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Rio, 24 de maio de 2017. Restaurantes encantados!

NOTA IMPORTANTISSIMA: o Luciano Pessina, um dos proprietarios da Osteria Delle Angolo, me passa a excelente noticia que a OSTERIA nao tem planos de fechar e nos aguarda para um “amaro” depois de almo’co ou jantar, em qualquer dia ou noite da semana. Vida Longa, amigo!

Furto ao a Guimarães Rosa a metáfora do seu discurso de posse na ABL: a gente não morre. Fica encantado. Os restaurantes também? Tomara. Pois só neste maio, que deveria ser macio, com o só ruído do zumbido de abelhas, rolaram mais cabe’cas que na guilhotina de Robespierre.

E no planeta gourmet, aconteceu pior: “ficaram encantados” um restaurante do nosso absoluto querer-bem. O Átrium, da guerreira Vera Helena, ali no estômago do Paço Imperial, convida os amigos para um bye, bye na sexta, 31/5.

É um ciclo?

Ou, num trocadilho infame, será o lado guloso da crise?  Mas desde que amarrei o primeiro guardanapo no pescoço (os demais rolam sempre, pelas pernas, para o chão) já realizaram o salto triplo — agua para o vinho e o vinho para o vinagre — uma meia centena de queridos.

Vou começar pelo obituário dos que deixaram mais saudades, meio sem ordem.

Enotria, Le Bec Fin, Clube Gourmet, Hipo, Cheval Blanc (Búzios), Nino (MAM e Copacabana), Quadrifoglio, The Fox, Mistura Fina, Columbia, Terzetto e Monte Carlo.

A seguir, vem a listona.

Alguns, de significado maior para mim: Mocambo, Beira do Cais, Ponto de Encontro, Antonios, Brasserie Lapeyre, Columbia, Mandy, A Lisboeta, Cirandinha, Rio`s, St. Honore, Champas-Elysees, Laurent, Arlequino.

Outros, ja vao longe na estrada da memoria.

Cabeça Chata, Sambão e Sinhá, Le Relais, Michel, English Bar, Les Templiers, Berro d’Agua, Berlim, Plataforma, Chez Yunes, Antonino, Florentino, Serendipty, Pantagruel, Flag, Don Peppone, Castelo da Laga e Chico’s Bar, Vila d` Este, Bife de Ouro, Alpino, Desgarrada, Alcazar,  Astrodome… devo ter omitido quase quantidade igual aos citados. Convoco os amigos, os blogleitores, a comunidade gourmet do Rio a completar essa rela’c~ao.

Fazer o quê?

Como dizia o poeta Mario Quintana, a saudade é uma lembrança que enlouqueceu. Recorda mas nao resolve. O que compensa eh que alguns de seus proprietários (e sommeliers) estão aí, na luta, alguns ao nosso lado, como o incansável Pedro Paulo, do Mistura, o Danio, do Enotria, a Silvana, do Quadrifoglio, o Ricardo Lapeyre, o Joaozinho e, espero, a Vera Helena e o Luciano.

Enquanto isso, vida que segue. Mas que dói, dói.

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