Procon de MS, ANP e PF fiscalizam revenda de gás de botijão em Campo Grande – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Abril 9, 2026 Não Por admin

Equipes do Procon Mato Grosso do Sul, da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e da Polícia Federal participaram, nesta quinta-feira (9), da segunda fase da Operação Vem Diesel, que fiscaliza no país a distribuição e revenda de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o popular gás de botijão.

No Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, os fiscais identificaram que o certificado do Corpo de Bombeiros e o alvará de localização e funcionamento estavam vencidos, embora em processo de regularização. Além disso, verificou-se o transporte irregular de botijões, a ausência de quadro indicando os preços praticados aos consumidores e a falta de uma balança para pesagem com profissional capacitado para operar o equipamento, quando solicitado.

Dados relacionados aos valores praticados foram coletados pela ANP, considerando as últimas três aquisições do produto junto à distribuidora. As informações ainda passarão por análise técnica da agência.

Foram emitidos pela ANP um auto de infração, com 15 dias para apresentação de defesa, e um auto de constatação do Procon, com prazo de 20 dias para interposição de recurso.

Força-tarefa

A Operação Vem Diesel II, coordenada pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), Polícia Federal e ANP, fiscaliza simultaneamente 55 empresas em 24 cidades, de 15 estados e do Distrito Federal. Os alvos foram identificados pela agência reguladora.

Toda a ação decorre de uma força-tarefa especializada para monitorar o mercado de combustíveis e garantir o cumprimento das normas de consumo em âmbito nacional. Nesta fase, o objetivo foi identificar eventuais práticas irregulares de aumento no preço do gás, a fixação de preços entre empresas concorrentes para controle de mercado ou outras ações que acarretem prejuízos ao consumidor.

Se identificados indícios de crimes contra as ordens tributária e econômica, contra a economia popular ou contra as relações de consumo, os casos serão enviados à Polícia Federal para investigação e responsabilização dos envolvidos.

Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Foto: Kleber Clajus/ProconMS