Últimos posts

RSS Feeds

Sete rótulos do Brasil premiados em Israel

Sete vinhos brasileiros conquistaram prêmios no 4° Mediterranean International Wine Challenge –Terravino 2009, realizado entre os dias 13 e 19 de novembro, em Eilat (Israel). Foram analisadas 550 amostras de 20 países. O Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2008 recebeu a medalha de ouro. Outros seis rótulos nacionais foram contemplados com a prata: Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2008, Conde de Foucauld Espumante Brut Branco e Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2008, todos da Aurora; Cordelier Equilibrium 2005 (Vinícola Cordelier), Casa Valduga Kosher Espumante Moscatel 2009 (Casa Valduga) e Ponto Nero Espumante Brut 2008 (Domno).

 Comentar

Espumantes brasileiros conquistam sete medalhas na França

Em meio a 519 amostras de 24 países, mais uma vez o espumante brasileiro faz bonito numa premiação internacional. Desta vez foi na 7ª edição do Effercescents du Monde, realizado nos dias 19 e 20 de novembro em Dijon, na França. O saldo brasileiro no evento foi de medalhas de ouro e seis de prata. Confira a relação:


Medalha de Ouro
Casa Valduga Espumante Brut 130 Anos – Casa Valduga
Marcus James Espumante Brut – Vinícola Aurora
Valdemiz Espumante Moscatel 2009 – Vinhos Monte Reale

Medalha de Prata
Aurora Espumante Brut Chardonnay – Vinícola Aurora
Garibaldi Espumante Brut 2009 – Vinícola Garibaldi
Gran Legado Espumante Moscatel – Wine Park
Pietro Felice Espumante Moscatel 2009 – Irmãos Molon
Terrasul Espumante Moscatel 2009 – Terrasul Vinhos Finos
Zanotto Espumante Brut – Vinícola Campestre

 Comentar

Concha Y Toro lança a histórica safra 2007 no Brasil




Problemas de ordem pessoal me levaram a postar essa informação com alguns dias de atraso mas seria impossível não descrever aqui as ótimas sensações proporcionadas no almoço que Don Alfonso Larraín, presidente da Viña Concha y Toro, ofereceu a jornalistas e blogueiros de vinho no último dia 5, no Fasano al Mare. O encontro tinha como pano de fundo o lançamento de uma nova variedade da excelente linha Marques de Concha, assinada pelo premiado enólogo Marcelo Papa. Trata-se do Carmenere safra 2007, de uvas cultivadas nos vinhedos Peumo, no Vale do Cachapoal.
A safra 2007, aliás, está sendo considerada pela vinícola como um ano excepcional no qual vários fatores contribuíram para a elaboração de vinhos de extrema qualidade, principalmente nas variedades tintas dos vales do Maipo e de Rapel.
A enóloga Paula Gajardo nos explicou que o baixo rendimento dos vinhedos somado ao fenômeno climático conhecido como la Nina proporcionaram baixas temperaturas e ausência de chuvas na época da colheita. Isso fez com que as uvas fossem colhidas em níveis de amadurecimento bem acima do normal na região. O resultado dessa equação natural são vinhos estruturados, elegantes e com taninos maduros.
Além do Carmenere, Don Alfonso ofereceu aos convidados os demais rótulos da família Marques de Concha: o branco Cardonnay e os tintos Cabernet Sauvignon, Syrah e Merlot. A qualidade desses vinhos que chegarão ao mercado consumidor brasileiro na faixa de R$ 80 impressiona, mas como a qualidade de cabernets, carmeneres e chardonnays chilenos não surpreende mais ninguém mesmo vou me ater ao merlot, um vinho de cor vermelha rubi escura, aromas de fruta vermelha maduras, baunilha e menta. Na boca, um agradável equilíbrio, corpo médio, acidez equilibrada e taninos ajustados, mas com personalidade. No fundo da taça, com o passar do tempo, revelou aromas de frutas secas.
Resumindo: se você tem R$ 80 para adquirir um vinho de personalidade, os rótulos da linha Marques de Concha são excelentes opções. Se você tiver alguns reais a mais para um experimento, compre um rótulo mais básico da própria Concha Y Toro, de preferência da mesma casta, e faça suas próprias comparações.

 Comentar (1)

Vinhos brasileiros premiados na Argentina

Os vinhos do Brasil conquistaram seis medalhas, sendo uma de ouro e cinco de prata, no Vinandino 2009, realizado de 1º a 7 de novembro na Argentina. O concurso avaliou vinhos, espumantes e derivados de 15 países. As 832 amostras foram degustadas por 35 degustadores internacionais e 60 argentinos que se revezaram durante os dias do concurso.
A exemplo de edições anteriores, o Brasil teve destacada participação devido a qualidade de seus espumantes que conquistaram quatro Medalhas de Prata. O concurso não conferiu Medalha de Ouro para espumantes, apenas para vinhos. A 9ª edição do Vinandino foi realizada em duas etapas. A primeira, na cidade de San Juan, com duração de dois dias, e a segunda, em Mendoza, durante três dias. Veja, abaixo, os rótulos brasileiros que foram destaque no concurso:


Medalha de Ouro
Mundvs Cabernet Sauvignon 2005 - Casa Valduga Vinhos Finos

Medalha de Prata
Aurora Espumante Prosecco - Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Espumante Brut Chardonnay - Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Espumante Moscatel Premium 2009 - Casa Valduga Vinhos Finos
Garibaldi Espumante Moscatel 2009 - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Zanotto Espumante Moscatel - Vinícola Campestre

 Comentar

A Miolo informa: saem o Brut e o Brut Rosé; entra a linha Cuvée Tradition




A Miolo anuncia o lançamento da linha de espumantes Cuvée Tradition, que vai subistituir o Miolo Brut e o Miolo Brut Rosé. Os novos rótulos, que também terão a versão demi-sec (meio seco) continuarão sendo elaborada pelo tradicional método francês champenoise, cuja fermentação é feita na garrafa. De acordo com nota divulgada agora há pouco pela Miolo, "o lançamento do Cuvée Tradition tem o desafio de consolidar a liderança da empresa como uma das maiores produtoras de espumantes das Américas pelo método champenoise e conquistar consumidores que valorizam a tradição e a qualidade evidenciadas por esse método de elaboração". Com isso, o Cuvée Tradition Brut será feito apenas com as uvas pinot noir e chardonnay cultivadas no Vale dos Vinhedos - o Miolo Brut tem merlot em seu corte.
“Intensificamos a produção pelo método champenoise porque queremos elaborar espumantes que atendam a um segmento de consumo que busca a exclusividade, a qualidade e a tradição”, explica o diretor-técnico, Adriano Miolo.
O projeto Cuvée Tradition determinou a automatização de todo o sistema da vinificação com alta tecnologia objetivando viabilizar um sistema artesanal em escala de produção. As principais mudanças ocorreram na automatização da “Remuage”- o processo no qual as garrafas eram giradas ¼ de volta manualmente todos os dias, durante aproximadamente uma semana visando decantar as leveduras do espumante para sua extremidade - e do degorgemant – que consiste no congelamento do gargalo das garrafas, juntamente com as leveduras que ali se depositaram. Dessa forma, quando a garrafa é aberta para a retirada desses precipitados a perda de pressão diminui de forma considerável.
Dados da Uvibra mostram que o Brasil produziu em 2008 cerca de 9,5 milhões de litros de espumantes. Destes, estima-se que menos de 10% são elaborados pelo processo champenoise.





 Comentar (2)

Dúvida de leitor - Como são produzidos os espumantes doces?

O leitor Sérgio Mello escreveu para o blog perguntando como são feitos os espumantes doces. Vamos tentar explicar esse processo da maneira mais didática possível:
Indicado para acompanhar sobremesas, tais como frutas frescas, musses, sorvestes, biscoitos waffers, amêndoas e chocolates, os espumantes doces são feitos à base de uvas do tipo moscatel. Os moscatos de qualidade são aromáticos e têm uma doçura elegante e equilibrada que casa bem com a a acidez das uvas.





Um espumante moscatel tem sua elaboração a partir da obtenção de um mosto (suco) límpido e de qualidade das moscatéis bem maduras. Este mosto precisa ser refrigerado rapidamente a 0 ou -1°C, evitando assim o início da fermentação. Na fase posterior, o mosto está em tanques de inox com paredes espessas, conhecidos como autoclaves (foto), que permitem aprisionar o gás carbônico a altas pressões. A etapa de fermentação só começa depois que são adicionadas as leveduras (fermentos). Esse processo ocorre sob aproximadamente de 10°C e, inicialmente, sem aprisionamento do gás carbônico, que forma-se a partir da quebra biológica do açúcar. Na etapa seguinte, as válvulas são fechadas até obter-se cerca de 7% a 9% de álcool. Neste ponto, a fermentação é interrompida com uma drástica redução da temperatura a 0°C, restando uma parcela residual de açúcar natural do mosto. Por último, em condições controladas de pressão, o vinho espumante é engarrafado.
O espumante moscatel mais conhecido no mundo é o Asti Spumante, da região de Piemonte, na Itália. O Brasil vem conseguindo excelente resultados com essa variedade de espumante em função das condições climáticas da Serra Gaúcha onde a umidade tornam as uvas mais ácidas. A acidez, nesse caso, ajuda a balancear a doçura típica deste tipo de espumante.

 Comentar