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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Rio, 5 de maio de 2017: “à mesa, como convém”.

Pra começar, esse era o título do Apicius na Revista Domingo (saudosa) do Jornal do Brasil.

Dois:  como hoje (4/5/17), comemora-se 80 anos da morte (física) do Noel Rosa, não posso deixar de aproveitar o gancho dos seus versos em Conversa de Botequim:

“se você continuar limpando a mesa/ não me levanto/nem pago a despesa” (versão original). Assino embaixo! Nada pior do que garçom rápido — no que não precisa…

E por falar em mesa, engreno uma segunda: fora o garfo e a faca de(para) peixe.

Curiosidade: o garfo de peixe tem um dente mais grosso que os outros e isso para ajudar a separar as espinhas.

E a faca de peixe não corta, é cega: apenas separa a carne das espinhas. Ora, como quase sempre o peixe vem acompanhado de legumes ou batata, há a necessidade de uma faca que corte. Uma faca de peixe não “encara” uma batata noisette, por exemplo e, muito menos, uns aspargos, ou batatas “ao murro”.

20120318-faca para peixeLogo, inútil.

Falando neles: o garfo, a colher e faca, são utensílios de mesa que surgiram no cenário da gastronomia trazidos por Catarina de Médicis … em 1533 e em diante. Quando ela se casou com o futuro Rei de França, Henrique II, nesse ano ( à época ainda o Duque de Orleans),  trouxe consigo da sua Itália um enxoval completo com garfo, faca e colher. E decoradores que idealizaram a mesa ideal para banquetes e jantares da corte. Essa disposição foi usada durante, pelos menos, os 400 anos seguintes, inclusive nas embaixadas.

 

 

 

20120318-Catarina de Médicis20120318-o diagrama dos pratos e talheres

Mas esse tempo já vai longe. Mesmo em banquetes.

No cotidiano, atualmente, vale a regra em vigor para a gastronomia: sempre que possível, prepare o melhor do simples. E seja feliz!

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