Adolescentes acolhidos pela SMAS ganham um banho de História na Ilha Fiscal – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Projeto Pontes para o Futuro leva a garotada ao passado durante visita ao local do último baile do Império. Foto: Mariana Rocha / SMAS

Adolescentes de três unidades de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio se conectaram com a história do Brasil e aprenderam sobre a transição da monarquia para a república num dos locais mais icônicos dos tempos do Império. Um passeio de duas horas de duração à Ilha Fiscal, na Baía de Guanabara, organizado pelo Projeto Pontes para o Futuro, com apoio da Marinha, proprietária do espaço, reuniu, na tarde de terça-feira (02/06), cerca de 20 garotos, com idades entre 12 e 17 anos, das Unidades de Reinserção Social (URS) Paulo Freire, em Campo Grande, na Zona Oeste; Dom Hélder Câmara, no Centro; e Angélica Goulart, em Del Castilho, Zona Norte.

Os meninos foram recebidos por uma oficial e por um guia da Marinha, que lhes deram as boas-vindas e percorreram com eles a ilha, famosa por ter abrigado o “Último Baile do Império”, em 9 de novembro de 1889, apenas seis dias antes da proclamação da república pelo marechal Deodoro da Fonseca. A garotada ouviu histórias da época e conheceu o roteiro percorrido pelos turistas.

A primeira atração foi o castelinho neogótico, um palacete com escada em caracol, torres e vitrais, projetado a pedido do então imperador Dom Pedro II. No Torreão, ponto mais alto do castelo, de onde se tem uma vista deslumbrante para a beleza da Baía de Guanabara, alguns meninos se divertiram ao localizar na paisagem a Ponte Rio-Niterói e o Museu do Amanhã. O sobe e desce dos aviões e seus voos rasantes, ao se aproximarem do Aeroporto Santos Dumont, também chamaram bastante atenção.

‘Tropeça, mas não cai’

No Salão Nobre, onde ocorreu o fatídico baile, os acolhidos da SMAS ouviram valsas que embalaram o festão de gala daquele dia e aprenderam que, conforme reza a lenda, Dom Pedro II, ao entrar no prédio e tropeçar, errou na previsão quando disse, em tom de piada, que a monarquia “tropeça, mas não cai”. Houve risadas quando o guia contou essa parte. Por fim, a turma fez fila para ver a “galeota de D. João VI”, uma embarcação movida a remos que era utilizada pela Família Real.

– Uma visita como essa tem grande impacto, não só para os meninos, mas para os educadores sociais que trabalham com eles. É uma oportunidade de aprender sobre História num local onde a história aconteceu. Estamos muito agradecidos à Marinha do Brasil por abrir as portas para a gente – comentou o coordenador do Pontes para o Futuro, Guilherme Nanni.

Sobre o Pontes para o Futuro

Criado em março de 2025, o projeto leva usuários da rede socioassistencial da Prefeitura do Rio a passeios e visitas que promovem aprendizagem, fortalecem a autoestima e buscam dar uma sensação de pertencimento. Até hoje, foram 68 ações, com quase 1.500 participações de acolhidos da rede. Os locais visitados são museus, estádios de futebol, pontos turísticos e lugares de valor histórico e cultural que, na maioria dos casos, seriam inacessíveis a esse público, por conta de sua vulnerabilidade social.

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  • 3 de junho de 2026
  • Marcações: Ilha Fiscal projeto Pontes para o Futuro

    Unidade móvel da Casa do Cidadão Zeladoria atenderá no Cras Aparecidinha de 8 a 19 de junho – Agência de Notícias

    Na semana de 8 a 19 de junho, das 9h às 16h, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), levará os serviços oferecidos pela unidade móvel da Casa do Cidadão Zeladoria ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Aparecidinha, que fica na Rua José Braz Correia, 100, Aparecidinha. Não é necessário agendamento prévio para ser atendido.

     

    Promovida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), a iniciativa tem como objetivo proporcionar mais eficiência e ampliar o acesso da população aos serviços públicos e essenciais, em bairros mais distantes das oito unidades fixas da Casa do Cidadão Zeladoria.

     

    Em funcionamento desde março de 2024, a unidade móvel oferece quase 90 serviços diferentes. Lá, os munícipes podem receber atendimentos diversos, não apenas das secretarias municipais, mas também da Casa do Trabalhador (antigo PAT), do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e da Urbes – Trânsito e Transportes.

     

    De acordo com a Sefaz, entre os serviços mais procurados pela população estão emissão de carnê de parcelamento de IPTU, certidão negativa de débito e inscrição de vaga em creche.

     

    Mais informações sobre a Casa do Cidadão Zeladoria Móvel ou sobre as unidades fixas podem ser obtidas junto à Secretaria da Fazenda pelo e-mail: casadocidadaozeladoria@gmail.com ou diretamente no site: https://fazenda.sorocaba.sp.gov.br/casadocidadao/.

     

    Fachin autoriza AGU a defender Moraes em processo nos EUA

    Por MRNews

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble.

    Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

    O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário.

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    “O que está em questão, para além da figura individual de Ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”, escreveu Fachin.

    O presidente do Supremo respondeu a uma consulta feita pela própria AGU, que se prontificou a atuar no caso representando a República Federativa do Brasil e o próprio Supremo.

    A base jurídica para a atuação encontra-se na lei brasileira, que não autoriza que magistrados sejam processados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções.

    “Eis que fica cabalmente caracterizada” a hipótese de atuação na AGU de modo institucional no caso, escreveu Fachin.

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    Nesta semana, Fachin esteve com a relatora especial das Nações Unidas para a Independência de Magistrados e Advogados, Margaret Satterthwaite, a quem reclamou de pressões externas com objetivo de constranger juízes brasileiros por causa de decisões judiciais tomadas no exercício regular de suas atividades.

    A rede social Rumble segue com o funcionamento suspenso no Brasil desde fevereiro de 2025, por decisão de Moraes confirmada pelo plenário, por descumprimento de ordens judiciais brasileiras.

    Monique Medeiros faz gesto de coração após receber perdão no caso Henry Borel

    Por MRNews

    Cinco anos após o caso que mobilizou o país e gerou ampla repercussão nacional, o julgamento relacionado à morte de Henry Borel chegou ao fim na madrugada desta quinta-feira (4), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Um dos momentos mais comentados da sessão ocorreu logo após a leitura da sentença, quando Monique Medeiros reagiu à decisão da Justiça fazendo um coração com as mãos em direção à plateia presente no plenário.

    A manifestação aconteceu depois que a juíza Elizabeth Machado Louro anunciou que Monique havia recebido perdão judicial em relação à acusação de homicídio culposo. Durante toda a leitura da sentença, a mãe de Henry permaneceu diante da magistrada acompanhando atentamente a decisão.

    O gesto rapidamente repercutiu entre os presentes no tribunal e nas redes sociais, tornando-se um dos assuntos mais comentados relacionados ao encerramento do julgamento.

    Conselho de Sentença desclassificou acusação

    Durante o julgamento, os jurados entenderam que não houve homicídio doloso por parte de Monique Medeiros, ou seja, não reconheceram a intenção de matar ou a assunção do risco de provocar a morte da criança.

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    Com isso, a acusação foi desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de causar o resultado. A decisão abriu caminho para que a magistrada analisasse a aplicação do perdão judicial, medida prevista em determinadas circunstâncias pela legislação brasileira.

    Ao fundamentar sua decisão, a juíza destacou que, naquele ponto específico do processo, as circunstâncias judiciais foram consideradas favoráveis à ré.

    Condenação por omissão diante das agressões

    Embora tenha recebido o perdão judicial referente ao homicídio culposo, Monique Medeiros acabou condenada por omissão diante das agressões sofridas por Henry Borel.

    Segundo o entendimento da magistrada, ficou caracterizado que ela deixou de agir para proteger o filho diante das situações de violência apontadas durante o processo. Pela condenação, a pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de prisão.

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    No entanto, Monique não retornará ao sistema prisional, já que o período em que permaneceu presa anteriormente foi considerado para o cumprimento da pena.

    Reação de Leniel Borel

    A decisão provocou forte reação por parte de familiares da criança. O pai de Henry, Leniel Borel, demonstrou indignação com o resultado do julgamento.

    Após a divulgação da sentença, Leniel afirmou que o perdão judicial concedido à ex-companheira representa uma “terceira morte de Henry”, frase que rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores da família e usuários das redes sociais.

    O posicionamento reforça a divergência de interpretações sobre o desfecho do caso, que continua despertando forte comoção mesmo anos após a morte da criança.

    Encerramento do júri também chamou atenção

    Outro momento que repercutiu ocorreu nos instantes finais da sessão. Antes de encerrar oficialmente os trabalhos, a juíza Elizabeth Machado Louro dirigiu algumas palavras aos advogados envolvidos no processo.

    Ao comentar a atuação da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, a magistrada afirmou que a equipe jurídica deu bastante trabalho ao longo do julgamento, mas ressaltou o respeito profissional construído durante o processo.

    A declaração chamou a atenção de quem acompanhava o júri e marcou o encerramento de uma das ações criminais mais acompanhadas da história recente do país.

    Caso Henry Borel marcou o Brasil

    A morte de Henry Borel tornou-se um dos casos de maior repercussão nacional, gerando debates sobre proteção à infância, violência doméstica e responsabilização de adultos responsáveis por crianças.

    Ao longo dos últimos anos, o processo foi acompanhado de perto pela opinião pública, pela imprensa e por autoridades, transformando-se em um símbolo da discussão sobre mecanismos de prevenção e combate aos maus-tratos infantis no Brasil.

    Tags

    Monique Medeiros, Henry Borel, Caso Henry Borel, Leniel Borel, Dr Jairinho, Tribunal do Júri, Rio de Janeiro, Justiça, Perdão Judicial, Notícias Brasil, Hora News, Julgamento Henry Borel.

    Preço da mão do milho in natura tem diferença de R$ 50 em pesquisa realizada pelo Procon-JP

    O milho in natura, principal ingrediente das comidas típicas das festas juninas, está com uma diferença de até R$ 50,00 na mão do produto sem palha (52 espigas), que está oscilando entre R$ 50,00 (Comerciantes Severino e Leandro – Mercado de Jaguaribe) e R$ 100,00 (Comerciante Adriana – Mercado de Tambaú). A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP) levantou preços do milho in natura com e sem palha.

    Portanto, o consumidor que vai adquirir o produto nos próximos dias deve ficar atento à pesquisa de preços realizada, nesta quarta-feira (3), em 20 locais espalhados pelos mercados públicos da Torre, Central, de Mangabeira, de Jaguaribe e de Tambaú, além da Central de Abastecimento de João Pessoa (Ceasa).

    Para a mão do milho com palha, o levantamentoregistrou diferença de R$ 30,00, com preços entre R$ 45,00 (Comerciante Reginado – Ceasa) e R$ 75,00 (Comerciante Josefina – Mercado de Tambaú).

    Meia mão – Já a meia mão do milho com casca (26 espigas) está com uma diferença de R$ 12,50, oscilando entre R$ 25,00 (comerciantes Severino Ramos, Reginaldo e Alan Marques – Mercado de Jaguaribe) e R$ 37,50 (Josefina – Mercado de Tambaú).

    Sem palha – A meia mão do milho sem palha está sendo comercializado entre R$ 25,00 (comerciantes Severino Ramos e Leandro – Mercado Central) e R$ 50,00 (Adriana – Mercado de Tambaú). uma diferença de R$ 25,00.

    Unidade – O Procon-JP traz, ainda, os preços da unidade do milho que pode ser encontrado entre R$ 1,00 (comerciante Severino – Mercado Central) e R$ 3,00 (comerciante Luciene – Mercado Central), diferença de R$ 2,00.

    Cristo Redentor inova com tapete de patchwork no Corpus Christi

    Por MRNews

    Os tradicionais tapetes de Corpus Christi montados no Santuário do Cristo Redentor, no alto do Morro do Corcovado, na zona sul do Rio de Janeiro, tiveram uma novidade em 2026: foram confeccionados com a técnica do patchwork, que utiliza diversos pedaços de tecidos para formar composições maiores com diferentes cores e estampas.

    Depois da celebração religiosa, os tapetes feitos de retalhos de tecidos farão parte de exposições, em locais e datas a serem divulgados.

    A montagem dos tapetes de Corpus Christi é uma tradição católica que vem do Século 13. Na época, os fiéis decoravam as ruas por onde passava a procissão com o Santíssimo Sacramento.

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    Trabalho social

    O trabalho com a técnica do patchwork foi realizado por mulheres em situação de vulnerabilidade social de diferentes locais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, como Seropédica, Nova Iguaçu, Madureira, Irajá, Rocinha, Horto, Cidade de Deus, Santa Teresa, Rio das Pedras e São Gonçalo, atendidas por projetos do Consórcio Cristo Sustentável.

    Os tapetes começaram a ser montados no Santuário do Cristo Redentor, na madrugada desta quinta-feira (4), unindo os trabalhos que essas mulheres desenvolveram durante dois meses em 25 oficinas do projeto.

    Os mais de 300 quilogramas (kg) de tecidos usados na construção coletiva, que deu origem ao mosaico, foram arrecadados em campanhas e parcerias.

    Às 6h30 da manhã desta quinta-feira, o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, presidiu a cerimônia de Adoração e Bênção do Santíssimo Sacramento, no Santuário do Cristo Redentor, onde foram expostos os tapetes.

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    Mulheres que participaram da confecção de tapetes de Corpus Christi com a técnica de patchwork. Foto:  Juliana Abrantes / Santuário Cristo Redentor

    Sustentabilidade 

    Santuário Cristo Redentor. Foto: Guilherme Silva

    A busca por materiais sustentáveis para a tradicional manifestação religiosa no Cristo Redentor se mantém há mais de dois anos. Em 2024, os tapetes foram confeccionados com borra de café, serragem e casca de ovo, além do tradicional sal. 

    Os desenhos representaram os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), as Obras de Misericórdia da Igreja Católica e uma imagem de Nossa Senhora, Rainha da Ecologia. Depois da celebração, os resíduos foram levados para compostagem, processo de decomposição de materiais orgânicos que resulta em adubo.

    No ano seguinte, em 2025, foram usados cerca de 460 kg de tampinhas plásticas, como forma de reforçar as práticas de economia circular e conscientização ambiental. Após a solenidade, os resíduos foram triturados e usados na produção de banco por meio da técnica de madeira plástica. 

    Artesã

    Embora não esteja em situação de vulnerabilidade social, a artesã Maria Luíza dos Santos Souza, de 51 anos, gostou de participar da confecção dos tapetes em patchwork, ainda mais porque acredita que não há registros da utilização da técnica neste tipo de produção. 

    “É um trabalho que em lugar nenhum foi feito. Nós somos as pioneiras a fazer este trabalho”, disse em entrevista à Agência Brasil, lembrando que as oficinas de que participou ocorreram duas vezes por semana na instalação da Obra Social Leste Um – O Sol, conhecida como Casa Sol, no Jardim Botânico, zona sul do Rio.

    Integrante da Paróquia São Rafael, em Vista Alegre, zona norte do Rio, Maria Luíza já tinha participado da montagem de tapetes considerados tradicionais, com materiais como sal, café, arroz, entre outros.

    “Corpus Christi, para mim, significa muito, representa a santidade de Jesus, quando ele desceu do céu para ficar conosco. O corpo e o sangue dele nos santifica, nos reaviva” contou Maria Luiza.

    Para o projeto em patchwork, ela foi convidada porque frequenta a ONG Colo de Mãe, que tem parceria com a Casa Sol. Os tapetes de que mais gostou foram os que têm as imagens de Irmã Dulce e Nossa Senhora Aparecida.

    “Mas todos ficaram muito bonitos. Foi emocionante participar desse projeto”, concluiu.

     

    Mulheres que participaram da confecção de tapetes de Corpus Christi com a técnica de patchwork. Foto: Juliana Abrantes / Santuário Cristo Redentor

    Na visão do gestor e educador ambiental do Consórcio Cristo Sustentável, Marcos Martins, o tapete deste ano é um convite à reflexão. 

    “Mostra que é possível preservar a nossa espiritualidade e, ao mesmo tempo, transformar a realidade ao nosso redor com pequenas atitudes”, apontou em texto divulgado pelo consórcio.

    microempreendedoras vítimas de violência terão crédito especial

    Por MRNews

    Microempresárias do setor de turismo vítimas de violência doméstica ou de gênero poderão pedir a suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos obtidos por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), bem como a ampliação dos prazos de carência.

    As mudanças nas regras do fundo criado para oferecer suporte financeiro a empreendimentos e políticas públicas de desenvolvimento do setor foram anunciadas nesta quinta-feira (4), pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

    Segundo a pasta, o objetivo das condições especiais de crédito para microempreendedoras do setor turístico é oferecer proteção e suporte econômico as vítimas de violência.

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    “A medida vai permitir que as mulheres que enfrentam momento difícil contem com carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios e, depois, voltar a arcar com as parcelas”, afirmou Feliciano, ao anunciar a medida durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).

    Com as mudanças nas regras operacionais do Fungetur, além da possibilidade de pedir a suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses, as interessadas poderão solicitar que o prazo de amortização para investimentos em capital fixo passe de 240 para 246 meses, com carência estendida de 60 para 66 meses.

    No caso do financiamento de bens, a amortização sobe para 126 meses e a carência para 54 meses. Nas operações de capital de giro isolado, o limite de amortização vai a 126 meses e a carência é ampliada de 24 para 30 meses.

    As novas regras valem tanto para novos financiamentos quanto para contratos em fase de amortização. Para receber o benefício, a solicitante terá que comprovar que é alvo de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial previstos na Lei Maria da Penha. A apresentação de documentos oficiais, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência, é obrigatória.

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    Salvaguarda

    Para o ministro do Turismo, a ação funciona como mecanismo de salvaguarda para o mercado de trabalho. 

    Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero.

    Considerando que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de um negócio no país, o Ministério do Turismo estima que os casos de violência tendem a agravar a vulnerabilidade econômica das empreendedoras, afetando a gestão dos negócios, a geração de renda, a manutenção de empregos e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

    Daí a expectativa da pasta em “ampliar as condições de acesso e permanência das mulheres nas linhas de financiamento do Fungetur, reduzir os impactos econômicos da violência de gênero sobre os negócios e fortalecer a autonomia financeira feminina”.

    *Com informações da Ascom do MTur

    Agência Minas Gerais | Saiba quais serviços do Governo de Minas abrem e fecham no feriado de Corpus Christi

    Escolas estaduais: segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), as escolas da rede pública estadual de ensino estarão fechadas na quinta (4/6) e sexta-feira (5/6), conforme o Calendário Escolar 2026.

    UAIs: não haverá atendimento presencial nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) de Minas Gerais na quinta-feira (4/6). Já na sexta-feira (5/6), as UAIs funcionarão parcialmente, conforme detalhes disponíveis neste link.

    Ipsemg: as unidades de atendimento do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) não funcionarão nos dias 4 e 5 de junho, em razão dos pontos facultativos de Corpus Christi, salvo os serviços de natureza médico-hospitalar de urgência e emergência credenciados, que podem ser consultados neste link.

    Farmácia de Minas: a Secretaria de Estado de Saúde informa que não haverá atendimento nas Farmácias de Minas nos dias 4 e 5/6, devido aos pontos facultativos de Corpus Christi.

    Hemominas: a Fundação Hemominas informa que todas as unidades estarão fechadas na quinta-feira (4/6). Já na sexta-feira (5/6), as unidades funcionarão parcialmente, conforme detalhes disponíveis neste link.

    Equipamentos culturais

    – Biblioteca Pública Estadual: fechada entre quinta-feira (4/6) e domingo (7/6).

    – Centro de Arte Popular: fechado na quinta-feira (4/6) e no domingo (7/6); aberto das 12h às 19h na sexta-feira (5/6); aberto de 11h às 17h no sábado (6/6).

    – Museu Casa Alphonsus de Guimaraens: aberto de 9h às 15h na quinta (4/6) e sexta-feira (5/6); fechado no sábado (6/7) e domingo (7/6).

    – Museu Casa Guignard: aberto das 10h às 15h na quinta-feira (4/6), sábado (6/7) e domingo (7/6); e das 12h às 18h na sexta-feira.

    – Museu Casa Guimarães Rosa: funcionamento normal.

    – Museu Mineiro: fechado na quinta-feira (4/6) e no domingo (7/6); aberto das 12h às 19h na sexta-feira (5/6); aberto de 11h às 17h no sábado (6/6).

    – Museus dos Militares Mineiros: fechado entre quinta-feira (4/6) e domingo (7/6).

    – Palácio das Artes: aberto das 9h30 às 21h entre quinta-feira (4/6) e domingo (7/6).

    – Palácio da Liberdade (interior do prédio): aberto das 10h às 16h30 entre quinta-feira (4/6) e domingo (7/6).

    – Palácio da Liberdade (jardins): aberto das 10h às 18h entre quinta-feira (4/6) e domingo (7/6).

    Força Municipal prende dois homens por furto de cabos no Centro do Rio – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

    Dois suspeitos foram conduzidos para a 6ª DP – Divulgação/Força Municipal

    Agentes da Força Municipal prenderam dois homens por furto de cabos de energia na tarde desta quarta-feira (3/6), na Avenida Presidente Vargas, nas proximidades da Estátua de Zumbi dos Palmares, no Centro do Rio.

    As equipes realizavam policiamento ostensivo quando perceberam dois indivíduos em atitude suspeita, retirando fios de energia de um bueiro localizado na via pública. Os agentes abordaram os suspeitos, identificados como Cristiano Barbosa da Natividade e André Lucas e Silva Guimarães.

    Com os dois homens foram encontrados diversos materiais utilizados na ação, incluindo três facas, um alicate, uma serra de arco, uma luva, uma ferramenta artesanal para manipulação de cabos, uma lanterna e cerca de 30 metros de fios de eletricidade.

    Segundo os agentes, André Lucas também estava com uma bicicleta de sistema de compartilhamento, mas não apresentou aplicativo, cadastro ou qualquer comprovação de uso regular do equipamento.

    Os dois suspeitos foram conduzidos para a 6ª DP, onde permaneceram presos. juntamente com todo o material apreendido.

    Marcações: Centro do Rio Força Municipal homens Prefeitura do Rio prisão segurança pública

    Monique Medeiros deixa a prisão no Rio; MP vai recorrer da decisão

    Por MRNews

    A mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros, deixou na tarde desta quinta-feira (4) o presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, após ter recebido o perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri.

    Por decisão do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio, Monique teve o crime desclassificado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

    A sentença, no entanto, será objeto de recurso por parte da Promotoria.

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    “A sentença será objeto de recurso, uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”, afirmou o promotor de Justiça Fábio Vieira, que atuou no júri.
     

    Justiça condenou Jairinho e concedeu perdão a Monique – Foto: Brunno Dantas/TJRJ

    Já o padrasto de Henry, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021. O ex-vereador foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação.

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    Fábio Vieira ressaltou, em sua sustentação aos jurados, que o ex-vereador tinha histórico de agressões contra mulheres e crianças. Como exemplo, citou episódio mencionado pela própria Monique durante seu interrogatório, quando afirmou que “Jairo teria pulado o muro de sua casa e a enforcado por ciúmes”. Em relação à mãe de Henry, o promotor destacou que ela ignorou diversos sinais de alerta sobre o risco que Jairo representava para ela e para o filho.

    “Monique, consciente e voluntariamente, enquanto mãe da vítima e garantidora legal de Henry Borel, omitiu-se de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para a consumação do crime de homicídio de seu filho, uma vez que, sendo conhecedora das agressões que o menor sofria por parte do padrasto e estando presente no local e no dia dos fatos, nada fez para evitá-las ou afastá-lo do nefasto convívio com o denunciado Jairo”, relatou o promotor.

    Defesa de Monique

    Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

    Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular. Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

    No texto, a defesa diz que o processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre ela consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida.