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Rio, 22 de novembro de 2018. Castas esquisitas, vinhos diferentes

Como vamos “falar” de castas, vamos começar entendendo o que são: segundo o site Enoteca (Clube do Vinho), “enologicamente podemos dizer que “Castas” é um conjunto de videiras, cujas características morfológicas e qualidades particulares transmitem ao vinho um carácter único, constituindo assim uma variedade singular com componentes organolépticas especificas. E mais: ao agregado de características transmitidas pelo solo e pelo clima às videiras, os franceses deram o nome de “terroir” e não podemos falar de castas de videiras, sem fazer a sua associação ao terroir, pois conforme o local onde se encontra plantada, uma mesma casta reage de forma diferente originando diferenças no produto final, o vinho”.

Em todo o mundo existem entre dez a vinte mil castas. No entanto, destas apenas cerca de quinhentas foram isoladas, cultivadas e reproduzidas pelo homem.

  Casta Chardonnay

E agora vamos lá: lendo o estupendo Catalago 2019 da Mistral, vou anotando essas castas das quais (algumas delas) nunca tinha sabido que existem (Borniques, Avesso, Lagrein…) e, por isso, compartilho com vocês essas descobertas — quase perguntando: vocês conheciam?

Castas gregas: Agiorgitiko (p/ tintos e rosés, Nemea (tinto), Xynomavro (tinto), Assyrtiko (branco), Moschofilero (branco)

Castas francesas: Aligoté (branco), Noirots, Borniques, Combottes (tintos), Marsanne e Roussanne (brancos)

Castas portuguesas (*) – brancas: Avesso, Almafra, Almenhaca, Alvar, Arns Burguer, Azal…Bastardo, Boal, Budelho, Caínho, Carão de Moça… Diagalves, Donzelinho… Esgana Cão … Folgazão… Granho… Jampal…Larião … Marquinhas… Pé Comprido Ratinho… Samarrinho… Trajadura e tintas:  Alvarelhão, Arjunção…Bastardo, Borraçal … Carrega Burros, Coração de Galo… Malandra … Negra Mole …Patorra, Pical, Preto Cardana… Rabo e Anha, Ricoca… Sagrantino, Servilhão … Zé do Telheiro

(*) Portugal soma cerca de 250 castas autócones, o que faz de seu vinho um produto único e, atualmente, cada vez mais trabalhado para se tornar em um diferencial no mundo da enologia

Castas italianas: Aglianico (tinto), Lagrein (tinto), Pignolo (tinto), Nerello Mascalese (tinto), Gallioppo (tinto)

Líbano – Merweh e Obaideh (brancas), cultivadas desde a época dos fenícios

Castas alemãs – Muller-Thurgau, Scheurebe

Áustria – Gruner (com til no u) Veltiner

Para finalizar, as castas mais plantadas no mundo atual (segundo artigo da Revista Adega que, por sua vez, foi transcrito do livro “Guia das Castas”, da inglesa Jancis Robinson):

● Airén B (Espanha) – 423.100 ha
● Garnacha T (Espanha, França) – 317.500 ha
● Carignan T (França) – 244.330 ha
● Ugni Blanc (Trebbiano) B (França, Itália) – 203.400 ha
● Merlot T (França, Itália) – 162.200 ha
● Cabernet Sauvignon T (França, Bulgária, EUA) – 146.200 ha
● Rkatsiteli B (Geórgia, Rússia, Ucrânia, Bulgária) – 128. 600 ha
● Monastrell T (Espanha, França) 117. 800 ha
● Bobal T (Espanha) – 106.200 ha
● Tempranillo (Tinta Roriz) T (Espanha, Portugal) – 101.600 ha
● Chardonnay B (EUA, França Austrália e Itália) – 99.000 ha
● Sangiovese T (Itália, Córsega) – 98.900 ha
● Cinsault T (França, África do Sul) – 86.200 ha
● Welschriesling B (ex-Jugoslávia, Hungria e Roménia) – 76.300 ha
● Catarratto B (Itália e Sicília) – 75.400 ha
● Aligoté B (Rússia, Ucrânia, Moldova e Bulgária) – 71.800 ha
● Moscatel de Alexandria B (Espanha, Austrália, África do Sul) – 66.900 ha
● Pinot Noir T (França, Moldova, Alemanha, EUA) – 62.500 ha
● Sauvignon Blanc B (França, Moldova e Ucrânia) – 60.700 ha
● Chenin Blanc B (África do Sul, EUA, França)
– 53.900 ha

Remate: não é uma pegadinha, claro, e muito menos um teste. Ao contrário: é quase uma frustração, porque quanto mais leio e estudo VINHOS, mais me falta aprender… mas o enochato sabe tudo!

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