Agência Minas Gerais | Governo de Minas entrega 80 novos títulos de unidades habitacionais em Contagem

 

O governador Mateus Simões participou, nesta sexta-feira (5/6), da entrega de 80 novos títulos de propriedade para famílias beneficiadas com unidades habitacionais do Programa de Requalificação Urbana, Ambiental e Controle de Cheias do Córrego Ferrugem, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A iniciativa representa mais um importante avanço no processo de regularização fundiária da região e faz parte das entregas do projeto Governo Presente. 

“Fico muito feliz de ver pessoas que ficaram mais de 10 anos no aluguel social, hoje tendo a tranquilidade de ter o imóvel registrado no seu nome. Elas  passam a ter mais tranquilidade e  dignidade”, frisou o governador.

O chefe do Poder Executivo Estadual também destacou o impacto relevante para a questão econômica.  “Porque possibilita a mudança no padrão de valor do imóvel ocupado por essas famílias. Então, o imóvel passa a valer muito mais,” ressaltou.

“O sucesso que a gente tem visto nos últimos sete anos na regularização habitacional que realizamos em Minas, já tem mostrado resultados econômicos muito importantes para as regiões, seja na regularização urbana, seja na rural”, pontuou Mateus Simões.

 

Avanços na habitação urbana

A construção das unidades habitacionais pelo Governo de Minas é destinada ao reassentamento das famílias residentes em áreas de risco do Córrego Ferrugem. A entrega faz parte do programa de intervenções, que também contempla obras de macrodrenagem e implantação de bacias de contenção de cheias.

A iniciativa foi desenvolvida para promover controle de enchentes, recuperação ambiental, reassentamento habitacional e regularização fundiária em áreas de Contagem e Belo Horizonte, garantindo mais segurança, infraestrutura urbana e moradia digna.

Na cerimônia, foram entregues 32 títulos de propriedade aos moradores do Conjunto Habitacional Sarah Kubitschek, no bairro Darcy Vargas, e outros 48 títulos aos beneficiários do Condomínio Edifício Estância Paris, no bairro Água Branca. Os moradores já vivem nos imóveis e, agora, com a entrega das escrituras, passam a ser legalmente donos dos apartamentos.

Até o momento, 240 famílias já tiveram acesso à regularização de seus imóveis. Antes desta etapa, 160 títulos de propriedade já haviam sido entregues pelo Governo de Minas. A etapa final contempla a regularização de mais 64 unidades.

A entrega dos títulos de propriedade reforça o compromisso do Governo de Minas com a promoção da moradia digna, da segurança jurídica e da melhoria das condições de vida da população. Além dos benefícios urbanísticos e ambientais, a regularização dos imóveis assegura às famílias o direito à propriedade e contribui para o desenvolvimento social e urbano da região.

Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo

Por MRNews

Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país. 

Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

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Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

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Renda e trabalho formal

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

Políticas públicas além das cotas

Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redução das desigualdades, as cotas raciais não são suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas populações precisam. 

Para Shirley, o estudo evidencia que políticas estruturantes são fundamentais, focadas em garantir permanência, mobilidade social, proteção social e acesso a posições de decisão e liderança.

Segundo a pesquisadora, entre as experiências que apresentam resultados positivos estão: 

  • Políticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos públicos;
  • Programas de permanência estudantil; 
  • Ampliação do acesso à creche e políticas de cuidado; 
  • Programas de qualificação profissional voltados à juventude negra;
  • Metas de diversidade e inclusão no setor privado; 
  • Fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais; 
  • Políticas territoriais para periferias urbanas; 
  • Incentivos à formalização do trabalho e 
  • Programas de transferência de renda articulados à inclusão produtiva

Políticas públicas de reparação e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de ação também são caminhos importantes, segundo a coordenadora. 

“O enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento público, compromisso institucional e participação social. Uma transição justa — seja no mercado de trabalho, na educação ou na agenda climática — só será efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira”, reflete Shirley Santos.

Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 32 milhões neste sábado

Por MRNews

As seis dezenas do concurso 3.015 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 32 milhões.

Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

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O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias 

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As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no portal das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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Microcrédito ‘Eu Posso Diversidade’ segue com inscrições abertas para pessoas LGBTQIA+

O edital de microcrédito ‘Eu Posso Diversidade’ segue com inscrições abertas de solicitação de microcrédito para empreendedores LGBTQIA+. A iniciativa, fruto da parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest) e Secretaria de Gestão Governamental (Segov), através da Coordenadoria de Promoção à Cidadania LGBT, tem como objetivo incentivar a inserção desta população no mercado de trabalho.

As pessoas interessadas precisam ir até a sede da Coordenadoria LGBT, situada na rua Diogo Velho, 150, no Centro de João Pessoa, onde passarão por uma triagem. Para isso, é necessário levar a seguinte documentação: RG, CPF, comprovante de residência, certidão negativa da Prefeitura e comprovante de quitação do CPF. Em seguida, são encaminhadas para a equipe da Sedest.

A Coordenadoria LGBT tem recebido empreendedores de áreas diversas como confeitaria, cestas personalizadas, embelezamento, serviços eletroeletrônicos, confecção de roupas, turismo, entre outras.

Geraldo Filho, coordenador da Promoção à Cidadania LGBT, afirmou que esta oportunidade pode inserir muitas pessoas que estão fora do mercado de trabalho e dar mais suporte para as que já possuem algum empreendimento.

“O ‘Eu Posso Diversidade’ é um programa de microcrédito que apresenta uma abertura para que pessoas LGBTQIA+ possam empreender e manter seus negócios com mais um apoio. É uma oportunidade que pode mudar a vida de muita gente e incluir mais pessoas no mercado de trabalho”, disse.

Eu Posso Diversidade’ – A linha de microcrédito apresenta muitas facilidades. Além de não haver consulta no Sistema de Proteção ao Crédito e Serasa, oferta R$ 10 mil para Pessoa Física e R$ 20 mil para Pessoa Jurídica, também há carência de seis meses. As solicitações podem ser feitas até o mês de novembro.

Para mais informações: 83 9394-3402 (WhatsApp da Coordenadoria LGBT).

União Europeia oficializa veto a carne brasileira a partir de setembro

Por MRNews

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial  publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor. 

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

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Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec

Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

 

Guto Miguel se torna 1º brasileiro campeão juvenil em Roland Garros

Por MRNews

O goiano Luiz Augusto Queiroz Miguel, de 17 anos, fez história em Paris (França) neste sábado (6). Guto, como é conhecido, tornou-se o primeiro brasileiro a ser campeão de simples entre os juvenis em Roland Garros, um dos quatro principais torneios do tênis mundial, os Grand Slams – os demais são o Aberto da Austrália, Wimbledon (Grã-Bretanha) e US Open (Estados Unidos).

O tenista, que iniciou a competição em quarto no ranking mundial de juvenis, superou, na decisão, o norte-americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4. Com o resultado, ele assumirá a primeira colocação da lista da Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês) entre os atletas até 18 anos.

Guto já havia se tornado apenas o quarto brasileiro a chegar em uma decisão de simples em Roland Garros no juvenil. O último havia sido o paulista Luís Felipe Tavares, em 1967.

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Com o título, ele repetiu os feitos de outros três brasileiros que conseguiram títulos de Grand Slam na categoria juvenil em simples: o alagoano Tiago Fernandes (Aberto da Austrália, em 2010), o paranaense Thiago Wild (US Open, em 2018) e o carioca João Fonseca (US Open, em 2023).

“Sei que é um torneio juvenil, sei o que é ser o número um do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando”, afirmou Guto, que ocupa o 829º lugar do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), em comunicado à imprensa.

Guto chegou à final superando o compatriota Leonardo Storck, por 2 sets a 1 (6/1, 3/6 e 6/2), em semifinal disputada na sexta-feira (5).

Número 56 do ranking juvenil antes de Roland Garros, o mato-grossense Storck, de 17 anos, foi convidado para o Grand Slam após vencer o Junior Series, torneio realizado em São Paulo no mês de abril, em parceria das Confederações Brasileira (CBT) e Sul-Americana (Cosat) com a Federação Francesa de Tênis (FFT). Entre os profissionais, ele ocupa a 1782ª posição.

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Outra promessa a se destacar em Paris foi Victoria Barros. A potiguar de 16 anos, terceira do mundo entre as tenistas até 18 anos, foi semifinalista em Roland Garros, perdendo da chinesa Xinran Sun, na sexta, por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3). Ela foi a primeira brasileira desde a paulista Dadá Vieira, em 1987, a ir tão longe em um Grand Slam juvenil em simples. No ranking da Associação de Tênis Feminino, Victoria está na 968ª colocação.

Agência Minas Gerais | Governo de Minas amplia acesso à educação infantil com inauguração de creche em Ipanema

O governador Mateus Simões participou, neste sábado (6/6), da inauguração da Creche Municipal Delfina Calhau, em Ipanema, no Vale do Rio Doce. A nova unidade amplia o acesso à educação infantil de qualidade para as famílias da região e reforça os investimentos do Estado na primeira infância e no fortalecimento da rede pública de ensino.

A unidade foi construída com investimentos de R$ 3,4 milhões provenientes do Estado, e R$ 18 mil de contrapartida municipal. A obra representa mais um avanço da parceria entre o Governo de Minas e o município para fortalecer a oferta educacional desde os primeiros anos de vida por meio do projeto Mãos Dadas.

“Estar em Ipanema para inaugurar essa creche é uma honra, na verdade é mais do que isso, porque saber que a partir de agora, cerca de 150 crianças estarão estudando aqui, é motivo de orgulho. Esse espaço vai mudar a vida de muitas meninas e meninos, mas vai mudar ainda mais a vida dos pais, porque eles terão tranquilidade de deixarem o filho aqui para irem para suas casas ou para o trabalho”, ressaltou Mateus Simões.

A nova creche tem capacidade para atender 90 crianças de 0 a 48 meses em período integral, garantindo mais conforto, segurança e oportunidades de desenvolvimento para os estudantes. Serão ofertadas oito vagas para o Berçário 1, 12 para o Berçário 2, 15 vagas em cada uma das duas turmas do Maternal 2 e 20 vagas em cada uma das duas turmas do Maternal 3.

Além de ampliar o acesso à educação infantil, o novo espaço contribui para o desenvolvimento das crianças em uma fase decisiva da aprendizagem e oferece mais tranquilidade às famílias que dependem do atendimento em tempo integral.

Projeto Mãos Dadas

A inauguração da Creche Municipal Delfina Calhau é mais uma das entregas do Projeto Mãos Dadas, iniciativa criada pelo Governo de Minas em 2021 para fortalecer a cooperação entre Estado e municípios na gestão da educação pública.

Por meio do Mãos Dadas, o Governo de Minas realiza investimentos em infraestrutura e apoio pedagógico, garantindo melhores condições para que os municípios ampliem e qualifiquem o atendimento educacional, em conformidade com as diretrizes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Ipanema aderiu ao programa em 2022, assumindo a oferta de 524 matrículas dos anos iniciais e 458 matrículas dos anos finais do ensino fundamental.

Como parte da parceria, o município recebeu mais de R$ 21,4 milhões em repasses estaduais destinados ao fortalecimento da rede municipal de ensino, como ampliação de escolas municipais, aquisição de equipamentos e mobiliário escolar, compra de veículos e construção de quadra poliesportiva.

Além disso, foram transferidos R$ 5,5 milhões em recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), da Quota Estadual do Salário-Educação (QESE) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), contribuindo para a manutenção das atividades educacionais e a melhoria do atendimento aos estudantes.

 

Rafael Cardoso se interna para tratar dependência química e recebe apoio de Tássia Camargo

Por MRNews

Rafael Cardoso se interna para tratar dependência química e recebe apoio de Tássia Camargo: “Nada vai te derrubar”

Ator compartilhou decisão de buscar tratamento especializado e recebeu mensagens de incentivo de amigos e fãs nas redes sociais

O ator Rafael Cardoso voltou a emocionar seus seguidores ao revelar que decidiu se internar voluntariamente em uma clínica especializada para tratar a dependência química. A notícia rapidamente repercutiu entre admiradores e colegas de profissão, que manifestaram apoio ao artista neste momento delicado.

Conhecido por seus trabalhos em diversas novelas de sucesso, Rafael utilizou as redes sociais para falar abertamente sobre sua situação. Em um vídeo publicado para os fãs, ele explicou que optou pela internação após enfrentar uma recaída recente e entender que precisava de ajuda profissional para retomar o controle de sua vida.

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Mensagem de Tássia Camargo chamou atenção

Entre as diversas demonstrações de carinho recebidas, uma das que mais repercutiram foi a da atriz Tássia Camargo. A veterana fez questão de deixar uma mensagem pública de incentivo ao colega.

“Já saiu, pense assim. Bravo pela iniciativa. És muito importante e nada vai te derrubar”, escreveu a atriz.

A mensagem recebeu inúmeras curtidas e comentários de internautas, que elogiaram o gesto de apoio e reforçaram a importância de discutir saúde mental e dependência química sem preconceitos.

Despedida emocionante antes do tratamento

No vídeo compartilhado com seus seguidores, Rafael apareceu bastante emocionado ao falar sobre a decisão de iniciar o tratamento. O ator destacou que a escolha foi tomada pensando em sua saúde, em sua recuperação e também em sua família.

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Segundo ele, enfrentar o problema de forma transparente é uma maneira de demonstrar que buscar ajuda não deve ser motivo de vergonha. O artista também ressaltou o desejo de estar bem para continuar acompanhando o crescimento dos filhos e reconstruindo projetos pessoais e profissionais.

Histórico de luta contra os vícios

Nos últimos anos, Rafael Cardoso já havia falado publicamente sobre as dificuldades enfrentadas em relação ao consumo de álcool e drogas. Em diferentes entrevistas, o ator relatou os desafios de lidar com a dependência e a importância do acompanhamento médico e psicológico.

A nova internação representa mais um passo na tentativa de recuperação definitiva. Especialistas destacam que recaídas podem fazer parte do processo de tratamento e que procurar ajuda novamente demonstra comprometimento com a própria saúde.

Corrente de apoio nas redes sociais

Após a divulgação do vídeo, centenas de mensagens de apoio foram enviadas ao ator. Fãs, amigos e colegas de profissão desejaram força para que Rafael consiga superar mais esta etapa.

A atitude de compartilhar publicamente sua decisão também foi elogiada por internautas, que consideraram o gesto importante para incentivar outras pessoas que enfrentam situações semelhantes a procurar ajuda especializada.

Enquanto segue em tratamento, Rafael Cardoso recebe uma verdadeira corrente de solidariedade, mostrando que não está sozinho em sua caminhada de recuperação.

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Ministro do Esporte entrega marco regulatório da Copa Feminina à Fifa

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, apresentou ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, o marco regulatório completo da Copa do Mundo Feminina de 2027, sancionado na terça-feira passada (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro foi em Miami (Estados Unidos), na última sexta-feira (5).

Na reunião, Cordeiro também mostrou o andamento de ações para a realização do evento em solo brasileiro, com a conclusão das inspeções técnicas nas oito sedes do torneio. Estão confirmadas as cidades do Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Casa de Apostas Arena Fonte Nova), São Paulo (Neo Química Arena), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Arena Mané Garrincha), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre (Beira-Rio) e Recife (Arena de Pernambuco).

“O Brasil está cumprindo todos os compromissos assumidos desde a candidatura. A sanção do marco regulatório representa um passo decisivo para garantir segurança jurídica, organização e excelência na realização do torneio. Estamos construindo as condições para fazer da Copa do Mundo Feminina de 2027 um marco para o esporte brasileiro e para o futebol feminino mundial”, afirmou o ministro, em comunicado enviado pelo Ministério do Esporte.

Brasil supera Egito em último compromisso antes da Copa do Mundo

Vitória vira sobre Fortaleza e conquista o penta da Copa do Nordeste

Infantino afirmou que a federação tem confiança de que o evento “será um sucesso”.

“Teremos um impacto mundial incrível, que vai mudar o esporte feminino, porque será no Brasil. Fifa e Brasil estão juntos nessa missão”, completou Infantino, no mesmo comunicado à imprensa.

A Copa Feminina será realizada entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. Além do Brasil, mais dez seleções já estão confirmadas. Seis delas se credenciaram por meio da Copa da Ásia: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão. A Nova Zelândia venceu as eliminatórias da Oceania e a Alemanha, na última sexta-feira (5), tornou-se o primeiro classificado na Europa.

Também na sexta, Argentina e Colômbia asseguraram as respectivas vagas restando ainda uma rodada para o fim da Liga das Nações, eliminatória da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para definir os dois países classificados ao Mundial e outros dois que vão para uma repescagem internacional, prevista para ocorrer entre novembro e fevereiro. Venezuela, Equador, Paraguai e Peru ainda estão na briga.

TV Brasil transmite Sesi Araraquara x Sampaio Basquete neste domingo

Seleção feminina encara Estados Unidos esta noite em São Paulo

Mulheres lésbicas e bissexuais fazem caminhada em SP contra violência

Por MRNews

Diversas organizações e coletivos realizaram na tarde deste sábado (6), em São Paulo, a 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, como forma de fortalecer reivindicações específicas, embasadas em violências concretas e simbólicas que não atingem da mesma maneira o restante da comunidade LBGTQIA+.

Fizeram parte da articulação a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, a Rede LésBi Brasil, o Lésbicas na Parada SP, a Rede Nacional Candaces, de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas, a Associação Brasileira de Lésbicas (ABL), entre outros grupos.

Este ano, o protesto, que sempre reitera o peso da lesbofobia e da bifobia contra as brasileiras e busca se descolar ao máximo de grandes financiadores, teve como um dos motes o aniversário de dez anos do assassinato da jovem negra Luana Barbosa dos Reis. Lésbica, negra e periférica, ela teve uma morte precoce, aos 34 anos, como mais uma vítima da letalidade policial. 

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Conforme familiares seus e movimentos da causa denunciaram e seguem denunciando, Reis foi abordada em Ribeirão Preto (SP), por dois policiais militares e espancada até a morte após recusar uma revista feita pelos agentes, já que eram do gênero masculino, um direito previsto em lei e que devia ter sido assegurado.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criou, este ano, uma premiação com seu nome, para reconhecer iniciativas voltadas a mulheres homossexuais e de enfrentamento ao lesbocídio e à lesbofobia.

O caso ocorreu em 13 de abril de 2016 e, segundo sua irmã, Roseli dos Reis, presente no ato, os agentes não responderam até agora pelo crime. 

“Quero justiça, precisamos da justiça. Mas, ao mesmo tempo, a gente só queria viver nosso luto, queria chorar, dedicar a ela uma homenagem, um jantar, uma comemoração a tudo que a gente viveu com ela. Mas não tem isso, porque a gente ainda está na luta por justiça. Dez anos se passaram. Não são dez dias, dez meses. São dez anos sem resposta”, lamentou, em discurso, no carro de som, quando também agradeceu à imprensa independente pela repercussão do episódio.

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Na concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), lideranças também afirmaram que a ultradireita brasileira representa o agravamento das perseguições contra essa parcela das mulheres, por destoarem do que impõe a sociedade heteronormativa, de princípios como a heterossexualidade e o patriarcado. 

A lista de agressões praticadas contra mulheres bissexuais e lésbicas é extensa. De acordo com a edição mais recente do LesboCenso, o ódio, a segregação e a aversão contra elas se materializam como atos de discriminação em espaços públicos, invisibilidade de seus relacionamentos, violência verbal, isolamento e assédio sexual.

Também há perpetração da objetificação de lésbicas e bissexuais e até mesmo o estupro corretivo.

A fotógrafa e modelo Helena Silva, de 26 anos, considera-se pansexual, alguém que, por definição, se relaciona com outras pessoas sem se importar com sua identidade de gênero ou sexo biológico, isto é, sem adotá-los como critério principal.

Como outras pessoas que não se encaixam na heterossexualidade, nem na homossexualidade, ela vivencia certo grau de invisibilidade, como é o caso dos bissexuais, que, historicamente, como outros grupos minorizados, se apropriou de uma alegoria para resumir os estereótipos aos quais são reduzidos.

Os bissexuais usam a figura do unicórnio para falar do desdém com que sua suposta indecisão na preferência por relacionamentos com homens ou mulheres é posta.

Negra e moradora da periferia da zona norte da capital, Silva nasceu em uma família evangélica e, embora conviva com uma mãe respeitosa, não pode falar em casa sem reservas sobre suas experiências românticas e sexuais, como a que mantém atualmente com a tatuadora e videomaker Thais Souza, de 31 anos. 

Para obter informações sobre saúde ginecológica e sexual, por exemplo, algo que deveria ser tratado com naturalidade junto a pais, mães e na escola, teve de recorrer a amigos que não a julgavam e não viam as questões como tabu.

O descaso, em consultórios médicos, com pacientes bissexuais e lésbicas é um problema bastante comum, sendo esse tipo de desinformação e má conduta determinantes, muitas vezes, para que o nível de qualidade dos atendimentos seja baixo.

“Ela vem desse pensamento de família tradicional, de homem e mulher constituindo uma família. Não vou julgar essa forma dela, porque veio da criação dela. Mas também não muda o fato de que eu tenho minha preferência, sim, nem o de que sou filha dela”, diz Silva sobre a mãe.

Vinda de Campinas para São Paulo, há cinco anos, Souza frisa que jamais deixou que ninguém se sentisse no direito de limitar como ela se punha no mundo, seja em termos de expressão de sua personalidade, seja quanto à sua sexualidade. Ela relata que seus parentes só se tranquilizaram quanto aos rumos de sua fase adulta, sobretudo na esfera profissional, quando ela se firmou em uma carreira e demonstrou estabilidade.

“Foi muito complicado, principalmente no início, quando eu não tinha tanto apoio da família como tinha de alguns amigos, não todos. Como já tinha muito concreto isso comigo, sempre bati muito no peito e dizia, se for para eu mudar alguma coisa, em algum momento, nunca vai ser por ninguém. Então, acabou que foi mais confortável, teoricamente, para eu aguentar minhas questões lá. Em São Paulo, como me sinto mais livre nesse sentido, foi um pouco mais fácil”, explica.

“Hoje minha família super me respeita, é superorgulhosa em relação a mim, acho que pela pessoa que me tornei. Eles tinham essa visão de que as pessoas desse meio, LGBT, eram pessoas perdidas pelo mundo. Depois que perceberam que não era esse caminho, viram que eu ia conquistar as coisas independentemente da minha sexualidade, acabou mudando a visão de partes da minha família. Aí, facilitou um pouco mais ter esse acolhimento”, compartilha Souza, atribuindo o receio de seus familiares a um “preconceito enraizado” e não tanto a crenças religiosas, tendo em vista que nem todos são cristãos