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Espanha X Portugal, ou melhor, Duero X Douro



Já soube que a lotação está esgotada, mas não custa divulgar um clássico ibérico quando se trata de vinhos: a degustação Douro X Duero que será apresentada na próxima quinta-feira, dia 29, pelos consultores Paulo Nicolay e Alexandre Lalas na Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (Sbav-Rio). Com 927 km de extensão, o Rio Douro nasce na Espanha na província de Sória, a 2.080 metros de altitude e atravessa o norte de Portugal. Tanto no primeiro país (onde é chamado de Duero) quanto em Portugal, o Douro concentra vinhedos que dão origem a rótulos de muita qualidade. Vale a pena se deixar levar nas correntezas desse rio mágico margeado por terras altas e férteis. Abaixo, os títulos selecionados por Nicolay e Lalas, que valem a penas ser experimentados pois eu confio nos vereditos desta dupla:

Duero - Espanha:
Pago de Los Capellanes Crianza 2006
Protos Roble 2007
Viña Sastre Crianza 2006

Douro - Portugal:
Quinta da Raposa Grande escolha 2003
Terra a Terra Tinto Reserva 2005
Gouvyas 2005

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Vinhos brasileiros premiados nos EUA

O 30° San Francisco International Wine Competition, realizado entre os dias 18 a 20 de junho, no Hotel Nikko em São Francisco (EUA), premiou vinhos e espumantes brasileiros com 14 distinções. Foram uma medalha de ouro, duas de prata, 10 de bronze, além do prêmio do Melhor do País conferido ao Alto Vale Espumante Prosecco Brut 2010, elaborado pela Domno.
Os espumantes, aliás, foram responsáveis por 10 das 14 premiações brasileiras. Participaram do concurso 3.897 vinhos de 27 países, que foram submetidos ao crivo de 46 degustadores. Com mais essas conquistas, já são 80 prêmios conquistados em concursos realizados no exterior somente este ano.

PREMIAÇÕES

O melhor do País
Alto Vale Espumante Prosecco Brut 2010– Domno do Brasil Indústria e Comércio

Medalha de Ouro
Alto Vale Espumante Prosecco Brut 2010– Domno do Brasil Indústria e Comércio

Medalha de Prata
Casa Valduga Espumante Arte Brut 2008 – Casa Valduga Vinhos Finos
Peterlongo Privillege Espumante Brut – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Medalha de Bronze
Aurora Espumante Brut Rosé – Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Espumante Chardonnay Brut - Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Cabernet Sauvignon - Casa Valduga Vinhos Finos
Courmayeur Espumante Extra Brut – Courmayeur do Brasil
Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Panizzon Espumante Moscatel – Sociedade de Bebidas Panizzon
Ponto Nero Espumante Brut Rosé 2009 - Domno do Brasil Indústria e Comércio
Ponto Nero Espumante Moscatel - Domno do Brasil Indústria e Comércio
Quinta do Seival Cabernet Sauvingon 2006 – Miolo Wine Group
Salton Virtude Chardonnay 2009 – Vinícola Salton

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Mensagem que vem pela rolha



Houve um tempo em que as mensagens de náufragos nos chegavam por garrafas. Esta é uma dica bacana para os enófilos que, como eu, têm o hábito de colecionar rolhas de vinho: a Vinícola Perini, de Farroupilha (RS), gravou frases especiais em milhares de rolhas da linha de varietais. De autoria de especialistas e de enófilos célebres, as frases traduzem um pouco da imensa gama de sentimentos e reflexões que o vinho é capaz de proporcionar a seus apreciadores. “As reflexões filosóficas ou bem humoradas contidas nas novas rolhas podem ser colecionadas pelos enófilos, tornando-se uma espécie de figurinhas do Bon Vivant”, comenta Pablo Perini, gerente de marketing da vinícola. Abaixo, algumas das frases que o público encontrará ao abrir suas garrafas:

"Compromissos são para relacionamentos, não para vinhos." Sir Robert Scott Caywood
"Fazer um vinho bom é uma habilidade. Fazer um vinho fino é uma arte." Robert Mondavi
A cada gole, homem e vinho revelam novas qualidades.
O vinho tem o poder de transformar uma refeição em uma ocasião especial.

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Garrafas ambientalmente corretas




As vinícolas Salton, Miolo, Galiotto, Cordelier, Perini e Campo Largo saem na frente ao utilizar um novo tipo de garrafa para acondicionar seus vinhos. São garrafas de vidro projetadas para causar menor impacto no meio ambiente por terem peso menor do que as similares ao utilizarem até 15% menos matéria-prima. De acordo com Verallia, fabricante dessas garrafas, a redução nas emissões de CO2 chega a 15% no processo produtivo e o ganho de energia está na faixa de 4%. Espero que essa inovação contribua para a redução do preço de nossos vinhos. A garrafa ambientalmente correta já está disponível nos modelos Bordeaux (375ml), Bordeaux (750ml) e Borgonha (750ml).

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Admiração cega ao vinho brasileiro

Desde que comecei aqui neste JBlog, há quase três anos, venho batendo na tecla da qualidade crescente do vinho nacional. As premiações de nossos rótulos no exterior são cada vez mais frequentes. Num primeiro momento, os espumantes abriram o caminho mas hoje temos vinhos tintos e brancos de qualidade para oferecer ao público. Na minha modesta opinião, dois grandes fatores ainda espantam o vinho brasileiro de nosso mercado consumidor. Em primeiro lugar, preços não competitivos em relação aos rótulos do Chile e Argentina (temos aqui uma carga tributária brutal sobre o setor enquanto o que se vê nesses dois países é o estímulo governamental).
O outro obstáculo é de ordem meramente psicológica: para a maioria das pessoas, mesmo os conhecedores, nem sempre associam vinhos de qualidade à produção nacional. Esse dado pode ser comprovado por um vídeo que o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) produziu durante a última edição da Expovinis, em São Paulo, e num badalado restaurante de Porto Alegre. No vídeo, os consumidores provam vinhos sem conhecer os rótulos e tentam adivinhar o país de procedência. A maioria das respostas (80%) cita tradicionais países produtores de vinhos, como França, Itália, Argentina e Chile. Mas, na verdade, todos os vinhos provados eram brasileiros.
Clique aqui para ver o vídeo.






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Vinhos brasileiros destacam-se em mais um concurso internacional

Os vinhos brasileiros conquistaram 70% das premiações do 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, realizado de 5 a 8 de julho pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), em Bento Gonçalves (RS). O júri, formado por 55 degustadores (36 brasileiros e 19 estrangeiros) avaliou 457 amostras inscritas por 15 países. Ao todo foram concedidas 137 premiações (30% dos inscritos) com três Medalhas Grande Ouro, 49 Medalhas de Ouro e 85 Medalhas de Prata.
Embora os vinhos nacionais representassem 70% das amostras inscritas nem todos os países participantes foram premiados. Sendo assim, a conquista de prêmios na mesma proporção de rótulos inscritos é digna de comemoração. O ranking foi seguido por Portugal (10), Argentina (9), Uruguai (7), Alemanha (5), Chile (3), Espanha (3), Áustria (2), Austrália (1), Grécia (1) e Israel (1).
De acordo com Christian Bernardi, presidente da ABE, 35% das premiações foram de medalhas de ouro e que as de prata (62%) ficaram, por décimos, muito próximo de conquistar o ouro. Seguindo as normas internacioais, os rótulos que conquistaram medalha de prata obtiveram notas entre 84 e 88; as de ouro, entre 89 e 93; e grande ouro, acima de 93. Confira a premiação completa clicando aqui.


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