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Rio, 18 de agosto de 2017. Rabos de galo

Ou seja, cocktail.  E por que esse tema? Porque nesta semana (16/8) comemorou-se — ou pranteou-se — 40 anos da morte do Elvis Presley. E como a sua estréia no cenário mundial através do Rock and Roll se deu no contexto de uma América (EUA) de filmes, bares e shows, dá para juntar as pontas.

E o coquetel começou como uma bebida eminentemente preparada em bares, donde a importância de um barman, ou bartender,  como muito bem defende a Deise Novakoski, uma vez que não há necessidade de se definir o gênero do(a) profissional.

E o termo foi cunhado a partir da associação de idéias com o colorido das misturas — parece um rabo de galo.  E segundo os drincólogos designa um drinque que combina duas ou mais bebidas, sendo pelo menos uma alcoólica e no qual costumam ser adicionados gelo, frutas ou ervas (aipo, menta), creme de leite, açúcar, etc.

Mas não nasceu com o Rock ou Elvis. Nasceu no final do século XIX, mas teve o seu apogeu durante a Lei Seca, década 20-30, como uma fórmula para, de um lado amenizar o terrível gosto das bebidas fabricadas ilegalmente, com um álcool fabricado em garagens e, do outro, disfarçar os eventuais flagrantes dos fiscais —  já que parecia inocentes sucos ou infusões.

O caso típico é o Bloody Mary.

E o mais emblemático, com repertório imenso de histórias (e anterior à Lei Seca) é o Dry Martini, até hoje o coquetel mais famoso do mundo ocidental.

Dry Martini

(foto do site Mixology News)

Esta receita foi criada especialmente para o velho John Rockefeller, por volta de 1890

Ingredientes

2 partes London dry gim
1 parte vermute seco francês
dashes bitters de laranja

Taça: martini
método: mexido
Decoração: azeitona e/ou casca do limão

Modo de preparar

Misturar os ingredientes no mixing-glass com gelo com o auxílio da bailarina.
Coar para taça apropriada.
Colocar uma azeitona. Obs.: azeitona não pode ser conservada em óleo nem recheada.

Outro clássico da antiga, o Horse’s Neck, o preferido da minha mulher, assim chamado porque a casca da laranja cortada em espiral realmente lembra o pescoço de um cavalo.

Horse’s Neck:
Ingredientes
2/10 de brandy
– 8/10 de ginger ale
– 1 dose de Angustura bitter (opcional)
– casca de limão ou laranja
– 1 cereja.

Modo de preparar:
Descasque um limão ou laranja em forma de espiral.
Coloque uma das extremidades da espiral sobre a borda de um copo long drink, de modo que o resto da casca desça, enrolada, dentro do copo.
Monte o drinque colocando gelo quebrado no copo, depois o brandy e o ginger ale.
Por fim, o bitter.
Decore com uma cereja e sirva com um canudo.

Manhattan
Ingredientes
2 doses de rye whiskey (na sua falta use uísque americano ou canadense)
1 dose de vermute tinto
2 gotas de Angostura
1 cereja

Modo de fazer
Em um copo misturador, ponha de cinco a seis cubos de gelo e todos os ingredientes, exceto a cereja. Mexa rapidamente com uma colher longa e coe a mistura sobre uma taça de coquetel. Decore com a cereja, que deve ficar no fundo da taça. Não coma a cereja antes de terminar de beber, porque vai adoçar sua boca e alterar seu paladar.

Negroni
Ingredientes
1 dose de gim
1 dose de Campari
1 dose de vermute tinto
1 tira de casca de limão

Modo de fazer
Em um copo baixo, conhecido como old-fashioned, coloque quatro pedras de gelo. Adicione as bebidas e mexa bem. Decore com a casca de limão.

Mas os cocktails podem ser classificados em dois grupos:

Cocktails-Before Dinner, (antes do jantar) e Cocktails-After Dinner (depois do jantar)

No grupo dos Before Dinner, encontramos os cocktails mais secos ou meio secos, dependendo dos ingredientes utilizados que são, regra geral, aperitivos de ordem vínica, amargos, aguardentes e sucos como os das receitas acima.  Os After Dinner, tal como a designação nos diz, são pedidos após as refeições. Na sua composição predominam as aguardentes, licores e cremes (de leite, de menta, café, cacau, etc). Mas andam fora de moda – o normal, hoje em dia, são os digestivos clássicos: Porto, licores, conhaques, bagaceiras, etc. Contudo, aí vao alguns “remanescentes” dos anos 60-70.

Regras de Ouro

Um cocktail correto não adiciona mais do que quatro elementos: um álcool como base, um licor (no máximo dois) para aromatizar e um suco de fruta. Também se utilizam xaropes para colorir e adoçar ligeiramente.

Os sucos de fruta devem ser naturais.

Os equipamentos devem ser mantidos em condições de higiene absoluta: um copo sujo destrói qualquer mistura.

Em tempo: como o gancho para essa matéria foi a morte do Elvis, aí vai o contraponto. Para muitos, milhares de adoradores, Elvis não morreu. Está com 82 anos, vivendo uma second life em algum lugar do planeta. E teria uma aparência mais ou menos assim.

Para outros, ele não morreu porque é a marca de uma época de ruptura, de efervescente transgressão que uniu a juventude do mundo na segunda metade do século XX.

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