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Rio, 5 de janeiro de 2017. Elvis está vivo?

Pela teoria da conspiração, sim. Está vivo, velho e… depois de três operações plásticas radicais cria cabras numa chácara peto de Itaipava, na serra fluminense. E vai comemorar o aniversário no próximo domingo, 8 de janeiro, com bolo de banana e cerveja Original.

82 anos.

Já pelo obituário,  ele morreu em agosto de 1977,  em sua casa no Memphis, Graceland, aos 42 anos: gordo, cardiopata, deprimido e viciado em remédios (pelo menos). E o seu caixão é vedado.

 

Mas vamos lá: Elvis nasceu em circunstâncias humildes, em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississipi, no dia 8 de janeiro de 1935. Seu irmão gêmeo, Jessie Garon, nasceu morto e Elvis cresceu como filho único.

Os seus pais se mudaram com ele para Memphis, Tennessee em 1948. E foi lá que Elvis se formou na Humes High School, em 1953. E em 1954 iniciou sua carreira musical pelo lendário selo Sun Records, em Memphis. Com um estilo de cantar e se “demonizar” no palco que combinava as suas muitas e até inconscientes influências que desafiavam as barreiras raciais da época, tornou-se rapidamente uma celebridade.

Elvis se projetava como o símbolo mais espetacular do rock n’ roll , mistura de 3 gêneros distintos da música americana: blues, country e jazz – ao qual ele acrescentou o gospel, que ouvia na igreja de sua pequena cidade.

Resultado: as suas apresentações não representavam, apenas, um show; mas uma atitude típica do fim dos anos 50 nos EUA (transferida para o cinema primeiro pelo James Dean, em Juventude Transviada e, na sequência, por Marlon Brando, com O Selvagem, de 1953.

Rebeldia e transgressão.

E embora a tradução literal de Rock and Roll seja algo como “deite e role”, o conceito não esconde uma evidente conotação libidinosa. A tal ponto que os puritanos o chamavam de Elvis-Pelvis.

Além dos shows, no entanto – ou por isso mesmo – Elvis estrelou 33 filmes de sucesso e chegou a vender mais de um bilhão de discos! Suas vendas lhe garantirarm prêmios de ouro, platina e multiplatina por seus 149 álbuns e singles, muito mais do que qualquer outro artista do seu tempo.

 

No auge, era um gajo bonito, na categoria anos 50. Mas nunca pra genro!

A fama e o excesso de exposição — intermináveis tournês, compromissos, farras, alto e baixos, casamento desfeito — cobram um preço altíssimo, como quase sempre. E esse ídolo que talvez só se compare aos Beatles em termos de fama planetária, morreu moço, só e deprimido.

Ou será que não morreu?

Acho que não: está vivo. Como Sinatra, Pavarotti, Lennon, Gardel, Piaf, Vinícius, Tom, esse cast de ouro que foi cantar em outro plano…

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