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Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Rio, 13 de agosto de 2017. Parabéns, papai.

.No Brasil, a comemoração surgiu em 1953, trazida pelo publicitário Sylvio Bhering. Naquele ano, a homenagem foi feita em 14 de agosto — uma sexta-feira — dia de São Joaquim.

Sabem quem foi São Joaquim?   O pai de Maria, (marido de Santa Ana, a mãe), portanto avô de Cristo. Pai com açúcar, como dizia o Oswaldo Aranha, referindo-se aos avôs)!

 

E por que agosto?  Porque era um mês vazio para os lojistas. Maio tem o dia das Mães; junho, os santos populares; julho, o movimento das férias escolares. Agosto precisava de uma turbinada.  E Bhering optou pelo domingo, dia em que o comércio fechava as portas (mas que passaram a funcionar nesse dia e de lá para cá).

Nos EUA, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Outros países comemoram segundo o calendário de acordo da lógica católica. Portugal, Espanha e Itália, celebram os pais todo dia 19 de março, dia de São José.  Já na Alemanha, os pais são homenageados no dia da Ascensão, que acontece 40 dias depois da Páscoa (variável, portanto). E na Rússia, a data é 23 de fevereiro, dia do “defensor da pátria”(todos os pais que estão em combate, heróis nacionais, etc)

Aliás, sempre que se pensa em dia dos pais, vem a imagem clássica do pai de mãos dadas, sempre perto, alegre, festejando com a família.

Mas aqui vai a nossa homenagem ao pai que tem que estar longe porque é essa a sua profissão?

Adiante. Se você já deu para o seu pai livro, pijama, bermuda, camisa polo,  ou CD/DVD — que tal oferecer “ao velho” um Vinho do Porto?

Mas qual? Primeiro:  sabem a qual é a diferença entre um vinho do Porto e um outro vinho (normal!) português?  Primeira: por decreto de 1756, do poderoso Marques de Pombal, só é vinho do Porto aquele produzido EXCLUSIVAMENTE com uvas provenientes da região demarcada do Douro. E quais são essas uvas?

Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela e a Tinto Cão. Há outras, cerca de 20 variedades, mas são produções especiais.

Ou seja, o Porto é um vinho que nasce “normal” – planta-se a parreira, colhe-se a uva, esmaga-se os bagos, filtra-se o líquido, mas… aí adiciona-se álcool vínico (tipo aguardante de uva) para retardar a fermentação. A seguir, é separado o vinho da “manta” (resto das cascas) e o líquido é colocado em tonéis que seguirão por via férrea, ou pelo rio Douro, em barcos chamados rabelos, para os armazéns de Vila Nova de Gaia. E, de lá, para o mundo.

E como escolher um (bom) o vinho do Porto? Bem, existem, basicamente, três tipos. O Rubi, um vinho jovem, escuro, que pode ser medianamente ou muito encorpado, e cujo blend (uvas que entram na sua composição) varia segundo o estilo de cada Casa. E o Tawni, que é o Port mais comum. É uma mistura de vinhos de vários anos que conservados em tonéis durante um certo tempo, perdem a cor escura e ganham aquela coloração alaranjada. E duram até 100 anos!  Preço médio: entre 60 e 80 reais. Mas há Portos desde R$ 35,00 até R$ 3.500,00!

Em tempo: a “ampola” de Porto não exclui enviar pelo WhatsApp do coroa um vídeo desse tipo.

Este blog deseja a todos os pais (biológicos, “adotados” ou às mães que funcionam com pais) um dia muito preenchido e feliz.

A maioria de nós se esforça por merecer!

 

 

 

 

 

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