas depois veio o mar (Navegador!) e lá se foi a Teresa para Londres, onde começou a frequentar e conhecer os restaurantes étnicos. Casou-se com um inglês.
Ora, restaurantes étnicos induzem à curiosidade pela diversidade, vestibular de todo bom gourmet. O Antonio Houaiss confessava que tornou-se um apaixonado pela boa comida, porque cresceu na Copacabana dos anos 20-30 (Siqueira Campos esquina com Atlântica) onde a maioria dos vizinhos era de imigrantes. Então, comia um dia em casa de belgas, no outro de italianos, russos, quando na sua caseira mesa libanesa. E (d)aí foi formando esse paladar universal que o transformou num professor de gastronomia. Além de voraz apreciador de pequenas porções – de tudo.

De Londres a nossa Teresa voltou e assumiu o restaurante dirigido pela irmã Margarida, em 1981. E ali fincou uma trincheira de de entreposto de ingredientes fluminenses e brasileiros. Tanto que fundo o Instituto Maniva, cuja missão é agregar valor à agricultura familiar, incentivando a biodiversidade e formando ecochefes!

Pelo menu, vê-se a riqueza dos insumos vindos de nossas terras, serras, mares e rios.
menu executivo do Navegador

Mas recomendo o tagliattele de pupunha, com camarões de Cabo Frio, vieiras da Ilha Grande e palmito de Silva Jardim.
tagliatelle de pupunha

Afinal, como diz a Teresa, comida é cultura, afeto: memória.

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