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Rio, 9 de setembro de 2017. Casa Julieta de Serpa

O terreno onde foi construído o palacete em estilo neoclássico que hoje abriga a Casa Julieta de Serpa, na Praia do Flamengo, 340, foi adquirido por Demócrito Seabra,  filho e genro de ricos comerciantes do início do século XX, por 247 contos de réis. Ali fez construir essa mansão, para viver uma bonita história de amor (aliás a Casa conta duas histórias de amor) com a filha de outro ricaço, Maria José Mendes Campos.

Mas não uma casa qualquer; um palacete, repito, em que todas as peças de acabamento vieram da Europa:  parquets, vitrôs, tapetes, cristais, quadros, mobiliário, bronzes e um piano Pleyel, francês, especialmente fabricado para a residência.

Vida que segue: com a morte de Maria José (1989) ficou morando lá seu filho médico e solteiro, também Carlos Alberto, que finalmente vendeu o palacete para um firma imobiliária que o revendeu ao professor Carlos Alberto Serpa, em 2007.

Começa a segunda história de amor, do casal Serpa que a batizou de Julieta, nome da matriarca e em nome de quem eles se esmeram e manter os valores dessa ilustre senhora: música, pintura, estilo, amigos. E, hoje, nem sei o que tem mais mérito: o casal Serpa ter comprado a Casa, reformado e restaurado cada piso, cada degrau, cada teto, com o esmero de que só esse casal de antiquários é capaz — e preservar a memória da mãe do professor, presente num óleo esplêndido na galeria de quadros e, na foto, junto ao filho e nora. — ou mantê-la viva há mais de 10 anos, não só como um inventário do bom gosto, estilo e elegância do Rio da belle époque, mas como um espaço contemporâneo a serviço do consumidor de cultura lato sensu senso.

Por isso mesmo,  o segredo da permanência e vitalidade do projeto Arte e Cultura da Casa Julieta de Serpa, no cenário do Rio de Janeiro, talvez se revele justamente por essa conexão entre a decoração — os móveis, estátuas, lustres, tapetes, mesas e quadros de época — e a possibilidade de visita e frequência,  hoje e amanhã, pela sociedade carioca, na medida que está sempre acessível à montagem de eventos, tanto em petit comité, quanto para festas de casamento, celebração de bodas, jantares temáticos, desfiles, projeções, performances teatrais ou musicais e degustação de menus especiais… em um todo de profissionalismo, qualidade e atenção.

Como o que foi organizado pela Yacy Nunes, mês passado, ao som de violino, piano, e um grupo divertido e variado, composto (entre outros)  pela Kelly Krishna, Marcia Cristina, Jaqueline Gonzáles, Jorge Salomão, Christóvam Chevalier, Adalberto Neto, Paulo Capelli e eu, em uma mesa;  na outra grande mesa, embaixadores, senhoras amigas do casal e outros convidados.

Cardápio saboroso, espumantes e vinhos de primeira linha e, sobretudo, aquela felicidade de se sentir em um “parênteses de excelência” (tá dura a vida no cotidiano do Rio!), com amigos de longa data e novos amigos. Ajudaram a receber, além do casal anfitrião, o José Renato e o Fernando Rezende.

Vida longa para a Casa Julieta de Serpa!

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