Arquivo de August 2009

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Conheça os prazeres da harmonização


Para quem se interessa pelo vasto campo da harmonização entre os vinhos e alimentos, aí vai uma boa dica: a Grand Cru promove nesta terça-feira um jantar harmonizado no Mio Ristorante, em Ipanema. No cardápio, pratos elaborados para combinar com com vinhos exclusivos da Grand Cru. O custo do jantar é de R$ 150 por pessoa e as vagas são limitadas. Informações e reservas pelo telefone 2511-7045 ou pelo email clara_vendas@grandcru.com.br. Confira o menu do jantar, com a sequência de pratos e vinhos oferecidos:


Aperitivo:
Couvert Completo / Bottega Poeti Espumante Rose (Itália)

Entrada:
Ravióli de Bertalha / Santa Rita Medalla Real Chardonay 2007 (Chile)

Prato Principal:
Paleta D’Agnello Allá Griglia (Paleta de cordeiro com risoto de hortelã) / Château Bois Petruis 2006 (França)

Sobremesa:
Pere al Barollo com gelato / Saint Clair Doctors Creek Late Harvest Riesling 2004 (Nova Zelândia)


Onde: Mio Ristorante - Rua Farme de Amoedo, 52 - Ipanema
Quando: 25 de agosto (terça-feira)
Horário: 20h
Quanto: R$ 150 por participante

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Tannats e um pouco mais




É difícil livrar-se de certos clichês. No mundo do vinho, por exemplo, o verbete Uruguai está inexoravelmente associado à casta tannat que, mesmo sendo francesa de origem, adaptou-se muito bem aos vinhedos da antiga província Cisplatina. É fato que encontraremos ótimos rótulos dessa uva, estruturados e plenos em ácido tânico, mas que tal se aventurar por uvas improváveis na crescente vinicultura uruguaia? Que tal falar de um sauvignon blanc correto e acessível ao bolso médio ou até mesmo um pinot noir que acaba de ser engarrafado e dá mostras de que pode vir a melhorar muito nas próximas safras? Vamos falar, abaixo, de duas crias da vinícola uruguaia Gimenez Mendez cujos vinhedos espalham-se nas regiões de Las Brujas, Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, todas no sul do país.



Com uma simpática coruja no rótulo, o Las Brujas Sauvignon Blanc 2009, da vinícola Gimenez Mendez, proporciona interessantes aromas cítricos e, por ser fresco, jovem e frutado, cai como uma luva na combinação com saladas ou frutos do mar e mesmo na beira da piscina. Vale o preço médio de R$ 35 com louvor.

A dificuldade de se produzir vinhos pinot noir na América do Sul não chegou a esmorecer certos produtores. A Gimenez Mendez decidiu elaborar o seu pinot e a safra 2008 apresentada na última segunda-feira a um grupo de enófilos cariocas marca a estréia da vinícola na tentativa de se fazer um pinot de qualidade. Não sei quanto aos outros convidados, mas eu gostei. Mais do que os aromas, me deixei levar pela elegância e persistência deste pinot caçula também extraído das vinhas de Las Brujas.


Amanhã, voltarei aos vinhos da Gimenez Mendez mas para falar dos tannats e de uma desafiadora e instigante combinação de uvas, um quebra-cabeças para os nossos sentidos na hora de degustar.

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Quem lê tanta notícia?

Caetano já perguntava lá atrás "Quem lê tanta notícia?". Há pouco tempo, aderi ao tal twitter. Ainda não me viciei mas aderi a outros microblogs relacionados ao vinho e... Caramba!!! Quem lê tanta notícia? Descobri uma imensidade de gente debatendo o vinho, apresentando novidades, celebrando esse prazer... Quase fiquei tonto e confesso que ainda não consegui criar um rotina para absorver e trocar tanta informação. Fico até vexado de postar aqui pensando que estarei publicando "coisas velhas" que alguém já viu alguém escrever ou dizer em algum lugar. Mas tudo bem... Vou levar as coisas do meu jeito e manter o Vinho sem Frescura do jeito que ele é, absorvendo umas inovações aqui e umas modernidades acolá.

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Entre amigos, quadros e vinhos (e torcendo às escondidas)

Rompi o exílio dos eventos nesta semana quando troquei o Fla X Flu no qual os reservas do meu Fluminense garantiram um heróico empate com o tradicional rival pelo coquetel de lançamento da exposição de quadros do artista plástico Roberto Bastos Cruz na sempre acolhedora Confraria Carioca, do boa praça Duda Zágari que aposta no espaço para divulgar algo mais do que os bons vinhos de suas prateleiras. Entre espumantes e vinhos, pude apreciar o belo trabalho do artista que remonta temas de uma infância que quase não existe mais no Rio, com muita pipa, bola de gude e peões. O que ainda resiste são as paisagens e personagens da cidade, como o povo que caminha no calçadão, a dança nas gafieiras e os torcedores de futebol. Aliás, o Roberto Bastos Cruz é tricolor. Foi bom apreciar os quadros, rever amigos, conhecer gente nova e beber vinho. Para registro, fiquei nos dois espumantes servidos, ambos da Don Giovanni: o Stravaganza (75% de chardonay e 25% de pinot noir) e o Don Giovanni Brut Rosé (50% de pinot noir, 40% de merlot e 10% de chardonay). Confesso que ainda não me adaptei a espumantes rosés com corte e prefiro aqueles 100% pinot noir. Mas o Stravaganza faz bonito com aromas de maçã, frutas cítricas e acidez na medida. Um espumante versátil.

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