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Rio, 13 de julho de 2017. Dia Mundial do Rock n’ Roll

O Rock n’ Roll é um gênero de show musical que emergiu no sul dos Estados Unidos,  durante a década de 50. E rapidamente se espalhou pelo mundo.

Mais do que um gênero, era uma pulsão reprimida que vazou através do palco e antecipou a ruptura entre o cantor tradicional – distante,  comportado – e uma geração barulhenta de músicos e interpretes que se confundiam “com o outro” e subverteram a relação Artista X Platéia.

Todos participavam do ritmo alucinante do show.

O começo: em 1953, Alan Freed (famoso disk-jockey) organizou o primeiro concerto de rock & roll, ocasião em que compareceram mais de 30 mil pessoas num local com capacidade para — no máximo 10 mil. Resultado: foi tamanho o tumulto na disputa por lugares que o evento foi cancelado com o apoio de numeroso contingente policial.

Meses depois, o concerto foi replanejado e acabou se transformando num estrondoso sucesso. Na platéia, mais de dois terços da audiência era composta por jovens brancos, o que prova  a atração da juventude branca dessa geração pelos valores da  música negra.

Bingo: era esse o caminho!

Tanto pelo ritmo, quanto pela transgressão.

É aí que surge o primeiro popstar do Rock: Bill Haley e seus cometas.

Eles incendiaram o mundo com o Rock Around de the Clock. No cine Rian, no Rio, por exemplo, no lançamento do filme, a minha turma jogava galinhas vivas do balcão para turbinar a animação. E embora ele e seus músicos ainda se vestissem à moda antiga, a galera subia pelas mesas, dançando…

Esse rock inicial era uma simbiose de três matrizes musicais da melhor tradição rural americana: blues, country e jazz.

Nisso, surge o fenômeno maior do Rock:  Elvis Presley, o menino rebelde. (Nem por acaso em 1955, o filme Juventude Transviada, com James Dean como herói, já propunha o desregramento). Caminho sem retorno. Na sequência, vieram os Beatles e o niilismo dos existencialistas parisienses.

A vida era para ser vivida aqui e agora, ruidosamente.

E Elvis surfou nessa onda, transformando-a em tsunami quando teve a feliz inspiração de incluir uma quarta vertente: o gospel e acelerar o ritmo alucinante do Rock com uma coreografia quase erótica de se apresentar. Contagiou a juventude do mundo!

Elvis nasceu em circunstâncias humildes, em uma casa de dois quartos em Tupelo, Mississipi, no dia 8 de janeiro de 1935, mas mudou-se para Memphis, Tennessee, em 1948, com seus pais..

Em 1954, iniciou sua carreira musical no lendário selo Sun Records em Memphis. Em 1956 já era uma celebridade internacional. Estrelou 33 filmes e chegou a vender um bilhão de discos que lhe garantiram prêmios de ouro, platina e multiplatina por seus 149 álbuns. Muito mais do que qualquer outro artista do seu tempo.

Mas seu fim, infelizmente, como o de outros monstros-sagrados, foi lamentável. Elvis morreu com 42 anos, em sua casa no Memphis, em 16 de agosto de 1977.

Gordo, deprimido e envenenado por remédios.

Deixou uma legião de fãs, muitos dos quais criaram a sociedade “Elvis não morreu”, bem como clubes de admiradores que o veneram em todas as partes do mundo. Tanto que Elvis é o artista mais imitado do mundo. Estes,  são conhecidos como “Elvis Impersonators”.

Se estivesse vivo, Elvis teria apenas 82 ano e segundo um desenhista francês teria esta aparência.

 

 

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