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Rio, 13 de junho de 2017. Por que casamenteiro?

Porque ele é o melhor “achador de coisas/pessoas”.  Daí achar marido, donde a fama de santo casamenteiro.

E por que a fama?

Duas hipóteses.
A primeira, aprendi com Padre Jorjão: como ele é ótimo “procurador” –melhor até do que São Longuinho — é o santo certo para “achar marido”.

A segunda, junta as duas aptidões: ele é o santo que encontra os iguais. Por exemplo, no passado, era costume as garotas Bascas fazerem peregrinação ao templo de Santo Antonio, em Durango, no dia de 13 de junho e rezarem para ele encontrar um “bom rapaz” para cada uma.  Entenda-se: de igual família, de hábitos similares.
Ora, sabendo que havia mulher bonita no pedaço, o rapazes bascos faziam a mesma jornada e ficavam do lado de fora do templo até as moças terminarem as suas preces. É fácil imaginar que muitos casamentos resultaram desses encontros.

A terceira, a mais pitoresca, nos diz que uma jovem, depois de fazer uma novena à Santo Antônio e não tendo encontrado pretendente, jogou – zangada — a estátua de Santo Antônio que tinha em seu oratório pela janela e a mesma caiu na cabeça de um caixeiro-viajante que passava. Ele gritou tanto que ela foi correndo ajudá-lo. Levou-o para dentro e tratou de seu ferimento.
Adivinharam o final!?
PS:  essa imagens belíssima (óleo sobre tela) me foi cedida pelo meu amigo João Cândido Portinari, filho do artista, que posou como Menino Jesus nesse quadro célebre do gênio de Brodowski, SP, que o pintou em 1942 para a capela em frente à sua casa.

 

Ficha técnica:

Santo António nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1195.  É o  padroeiro da cidade e celebrado em todo Portugal.
Foi batizado como Fernando de Bulhões. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano e trocou o nome para António. Morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho, por isso ficou também conhecido como Santo António de Pádua. Foi Doutor da Igreja.
 
Está sepultado na Basílica que leva o seu nome, em Pádua. Mas vive iluminado pelas fogueiras e pelo céu de junho.

 

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