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A polêmica das tampas de rosca e rolhas sintéticas

O Sunny Days, frisante da Almadén, é o primeiro vinho com tampa de rosca a ser lançado no Brasil. O recurso já é comum em alguns vinhos importados, como chilenos, argentinos e até italianos. Os puristas odeiam, mas os defensores da tampa de rosca alegam que ela é fácil de se abrir e de se fechar após o consumo, o que aumenta o potencial de conservação da bebida depois de ter a garrafa aberta. O uso de tampas de rosca ou mesmo de rolhas sintéticas nos vinhos é uma alternativa à escassez da tradicional rolha de cortiça, que é hoje um dos itens mais caros no preço do vinho. Uma rolha custa aproximadamente US$ 1. Elas são caras porque a cortiça é extraída da casca do sobreiro, uma árvore só existente nos países ibéricos (Portugal e Espanha) e cuja casca leva 30 anos para regenerar-se.
Uma vertente de enólogos sustenta que a tampa de rosca ou a rolha de cortiça não interferem no sabor de vinhos novos, mas a polêmica é grande. Os alarmistas garantem que se o consumo de vinho continuar a crescer no ritmo atual, não haverá mais rolhas de cortiça até os meados deste século. Quem beber bastante vinho, verá...
Caríssimas Eliete e Christina, gostemos ou não das novidades, esse é o sinal dos tempos. Para quem pensa que a rolha de cortiça é insubstituível, vamos lembrar que ela só passou a ser usada para lacrar os vinhos a partir do século 18, se não estou enganado. E, apesar de todo o seu charme, ela pode tornar-se a vilã da história. Quando uma rolha resseca, ela perde a aderência ao gargalo, o que permite a entrada de ar na garrafa, inutilizando o vinho. É por isso que as garrafas não podem ser guardados em posição vertical. Não é frescura, mas questão de saber fazer valer o investimento.

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Comentários


Comentários

Eliete Correa enviou em 22/09/2007 as 10:10:

Oi Afonso, com o rapido crescimento dos adpetos ao maravilhoso vinho,vamos deixar de ser frescos e nos preocupar se a rolha e de cortica ao nao. Tenho experimentado muitos vinhos que trazem rolha sintetica e nao me decepcionei. De rosca? Sera meu proximo experimento. Cheers!

Christina enviou em 23/09/2007 as 00:17:

Muito interessante esse tópico, Affonso!! nem poderia imaginar toda essa história da rolha...legal! Creio que ela é por si só um charme, combina demais com a bebida...mas ao mesmo tempo o outro método me parece bastante prático! se não interfere nos sabor dos vinhos...vamos aceitando as mudanças! Abraços e tudo de bom a todos que passam por aqui! Christina Dias - VV/ES

Ulf Karlholm enviou em 26/09/2007 as 09:58:

As vinícolas investem nessa técnica só para melhorar a qualidade, e evitar sabor de rolha e oxidação, com o objetivo de entregar o produto constantemente com alta qualidade, sem surpresas desagradáveis. Com tampa rosca (Stelvin) não há risco para infiltração de ar e oxidação, por isso os vinhos não precisam mais ser guardados deitados, podem ficar em pé ou deitados. Não há mais risco de sabor de rolha, que dá um gosto parecido de papelão úmido, cachorro molhado e similar por causa da molécula chamada tricloranisole (TCA). Robert Parker estima que até 15% de todos os vinhos com rolha no mundo tem esse problema. Muitas vinícolas cansaram desse problema e querem entregar um produto perfeito para o consumidor, e ao mesmo tempo, os consumidores no mundo inteiro começam a ver as vantagens e perder os preconceitos contra essa tampa. Com tampa rosca, o vinho desenvolve na adega de um jeito controlado e natural, sem infiltração de ar. Para um jovem vinho, o sabor de fruta é mais fresco e mais intenso com essa tampa.

António da Silva enviou em 13/07/2009 as 09:20:

Quase tudo o que você disse é um disparate de primeira linha. Cultive-se, Homem. 1- Nem a cortiça está escasseando nem vão faltar rolhas para vinho. Quem te disse isso deve ser vendedor de rolhas de aluminio, 2- A rolha como vedante vem dos Egipcios, ou seja antes de cristo. Apenas ficou mais conhecida a partir de finais do séc. XVIII. Isso é como dizer que o Brasil só existiu a partir de 1800... Disparate pegado 3- Os plásticos cada vez estão mais fora de moda e a perder mais volume (muitos problemas com oxidação do vinho. A vez do aluminio lá chegará, pois cada vez há mais problemas de redução, a falta de frescura de que vocês falam. 4- No fim o que é realmente bom é o que restará. Só ficará cortiça, que é a única que permite que o vinho respire de uma forma equilibrada e que evolua como vinho. 5- Não acreditem em qualquer bobagem que vos digam.

Alessandro Lopes enviou em 25/10/2009 as 01:59:

Sou "tomador" de vinho, não conhecedor. Já tomei vários vinhos que estavam com rolha sintética e nunca conseguir perceber alguma diferença. Comprei pela Internet um sul-africano e um australiano e me deparei com a tampa de rosca, foram, Obikwa (Pinotage) e Moore's Creek (Cabernet Sauvignon). Quero saber se são vinhos de boa ou razoável qualidade e se realmente a tampa de rosca prejudica a qualidade do vinho.

Fábio enviou em 02/01/2010 as 17:15:

Rolha

Roberto enviou em 24/03/2013 as 18:56:

Bom seria se a Almaden Vinhos ensinassem como se faz para abrir uma tampa que depende de serra e mais um monte de paciência para abrir. já experimentei outros vinhos com tampas de rosca e é muito simples para abrir, mas este vinho meu Deus do céu ninguem merece. Tenho escolhidos outras marcas só pra não se ter este maldito trabalho... Nota do JBlog: Obrigado por sua participação, Roberto. Vou encaminhar sua avaliação ao pessoal da Almadén.


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