MPF aciona Hospital Albert Einstein por descumprir cotas em residência

Por MRNews

O descumprimento da política de cotas nos programas de residência médica levou o Ministério Público Federal (MPF) a entrar com uma ação civil pública para que o Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, implemente a política de ações afirmativas. Os procuradores pedem a abertura de editais complementares ainda no atual processo seletivo, de 2026, com a destinação de vagas para candidatos com deficiência, negros, indígenas, quilombolas e pessoas trans, conforme os percentuais definidos pelas normas vigentes.

“Para o MPF, a aplicação da política de cotas é fundamental para garantir igualdade de oportunidades a esses candidatos, de forma que a composição do corpo de médicos residentes represente de maneira efetiva a pluralidade étnica e sociocultural da sociedade brasileira”, destaca o Ministério Público Federal em nota.

O Ministério Público Federal aponta que, segundo os dados mais recentes, os negros representam a maioria da população, mas ocupam apenas 27,5% das vagas de residência na instituição. Por outro lado, 70,1% dos médicos residentes são autodeclarados brancos.

Em clima de Copa, campanha pede ‘cartão vermelho ao trabalho infantil’

Enamed 2026: inscrições estarão abertas de 15 a 29 de junho

O órgão ressalta que “a aplicação de ações afirmativas nas residências médicas é obrigatória, mesmo em instituições de direito privado”, pois os programas envolvem o treinamento em serviço no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com regulamentação do governo federal, de 2025.

“Contudo, no processo seletivo 2026, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein optou por não reservar vagas para minorias étnico-raciais e grupos vulnerabilizados, desrespeitando as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS)”, diz a nota.

O MPF lembra que o Albert Einstein “é subsidiado por recursos públicos indiretos, pois se beneficia de expressiva exoneração fiscal, sob forma de imunidade tributária federal”, conforme a peça assinada pela procuradora da República Ana Letícia Absy. O hospital está isento do recolhimento de contribuições federais, como as destinadas à seguridade social.

“O gozo de benefícios fiscais e a utilização de recursos públicos conferem à entidade obrigações positivas correlatas, que incluem a adoção de medidas concretas voltadas à promoção da igualdade material e à redução de desigualdades históricas”, afirma a procuradora.

Edital destina R$ 4 milhões à adaptação climática comunitária

Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

Em abril deste ano, o MPF já havia se posicionado pela obrigatoriedade da reserva de vagas em certames para residência médica. A Nota Técnica PFDC nº 10/2026, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, concluiu que a aplicação das cotas “nesses casos não constitui mera discricionariedade administrativa da instituição de ensino”.

Em nota enviada à Agência Brasil, o Hospital Albert Einstein afirmou que, até o momento, não foi citado sobre a ação, por isso, não tem conhecimento sobre o conteúdo do processo.

Em clima de Copa, campanha pede ‘cartão vermelho ao trabalho infantil’

Por MRNews

Com a atenção voltada à Copa do Mundo FIFA de futebol, entidades de defesa dos direitos do trabalhador e da criança e do adolescente lançaram a campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”. A mobilização faz parte da mobilização global em torno do Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho,

Lideram a iniciativa o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Justiça do Trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI). 

O objetivo da campanha é fortalecer o engajamento de instituições públicas, organizações da sociedade civil, setor privado e cidadãos no enfrentamento ao trabalho infantil, em especial em um contexto de desigualdades sociais. 

Enamed 2026: inscrições estarão abertas de 15 a 29 de junho

Edital destina R$ 4 milhões à adaptação climática comunitária

No site oficial do FNPETI, é possível encontrar uma cartilha com orientações para mobilizações sociais, legislações ligadas à causa, e peças de comunicação da campanha. 

Entidades públicas e privadas, organizações da sociedade civil e cidadãos e cidadãs já podem aderir à campanha. Caso testemunhe uma situação de trabalho infantil, qualquer pessoa pode fazer a denúncia no MPT (www.mpt.mp.br), no Sistema Ipê do Ministério do Trabalho e Emprego (ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br) ou no Disque 100.

Trabalho Infantil

Segundo dados da OIT, cerca de 138 milhões de crianças estão em situação de trabalho infantil no mundo. No Brasil, de acordo com um levantamento de 2024, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número estimado é de 1,64 milhão. 

A pesquisa do IBGE apontou que, entre crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, apenas 88,8% eram estudantes, enquanto 97,5% da população total dessa faixa etária frequenta escolas.

MPF aciona Hospital Albert Einstein por descumprir cotas em residência

Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

A maior diferença aparece entre adolescentes de 16 e 17 anos, em que a frequência escolar chega a 81,8% entre aqueles em situação de trabalho infantil. 

O estudo mostra também que houve um aumento de 2,1% de jovens nessa condição, quando os dados são comparados com os de 2023. As maiores altas foram registradas nas regiões Sul e Nordeste, enquanto os maiores índices de queda foram na Região Norte do país. 

Do total apresentado pelo IBGE, 560 mil estavam em atividades previstas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP). Esse grupo inclui atividades com maior potencial de dano à saúde, segurança e moral, como, por exemplo, exploração sexual e trabalhos em condições insalubres. 

Além de comprometer a escolarização e o desenvolvimento, o trabalho infantil expõe crianças e adolescentes a riscos ocupacionais e agravos à saúde. O Ministério Público do Trabalho aponta que, entre 2007 e 2024, foram mais de 45 mil acidentes de trabalho graves envolvendo crianças e adolescentes no país. 

Mobilização social

Em nota, o diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho para o Brasil, Vinícius Pinheiro, ressalta a importância da mobilização:

“Em um ano em que os países estarão unidos pela paixão do futebol durante a Copa do Mundo, a campanha Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil no Brasil une-se à campanha global da OIT para alertar que também precisamos nos unir em defesa das crianças”. 

A coordenadora nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) do Ministério Público do Trabalho (MPT), Fernanda Brito Pereira, acrescenta que o trabalho infantil ainda é naturalizado e invisibilizado, o que torna mais difícil o enfrentamento à prática. 

“A campanha busca possibilitar que crianças e adolescentes se apropriem de seus direitos e compreendam as situações de violação que vivenciam para que possam denunciá-las quando não conseguirem evitá-las. O objetivo é que o esclarecimento contribua para prevenir o trabalho infantil e fortalecer a proteção integral das infâncias e das adolescências”, explica. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. 

Conferência Municipal de Saúde é aberta nesta terça-feira e discute propostas para fortalecer o SUS

A 11ª edição da Conferência Municipal de Saúde de João Pessoa (COMSAÚDEJP) começa nesta terça-feira (9), trazendo como tema esse ano ‘Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil’. O credenciamento dos participantes começa às 17h e a abertura do evento será às 20h, no auditório da Faculdade Uninassau, no Bairro dos Estados. O encontro irá discutir propostas, fortalecer o SUS e construir caminhos para uma saúde mais humana e acessível para todos.

Mariah Marques, presidente do Conselho Municipal de Saúde de João Pessoa, reforçou que as Conferências Municipais são espaços de democracia participativa, onde usuários, trabalhadores da saúde e gestores se encontram para debater os rumos do SUS no Município. “Cada proposta aprovada na conferência vira diretriz para o Plano Municipal de Saúde dos próximos quatro anos. Ou seja, participar é decidir o futuro da saúde local. Fortalecer o SUS é garantir atendimento humanizado, universal e gratuito, da atenção básica à alta complexidade, afinal, o SUS só existe com participação e, quando o SUS funciona, o Brasil avança”, destacou.

Programação – Na quarta-feira (10), a partir das 8h, haverá um novo credenciamento e, a partir das 9h, terá início as atividades dos grupos de trabalho, que darão sequência às discussões no período da tarde, entre 13h e 17h.

Na quinta-feira (11), último dia da COMSAÚDEJP, a partir das 8h, haverá a sistematização e aprovação das propostas dos grupos de trabalho. A partir das 13h acontecerá a Plenária Final da Conferência e, às 16h, a eleição dos delegados.

Esses delegados terão a responsabilidade de representar o Município e defender as propostas aprovadas na etapa local durante as conferências estaduais e nacionais. A escolha dos delegados deve garantir a proporção estabelecida pelo Conselho Nacional de Saúde, que prevê 50% de vagas para usuários do SUS, 25% para trabalhadores da área da saúde e 25% para gestores e prestadores de serviço.

Eixos temáticos – A 11ª COMSAÚDEJP será composta por quatro eixos temáticos. São eles: Democracia, saúde como direito e soberania nacional; Financiamento adequado e suficiente para o SUS, com base na justiça tributária e na sustentabilidade fiscal e social; Os desafios para o SUS na agenda nacional da defesa da vida e da saúde: emergências climáticas e justiça socioambiental; e modelo de atenção e gestão, territórios integrados e cuidado integral.

Canais de contato – Para mais informações sobre o evento, o Conselho Municipal de Saúde de João Pessoa (CMSJP) disponibiliza os seguintes canais: (83) 3213-7547 ou (83) 98169-7977 (WhatsApp), e-mail cmsjppb@gmail.com ou instagram @conselhodesaudejp.

inscrições estarão abertas de 15 a 29 de junho

Por MRNews

As inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2026 poderão ser feitas entre os dias 15 e 29 de junho, exclusivamente pelo Sistema Enamed. 

No mesmo período, os participantes poderão solicitar tratamento pelo nome social e atendimento especializado. Neste último caso, o Inep vai assegurar os recursos de acessibilidade para participantes que comprovem a necessidade e tenham sua solicitação aprovada pela autarquia federal.

As regras e prazos foram definidos no o edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Edital destina R$ 4 milhões à adaptação climática comunitária

MPF aciona Hospital Albert Einstein por descumprir cotas em residência

Quem deve participar

O Enamed é obrigatório para estudantes concluintes dos cursos de graduação em medicina habilitados e inscritos pelo coordenador de curso e avaliado no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026.

Também será obrigatória a participação dos estudantes do quarto ano de medicina inscritos pelo coordenador do curso de graduação das instituições de ensino.

Para todos os estudantes nestas duas condições inscritos pelos coordenadores de curso no Enade dos cursos de medicina, a inscrição estará confirmada no Enamed.

Além disso, o exame poderá ser realizado de forma voluntária por médicos já graduados interessados em utilizar os resultados nos processos seletivos das especialidades médicas de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027.

Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

Confiança do consumidor paulistano registra queda de 0,4% em maio

Todos os participantes deverão preencher o questionário do estudante destinado a coletar informações que permitam caracterizar o perfil do candidato e o contexto de sua formação. 

Provas

As provas do Enamed serão aplicadas na tarde de 13 de setembro, em todos os estados e no Distrito Federal por uma instituição contratada pelo Inep.

O caderno de prova terá 100 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas e uma única resposta correta.

A nota do Enamed, calculada com base na escala de proficiência da TRI, terá validade de três anos, exceto para estudantes do quarto ano de graduação.

Enare

Os participantes concluintes ou graduados que desejarem usar os resultados do Enamed para participação no Enare deverão seguir as regras previstas no edital do processo seletivo da residência médica, incluindo critérios de inscrição, pagamento de taxa e eventuais pedidos de isenção.

A novidade desta edição é que quem tem resultado válido do Enamed 2025 poderá escolher, no momento da inscrição, entre usar a nota já obtida para participar do Enare ou realizar o Enamed em 2026 para obter uma nova nota.

As regras de inscrição, de pagamento da taxa de inscrição e/ou de isenção da taxa do Enare 2026/2027 estão previstas em edital próprio, publicado pela HU Brasil, a antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Agência Minas Gerais | Governo de Minas lança Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais e reforça preparação frente às mudanças climáticas

O governador Mateus Simões participou, nesta segunda-feira (8/6), do lançamento do Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais (2026–2031), instrumento estratégico que passa a orientar as ações de prevenção, preparação e resposta aos incêndios em vegetação em todo o território mineiro. Na oportunidade, também foi apresentada a edição 2026 do Programa Minas Contra o Fogo, que constitui a etapa operacional do plano.

“Lançamos hoje um plano que vai cobrir o período de cinco anos de atuação, com um orçamento de R$ 440 milhões, distribuídos entre esforço humano, equipamentos, capacitação e tecnologia de monitoramento, para que, com a ajuda da academia e das entidades parceiras, a gente possa passar por esse próximo ano com o mínimo de perdas possível”, ressaltou Mateus Simões.

Os recursos serão destinados à contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, fortalecimento da infraestrutura de comunicação, manutenção da Força-Tarefa Previncêndio, aquisição de equipamentos, materiais e tecnologias especializadas, além da ampliação das estruturas de monitoramento e coordenação operacional.

O investimento demonstra o compromisso do Governo de Minas com uma política pública permanente de gestão dos incêndios florestais. Construído de forma integrada por órgãos públicos, instituições ambientais, Forças de Segurança, universidades, setor produtivo e sociedade civil, o plano de enfrentamento aos incêndios estabelece as diretrizes que nortearão a atuação conjunta do Estado frente aos desafios ambientais da atualidade.

“O Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais visa reduzir dados de incêndios florestais e também diminuir área queimada. O nosso objetivo de fato é conseguir diminuir a área queimada, para que, se caso o foco exista, o combate seja mais rápido e efetivo, para que não se alastre”, explicou a comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), coronel Jordana Daldegan.

A iniciativa busca fortalecer a governança interinstitucional, ampliar a capacidade de atuação coordenada dos diversos órgãos envolvidos e consolidar uma estratégia permanente de proteção da vida, do patrimônio ambiental e dos recursos naturais de Minas Gerais.

Além disso, também estabelece as bases para a construção de ações práticas entre os diversos órgãos participantes, com definição de metas, indicadores e responsabilidades compartilhadas.

A expectativa é que, com o plano, haja a redução progressiva das áreas queimadas, o fortalecimento da proteção das Unidades de Conservação (UCs), a ampliação da capacidade de monitoramento e resposta, além do aumento da resiliência dos territórios mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Uma das principais ações previstas pelo CBMMG é a instalação de oito Bases Operacionais Avançadas em UCs estratégicas, incluindo uma nova base na Serra do Papagaio.

Mudanças climáticas

A elaboração do plano ocorre em um contexto de crescente preocupação com os efeitos das mudanças climáticas. Nos últimos anos, Minas Gerais tem enfrentado períodos de estiagem mais prolongados, temperaturas elevadas e eventos climáticos extremos que aumentam significativamente a ocorrência e a severidade dos incêndios florestais.

As equipes técnicas acompanharão atentamente os possíveis reflexos de fenômenos climáticos globais, como o El Niño, que podem intensificar secas, ondas de calor e condições favoráveis à propagação do fogo em diversas regiões do estado.

Prevenção

O Corpo de Bombeiros vem ampliando investimentos em prevenção, capacitação e inovação. Entre as ações desenvolvidas estão a Operação Alerta Verde, a formação de brigadistas florestais, cursos especializados em combate a incêndios florestais, geoprocessamento e manejo integrado do fogo, além da utilização de drones, geotecnologias e plataformas de monitoramento em tempo real, como o GeoFogo.

Durante os períodos críticos, o CBMMG também mobiliza estruturas especializadas, como os Núcleos de Incêndios Florestais, o Batalhão de Operações Aéreas, o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad) e a Força-Tarefa Previncêndio, responsável pela coordenação integrada das operações de combate em todo o território mineiro.

Edital destina R$ 4 milhões à adaptação climática comunitária

Por MRNews

O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou um edital para apoiar projetos de adaptação às mudanças climáticas desenvolvidos por comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas periféricas e costeiras em sete estados brasileiros.

A chamada pública disponibilizará R$ 4 milhões para financiar entre oito e dez propostas voltadas ao fortalecimento da resiliência climática em territórios vulneráveis. As inscrições estão abertas até 1º de julho. Cada projeto poderá receber entre R$ 200 mil e R$ 700 mil, com prazo de execução de até 18 meses.

A iniciativa contempla comunidades localizadas em Alagoas, na Bahia, no Ceará, em Minas Gerais, no Pará, na Paraíba e em Pernambuco. Segundo o iCS, os estados foram escolhidos por concentrarem populações expostas a altos níveis de risco climático e vulnerabilidade socioeconômica, conforme dados da plataforma Adapta Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

MPF aciona Hospital Albert Einstein por descumprir cotas em residência

Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

As propostas deverão ser construídas por meio de processos participativos e considerar impactos climáticos já observados nos territórios, como ondas de calor, secas prolongadas, enchentes, alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e incêndios florestais.

O edital também busca iniciativas inovadoras, com potencial de replicação em outras localidades.

A gerente de Engajamento, Agentes de Mudança e Governança Climática do iCS, Tatiana Lobão, destaca a importância de fortalecer respostas locais à crise climática.

“A adaptação não acontece apenas em grandes planos ou infraestruturas. Ela acontece também nos territórios, na vida concreta das comunidades que já convivem diariamente com secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos climáticos extremos”, disse Tatiana.

Confiança do consumidor paulistano registra queda de 0,4% em maio

Após 15 anos de casamento, Fabiana Justus anuncia nova fase

Poderão concorrer organizações da sociedade civil e associações comunitárias. Universidades e instituições públicas de pesquisa poderão participar apenas como parceiras técnicas, oferecendo suporte científico, metodológico ou de implementação às iniciativas lideradas pelas comunidades.

Além de apoiar ações locais, o edital pretende contribuir para o debate internacional sobre a Meta Global de Adaptação (Global Goal on Adaptation – GGA), compromisso estabelecido no âmbito do Acordo de Paris para medir o avanço da adaptação climática nos países.

Reunião Ordinária do COMTUR – Junho – Prefeitura Estância Turística Guaratinguetá

O Conselho Municipal de Turismo de Guaratinguetá (COMTUR) convida conselheiros, representantes do setor e interessados para a Reunião Ordinária do mês de Junho.

 

Data: 09 de Junho (terça-feira)

 Horário: 18h15

 Local: ACEG – Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá, Rua Novo de Julho, 127 – Centro

 

A participação de todos é muito importante para fortalecer o turismo em nosso município.

MS mira expansão comercial com franceses, mercado que gera US$ 62 milhões em transações com o Estado

Exportações que em 2025 somaram US$ 58,62 milhões, em contrapartida a US$ 4 milhões em importações. Esses são os números da relação comercial entre sul-mato-grossenses e franceses, discutida nessa segunda-feira (8) pelo governador Eduardo Riedel na Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo (SP). O evento que reuniu lideranças empresariais com atuação nacional e internacional para debates sobre cenário político e econômico, além da apresentação de oportunidades de investimento em Mato Grosso do Sul.

Além da recente agroindustrialização, com ampliação e diversificação das cadeias produtivas locais sem ignorar a vocação agropecuária sul-mato-grossense, o encontro ainda serviu para expor ao grupo de empresários as estratégias governamentais de desenvolvimento econômico e social, pautados pela manutenção de um bom e seguro ambiente de negócios a partir de viéses da sustentabilidade, inovação e competitividade. Um dos pontos altos do Estado é o avanço da infraestrutura e de opções logísticas para qualquer nível de empreendimento.

“Foi um encontro produtivo aqui no Consulado da França, onde houve uma forte aderência diante das perspectivas de crescimento de Mato Grosso do Sul, desse nosso posicionamento na transição energética, na produção de alimentos de maneira diversificada e industrializada, enfim, nas agendas globais que estão inseridas no Estado. Isso é um diferencial após acordo Mercosul-União Europeia, e as empresas puderam conhecer as oportunidades em Mato Grosso do Sul, tanto para crescimento e como para instalação de seus empreendimentos”, frisa Riedel.

O governador também destaca a importância de promover a internacionalização do mercado sul-mato-grossense de maneira constante, levando dados e características do Estado para fora e também conhecendo as informações de outros países. “Existem várias empresas com potencial de participar desse crescimento, que é uma via de mão dupla [ao se referir sobre exportações, importações e investimentos]. Essas empresas podem atuar não só na transformação da produção do agro, mas em áreas como alta tecnologia, construção rede hoteleira”.

O encontro de hoje também representou uma oportunidade para ampliar possibilidades de cooperação com empresas francesas e associadas à Câmara de Comércio Brasil-França, estimulando parcerias em áreas de interesse comum e reforçando o posicionamento de Mato Grosso do Sul como destino competitivo para novos investimentos.

“Mato Grosso do Sul tem se preparado ao longo do tempo e hoje é referência em sanidade animal, governança ambiental e balanço de carbono. Temos cadeias produtivas extremamente organizadas que atendem aos consumidores mais exigentes, entre eles os europeus, que querem saber todos os componentes rastreáveis de um produto”, finaliza Riedel.

Comércio MS x França em números

O comércio entre Mato Grosso do Sul e a França registraram avanço em 2025, consolidando um cenário favorável para a ampliação de negócios e atração de investimentos entre o Estado e o país europeu. No ano passado, as exportações sul-mato-grossenses para o mercado francês somaram US$ 58,62 milhões, crescimento de 7,32% em comparação aos US$ 54,62 milhões  de2024. Já entre janeiro e abril de 2026, as exportações alcançaram US$ 4,61 milhões.

Em um momento em que Mato Grosso do Sul busca ampliar sua inserção internacional e apresentar oportunidades de investimento a empresas estrangeiras, a busca por estreitar laços com empresas francesas fortalece a dinâmica do mercado local e sua capacidade de diversificação. Além disso, o histórico das relações comerciais entre o Estado e o país euripeu mostra potencial para expansão. O maior volume de exportações sul-mato-grossenses para a França foi registrado em 2009, quando as vendas externas atingiram US$ 104,25 milhões.

No fluxo inverso, as importações provenientes da França também apresentaram crescimento. Em 2025, Mato Grosso do Sul importou US$ 4 milhões em produtos franceses, valor 21,72% superior aos US$ 3,29 milhões registrados no ano anterior. Nos quatro primeiros meses de 2026, as compras já somaram US$ 2,29 milhões. Historicamente, o maior volume de importações francesas pelo Estado ocorreu em 2001, quando o montante chegou a US$ 50,44 milhões.

Mesmo representando uma parcela ainda modesta da balança comercial sul-mato-grossense, a França mantém presença estratégica nas relações internacionais do Estado. Em 2025, o país foi responsável por 0,55% das exportações de Mato Grosso do Sul, ocupando a 31ª posição entre os principais destinos dos produtos sul-mato-grossenses. Já no ranking das importações, a França respondeu por 0,15% das compras realizadas pelo Estado no exterior, figurando como a 19ª principal origem dos produtos importados por Mato Grosso do Sul.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Fotos: Bruno Chaves/Secom-MS

Publicado em Sem categoria

Pai de Henry Borel pede anulação de julgamento de Monique Medeiros

Por MRNews

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, entrou nesta segunda-feira (8) com recurso pedindo a anulação do julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança.

No último dia  4 de junho, a juíza Elizabeth Louro, que presidiu o julgamento, concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. O júri havia decidido desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e condená-la pelo crime de tortura por omissão. 

Ao aplicar o perdão judicial, a juíza justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”. Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

Confiança do consumidor paulistano registra queda de 0,4% em maio

Após 15 anos de casamento, Fabiana Justus anuncia nova fase

A defesa de Leniel Borel argumenta que “os jurados já haviam reconhecido a materialidade e a autoria atribuídas a Monique, bem como rejeitado a tese absolutória apresentada pela defesa”.

“Contudo, na sequência da votação, foram submetidos a novos quesitos cujas respostas se mostraram incompatíveis com as conclusões anteriormente alcançadas pelo próprio Conselho de Sentença, gerando contradição interna no veredicto e comprometendo a correta interpretação da vontade soberana dos jurados”, destaca o advogado Cristiano da Rocha Medina, que representa Leniel Borel.

Segundo o recurso, o perdão judicial “impede a identificação inequívoca da real manifestação do Conselho de Sentença”. A defesa requer a anulação do julgamento e a realização de novo júri.

“O respeito à soberania dos veredictos pressupõe que a vontade dos jurados seja manifestada de forma clara, coerente e livre de contradições. Quando há dúvida objetiva sobre o alcance das respostas fornecidas pelo Conselho de Sentença, impõe-se a realização de novo julgamento para que a decisão reflita, de maneira inequívoca, a vontade dos jurados”, conclui.

Brasileirão tem recorde de jogadores convocados para uma Copa do Mundo

MEC Livros empresta mais de 3 mil títulos por dia; veja os mais lidos

De acordo com o promotor de Justiça, Fábio Vieira, que atuou no júri, o Ministério Público recorreu da decisão, “uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”.

Defesa de Jairinho

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021. 

A defesa de Jairinho também apresentou recurso nesta segunda-feira (8) contra a condenação. Os advogados alegam parcialidade da juíza Elizabeth Machado Louro. Segundo os advogados, a questão vem sendo levantada desde o início do processo e ganhou força após críticas feitas pelo Ministério Público e pela assistência de acusação em relação ao perdão judicial para Monique Medeiros.

A defesa sustenta que, “caso a Justiça reconheça vícios capazes de anular o julgamento de Monique Medeiros, o mesmo entendimento deve ser aplicado a Jairinho”.

Os advogados afirmam que um eventual novo júri deveria ocorrer sem as supostas nulidades apontadas ao longo da tramitação do processo.

Defesa de Monique

Os advogados que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular. 

Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

Secretaria da Mulher lança o projeto “Movimento Mulher Plena 40 +” – Agência de Notícias

Fotos: Rose Campos/Secom

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Mulher (Semul), acaba de lançar o projeto denominado “Movimento Mulher Plena 40+”, cujo objetivo é atender o público formado por mulheres na faixa do climatério e menopausa, proporcionando acolhimento, informação e cuidado especialmente a esse público.

As ações serão concentradas no Espaço 360°, localizado no Centro da cidade, sob a coordenação de Adriana de Jesus Oleriano, responsável pela organização e desenvolvimento das atividades e projetos realizados no espaço. O local também sediou a cerimônia de lançamento do projeto, que contou com a presença da secretária da Mulher, Wanda Aparecida de Oliveira, parceiros, voluntários do projeto e público convidado.

Esta ação e este projeto são voltados especialmente às mulheres que chegam ao climatério e à menopausa, fases marcadas por importantes mudanças físicas, emocionais e hormonais. Muitas delas cuidaram da família a vida toda e, agora, é o momento de receberem atenção, acolhimento e orientação para viver essa etapa com mais saúde, bem-estar e qualidade de vida”, afirma a secretária da Mulher, Wanda.

O projeto contará com o apoio de profissionais e voluntários de diversas áreas, como Nutrição, Fisioterapia, Psicologia, Educação Física, Saúde da Mulher, Pilates, Ginástica Funcional e outras especialidades voltadas à promoção da saúde e do bem-estar feminino.

As atividades serão realizadas em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, buscando atender à dinâmica da vida das mulheres. A programação será divulgada nos canais oficiais de comunicação da Prefeitura de Sorocaba, além da página da Secretaria da Mulher.

O Movimento Mulher Plena 40+ nasce com a missão de acolher, informar e fortalecer mulheres que vivenciam o climatério e a menopausa, promovendo qualidade de vida, saúde integral e protagonismo feminino.

O Espaço 360° está localizado na Avenida Moreira César, 398, no Centro.