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Rio, 27 de julho de 2017. “Paris est ici”

O bistrô está para a França, como a tasca para o português, o pub para o inglês, a bodega para o espanhol e o botequim para o brasileiro; uma instituição nacional!  Ou, como no caso, multinacional…

No Rio, há alguns bons restaurantes franceses, algumas brasseries, mas poucos bistrôs.  Atualmente, o La Villa, em Botafogo, é um dos mais representativos.

Fica num sobradão repaginado, espaçoso, com uma varandinha ao ar livre na entrada, (que à noite enche de gente jovem, drincando enquanto espera mesa), um amplo salão embaixo e um outro no segundo andar, que o ágil Grégoire escala mil vezes (durante a hora e meia em que almocei lá), com a velocidade de um bombeiro subindo corda para apagar incêndio. Aliás, se alguém duvidasse que se trata de bistrô, era só conferir o menu enxuto e variado; a carta de vinhos idem e a velocidade com que o patron, ou maître, ou chef, ou o mesmo nas três funções, como é o caso, se desloca e se faz presente, simultâneo, para se ter certeza que estamos numa esquina da França.  Nos bistrôs eles recebem na chegada –“assiez vous, monsieur-dame” — tiram o pedido, repassam a comanda, servem o pão e o vinho, trazem os pratos e, zut, refazem o scipt 100 vezes no almoço e outras tantas no jantar.

A proposta do La Villa não podia ser diferente. Proporcionar uma “cozinha de mercado”, que muda, portanto, conforme as estações;  de segunda a sexta, no almoço, um menu executivo a R$ 39,00  (2 pratos) ou R$ 49,00 – entrada, prato e sobremesa – com variedade de massa, peixes e carnes e sopa no inverno, ou à la carte, com outros bons pratos, também com preços possíveis, sendo o carro-chefe a clássica Bouillabaisse.  De sobremesa, a doceria típica francesa e doces brasileiros, com sorvetes.

 

O serviço obedece ao timing de cada mesa: ora acelera, ora pega leve, mas sempre com atenção ao cliente, até porque a versão mais aceita sobre a origem da palavra bistrot é que ela provém da tradução francesa da expressão russa:  быстро – býstro, que significa ”depressa’,  comando repetido nos cafés pelos cossacos sedentos de beberem mais e mais, quando ocuparam Paris em 1814, depois da queda de Napoleão.

Na hora do almoço, relativo sossego nos dias de semana, mas  à noite, lagitation!  Na frequência, muitas mulheres, algumas sozinhas  (aqui “representadas” por essa charge genial) , executivos da vizinhança e velhos frequentadores, num ambiente que tanto acolhe amigos entre si quanto pessoas sós que se fazem companhia a si mesmas.

 

Finalmente: recomendo de entrada um dos melhores paté(s) de campagne do Rio: é feito com a dose certa de carne suína e fígados de pato e galinha, mais os temperos que fazem a diferença, bem como a baguette, tudo preparado à la maison, ça va de soi. 

 

Bon appétit!

 

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