MPF quer acesso a laudos de mortos na Operação Contenção

Por MRNews

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos laudos necroscópicos dos mortos durante a Operação Contenção, deflagrada em outubro do ano passado. 

A operação foi deflagrada pelas polícias civil e militar e terminou com a morte de 118 pessoas que seriam ligadas à organização criminosa Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais. 

O MPF afirmou que solicitou o acesso a informações do caso, mas o órgão não obteve resposta das autoridades estaduais.

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Segundo o MPF, há “obstáculos” para acesso aos laudos também pelos familiares, Defensoria Pública, organizações da sociedade civil e das próprias instituições de Justiça. 

“Essa atuação, contrária aos padrões internacionais de proteção às vítimas de violência policial, simboliza revitimização e mais uma violação de direito”, alegou o MPF.

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PF

No mês passado, Moraes determinou que o governo do estado do Rio de Janeiro envie à Polícia Federal (PF) as imagens capturadas durante a operação. 

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A corporação será responsável pela perícia do material.

A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.

Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro. 

Pinheiros realiza o Sprint Challenge 2026 de atletismo





Competição conta com apoio da Federação Paulista de Atletismo e será neste sábado (4), das 12h às 18h na pista de atletismo 

O Esporte Clube Pinheiros será sede, neste sábado, 4 de abril, do Sprint Challenge FPA 2026 de atletismo, evento que reunirá 29 agremiações e mais de 80 atletas. Serão 22 provas, com início às 12h e término previsto para às 18h e conta com o apoio da Federação Paulista de Atletismo. 

O evento não contará com público externo, sendo destinado apenas aos associados do Pinheiros que queiram assistir a competição. Durante as provas de velocidade, das 14h às 17h40, a pista ficará fechada aos associados.

Clique aqui e confira o cronograma horário de cada prova

Gabriela Mourão (esq) e Ana Azevedo disputam prova dos 100m no Clube. Foto: Wagner Carmo/Pinheiros

Alison Vicente, atleta do salto com vara, quer utilizar o campeonato para manter o ritmo de prova para as futuras competições nacionais e internacionais que estão por vir. “Vamos dar o nosso melhor e buscar o melhor resultado possível. Ao mesmo tempo, como é uma competição em casa, vamos nos sentir à vontade, mostrar para o público nosso trabalho, para manter o ritmo de prova e se sentir confortável”, detalhou.

Confira a lista completa de atletas que participarão da competição 

Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível

Por MRNews

Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal. A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).

Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3). A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

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O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60, pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.

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A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

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Alckmin reuniu a imprensa para apresentar um balanço da sua gestão à frete do MDIC. Ele vai disputar a reeleição para a Vice-Presidência em outubro, na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, pode seguir na cadeira da Vice-Presidência, mas precisa se desincompatibilizar da função de ministro do Executivo.

Ouça na Radioagência Nacional:

 

Agência Minas Gerais | Governo de Minas vistoria obras do ambulatório de quimioterápicos da Casa de Saúde Padre Damião, em Ubá

O governador Mateus Simões vistoriou, nesta quinta-feira (2/4), em Ubá, na Zona da Mata, as obras do novo ambulatório de quimioterápicos da Casa de Saúde Padre Damião (CSPD) – primeira unidade de oncologia da cidade.

A estrutura integra o planejamento do Governo de Minas para fortalecer os Serviços de Atenção Especializada (SAE), para que a população possa ter acesso à saúde de qualidade mais perto de casa, sem a necessidade de se deslocar por longas distâncias para realizar os tratamentos.

“Nós estamos falando em mudar completamente a lógica dessa microrregião Ubá, no que diz respeito à assistência oncológica de quimioterapia. Hoje, os pacientes da microrregião precisam ir até Muriaé, muitas vezes com um deslocamento que pode gastar mais de três horas, e voltar para casa”, explicou o governador.

“A gente sabe que, além da despesa que isso representa para os municípios, o desconforto para o paciente é muito evidente. Por mais que a gente tente melhorar os veículos, é um tempo de deslocamento muito grande. Essa obra vai permitir que esses pacientes sejam tratados aqui. Com isso, proporcionamos mais conforto e dignidade para essas pessoas durante esse período difícil”, destacou o chefe do Executivo estadual.

 

Investimento

Foram investidos mais de R$ 15 milhões no ambulatório de quimioterápicos, sendo R$ 13,4 milhões do Governo de Minas e R$ 1,9 milhão da Fundação Cristiano Varela (FCV), considerada um dos maiores complexos oncológicos de Minas Gerais. O novo ambulatório funcionará em dois pavimentos, seguindo o padrão do prédio centenário já existente, com as fachadas históricas preservadas.

O espaço terá quatro consultórios médicos, sala de infusão de quimioterápicos com 16 poltronas, três leitos comuns e um de emergência, sala de coleta de exames laboratoriais, com 4 boxes (uma maca e três poltronas), farmácia de manipulação de quimioterápicos, contendo duas capelas de fluxo laminar, farmácia de atendimento ambulatorial, além de laboratório com processamento interno e salas técnicas.

A CSPD foi criada em 1945, com a denominação de Leprosário Padre Damião. É considerada um centro de referência em atendimento à hanseníase e presta serviços de saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da microrregião de Ubá, por meio da regionalização da unidade, com qualidade, humanização e resolutividade, garantindo a reabilitação em nível de complexidade secundária.

 

Gestão da unidade

Em junho de 2024, a Casa de Saúde Padre Damião, que é administrada pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), entrou em fase de transição para a transferência da gestão dos seus serviços para a Secretaria Municipal de Saúde de Ubá.

Porém, em função das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata no fim de fevereiro, este processo foi prorrogado até o fim de 2026, com a Fhemig mantendo o custeio da unidade por mais seis meses, com valores estimados em R$ 7,8 milhões – R$ 1,3 milhão mensais.

A Fhemig também vai manter, permanentemente, o custeio da folha de seus servidores efetivos em exercício na unidade. Em 2025, o valor anual desta folha R$ 15,6 milhões.

 

Governo Presente

A vistoria à Casa de Saúde Padre Damião faz parte da mobilização do Governo de Minas, que transferiu, de forma temporária, a capital do estado para Ubá, dentro da iniciativa Governo Presente.

Essa transferência se repete em 19 cidades mineiras até junho, com o objetivo de reconhecer a importância e valorizar cada uma das regiões mineiras, além de permitir que o governador possa conhecer ainda mais de perto as demandas dos moradores, incluindo cidades ao redor das respectivas capitais temporárias.

Parceria com Google melhora eficiência do Cadastro Ambiental Rural

Por MRNews

Acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Público (MGI) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) com o Google vai tornar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) mais eficiente, afirmou nesta quinta-feira (2), a ministra Esther Dweck.

Segundo a ministra do MGI, a parceria permitiu a disponibilização imediata de imagens de satélite de alta resolução referentes a 2008 dos estados do Maranhão, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Pará.

“Vai facilitar muito e vai permitir a todos os agricultores que estão em dia com a legislação terem a vida facilitada, porque o CAR é base para crédito rural, vai ser base para o mercado de carbono e uma série outros benefício”, explicou a ministra.

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Em entrevista ao Bom Dia Ministra, programa do CanalGov, Esther Dweck lembrou que a gestão do CAR chegou ao MGI em 2023, para melhorias no sistema criado pelo Código Florestal para que proprietários de terra pudessem declarar tanto as áreas preservadas em suas propriedades, quanto as que já haviam sofrido mudanças no uso da terra.

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O Código Florestal, estabelecido em 2012, prevê percentuais de áreas privadas que podem ser desmatadas em cada bioma e cria a ferramenta autodeclaratória, que tem como referência o ano de 2008, para estabelecer o quanto ainda é possível avançar na abertura de áreas verdes para atividades como agricultura, pecuária e outros empreendimentos que exigem grandes extensões de terra.

“Uma das coisas que para a gente era importante eram imagens de alta resolução desse marco temporal de 2008 e, desde o início do governo a gente veio conversando e com o Google a gente viu uma possibilidade. Então, eles fizeram uma doação das imagens”, conta.

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Segundo a ministra, além das melhorias já realizadas no sistema do CAR, como a integração dos dados de registro de terras, que possibilitou a oferta do serviço de licenciamento ambiental pré-preenchido, também será possível avançar da validação dos dados declarados.

Nessa quarta-feira (1º), o MGI disponibilizou  o novo conjunto de imagens para acesso público no catálogo de dados do Google Earth Engine e no Google Earth.

Prefeitura do Rio anuncia projetos de inovação que serão testados na cidade – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

O Sandbox.Rio chega à terceira edição – Arte sobre foto de Marcos de Paula

A Prefeitura do Rio anunciou, nesta quinta-feira (2/4), os 10 projetos inovadores selecionados na terceira edição do Sandbox.Rio e que serão testados na cidade. O foco da terceira edição do programa são as iniciativas voltadas para comunidades cariocas e para áreas como Zona Norte, Zona Oeste e região de Jacarepaguá. Além disso, a IplanRio, empresa municipal de tecnologia, apresentou a plataforma Rio 3 Open, uma família de seis modelos de inteligência artificial de ponta totalmente gratuita e aberta.

 

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Osmar Lima, anunciou os selecionados do Sandbox.Rio e parabenizou os empreendedores por investirem no Rio.

 

— A adesão e a qualidade das propostas reforçam o esforço da Prefeitura em incentivar o empreendedorismo inovador, provando que inovação e impacto social caminham juntos. Estamos na terceira edição, com projetos testados e a regulamentação dos patinetes, que é uma entrega muito importante. Não estamos apenas testando tecnologia, estamos buscando soluções para desafios reais do dia a dia do carioca — destacou o secretário.

 

Sandbox atrai projetos para áreas periféricas

 

Nessa terceira edição, o Sandbox.Rio teve 58 projetos inscritos, confirmando a vocação da cidade para atrair tecnologias de impacto socioambiental e consolidando o programa como referência nacional. Divididos por macrotemas como saúde, sustentabilidade, mobilidade e cidades inteligentes, a estratégia de incentivar a atuação em áreas periféricas também se mostrou positiva: 83% dos projetos inscritos indicaram previsão de atuação nas comunidades das Zonas Norte e Oeste.

 

— O grande foco desse terceiro ciclo é democratizar a inovação. 
A inovação não pode ser uma literatura só de algumas áreas, ela precisa ser uma literatura para todo cidadão. A ideia é que a gente possa fazer os novos projetos para áreas periféricas. Esses projetos são a nossa prioridade. — disse Carina Quirino, subsecretária de Regulação e Ambiente de Negócios (SMDE).

 

O eixo de Saúde concentrou a maior demanda, seguido por Cidades Inteligentes e Sustentabilidade. Entre os projetos selecionados estão o Criança Protegida (Tooda), que facilita a localização de crianças perdidas nas praias; a BiClean (BDM), que utiliza bicicletas aquáticas elétricas para coleta de resíduos flutuantes e microplásticos, inicialmente na Lagoa Rodrigo de Freitas; e a naPorta, startup que propõe uma logística social com a implantação do “CEP Digital Carioca”, ampliando o acesso a serviços públicos aos moradores de comunidades.

 

— Sem o apoio do município essas tecnologias não saem do papel, e o Sandbox.Rio está sendo primordial. Sem essa ferramenta, todas essas tecnologias que vocês estão vendo aqui poderiam atrasar de dois a três anos ou simplesmente morrer. O Sandbox vai ser um grande divisor de águas pra gente poder lançar novas tecnologias com impacto direto tanto para cidade, quanto para a população e para o meio ambiente — disse Marcius Victorino da Costa, CEO da BDM Corp.

 

Ao todo, 57% das iniciativas terão testes de longa duração, com até 12 meses, permitindo a geração de dados consistentes para o aprimoramento de políticas públicas municipais.

 

As empresas selecionadas assinarão o Termo de Implantação de Solução Inovadora e darão início aos testes, com monitoramento de órgãos municipais e acompanhamento técnico da Prefeitura, para avaliação de desempenho e riscos. Em contrapartida à autorização para testar as soluções na cidade, deverão compartilhar dados brutos com o Município. As informações vão subsidiar a formulação de políticas públicas e de legislação, permitindo a incorporação segura das inovações ao cotidiano urbano, com benefícios para a população, a gestão pública e a segurança jurídica das empresas.

 

Inspirado em modelos internacionais do Reino Unido e Coreia do Sul, o Sandbox.Rio, em três edições, recebeu 88 inscrições, com 20 habilitações, um crescimento de 176,1% no número de inscritos em relação à edição anterior, o que reforça a evolução e a consolidação do programa.

 

Entre os projetos anteriores, destaca-se o dos patinetes elétricos, que teve o uso regulamentado por decreto municipal, além do lançamento do edital de credenciamento das empresas interessadas em operar o serviço, até dia 14 de maio. A regulamentação foi baseada em dados coletados ao longo de 19 meses que registraram 2,9 milhões de viagens, 972.380 usuários cadastrados, redução de 358 toneladas de CO₂ e geração de 230 empregos.

 

Outros dois projetos seguem em teste – o do aplicativo de carros compartilhados da Wali, com o primeiro ponto público da cidade do Rio no Humaitá, e o Eletroposto Carioca, o primeiro posto exclusivo para recarga de carros elétricos em área pública da cidade.

 

Além disso, o Sandbox.Rio recebeu premiações internacionais e nacionais, como o segundo lugar no World Smart City Awards 2024 e o primeiro lugar do Govtech Summit 2025. O programa carioca também entrou no Mapeamento de Iniciativas Climáticas Urbanas da ONU Habitat, foi destaque no Observatório de inovação da OCDE e em estudo do TCU sobre sandboxes. Todas as informações estão disponíveis no site:  sandboxrio.com.br

 

Rio 3 Open: inteligência artificial pública e gratuita

 

Diferentemente dos modelos de inteligência artificial tradicionais, que são propriedades privadas e restritivas, o Rio 3 Open adota a licença MIT, criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Na prática, isso significa que a cidade está entregando uma ferramenta ‘aberta’: empresas e acadêmicos têm total liberdade para usar, modificar e até lucrar com essa tecnologia, sem burocracia. O acesso é público e gratuito através do portal ai.rio.

 

— Queremos que o Rio seja reconhecido como um polo de inovação pública, capaz de desenvolver suas próprias soluções em inteligência artificial, sem depender de plataformas estrangeiras. Esses modelos são infraestrutura aberta para quem cria soluções digitais —, diz João Carabetta, presidente da IplanRio.

 

A Rio 3 oferece opções para qualquer necessidade, funcionando desde aparelhos simples até grandes centrais de dados. Diferente de outras IAs, onde os dados são enviados para fora do Brasil, este projeto permite que tudo seja processado localmente. Isso protege informações sensíveis e garante nossa independência tecnológica.

 

Com o Rio 3 Open, a prefeitura democratiza o acesso a ferramentas de ponta, fortalecendo a autonomia do setor público e da sociedade. O Rio 3 Open representa um passo estratégico do município na democratização da inteligência artificial e no fortalecimento da autonomia tecnológica, oferecendo ferramentas poderosas e acessíveis para a sociedade e o setor público.

 

Conheça os 10 projetos selecionados no Sandbox

 

SAÚDE E SEGURANÇA PÚBLICA

 

Aerolabs (Drone de resgate em praia): drone de alta capacidade que utiliza visão computacional para identificar vítimas de afogamento nas praias e lançar botes de salvamento automaticamente, apoiando o trabalho dos salva-vidas.

 

Criança Protegida (Tooda): Sistema de segurança preventiva para praias utilizando pulseiras com QR Code integradas a uma rede digital de barraqueiros e Guarda Municipal, visando reduzir o tempo de localização de crianças perdidas.

 

Motofog (Fumajet): Motocicletas equipadas com sistema dual de nebulização e IA para combate ao mosquito da dengue e outros vetores em vielas e áreas de difícil acesso na Zona Norte.

 

Coldlog: Solução logística para transporte de insumos termossensíveis (como vacinas e insulina) utilizando motocicletas elétricas com módulos refrigerados e rastreabilidade em tempo real.

 

SUSTENTABILIDADE

 

BiClean (BDM):  Bicicletas aquáticas elétricas para coleta de resíduos flutuantes e microplásticos na Lagoa Rodrigo de Freitas inicialmente, combinando limpeza urbana, lazer e educação ambiental.

 

HRIOS: Estação flutuante autônoma com inteligência artificial para coleta de resíduos e monitoramento contínuo da qualidade da água em rios e afluentes.

 

Bettair: Rede de sensores de baixo custo instalada em mobiliário urbano para monitoramento hiperlocal da qualidade do ar e níveis de ruído, gerando dados para políticas ambientais.

 

LOGÍSTICA E CIDADES INTELIGENTES

naPorta: a primeira logtech de impacto do Brasil, especializada em logística complexa, que democratiza o acesso ao e-commerce em áreas periféricas, comunidades e regiões em desenvolvimento. Com o apoio do Google, a empresa busca expandir o “CEP Digital” e, em parceria com o Sandbox.Rio, integrar essa tecnologia a serviços públicos de saúde e assistência social, facilitando a localização e o atendimento de pessoas assistidas.

 

Rio Eletrohub Rio (Recar):  Primeiro hub de recarga multimodal da Recar em via pública que integra carregadores ultrarrápidos para carros e estação para bicicletas elétricas e troca de baterias, alimentado por energia solar.

 

Área de Revitalização Econômica (Aliança Cidade): Modelo de gestão urbana onde a iniciativa privada, autorizada pelo poder público, promove melhorias e zeladoria em áreas específicas para atrair comércio e investimentos locais.

 

Categoria:

  • 2 de abril de 2026
  • Marcações: Cidades Inteligentes Iplan Regulamentação de Ambiente e Negócios Sandbox Sandbox.Rio SMDE

    Trecho da Av. Engº Carlos Reinaldo Mendes tem obras de recapeamento a partir de sexta-feira (3) – Agência de Notícias

     

    A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), informa que, a partir de sexta-feira (3), a Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, no Alto da Boa Vista, receberá obras de recapeamento no trecho compreendido entre as avenidas Três de Março e Sadrac de Arruda, no sentido centro-bairro.
    Devido aos trabalhos, esse trecho da avenida ficará parcialmente interditado ao tráfego de veículos, com possibilidade de outras alterações viárias. Agentes de trânsito da Secretaria de Mobilidade (Semob) vão coordenar o fluxo no local, para garantir a fluidez e a segurança. A previsão é que os serviços sejam concluídos em até 30 dias.

    Moraes aumenta restrição para voos de drones na casa de Bolsonaro

    Por MRNews

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (2) aumentar para 1 quilômetro a área de restrição para voos de drones nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

    A medida foi tomada após pedido da Polícia Militar, que é responsável pela vigilância da residência por 90 dias, período em que o ex-presidente cumprirá prisão domiciliar.

    Na semana passada, Moraes proibiu voos de drones no raio de 100 metros da casa e autorizou a prisão de quem operar o aparelho.

    Suíça monitorou e perseguiu brasileiros contrários à ditadura

    Neutralidade autoritária: Suíça foi destaque no apoio à ditadura

    Na manhã de hoje, a PM pediu a ampliação da proibição para aumentar a segurança da área e evitar o monitoramento indevido da casa.

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    Diante da solicitação, o ministro autorizou a ampliação da restrição.

    “Mostra-se adequada a recomendação do BavOp [Batalhão de Aviação Operacional] pela ampliação do perímetro de restrição para o raio mínimo de 1 quilômetro, compatível com a realidade operacional e com o nível de proteção exigido no caso concreto”, decidiu.

    Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz

    Governo federal vai chamar mais 7 mil servidores em 2026, diz ministra

    Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista. 

     

    Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (Nugs) seleciona novos integrantes – IFSP

    Inscrições de 6 a 19 de abril; podem se candidatar servidores e estudantes matriculados e egressos

    O IFSP publicou, no dia 2 de abril, o Edital nº 60/2026, de seleção de novos integrantes para o Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade (Nugs). O edital tem como objetivo a recomposição do Nugs e disponibiliza 40 vagas, distribuídas entre servidores (docentes e técnico-administrativos) e estudantes (regulares e egressos), com critérios que buscam assegurar diversidade de segmentos e representatividade entre os diferentes campi do IFSP.

    As inscrições para o edital estarão abertas de 6 a 19 de abril de 2026, por meio de formulário eletrônico, e o resultado final está previsto para 15 de maio de 2026 .

    Nugs

    O Núcleo de Estudos sobre Gênero e Sexualidade do IFSP tem a finalidade de promover ações com vistas a uma educação inclusiva e não-sexista que propiciem a equidade e a igualdade entre os gêneros, o combate à violência e à discriminação contra as pessoas LGBTQIAPN+, de modo a promover a valorização da diversidade, o respeito pela diferença e a preservação e ampliação dos direitos dessas pessoas.

    Saiba mais sobre o Nugs aqui.

    Edital inclusivo

    O edital representa um marco institucional ao prever, de forma explícita, a reserva de vagas para pessoas trans, consolidando avanços nas políticas de ações afirmativas da Instituição.

    Entre as ações afirmativas previstas, estão vagas destinadas a pessoas pretas, pardas e indígenas (PPI), pessoas com deficiência (PcD) e pessoas trans. A inclusão explícita desse último grupo sinaliza um movimento institucional mais estruturado de ampliação da participação de sujeitos historicamente sub-representados nos espaços de construção de políticas educacionais e ações formativas.

    O processo seletivo considera a trajetória das pessoas candidatas em atividades relacionadas às temáticas de gênero, sexualidade, diversidade e direitos humanos, incluindo participação em projetos, formações, coletivos, iniciativas comunitárias e ações de comunicação. A classificação será realizada com base na pontuação dessas experiências, reforçando o caráter engajado e formativo do Núcleo.

    O edital representa um marco institucional ao prever, de forma explícita, a reserva de vagas para pessoas trans, consolidando avanços nas políticas de ações afirmativas da Instituição.

    A publicação do edital ocorre em um momento simbólico: a celebração dos 10 anos de atuação do Nugs no IFSP. Ao longo dessa década, o Núcleo tem se consolidado como espaço de produção de conhecimento, articulação institucional e promoção de ações voltadas à equidade de gênero e à diversidade sexual.

    Mais do que uma chamada pública, o edital reafirma o papel do Nugs como espaço estratégico de diálogo, formação e transformação institucional, agora com um passo mais consistente na consolidação de políticas inclusivas voltadas à diversidade de gênero. 

     

    Encontro Nugs

    Como parte dessa celebração, será realizado o Encontro do Nugs-IFSP 2026: Uma Década de Resistência, Diálogo e Afeto, entre os dias 25 e 29 de maio, na cidade de São Roque (SP). O evento contará com mesas-redondas, oficinas, rodas de conversa, apresentações artísticas e atividades culturais, promovendo a integração entre comunidade acadêmica e sociedade. Saiba mais aqui.

    Documentos

     Edital nº 60/2026

    Cronograma

    Descrição Data/Período
    Publicação do Edital 06 de abril de 2026
    Período de Inscrição 06 de abril a 19 de abril de 2026
    Avaliação das candidaturas 20 de abril a 10 de maio de 2026
    Divulgação do resultado preliminar 11 de maio de 2026
    Interposição de recursos 12 a 13 de maio de 2026
    Análise dos recursos 14 de maio de 2026
    Divulgação da homologação do
    resultado final para a constituição do Nugs
    15 de maio de 2026

     

    Suíça monitorou e perseguiu brasileiros contrários à ditadura

    Por MRNews

    “Fui torturado por quatro dias. Quase sem parar. Não saí da câmara de tortura”.

    Era assim que o jovem estudante brasileiro, exilado na Suíça, Jean Marc Von der Weid, começava a descrever as sessões de tortura a que foi submetido enquanto esteve preso no Brasil, entre agosto de 1969 e janeiro de 1971. Ele falou sobre o assunto em uma entrevista para a RTS, a empresa de rádio e TV pública da Suíça.

    Jean Marc foi um dos 70 presos políticos libertados em troca do embaixador da Suíça, Giovanni Enrico Bucher, no mais longo sequestro de um diplomata registrado no Brasil. O jovem que também tinha nacionalidade suíça aproveitou o exílio para denunciar as violações no Brasil e dava detalhes sobre as técnicas de tortura adotada nos porões da ditadura:

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    “Pau de arara. Você é pendurado pelos pés, pelas mãos e de cabeça para baixo. Nessa posição, me aplicavam choques pelo, golpes com cassetetes e o ‘telefone’, golpes simultâneos com as mãos nas orelhas. Também sofri a tortura hidráulica. Por um tempo, eles forçaram água no meu nariz. Além das queimaduras. Eles queimam as pessoas com cigarros”.

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    Essa não foi a única entrevista dada por Jean Marc. Na verdade, depois de chegar na Europa, ele começou uma maratona de participações em eventos, palestras, debates e muitas entrevistas com o objetivo de mostrar à opinião pública na Europa o que acontecia no Brasil do milagre econômico. A movimentação incomodou o governo suíço que mantinha fortes ligações econômicas com o regime militar no Brasil. 

    Gaelle Shclier estudou a atuação de ativistas brasileiros e as movimentações do governo e da diplomacia suíça para uma pesquisa na Universidade de Lausanne:

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    “Esses eventos eram monitorados pela polícia”.  Ela teve acesso a relatórios que comprovam a vigilância e compartilhou um desses documentos com a nossa reportagem. 

    Um documento de 9 de março de 1971 é um relatório de 36 páginas em francês que tem como destinatário o chefe da polícia de Lausanne e traz a transcrição das palestras feitas por ativistas durante a conferência Brasil, a democratização da tortura. O discurso de Jean Marc é o primeiro transcrito pela polícia suíça no relatório:

    “Não há limitação, no Brasil, quanto às pessoas torturadas. Você pode ter crianças que são torturadas. Havia um menino que foi levado na mesma época que eu. Ele tinha 14 anos, e tinha paralisia infantil. Ele foi torturado para fazer sua mãe falar.”

    O documento também traz detalhes sobre quem organizou o encontro, os dizeres dos cartazes presos nas paredes, como  “12.000 presos políticos”, “A tortura é indispensável ao poder militar”, “Apoio à luta do povo brasileiro” e nomes de empresas suíças que lucravam com a política de proximidade entre o governo suíço e o regime autoritário no Brasil.

    Gaelle lembra que atuações como a de Jean Marc ia na contramão de outros eventos organizados por empresas e pelo próprio governo suíço:

    “A comunidade empresarial tinha interesses no Brasil. Aqui na Suíça, eles organizavam jornadas culturais, jornadas econômicas, políticas, para divulgar uma imagem positiva do Brasil e ganhar opinião pública sobre a ditadura. Roberto Campos [ex-ministro do Planejamento no governo de Castello Branco] veio várias vezes aqui para dar palestras”.

    Gabriella Lima, que também é pesquisadora na Universidade de Lausanne, concorda que a  presença de ativistas brasileiros incomodava:

    “Esses movimentos de solidariedade colocavam em perigo os interesses deles no Brasil, porque eles [a opinião pública Suíça] podiam pedir, a qualquer momento, um boicote, como fizeram na África do Sul”, explica.  

    Suíça sabia

    Para Gaelle, o relatório policial confirma que o governo suíço não só monitorava ativistas brasileiros, mas também sabia das violações que aconteciam no Brasil.

    “A gente vê em relatórios e em cartas que eles sabem que a polícia [brasileira] em geral é muito violenta. Eles tinham conhecimento do que estava acontecendo.”

    Correspondências diplomáticas confirmam a cumplicidade Suíça. Uma delas é um documento, também em francês, com o título Tortura no Brasil de outubro de 1973. Nele, o cônsul suíço no Rio de Janeiro, Marcel Guelat, confirma ao Departamento de Política do Ministério das Relações Exteriores de seu país, que o Estado brasileiro cometia crimes:

    “À semelhança do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), conhecido há muito tempo por sua brutalidade, certas unidades do exército, agora encarregadas de conduzir os processos relativos a atividades subversivas, começam a recorrer a diversos métodos de tortura: maus-tratos físicos, queimaduras, choques elétricos, câmara fria, etc”.

    O documento faz um outro alerta às autoridades suíças: a de que a violência contra os opositores do regime era conhecida nas altas esferas do governo brasileiro: 

    “Dada a disciplina militar que reina nas fileiras, parece-me improvável que esses fatos sejam ignorados nas altas esferas”.

    Apesar dos relatórios polícias e diplomáticos, a Suíça não mediu esforços para manter boas relações com o governo ditatorial e passou a perseguir ativistas brasileiros. 

    A dupla nacionalidade poupou Jean de uma expulsão. Mas outros exilados políticos não tiveram a mesma sorte. Foi o caso de Apolônio de Carvalho e Ladislau Dowbor. Os dois ex-presos políticos, que também tinham sido torturados no Brasil, foram expulsos da Suíça e tiveram os vistos cassados. O Estado suíço alegou quebra da neutralidade.  Apolônio de Carvalho tinha lutado na Guerra Civil Espanhola e era herói de guerra na França por atuar na resistência contra o nazismo de Hitler na Segunda Guerra Mundial. 

    Em um informe, de novembro de 1970, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil para a Presidência da República comemorou a expulsão dos ativistas e atribuiu o sucesso às relações econômicas entre os dois países:

    “Informação do MRE para o Senhor Presidente da República FORMAÇÃO DO MRE PARA O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, NOVEMBRO DE 1970.

    (…) A rapidez com que as autoridades federais suíças decidiram expulsar do país os terroristas em questão parece-me dever-se (…) à firmeza com que reclamamos do comportamento do governo suíço no caso e indicamos os danos que causaria às nossas relações políticas e econômicas.

    Nunca houve uma ruptura política ou econômica da Suíça com a ditadura brasileira. Nós questionamos a embaixada da Suíça no Brasil em relação a essa postura. Em nota eles responderam que: “uma resposta detalhada exigiria análises que não são possíveis no âmbito da administração federal suíça, pois demandam pesquisas históricas aprofundadas”. A nota também “saúda” a realização de estudos independentes que permitam compreender o passado e promover o debate.

    A reportagem faz parte do projeto Perdas e Danos, o podcast que investiga a ditadura militar e que está na segunda temporada. Você encontra mais detalhes sobre a intrincada rede das relações diplomáticas entre a Suíça e o Brasil no episódio 1 da 2ª temporada: Relógio Suíço.