Vinhos das alturas ao seu alcance no Rio

Quando estive na Expovinis de 2008 fiz elogios mais que merecidos aos chamados vinhos de altitude, que é como passaram a ser conhecidos os vinhos elaborados na Serra Catarinense, sobretudo nas regiões de São Joaquim, Campos Novos e Caçador. De lá para cá a boa reputação das vinícolas dessa nova fronteira vinícola só fez aumentar.
E porque tanta fama? Estamos falando de vinhedos plantados de 900 a 1.400 metros acima do nível do mar. A altitude cria condições específicas de clima que pode contribuir positivamente no potencial das uvas. A cada 100 metros acima do nível do mar, o ar perde 1% de seu carbono. A pressão atmosférica menor e a maior proximidade do sol atuam sobre a evaporação nas folhas, que eliminam mais água do que o normal, concentrando nas uvas os nutrientes que vêm do solo. E como já dissemos aqui algumas vezes, uvas com boa concentração de nutrientes proporcionam vinhos mais finos e diferenciados.
A Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis) reúne 28 vinícolas, algumas delas já conhecidas pelos iniciados como Villa Francioni, Villagio Grando, Sanjo e Panceri. Quem mora no Rio tem na noite desta quinta-feira a oportunidade de conhecer a linha de uma dessas empresas. Aseção carioca da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (Sbav-Rio) apresenta, a partir das 19h30, seis rótulos da Sanjo: o espumante Ice Sin, o branco Núbio Sauvignon Blanc, o Núbio Rosé, o Noblesse Cabernet Sauvignon, o Núbio Tinto e o Maestrale Cabernet Sauvignon.
Informações e reservas pelo tel. 2537-2474. A Sbav-Rio fica na Rua Martins Ferreira, 71, em Botafogo.

