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Rio, 29 de novembro de 2018: Turismo, a industria sem chaminé

Até meados do século 19 quem nascia num lugar dificilmente conhecia outros – salvo diplomatas, missionários, soldados e marinheiros — ou fugitivos, corsários e piratas!.
Uma lei e dois homens mudaram radicalmente esse panorama dando início ‘a maior indústria não poluente do planeta”: o Turismo.
 A lei: a Lei Trabalhista formal (de 1802), promulgada em Londres, que entre outros benefícios proibia o trabalho de menores e fixava a jornadas de trabalho. Ou seja: criou o dia de folga semanal.

O primeiro homem: Thomas Cook.

Ele foi a primeira pessoa a pensar o Turismo em sua tríplice dimensão: o deslocamento de um ponto a outro regressando ao ponto de origem (se não é imigração), o meio de transporte e a hospedagem/alimentação no destino da viagem. E esse sueco naturalizado inglês teve essa iniciativa, porque percebeu que mesmo as elites inglesas cresciam e viviam em seus castelos, ou manors (mansões), ou cottages (chalés rurais), afastados das cidades  e não conheciam sequer um condado vizinho a 100km de distância!

Bolou, então, em 1841, uma excursão a Leicester (a 170Km de Londres), partindo da capital e levou 570 pessoas em um trem fretado. Aí percebeu que precisava prever o timing da ida e volta, reservar hotéis e restaurantes, tudo a bom preço. Foi um sucesso. Criou, então, uma agência de viagens — a primeira no mundo — e, na sequência, começou a elaborar mapas, roteiros e fotos sedutoras de lugares atraentes. E, sobretudo, disciplinar as tarifas, já que havia grande disparidade. Foi a primeira excursão agenciada!

Por outro lado, o “dia de folga” foi estendido pela Carta Magna da Suiça (1884) para um período de 20 dias de férias, acrescentando à tríplice dimensão um quarto elemento: tempo disponível. Pronto, estava formado o quadrilátero que sustenta o turismo de lazer: tempo disponível (repito), o/a agente de viagem, o sistema de acomodação (hotéis, airbnb, pousadas, etc) e o veículo de transporte. Os outros “turismos” — são decorrências desse quarteto: o enoturismo ou gastronômico, o turismo religioso ou arqueológico, o turismo de memória ou de pesquisa, o gigantesco turismo de negócios, o turismo de cura (spas) ou de aventura…

O segundo homem: Alberto de Santos Dumont, o nosso herói brasileiro, que criou o avião encurtando distâncias e “fundando” também o transporte de cargas, de correspondência, de medicamentos, etc. Primeiro com o seu 14 Bis e finalmente com o Demoiselle que decolou e pousou (1909) sem o auxílio de nenhuma rampa ou catapulta.

Hoje, bilhões de turistas se movimentam de um ponto a outro do planeta e esse intercâmbio transforma a diversidade em convergência, uma vez que atua em dois polos: a aproximação dos diferentes e a identificação dos afins.

No início, a curiosidade vencia a inércia. A seguir, a busca de conhecimento vencia a curiosidade. Atualmente, a principal motivação é a busca de experiências. Com tal relevância, que o turismo tornou-se uma marca da mobilidade contemporânea.

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PS: para cada 10 empregos, um é do Turismo. E, no Brasil, segundo dados da TTC, o turismo injetou 163 bilhões de dólares em 2017

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