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Rio, 28 de dezembro de 2017: Réveillon com a nossa cara

Daqui a poucas noites estaremos celebrando mais um Réveillon.

Viva!

E embora no imaginário da maioria dos brasileiros, há que se servir uma ceia “europeia” no Natal e, outra, igualmente copiosa, na noite de 31 de dezembro (frituras, carnes fortes, aves, nozes, avelãs, doces com ovos, chocolates — uma usina de calorias para “enfrentar a neve do norte da Europa”), proponho uma atualização: por que não organizar um réveillon tropical em termos de comes e bebes? Para antes da meia noite, em uma mesa com plantas, flores e frutas, retratos de família (se possível, os engraçados), colocar travessas de beijus de tapioca, aspargos frescos, yogurtes e/ou coalhadas, sopas geladas (de hortelã com gengibre, tomate e aipo, para “pescar”com uma concha e beber nas xícaras), frutas cítricas e… um espaço para sucos, água mineral com e sem gás, cerveja artesanal, vinho branco e espumante. Alternativa: um bar de gim.

E pra quem preferir turbinar com algo mais colorido, um bar de caipirinhas. Com frutas cítricas e/ou exóticas!

Parênteses: a caipirinha é a filha temporã da batida de limão, combustível dos seresteiros de São Paulo nos anos 20/30 (que para enfrentar a garoa, calibravam a temperatura da garganta com cachaça, limão e mel). Depois, algum “mixólogo” bolou esmagar a fruta e derramar o álcool (cachaça/vodka) no mosto, para dar espessura e melhor coloração ao drinque. Na sequência, começou-se a usar outras frutas:  manga, tangerina, lima da pérsia, abacaxi, acerola, caju, pitanga …

Vida que segue. A caipirinha veio se insinuando… e virou o símbolo do drinque nacional, servido tanto em nossas embaixadas e consulados no exterior,  quanto nas respectivas representações estrangeiras no Brasil.  Aliás mais do que isso: há 20 anos ela é chapa-branca por decreto do Fernando Henrique de 1997.

Bom, voltando à mesa do réveillon, agora para a composição dos pratos de resistência a serem servidos depois da meia noite. Mandamento único: JAMAIS galinha, peru, faisão, ou qualquer tipo de ave que cisca para trás: “é atraso de vida”, segundo os baianos. Temos, então: sanduíches criativos, saladas incríveis: macarrão parafuso frio com abacaxi ou melancia, frango e milho — podem ser camarões gelados; lentilhas, castanhas do Pará, folhas verdes, rúcula, laranja lima, por aí;  frios lights, marinados de salmão, fiambres, queijos brancos e curados, frutas secas, pipoca… tudo escoltado por torradas, pães variados (composição e tamanhos, frescos ou de forma),  ah, sim, me lembrou o Augusto, do Málaga,  carpaccio de peixe (badejo; receita: congele e, depois, corte em finas fatias, tempere com sal de mar, limão e um filete de azeite, cravo-da-índia, pimenta do reino e até cardamomo). Ou seja: comidinhas leves e frias. A opção japa é válida — mas cara.

Agora as sobremesa: goiabada cascão com queijo Minas, canjiquinha de milho verde, cocada, doce de leite, gelatinas coloridas, laranja “à francesa”, talhadas de melancia, sorvetes, por aí.  Se quiser avançar no sabor: uma musse de chocolate 100% cacau.

Nota: todo os convidados vão achar uma sacada “contemporânea” e você vai fazer uma bela dieta: para o bolso e para o estômago!

Observação: se você é supersticioso(a) deve incluir um buquê de amuletos e patuás, do tipo: grãos de arroz, lentilhas, alho, sal grosso, uva verde, figas, olho grego, pimenta (tipo malagueta),  espadas-de-são-jorge, tudo isso agrupado a) domesticamente ou b) comprado em joalheria.

a)

b)

Finalmente, nossos votos: um 2018 possível, relaxado, com saúde e trabalho, família e amigos e um pouco/bastante espiritualidade.

Um dica: cuidem-se (mas não muito)!

 

 

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