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Rio, 21 de dezembro de 2017. E chegou o verão

Nesta quinta-feira, 21/12, no seu movimento aparente,  o sol cruzou o Equador e está mais próximo (cerca de 23º) do hemisfério sul,  jorrando luz e calor em cima da gente. O nome vem de sol + stício (parado). Isto é, o sol parece estacionado, “nunca vai embora”!

E aí, vinho com esse calor? Sem dúvida!
solstício de verão no sul

Bom, adiante. Vinho com esse calor? Sim, com certeza, defendo vinho com esse calor.

Aliás, pergunto: algum baiano (já) deixou de comer vatapá no verão da Bahia?

Algum carioca (já) deixou de comer uma feijoada porque estamos no verão? Algum madrilenho – ou vá lá: europeu em geral, sobretudo “da antiga” – (já) deixou de beber vinho, muitas vezes em temperatura ambiente, porque está em julho e agosto? Algum inglês deixou de lado o seu chá quando mandavam na Índia, mesmo com o sol enlouquecido de maio em diante?

Nãaaoooo.

Qual a explicação?

Não tenho a explicação científica. É um ponto de vista empírico, com o qual concorda o meu mestre-doutor Renato Kovach Kovach e esse ponto de vista é o seguinte: contrariamente ao que seria “a lógica térmica”,  as grandes pimentas e especiarias aquecedoras são originárias de locais quentíssimos. Assim como bebidas. A velha e boa tequila, por exemplo (em mexicano é masculino – el/un -) nasceu em Jalisco, Guadalajara, lugar quente e úmido; as grandes cachaças brasileiras, idem. São provenientes do lado norte de Minas; do lado sertão da Bahia – Januária, por aí; e da escaldante região dos canaviais nordestinos. Aqui no nosso Estado do Rio, elas são produzidas na Costa Verde, no Vale do Café, em Parati, isto é, litoral e vales tropicais.

E se estendermos o raciocínio às bebidas não alcoólicas, o raciocínio é o mesmo: algum brasileiro já deixou de beber o seu cafezinho fumegante (mesmo do sudeste pra cima) porque estamos em dezembro? E, lá embaixo, algum gaúcho(a) esqueceu o seu chimarrão no escaldante verão de Porto Alegre, ou nas praias lá do sul e até daqui do Rio?

chimarrão na praia

Conclusão: o calor provocado por líquidos mais quentes do que a temperatura do corpo joga dispara um ciclo hídrico. Faz suar e a perda de água dá sede. Bebe-se água e o corpo se reidrata.

Logo, repito, pode-se beber vinho no verão. Se for vinho tinto,  o ideal é que você esteja — e permaneça —  em ambiente refrigerado.  E prefira um tinto leve, tipo Pinot Noir, com graduação alcóolica em torno dos 12º. Mas o mais recomendável é: ou um branco (“normal” ou espumante), ou rosé. São vinhos menos calóricos porque não “carregam” o tanino, músculo dos tintos. E, por isso mesmo, devem ser tomados à temperaturas que variam de 4° a 6º para os espumantes e 8º a 12º para brancos e rosés.
vinho rosé

Outra pedida é o Portonic. Uma dose de vinho do Porto seco, branco, água tônica, gelo e uma tira de casca de limão ou laranja, a cavaleiro no copo!
portonic

De resto, muito líquido, sorvetes, frutas aquosas e… cuca fresca, coração leve, roupas claras, mente apaziguada. Procure ser feliz.

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