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Rio, 7 de setembro de 2017. O “discurso” do vinho

Enquanto as refeições-gourmet aceleram a sua tentação do espetáculo, quase uma oitava arte – ou uma experiência existencial em que os “chefs” capitalizam a teatralidade da inovação gastronômica como uma guerra nas (das) estrelas — a indústria do vinho marcha em sentido inverso, para o retorno à naturalidade, ao orgânico, ao bio — à “força do simples”, como se desejasse resgatar na singeleza das ânforas dos gregos a essencialidade do vinho.
anfora romana

E essa “força do simples” foi buscar nos rótulos explicações, dizeres técnicos ou mensagens que, ou por palavras, ou por imagens de comunicação inteligente, transferem ao vinho a sua áurea de bebida mais antiga do que a História. Bons exemplos são o centenário rótulo do fabuloso ícone do Pomerol, o Château Petrus (com São Pedro segurando as chaves do céu)
Château Petrus com chave

ou o notável “affiche” da Taittinger,  que fala por si…
lìnstant Taittinger

Mas tem mais: das explicações que parecem bula de remédio

à imagens de pássaras que cruzam a Cordilheira (vinhos chilenos)

 

ou ao casal dançando tango para brindar o Malbec

examinar uma garrafa de vinho, antes mesmo de abri-la, é uma preliminar de prazer sensorial que só se compara ao seu oposto: vê-la, dias depois vazia, e refazer o filme de sua degustação como nos enredos da Agatha Christie — começa com “o morto” e a trama vai-se reconstruindo até voltar ao desfecho!

Saúde!

 

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