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Rio, 27 de setembro de 2017. O vinho Riesling

Nada define melhor a casta Riesling do que essa descrição do crítico e consultor de vinhos, português, Rui Falcão: “esta uva sobrevive no inverno gelado ou nos climas tórridos; produz vinhos com 7º ou 15º; dispensa lotes de outras variedades e está no lote das castas mais veneradas pelos apreciadores…. ” E conclui (apaixonado):  “é a casta mais expressiva e dramática, a mais transparente na transposição do terroir para o vinho, a mais pura e cristalina!”

Parênteses: esse tema estava na mesa (e nas taças) do belo palacete que abriga a residência dos cônsules alemães no Rio, onde almoçamos a convite do próprio — Klaus Zillikens e do embaixador da Alemanha no Brasil, Geoge Witschel. Ambos falam correntemente o português e o assunto foi a atualidade e perspectivas turísticas para a cidade e o estado RJ.

De volta ao vinho: a uva Riesling tem raíz alemã — é a grande estrela do Vale do Reno, plantada no Rheingau desde 1435 — mas também é produzido na Áustria, na França (Alsácia), na Nova Zelândia, nos Estados Unidos, no Canadá e no Chile. É um dos vinhos brancos mais extraordinários do planeta; envelhecem e apresentam “uma certa austeridade”, segundo o Larousse du Vin,  que não se encontra nos brancos das regiões quentes.

(na foto, a garrafa típica)

A distribuidora Vinci, assim fala dessa pérola dos vinhos brancos: os Riesling podem ser elaborados em diversos estilos: secos, meio doces e doces. Até porque, além de escoltar salsichas e chucrutes, peixes e mariscos, esta casta serve perfeitamente como matéria prima para a elaboração dos melhores vinhos de sobremesa do mundo, conhecidos como Beerenauslese (colheita tardia); além dos Eiswein (icewines), arrancadas dos parreirais já gelados no início do inverno.

Os brancos secos costumam ter boa e equilibrada acidez e são extremamente aromáticos, frutados, algo minerais, sobretudo quando são varietais (produzidos só com uma casta). Os aromas mais comuns remetem a frutas cítricas frescas ou amarelas, como damasco e pêssego.

Eu também gosto muito de apreciá-los com queijos leves.

Prosit!!!

 

 

 

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