Vieira vai a Pequim para reunião bilateral com governo chinês

Por MRNews

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta semana do 5º Diálogo Estratégico Global (DEG) entre o Brasil e a China. O encontro será realizado nesta segunda-feira (1°) e terça-feira (2), em Pequim.

O DEG é um mecanismo de diálogo entre os dois países e permite o intercâmbio das agendas global, regional e bilateral.

Vieira terá reuniões com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e o ministro de Comércio, Wang Wentao. O chanceler brasileiro também visitará o Museu Nacional da China, que abriga os eventos de comemoração do Ano Cultural Brasil-China.

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De acordo com o Itamaraty, a China é maior parceiro comercial do Brasil e registra comercio bilateral de US$ 170,9 bilhões. O saldo comercial é de US$ 29 bilhões, alcançado pela exportação de produtos agropecuários brasileiros. 

 

Agência Minas Gerais | Governo de Minas anuncia R$ 350 milhões para obras rodoviárias na região Central do estado

O governador Mateus Simões anunciou, neste sábado (30/5), investimentos de R$ 350 milhões para obras de infraestrutura rodoviária na região Central do estado. A destinação de recursos foi detalhada durante reunião com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), prefeitos e deputados da região, realizada durante vistoria à Praça de Serviços, instalada na Lagoa Boa Vista, em Sete Lagoas, no âmbito do Governo Presente.

Os investimentos contemplam intervenções consideradas prioritárias para melhorar a mobilidade, ampliar a segurança viária e fortalecer a integração entre os municípios da região Central, e serão viabilizados a partir de recursos da desestatização da Copasa.

Entre alguns das principais intervenções, previstas para 2026, estão as obras de revitalização da MG-238, entre Jequitibá e Sete Lagoas, com investimento de R$ 15 milhões; da MG-816, entre Santana do Riacho até a entrada para a Serra do Cipó, com investimento de R$ 6 milhões; da MG-238, partindo da BR-040 até Cachoeira da Prata, com investimento de R$ 2 milhões; e da MG-060, do entroncamento da MG-431 até a entrada de Papagaios, com investimento de R$ 1 milhão, além da MGC 356, do trevo do Belvedere até a BR-040, com investimento de R$ 8 milhões.

Durante o encontro, o governador destacou a importância dos investimentos para atender demandas históricas dos municípios e também de projetos que vão ampliar a capacidade logística da região.

“Além das obras de revitalização, que são demandas importantes e muito aguardadas porque vão melhorar estradas essenciais, também estamos garantindo uma série de projetos para adiatar outras obras. Entre eles, o projeto que eu acho que é o mais esperado e desejado do dia, da MG-231, de Sete Lagoas a Santana. Além dos projetos dos contornos de Caeté e Esmeraldas, e da ligação de Ravena a Sabará. Sem falar do projeto do viaduto da Barbosa de Melo, que já tem investimento garantido de R$ 15 milhões”, disse o governador.

 

Praça de Serviços

Após a reunião, o governador vistoriou a Praça de Serviços do programa Governo Presente, iniciativa que aproxima a gestão estadual da população por meio da oferta de serviços públicos gratuitos durante o período de transferência simbólica da capital do estado.

Realizada neste sábado (30/5) e domingo (31/5), na Lagoa Boa Vista, em Sete Lagoas, a ação reúne diversos atendimentos em um único local, incluindo vacimóvel, castramóvel e emissão da nova carteira de identidade, facilitando o acesso dos cidadãos a serviços e direitos, reduzindo deslocamentos e burocracias e promovendo atendimento humanizado.

 

Balanço

O Governo Presente já ultrapassou a marca de 100 mil atendimentos e orientações gratuitas realizados nas regiões por onde passou, incluindo municípios do Triângulo Mineiro, Vale do Aço, Zona da Mata, Sul de Minas, Noroeste, Nordeste e regiões históricas do estado.

Com a edição de Sete Lagoas, a iniciativa chega à sua 14ª realização, consolidando-se como uma das principais ações itinerantes do Governo de Minas para fortalecer a aproximação entre o poder público e a população.

técnicos federais ajudam na resposta a desastres

Por MRNews

Técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) foram enviados para ajudar o estado de Roraima na resposta aos desastres causados pelas chuvas. A previsão é continue chovendo em grande parte do estado nos próximos dias.

A equipe técnica vai ajudar nos processos de solicitação de reconhecimento federal de situação de emergência, elaboração de planos de trabalho e liberação de recursos federais para assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução, informou o MIDR.

Os servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) participaram, neste sábado (30), em Boa Vista, de reuniões com representantes da Defesa Civil de Roraima para monitoramento da situação e alinhamento das ações de resposta.

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Estragos causados pelas chuvas

A chuva acima da média histórica no estado provocou alagamentos, inundações, rompimento de pontes e bueiros, interrupções em rodovias e estradas vicinais, além do isolamento de comunidades indígenas e rurais.

Atualmente,  de acordo com o MIDR, são monitorados 18 pontos críticos, incluindo cinco bloqueios totais e três parciais em vias de acesso. Os municípios mais afetados são: Bonfim, Uiramutã, Normandia, Alto Alegre, Amajari, São Luiz do Anauá, Cantá e Rorainópolis.

De acordo com a Defesa Civil estadual, os impactos atingiram mais de 5,6 mil pessoas e não há registro de mortes. Entre as áreas mais afetadas, destaque para a região do Jacamim, na cidade de Bonfim, com aproximadamente 100 famílias isoladas. Em Uiramutã, o acesso terrestre de indígenas está comprometido e, em Normandia, comunidades localizadas às margens do Rio Maú foram atingidas pelas cheias.

Orientações à população

Até a próxima terça-feira (2), a previsão indica acumulados expressivos de chuva em grande parte do estado, com volumes entre 50 e 100 milímetros (mm) por dia. O centro-norte de Roraima deve ser o mais afetado, com maior risco para os municípios de Uiramutã, Bonfim, Normandia e Boa Vista.

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A orientação é que a população fique atenta aos alertas enviados pelas defesas civis, evite áreas alagadas, não se abrigue em árvores e, em caso de trincas e rachaduras nas paredes ou aumento do nível do rio próximo da residência, saia de casa e procure um abrigo seguro.

Atletas do Pinheiros brilham no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo





Competição foi realizada em Lima-PER, e pinheirenses conquistaram 20 medalhas para o Brasil e quebraram recordes

Os atletas do Esporte Clube Pinheiros participaram, neste fim de semana, de 29 a 31 de maio, do Campeonato Ibero-americano de atletismo 2026, realizado em Lima, capital do Peru. Representando a Seleção Brasileira, os atletas do Azul e Preto conquistaram, ao todo, 20 medalhas: 10 de ouro, nove de prata e um bronze. Al[em disso, estabeleceram recordes pessoal e do campeonato nos 100m rasos, com Ana Carolina Azevedo, e no revezamento 4×100 metros rasos, com a participação de Gabriela Mourão, Jorge Vides e Ana Carolina Azevedo.

“É muito gratificante conseguir colher na competição o que estamos fazendo nos treinos. Eu acredito que consigo melhorar ainda mais essa marca, porque tenho que ajustar algumas coisas que errei durante a prova. E, quem sabe, correr abaixo dos 11 segundos”, disse Ana Carolina logo após concluir a prova dos 100m rasos com o tempo de 11.08 segundos. 

Outra medalhista de ouro na competição foi Gabriele dos Santos, na prova do Salto Triplo, com a marca de  14.06 metros. “Fiquei muito feliz com o meu título, o segundo consecutivo, já que conquistei também no ano passado. Agora o foco já são as próximas competições. Vou para a Europa fazer duas ou três competições e volto para o Campeonato Pan-Americano no final de junho em Medellin-COL, por isso o objetivo agora é melhorar as marcas para representar bem o Brasil no Pan”, disse a saltadora.

Ana Carolina Azevedo. Foto: foto: Sebastian Lasquera/Sul-Americana

Confira na íntegra quem foram os medalhistas do Clube:

Salto com Vara feminino:

Prata – Beatriz Chagas: 4.15m

Salto Triplo masculino:

Ouro – Elton Petronilho: 16.65


Salto Triplo feminino:

Ouro – Gabriele dos Santos: 14.06

Prata – Regiclécia Cândido: 13.47


100m rasos feminino:

Ouro – Ana Carolina Azevedo 11.08 – PB e recorde do campeonato


Decathlon
:

Ouro – Felipe Vinicius dos Santos – 7.684 pontos

Prata – Lucas Cerqueira Catanhede – 7.031 pontos


Arremesso do peso:

Ouro – Ana Caroline Miguel da Silva: 17,72m 


Salto em Altura 

Ouro – Thiago Moura: 2,19m 


Revezamento 4x100m misto
– Brasil 

Ouro – Gabriela Mourão, Jorge Vides e Ana Carolina Azevedo e Erik Cardoso (SESI),  – 40.99 (Aguardando confirmação de recorde).


400m com barreiras

Prata – Rita de Cássia 56.16


Heptatlo

Prata – Roberta Almeida dos Santos – 5.635 pontos

Bronze – Raiane Vasconcelos: 5.564 pontos


3.000m com obstáculos 

Prata – Tatiane Raquel da Silva – 9:43.12


Lançamento do Disco 

Ouro – Andressa de Morais: 59.68 


200m rasos feminino

Ouro – Ana Carolina Azevedo: 22.50


800 metros rasos masculino

Prata – Eduardo Ribeiro 1:46.56


800 metros rasos feminino:

Prata – Mayara dos Santos Leite: 2:04.11


Lançamento do Dardo 

Ouro – Pedro Henrique Nunes: 81.37


1.500m rasos 

Prata – Leonardo de Jesus: 3:41.50

Expedição leva atendimento em saúde a ribeirinhos de Rondônia

Por MRNews

Em uma manhã tranquila de maio, centenas de pessoas se agrupavam em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Calama, um distrito da capital rondoniense, Porto Velho. Elas aguardavam as equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que prestariam atendimento em diversas áreas, em especial de saúde.

A iniciativa, na sexta edição, foi um momento em que as comunidades ribeirinhas de Porto Velho puderam ter acesso aos mais diversos serviços. A maioria deles inexistente nas proximidades ou, quando disponível, só por meio de viagens extenuantes, que podem durar até nove horas.

A iniciativa foi promovida entre os dias 20 e 24 de maio, pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Pesquisa e Conhecimento de Excelência da Amazônia Ocidental e Oriental (INCT-CONEXAO), rede nacional e internacional de pesquisadores, instituições científicas, empresas e organizações sociais, em parceria com a faculdade Afya São Lucas, de Porto Velho. No barco, mais de 100 pessoas, entre estudantes, professores e pesquisadores, realizaram ações voltadas à saúde, educação e cidadania.
 

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Sexta edição da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania, que presta atendimento em Calama, distrito de Porto Velho (RO) – Foto: Nubia Abe

A expedição percorreu o Rio Madeira, na região conhecida como Baixo Madeira, visitando as comunidades de Calama, Nazaré e São Carlos e levando atendimento direto à população, além de atividades educativas e científicas. Nos dois primeiros dias, o barco atracou em Calama, a maior comunidade da região, onde vivem cerca de 2,3 mil pessoas.

Uma das pessoas que aguardavam atendimento é a agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis, de 52 anos, moradora da comunidade Gleba Rio Preto. À Agência Brasil ela contou que para chegar ao local de atendimento levou mais de duas horas e meia navegando pelo rio em uma rabeta (tipo de embarcação pequena). Mas, antes, até chegar à beira do rio, levou mais de duas horas, percorrendo a cavalo uma estrada de cerca de 12 quilômetros (km).

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“Para a gente vir no posto para fazer exame de malária, um exame comum, a gente tem que vir até Calama. É essa a dificuldade, sair de lá para ser atendida e, quando vem um barco desse, com todo tipo de exame e de consulta, a gente tem que aproveitar. Até porque nem sempre a gente fica sabendo. Como é longe, a gente tem essa dificuldade e, às vezes, quando a gente chega, o barco já foi embora”, relatou.

Para conseguir chegar à comunidade de Calama, Vânia contou com a ajuda de uma vizinha, a mesma que fez o aviso da chegada do barco.

“Ela soube e eu falei assim: avisa o dia certinho que a gente vai. Eu vim para a casa dela um dia antes e de lá a gente saiu, porque é muito longe. Se eu fosse sair de casa, eu teria que sair meia-noite para chegar aqui umas 7h, e era capaz de nem ter mais vagas”, continuou.
 

A agricultora familiar Vânia Caetano dos Reis faz exames oftalmológicos disponibilizados pela expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

No dia anterior, a agricultora familiar já havia feito o mesmo trajeto para se consultar.

“Ontem eu vim ser atendida por odontologia e o clínico geral, passei também no dentista, por aqui tudo, passei nas belezas também”, disse, se referindo ao atendimento em estética, um dos serviços prestados à população. “Passei também ou também no oftalmologista. Eu sofro da vista desde jovem e como eu mexo com animal, eu andando de cavalo, meu óculos caíam e quebraram”, completou.

Nesta edição, os exames de vista foram os mais procurados, a partir de demandas prévias da população e dada a falta de oftalmologistas para atender as comunidades ribeirinhas. Mais de 200 atendimentos oftalmológicos foram realizados ao longo da ação. Além disso, uma parceria com uma ótica de Porto Velho resultou na doação de 300 óculos de grau.

“Eu consegui e vão sair os óculos que vou receber no dia 12 [de junho]”, comemorou Vânia.
 

A dona de casa Edna Miranda de Sousa e a neta Bianca Sousa de Castro foram atendidas por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

Quem também buscou atendimento foi a dona de casa Edna Miranda de Sousa, de 52 anos, que levou a neta Bianca Sousa de Castro, de 5 anos. Moradora da comunidade São Francisco, nas proximidades de Calama, ela contou que na comunidade onde vive não tem posto de saúde, apenas uma escola de ensino fundamental.

“Eu queria saber se ela está com anemia ou alguma coisa, fazer um acompanhamento médico. A Bianca também reclama de pequenas manchas no corpo e pequenas verrugas nas pálpebras”, relatou. “Dói o olho e coça, coça bem muito, bem muito”, resumiu a menina.

O atendimento prestado para Edna e Bianca mostra como foi o esquema programado para atender a população ribeirinha. O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, disse que a operação foi montada para atender a demanda espontânea das comunidades.

Segundo Oliveira, quem chegava lá passava primeiramente por uma triagem para identificar o tipo de atendimento. Nessa etapa, já eram aferidos o peso, altura, índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e outras necessidades do paciente. Na sequência, a pessoa era direcionada para o atendimento indicado.

“Dividimos o fluxo essencial pensando nos atendimentos que estamos trazendo, tanto atendimento médico, enfermagem, oftalmológico, biomédico, nutrição, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, educação física e a área jurídica também”, disse. “Mas, se hoje a prioridade dele [paciente] é a consulta médica, então primeiro ele passa na consulta médica e depois é encaminhado para o oftalmo”, disse.
 

O pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Internacionalização da Afya São Lucas, Wuelison Lelis de Oliveira, conversa com o venezuelano Luiz Antônio Prado, durante atendimento na expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania –  Foto: Nubia Abe

Para prestar todo esse atendimento, a Afya disponibilizou uma série de equipamentos, a exemplo de cadeiras odontológicas, instrumentos para diagnosticar a saúde ocular e equipamentos para exames laboratoriais, com coleta de material e resultado de alguns exames saindo quase que imediatamente. Todo o equipamento transportado no barco da expedição.

Quem gostou foi o pequeno Azafi Pitangui, que recebeu atendimento odontológico, para retirada de cárie e limpeza dental. Morador de Calama, ele ficou empolgado com os atendimentos.

“Gostei do dentista, mas não chorei, não! Ele só colocou a massinha três vezes e depois não saiu, não”, relatou o pequeno, que disse ainda querer ser médico. “Porque é muito legal ajudar as outras pessoas, é bom e faz bem.”

Distância é desafio

Para o estudante de odontologia Jonatas Ponce, a participação na expedição foi uma oportunidade de aprendizado e de contato com uma realidade desafiadora. Auxiliando as crianças a fazerem escovação dental de maneira correta, Jonatas se disse espantado com o cenário de dificuldade de acesso a itens comuns, como escovas de dente, creme dental, medicações e água tratada e fluoretada.

“A logística é muito complicada. Para o atendimento, eu mesmo trouxe apenas uma pequena mochila com roupa, o resto foi tudo material, instrumental, medicamento, porque a gente sabe que as pessoas às vezes não têm acesso a coisas consideradas básicas, como uma farmácia, onde você compra lá uma dipirona, ibuprofeno, etc. E aqui é difícil, o acesso para eles é muito restrito, depende do meio fluvial.”

A distância é um grande desafio para o atendimento das comunidades ribeirinhas de Porto Velho e da Amazônia, de maneira geral. Com uma área territorial de 34.090,952 quilômetros quadrados, Porto Velho é a maior capital em extensão territorial do país, sendo maior que os estados do Alagoas e Sergipe, e até maior que países inteiros, como a Bélgica.

Em linha reta, a distância entre a sede administrativa do município e Calama, a principal comunidade ribeirinha, supera os 200 km e cruza a floresta. A principal forma de deslocamento é a fluvial, com trajetos que podem levar de nove a 15 horas, dependendo do sentido – subindo ou descendo o Rio Madeira.
 

Moradores de Calama, distrito de Porto Velho (RO), e regiões próximas são atendidos por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

Uma alternativa é cruzar a divisa com o Amazonas se dirigindo Humaitá, em uma viagem que pode cerca de duas horas e meia. De lá, pegar uma embarcação para subir o Rio Madeira. A viagem leva cerca de uma hora e 20 minutos a bordo do tipo mais rápido de embarcação, conhecido como voadeira.

No caminho, a embarcação passa por pequenas comunidades em que ribeirinhos vivem praticamente isolados e cujo meio de transporte para resolver todas as tarefas do dia a dia é o barco.

Grandes balsas também cruzam com os pequenos barcos. Elas levam caminhões com soja e outros produtos do agronegócio. Também transportam outros tipos de mercadoria. Durante o trajeto, também é possível observar dragas pertencentes ao garimpo ilegal, que passam impunemente.

Diante desse cenário, é fácil entender por que o deslocamento é um grande gargalo para essas populações. É o caso do venezuelano Luiz Antônio Prado, de 32 anos, que mora há nove anos em Glebas, uma comunidade próxima de Calama. À Agência Brasil, ele relatou a rotina de dificuldades para a população ter acesso à saúde.

“[Para] quem que mora na beira do rio e tem uma emergência fica difícil. Tem que colocar na voadeira. E nem sempre tem um ‘motorista’”, disse. “Para eu sair daqui para a cidade é muito difícil.”
 

 O venezuelano Luiz Antônio Prado e a filha Gorete Maria Prado foram atendidos por equipes da expedição Barco Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

Em muitas ocasiões, o destino da população é procurar o município amazonense de Humaitá, mais próximo da comunidade que o centro de Porto Velho. Sentindo uma espécie de taquicardia, Luiz Antônio se consultou para saber qual o seu problema.  

Ele estava acompanhado da filha, Gorete Maria Prado, de 15 anos, que é diabética e que recebeu acompanhamento para controlar a doença.

“Minha glicose estava acima de 600 e eu cheguei e já e me colocaram rapidinho no atendimento, começaram a me tratar”, contou a adolescente, que prometeu seguir as orientações médicas para controlar o diabetes.

Além das consultas, avaliações e exames na proximidade da UPA, as equipes da expedição realizaram ainda atendimentos domiciliares para a população com dificuldade de locomoção, como no caso do ex-seringueiro Manoel Dourado da Silva, de 88 anos. O ribeirinho sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e tem dificuldade de mover o lado direito do corpo. Com os pés inchados e pressão alta, o idoso também tem problemas de audição e desenvolveu diabetes.
 

O ex-seringueiro Manoel Dourado da Silva é atendido por equipes da expedição Ciência, Saúde e Cidadani – Foto: Nubia Abe

Atendido pela equipe de saúde da expedição, comandada pelo médico e professor da Afya São Lucas Gabriel Aurélio de Paiva, Manoel teve a pressão aferida e recebeu medicação para pressão e diabetes. As instruções foram passadas para a filha dele, Maria Aires, com quem ele mora.

“É muito bom quando as pessoas vêm, porque aqui é difícil ter um acompanhamento médico, porque ele não pode mais caminhar e daqui até lá [local do atendimento] é uma distância. As pessoas querem levar de moto, mas ele não consegue, porque  tem uma perna que não mexe direito”, disse Maria, que foi fazer uma consulta para controlar o diabetes.

O professor confirmou que os atendimentos mostraram que existe uma grande parcela da população que sofre com pressão alta e diabetes.

“O básico que a gente tem mais visto é a famosa diabetes, pressão alta também tem demais, é meio descompensado. Pode ser uma falha de comunicação entre  médicos e pacientes, já que muitas das vezes eles têm a receita mas não tomam medicamento, muitas vezes por questão de tradição. Eles acham que apenas tomar um chá vai resolver o problema e só tomam a medicação quando estão passando muito mal. Daí que a gente tem que ficar reforçando a questão do cuidado”, disse.
 

O médico e professor Gabriel Aurélio de Paiva (de pé à esquerda) comanda a equipe de saúde da expedição Ciência, Saúde e Cidadania – Foto: Nubia Abe

O professor contou à Agência Brasil que antes da expedição juntou um grupo de estudantes para pensar e planejar a atuação da equipe. Segundo ele, iniciativas como essa são uma grande oportunidade para os estudantes “saírem da bolha” e encontrarem o “mundo real”.

“Para os alunos é uma experiência, enfim, do mundo real. É um mundo real, porque lá no ambulatório eles ficam numa bolha muito grande. Eu orientei eles, disse que a gente faria um atendimento básico, fazer acompanhamento junto com o ACS [agente comunitário de saúde]. E, toda vez que tem essa oportunidade, eu sempre trago eles, para eles verem que tem outra realidade além daquela que eles vivem todo dia”, afirmou.

*O repórter viajou a convite da faculdade Afya

Sorocaba tem tradicional Desfile dos Tropeiros e 5ª Cavalgada Solidária #AFOMENAOEFAKE! neste domingo (31) – Agência de Notícias

Fotos: Marcel Herrera/Secom

Sorocaba celebra mais uma vez a sua tradição com o Desfile dos Tropeiros e a 5ª Cavalgada Solidária #AFOMENAOEFAKE, realizadas neste domingo (31), como parte das comemorações e ponto alto da 59ª Semana do Tropeiro, que contou, ainda, com outras atrações culturais.

O Desfile dos Tropeiros inaugurou este ano um novo trajeto, saindo do Clube União Recreativo Campestre e passando pelas avenidas Armando Pannunzio e General Carneiro, até alcançar a Praça 9 de Julho e retornar à Av. General Carneiro, onde parou para a tradicional benção, na praça ao lado da igreja São José. Ali, todos os participantes receberam a benção do diácono Rogério Francisco da Silva, da paróquia Cristo Rei, seguindo então até o Centro Hípico Pagliato, localizado à Rua Antônio Aparecido Ferraz, no Parque Santa Isabel, com várias atrações culturais e musicais, no encerramento.

No domingo de manhã, por volta das 10h, cerca de 3.800 cavalos e outros animais de montaria, charreteiros, cavaleiros participantes e organizadores deram início ao Desfile dos Tropeiros e à 5ª Cavalgada Solidária. Fizeram parte do desfile, não apenas cavaleiros e charreteiros de Sorocaba e região, mas juntaram-se a eles também cavaleiros e amazonas integrantes da Tropeada Paulista, que saiu da cidade de Itararé, dez dias antes, e percorreu os mais de 230 quilômetros do trajeto, passando pelos municípios de Itaberá, Itapeva, Taquaravaí, Buri, Itapetininga, Alambari, Capela do Alto e Araçoiaba da Serra, até alcançar Sorocaba, na tarde de ontem (30).

O evento é promovido pela Prefeitura de Sorocaba, por meio das secretarias municipais de Governo (Segov), Cultura (Secult), Comunicação (Secom), Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema); Mobilidade (Semob) e do Fundo Social de Solidariedade (FSS), além do apoio da Urbes – Trânsito e Transportes, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar (PM).

Participaram do evento, o prefeito Rodrigo Manga, a primeira-dama, Sirlange Manga, o secretário de Cultura, Thiago Delmonde; o secretário de Segurança Urbana, João Alberto Corrêa Maia; o secretário de Governo, Sergio Barreto; o ouvidor-geral do município, Giovane Neves; e o presidente da Câmara Municipal, vereador Luís Santos, entre convidados de outros municípios e a população sorocabana que foi prestigiar o Desfile.

É mais uma vez, uma alegria para nós, de Sorocaba, podermos receber tantas pessoas vindas de outras cidades para participar desta festa, que já se tornou tradicional em nosso município e que celebra a tradição do tropeirismo em Sorocaba e região”, destacou o prefeito Rodrigo Manga.

Com certeza, essa Administração continuará se esforçando para manter viva essa tradição tão bonita, que está atrelada às raízes do povo sorocabano”, acrescentou o secretário da Cultura, Thiago Delmonde.

Entre os milhares de participantes do evento, vieram também, da vizinha Araçoiaba da Serra, Bruno da Silva Pinheiro, montado em seu belo boi Brinquedo, de dois anos e oito meses. “É a segunda vez que participo. No ano passado, vim também”, contou Bruno.

A presença feminina também é marcante no desfile. Com elegância e destreza, elas não se restringem ao público, mas também fazem montaria e participam do trajeto, bem como a primeira-dama Sirlange. Entre as muitas outras participantes, estava a jovem Isabela Oliveira Rodrigues, de Sorocaba, que veio acompanhada da égua Princesa. É sua terceira vez no evento, para o qual ela e a montaria se preparam diariamente, antes desse dia especial de celebração. “Aprendi a montar com meu pai e este é um universo, o da montaria, que a gente gosta muito. Porque é um ambiente muito bom, com pessoas do bem e que adoram esses animais. Nós cuidamos muito”, contou Isabela.

Graças à participação entusiasmada de tantos cavaleiros, amazonas e charreteiros, muitos deles vindos de longe, e ao suporte proporcionado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio de suas várias Secretarias, a Cavalgada foi encerrada sem nenhuma intercorrência.

belga testa positivo para malária, mas Fiocruz não descarta ebola

Por MRNews

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), investiga desde sábado (30) o caso de um viajante belga que veio de Uganda, na África, para o Rio de Janeiro com sintomas virais. O resultado do exame de sangue do paciente não foi concluído, mas as primeiras amostras biológicas deram positivo somente para malária.

Assim que o homem chegou ao Instituto Evandro Chagas com tosse, calafrios e diarreia, a Fiocruz acionou o protocolo para atendimento especializado. O paciente ficará isolado até o diagnóstico conclusivo, considerando que Uganda, o país de origem dele, tem registros de casos de ebola. “A medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente”, informou a Fiocruz, em nota à imprensa neste domingo (31).

Os primeiros diagnósticos baseados em amostras de saliva e urina, no próprio sábado, confirmaram a malária. Nelas, as análises deram negativo para o ebola. O teste diagnóstico referente à amostra de sangue segue em análise. A Fiocruz não informou quando o resultado deve ficar pronto.

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Além do paciente, estão sendo monitoradas pessoas que tiveram contato com ele, com apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde, que acompanham o caso. Mesmo assim, a Fiocruz reitera que o vírus não é transmitido por via respiratória, como a gripe, mas somente por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos e/ou animais infectados.

No momento, há um surto de ebola em países da África Central, com o epicentro no Congo e casos registrados em Uganda. O vírus provoca febre hemorrágica e apresenta alta letalidade.

A Fiocruz é referência para tratar casos suspeitos de ebola com atendimento médico e testagem diagnóstica no Brasil e informa que o risco de transmissão no país é baixo.

Fachin determina desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará

Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo dia

Secretaria de Turismo potencializa divulgação de João Pessoa para mais de mil agentes de viagens

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Turismo (Setur), continua intensificando o processo de promoção da Capital paraibana nas principais feiras de turismo e capacitação de agentes de viagens e operadores de todo o Brasil. Em maio, foram capacitados mais de mil profissionais do turismo durante a realização do Roadshow Nordeste Paraíba e do Workshop da Cativa Operadora.

O Roadshow Nordeste aconteceu em duas etapas, com a participação das duas maiores operadoras de turismo da região, com forte presença no mercado nacional. Na primeira etapa, em parceria com a Foco Operadora, a comitiva paraibana esteve nas cidades de Fortaleza (CE) e Mossoró e Natal (RN), reunindo mais de 200 agentes de viagens.

Na segunda etapa do evento, em parceria com a Masterop Operadora, promoveu capacitação e networking com agentes de Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL) e Recife (PE). A ação promocional, coordenada pelo Governo do Estado, em conjunto com a Associação Brasileira de Hoteleiros, seccional Paraíba (ABIH-PB), foi encerrada na noite da quinta-feira (29), na capital pernambucana.

Ainda em maio, a Setur esteve presente no Encontro Anual da Operadora Cativa realizado em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Durante três dias, o Cativa 360º reuniu mais de 800 profissionais do turismo, fortalecendo o relacionamento e potencializando os principais roteiros de João Pessoa, por meio de capacitações e exposição de roteiros no espaço ocupado pela Setur-JP.

De acordo com Daniel Rodrigues, secretário de Turismo de João Pessoa, é de suma importância estar atualizando os agentes de viagens e as operadoras de turismo, responsáveis por mais de 80% das vendas de pacotes turísticos para João Pessoa. São esses profissionais, conforme o secretário, que trabalham diretamente com o público final e exercem influência no momento deles decidirem por um destino para curtir férias ou feriados prolongados.

Além desse contato direto, a Secretaria de Turismo estabeleceu um criterioso calendário de participação nas principais feiras no Brasil, B2B ou B2C, procurando atender e estar próximos de todos os públicos, sejam os turistas de lazer ou de negócios. “É um trabalho que tem tido resultado expressivo, haja vista o aumento de fluxo de turistas na cidade durante todo o ano”, pontuou o secretário.

Fachin determina desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará

Por MRNews

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou neste domingo (31) que o governo federal elabore um plano de desintrusão da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, localizada no Pará.

Em 2016, o território, que pertencente do povo Arara, foi demarcado, mas ainda enfrenta problemas de desmatamento ilegal, grilagem de terra, violência, além dos impactos causados pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Conforme a decisão, a União deverá apresentar, no prazo de 90 dias, um plano de retirada de não indígenas da área, que deverá conter um cronograma para a saída de invasores e para indenizar ocupantes de boa-fé que forem identificados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

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Fachin também exigiu a criação de um comitê de governança para garantir proteção aos indígenas isolados e de recente contato, grupo do qual faz parte o povo Arara.

O plano também deverá avaliar o cumprimento das condicionantes ambientais que foram acertadas como contrapartida durante a construção de Belo Monte.

Ao determinar as medidas, Fachin disse que a situação da Terra Indígena Cachoeira Seca é um exemplo de violação dos direitos indígenas.

“As medidas referentes à TI Cachoeira Seca conferem concretude e coerência material para que a tutela jurisdicional alcance a realidade em que a omissão estatal se manifesta, evitando que a gravidade vivida pelo povo Arara continue”, afirmou.

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A decisão foi motivada por uma ação protocolada pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo dia

Por MRNews

O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entrou no sétimo dia neste domingo (31). No banco dos réus estão o ex-vereador Jairo Souza Santos e a professora Monique Medeiros, acusados do crime. Eles são o padrasto e mãe do menino, respectivamente. O Tribunal do Júri começou a ouvir as testemunhas de defesa dos réus no sábado (30) e continua neste domingo. A sessão deve se estender por toda a semana.

Presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o júri, ontem, ouviu o engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique e principal testemunha de defesa dela. Durante mais de 8 horas, ele respondeu a perguntas da juíza, das defesas e da acusação, representada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O homem fez uma descrição afetuosa da irmã, oito anos mais velha, e do convívio familiar.

Segundo Bryan, Monique era uma mãe zelosa, que sempre trabalhou e esteve ao lado do ex-marido Leniel Borel, pai de Henry, “nos altos e baixos” da vida. Ele também falou sobre o relacionamento da irmã com Jairo. Disse que os dois se conheceram pela internet, que o homem era gentil e nenhum familiar desconfiou de que ele poderia ser autor de agressões que levaram o pequeno à morte, conforme a denúncia. Monique é acusada de tortura e de participação no homicídio.

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Bryan também relatou que o padrasto de Henry, após a divulgação dos laudos relacionando as lesões no menino a agressões, tentou persuadir Monique a mentir sobre os fatos que antecederam a morte do garoto. Uma prima, segundo ele, alertou para a possibilidade de Monique estar sendo manipulada, o que fez a família buscar uma defesa separada da de Jairo.

No julgamento, o irmão afirmou ainda que o filho era prioridade para a ré e que ela jamais permitiria qualquer agressão a ele.

No sábado, também foram ouvidos um colega de trabalho de Monique, em uma escola, e uma funcionária da brinquedoteca do condomínio onde ocorreu o crime. A mulher disse que a ré frequentava o espaço com a criança e era atenciosa.

Na sexta (29), os jurados já tinham ouvido as testemunhas de acusação. O último a depor foi o pai de Henry, Leniel Borel, que terminou de falar às 4h15 da madrugada de sábado.

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Segundo o advogado Cristiano Medeiros, assistente da acusação, ligada ao pai do menino, o depoimento de Bryan não altera o conjunto de provas do processo. “Ele não presenciou os fatos e tudo o que afirma saber foi contado por Monique, após sua prisão, quando ela já tinha evidente interesse em construir uma versão defensiva”, comentou, em nota enviada à imprensa na manhã deste domingo.

Na avaliação do assistente, as declarações não têm força. No processo, lembra, documentos comprovam que Henry foi lesionado enquanto estava sob os cuidados da mãe e do padrasto.

A defesa de Jairo argumenta que a laceração hepática, que provocou a hemorragia e morte de Henry, conforme o laudo pericial, teria sido provocada pelas sucessivas manobras de ressuscitação no menino, no hospital. O  médico-legista Luiz Carlos Leal Preste discordou da tese, no julgamento.

Em depoimento, outro legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva afirmou que foram três traumatismos em locais diferentes da cabeça. “Ações essas que resultaram no descolamento do couro cabeludo da vítima. No tórax, há sinais de contusão nos pulmões e de hemorragia retroaórtica e no abdômen, hemorragia peritoneal, o que foi a causa do óbito”, apontou.

Saveedra afirmou que Henry estava sem vida quando chegou ao hospital.

No depoimento, o delegado do caso Henrique Damasceno, confirmou que Jairo fez pressão para que a unidade de saúde atestasse a morte da criança, sem a necessidade de encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML), onde seria periciado.

O caso

Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, se omitiu da responsabilidade, o que levou ao homicídio. De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo tinha submetido o menino a sofrimento físico e mental com emprego de violência.

Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima; três torturas praticadas contra criança; fraude processual; coação no curso do processo, entre outros crimes. Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio por omissão qualificado e omissão.