Entidades do setor produtivo criticam manutenção dos juros em 15%

Por MRNews

A manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Para entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, a alta prejudicará a produção e o investimento.

Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, classificou de “insuficiente e equivocada” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, os juros altos vão sufocar a economia. Segundo ele, medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivalem, na prática, a um aumento de juros, e o tarifaço dos Estados Unidos pode resultar em menos inflação no Brasil.

“Já tivemos o aumento do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as nossas exportações. A alta do IOF sobre o crédito vai aumentar em R$ 4,9 bilhões o custo para as indústrias, enquanto as tarifas dos EUA podem causar queda na produção industrial e a perda de milhares de empregos no país. O momento pede uma política monetária mais favorável. Precisamos de menos juros e mais crescimento”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

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Para a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as tensões internacionais tornam a política monetária mais desafiadora. Mesmo assim, a entidade considera alto o nível dos juros atuais.

“Diante dessa conjuntura, a nossa preocupação é a manutenção da taxa de juros nesse patamar. O Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo. A manutenção da taxa Selic em 15% nessa conjuntura irá prejudicar os investimentos, o consumo das famílias; aumentará o custo do crédito e afetará diretamente o nível de atividade econômica do país”, ressaltou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, em comunicado.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informou que a decisão do Banco Central veio em linha com as expectativas de mercado. Apesar de reconhecer que os juros estão altos, a entidade avalia que a inflação continua acima da meta de 4,5% em 12 meses.

“Apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna e da valorização do real, que tendem a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação acumulada se mantém muito acima da meta anual, num contexto de expansão fiscal, expectativas inflacionárias ainda desancoradas e maiores incertezas externas, derivadas da política comercial norte-americana, justificando uma política monetária mais cautelosa”, explicou o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP.

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Centrais sindicais

A decisão do BC também foi mal recebida pelas centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o BC dificulta a vida das famílias com a nova elevação da Selic e mantém o esquema que transfere recursos dos consumidores, das empresas e do Estado para o setor financeiro.

“O Banco Central diz que tem que manter a taxa de juros alta para controlar a inflação. Mas a Selic não é o único instrumento de controle de preços e nem funciona para os tipos de inflação que o Brasil enfrenta. O que a Selic elevada faz é manter o Brasil na liderança do ranking com os maiores juros do mundo, penalizando a população”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.

Em nota, a Força Sindical, destacou que os juros altos favorecem apenas os especuladores e prejudicam o trabalhador. “Lamentamos e consideramos absurdo manter a taxa em patamar tão elevado. Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitar-se do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país”, criticou o presidente da entidade, Miguel Torres.

Agência Minas Gerais | Governo do Estado adota medidas de proteção ao comércio exterior de Minas Gerais em razão dos riscos pelo tarifaço dos EUA

O Governo de Minas Gerais, sempre ouvindo e mantendo o diálogo com quem produz no estado, anunciou, nesta quarta-feira (30/7), medidas em resposta aos possíveis impactos pelo tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros anunciado pelos Estados Unidos, que deve entrar em vigor nos próximos dias.

O governador Romeu Zema esteve com mais de 150 empresários, incluindo lideranças comerciais que devem ser impactadas, durante encontro que ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), mediado pelo presidente da instituição, Flávio Roscoe, e que contou com as participações da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, e o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Cláudio Gomes. Também estiveram presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Gabriel Viégas Neto, e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Reynaldo Passanezi Filho.

Zema explicou as duas medidas iniciais tendo em vista o cenário incerto dos próximos meses. A primeira ação anunciada foi a monetização do crédito de ICMS acumulado pelas empresas. O total de créditos será de R$ 100 milhões por ano. O acesso será simplificado de forma a agilizar o socorro aos exportadores afetados pelo tarifaço dos EUA.

A segunda medida é uma linha de crédito do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) de R$ 200 milhões, com juros reduzidos, pagamento em até 60 meses e carência de 12 meses.

“Conversei com os empresários e coloquei o Governo de Minas à disposição, e vamos fazer de tudo para que a situação seja amenizada. Infelizmente, não temos poder para resolver essa situação, mas estamos à disposição para diminuir os impactos”, disse o governador, ao explicar que cabe à União a interlocução permanente com os EUA e demais países.

Além de apresentar as medidas emergenciais, Romeu Zema ouviu diversos pleitos da Fiemg e seus associados e colocou a equipe do Governo de Minas à disposição para, em diálogo contínuo, buscar possíveis novas medidas.

Medidas imediatas

Sobre a linha de crédito do BDMG, a pedido do governador Romeu Zema e do vice-governador Mateus Simões, a instituição está estruturando os detalhes, mas já antecipou que haverá condições especiais de taxa fixa 0,9% ao mês, além de prazo de 60 meses para pagar, sendo 12 meses de carência. As demais condições estão em fase final de formatação para que a linha comece a ser operada nas próximas semanas.

“Estamos estruturando a linha para atender os setores e as empresas mais afetadas. Nossas equipes estão trabalhando no sentido de identificar esses setores para apoiar de forma imediata”, afirmou o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.

Já em relação a estoques de créditos, o secretário de Fazenda explicou que acompanha a situação e que ela pode ser revista. “Esses R$100 milhões relativos a estoques de crédito de exportação que vamos monetizar é uma medida inicial e emergencial para trazer um alívio aos setores que possivelmente irão enfrentar dificuldades. Acredito que essa decisão do presidente Trump ainda pode ser resolvida bilateralmente”, observou Luiz Cláudio Gomes.

Outros empenhos

O Governo de Minas também está trabalhando em outras frentes para tentar minimizar os impactos da ação, como a abertura de novos mercados, diversificando os destinos, ação que já tem sido feita pela atual gestão ao longo dos anos. Além disso, o contínuo diálogo com os setores produtivos, para avaliar se serão necessários novos suportes, além do fornecimento de dados aos negociadores brasileiros para demonstrar os impactos para a economia estadunidense — no caso do café e do açúcar, por exemplo, o importador americano deve ter dificuldade de suprir a demanda caso, de fato, opte pelas taxações aos fornecedores brasileiros.

Fiesp lamenta tarifas a produtos brasileiros exportados para os EUA

Por MRNews

Por EBC,

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou a oficialização da cobrança de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida foi assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em nota, a Fiesp lamenta a imposição da tarifa de 50% sobre uma parte das exportações brasileiras para os EUA, “sem razões econômicas que a justifiquem”.

“Acreditamos que o continuado diálogo entre as autoridades dos dois países levará à eliminação da sobretaxa e ao aproveitamento das inúmeras oportunidades em benefício de nossas populações”, diz ainda o comunicado divulgado pela principal entidade representativa das indústrias de São Paulo.

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O texto acrescenta que a Fiesp trabalhará junto ao governo pela adoção de medidas eficazes para reduzir os impactos econômicos das tarifas sobre as empresas brasileiras.

Festival do Tira Gosto acontece de 7 a 10 de agosto em Guaratinguetá – Prefeitura Estância Turística Guaratinguetá

A ACEG (Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá), em parceria com a prefeitura, realiza mais uma edição do Festival do Tira Gosto, entre os dias 7 e 10 de agosto, na Praça Conselheiro Rodrigues Alves. O evento promete movimentar o centro da cidade com o melhor da gastronomia local e uma programação musical diversificada.

 

Serão quatro dias de festa, com porções deliciosas, petiscos variados e shows com artistas que vão animar o público. Confira a programação:

 

Quinta-feira (07/08): Luiz Silva às 17h30| André Moraes às 20h 

Sexta-feira (08/08): Banda Brejo às 17h30 | Black Soul Roots às 20h 

Sábado (09/08): Willians Wertas às 12h | Junior Pérola às 15h | Clima Envolvente 19h

Domingo (10/08): Grupo Só Samba às 13h | Banda Chapéu Brasil às 17h 

 

Do samba ao pop, da MPB ao pagode… a música será para todos os gostos!

 

E o melhor: tudo isso acompanhado de ótimas opções gastronômicas, valorizando o comércio local.

Reúna a família, convide os amigos e venha aproveitar essa experiência especial no coração da cidade!

Hugo Motta critica sanções estrangeiras a membros dos Três Poderes

Por MRNews

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) disse nesta quarta-feira (30) que o Brasil é um país soberano e que não apoia sanções de nações estrangeiras contra membros dos três Poderes.

A nota com o posicionamento foi publicada nas redes sociais de Motta. Ele não cita diretamente os Estados Unidos, nem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas ocorre no mesmo dia em que o governo de Donald Trump anunciou sanções financeiras a Moraes por meio da chamada Lei Magnitsky.

“Como país soberano não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República. Isso vale para todos os parlamentares, membros do executivo e ministros dos Tribunais Superiores.”

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No texto, Motta ressalta que a democracia brasileira é sustentada por três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – que devem atuar com independência e harmonia, como estabelece a Constituição. ” Reafirmo que a Câmara dos Deputados será sempre espaço de diálogo e equilíbrio na defesa da institucionalidade e do Brasil, sobretudo em tempos desafiadores.”

Lei Magnitsky

Na tarde desta quarta-feira (30), o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos (EUA) aplicou uma sanção contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Foi acionada a Lei Magnitsky, usada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. A medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA. Caso Moraes tenha empresas ou controle, com 50% ou mais, companhias nos EUA, elas serão bloqueadas.

O órgão do Departamento de Tesouro do país norte-americano acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar “prisões arbitrárias”, citando o julgamento da tentativa de golpe de Estado e decisões contra empresas de mídia social estadunidenses.

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Tarifaço

No mesmo dia, o presidente Donald Trump assinou uma Ordem Executiva (OE) elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%. As taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, no dia 6 de agosto. Produtos como aviões, minérios e suco de laranja ficaram de fora da taxação.

No documento, intitulado Enfrentando as ameaças aos Estados Unidos pelo governo do Brasil, Trump justifica as medidas adotadas contra o Brasil como uma resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando autoridades brasileiras de perseguição.

O presidente americano cita o julgamento de Bolsonaro no STF, dizendo que o tribunal “decidiu equivocadamente que Bolsonaro deve ser julgado por essas acusações criminais injustificadas”.

Teatro de fantoche “Festa no trânsito” é apresentado na Biblioteca Municipal de Sorocaba na próxima terça-feira (5) – Agência de Notícias



30 de julho de 2025

17:23

Por: Evelyn Azevedo

Pais e filhos vão poder conferir, na próxima terça-feira (5), às 9h, o teatro de fantoche “Festa no trânsito”, com a equipe artística da Secretaria de Mobilidade (Semob), na Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”, localizada no Alto da Boa Vista. A atração é gratuita e aberta a todos.

Promovida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), a atividade gratuita faz parte de uma programação elaborada pela equipe da Biblioteca Municipal, visando incentivar o gosto pela leitura entre os participantes.

A peça teatral tem uma trama divertida e instrutiva para o público infantil, defendendo comportamentos corretos e conscientizando sobre os maus hábitos no trânsito. O espetáculo promete diversão e interação com o público, apresentando os desafios enfrentados nas ruas. Por meio da música, as crianças têm exemplos de comportamentos corretos que devem adotar para serem parte de um trânsito cada vez mais seguro na cidade.

A Biblioteca Municipal está localizada na Rua Ministro Coqueijo Costa, 180, no Alto da Boa Vista, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3228-1955.

Lula sanciona lei que proíbe uso de animais em testes cosméticos

Por MRNews

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (30) a lei que proíbe o uso de animais vivos em testes laboratoriais para o desenvolvimento de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. A aprovação da norma ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Lula classificou a iniciativa como uma lei que “defende a soberania animal”.

“As criaturas que têm como habitat natural o planeta Terra não vão ser mais cobaias de experiências nesse país”, afirmou.

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O texto sancionado havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no início de julho.

De acordo com o governo federal, a partir da publicação da lei, as autoridades sanitárias terão um prazo de dois anos para implementar medidas que, entre outros pontos, assegurem o reconhecimento dos métodos alternativos e adotem um plano estratégico para garantir a disseminação desses métodos no território nacional, além de estabelecerem medidas de fiscalização do uso de informações oriundas de testes.

A norma estabelece também que os produtos e ingredientes que tenham sido fabricados antes da vigência da lei poderão ser comercializados. Novos produtos obrigatoriamente não poderão mais testar em animais.

A instituição da norma, segundo a ministra Marina Silva, representa um marco para o país, que avança no fortalecimento de uma convivência mais justa e equilibrada entre humanos, animais e meio ambiente, a exemplo do que já é realidade em outros países.

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“Quando nós aprendemos a proteger outras formas de vida e outras formas de existência, estamos demonstrando uma elevação em termos de humanidade”, enfatizou a ministra. 

Inovacentro recebe representantes da Prefeitura de Recife para visita técnica ao Centro Histórico da Capital

O Centro Cultural São Francisco foi palco para o encontro entre representantes da Secretaria de Preservação, Revitalização e Inovação do Centro Histórico de João Pessoa (Inovacentro) com integrantes do Gabinete do Centro do Recife que coordena o Programa Recentro. A troca de experiências foi o principal objetivo dessa visita técnica, voltada para promover a revitalização dos centros históricos das duas cidades.

O encontro, que contou também com a participação de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), faz parte das visitas técnicas realizadas na Rede Brasileira de Urbanismo em áreas centrais do País.

“A importância desse dia é o compartilhamento de experiência. A ideia é que a gente, junto com outros órgãos de João Pessoa e do Estado, tenha esse diálogo permanente com essas outras cidades para troca de experiências. Visitamos Recife e a gente viu que temos os mesmos problemas. Então, por muitas vezes, por não conversar, a gente busca soluções diferentes, mas a gente pode encontrar a solução em conjunto”, disse o secretário do Inovacentro, Thiago Lucena.

Recife não é a primeira cidade a vir para a capital paraibana. Recentemente, representantes da cidade de Natal estiveram em João Pessoa para conhecer os avanços empreendidos pela Prefeitura na cidade. “A gente vai mostrar para eles muita coisa que está caminhando, muita obra acontecendo e algumas coisas belas que a gente já tem aqui e que pode mostrar. É mostrar o ‘Viva o Centro’, que é esse programa de incentivo fiscal que, realmente, vai entrar para a história, a confiança da iniciativa privada, a limpeza da fiação dos postes, a instalação de câmeras e iluminação pública”, elencou.

“Enfim, vários projetos que a gente apresentou para eles para que a gente possa fazer essa troca de experiência, a gente possa aprender com os acertos e, porventura, consertar alguns erros que eles tiverem lá e a gente também aqui. Essa interação já está sendo feita e vai continuar, com certeza, por toda a nossa gestão. A finalidade é entregar um serviço melhor, uma cidade melhor”, concluiu Thiago Lucena.

O programa de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Recife (Recentro) foi criado em dezembro de 2021. “A gente teve a oportunidade e o privilégio de receber uma comitiva de João Pessoa em Recife, onde mostramos os principais projetos da gestão municipal para o Centro Histórico. Hoje estamos aqui para conhecer as experiências de sucesso da Prefeitura de João Pessoa e do Governo da Paraíba, para transformar a realidade do Centro Histórico”, observou Ana Paula Vilaça, coordenadora do Gabinete do Centro do Recife.

“A gente acredita que os desafios são os mesmos: como é que a gente ocupa os centros históricos, como atrai pessoas, como desenvolve atividades econômicas de lazer, valorização do nosso patrimônio histórico”, reforçou.

Ana Vilaça argumenta que o processo de esvaziamento dos centros históricos aconteceu no mundo inteiro e que são necessárias várias medidas para revertê-lo. “Os centros são onde as cidades começaram, onde tem a história, o patrimônio cultural, arquitetônico e o urbanístico das cidades. A gente precisa valorizá-lo, ocupá-lo com os novos usos e atividades, mas preservando esse legado, esse conhecimento”, frisou.

A programação contou inicialmente com uma apresentação por parte da prefeitura elencando todos os incentivos municipais e as obras realizadas e que estão em curso no Centro Histórico da Capital. Em seguida, o grupo seguiu para uma visita as obras de revitalização dentro do programa ‘Viva o Centro’, como no Largo de São Frei Pedro Gonçalves, pelo Hotel Globo e nos imóveis beneficiados pelo programa ICMS Cultural. Dentre as obras do Governo do Estado, visitaram o Palácio da Redenção, Palácio de Despachos e o Teatro Santa Roza.

Após ondas gigantes, cinco pinguins aparecem mortos na orla do Rio

Por MRNews

Equipes da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) permanecem trabalhando na retirada da areia que atingiu as pistas da Avenida Delfim Moreira, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, invadidas nesta terça-feira (29) pela força do mar. A ressaca que atingiu o litoral do estado é reflexo de um ciclone extratropical. 

De acordo com a Marinha, a previsão é que as ondas com altura entre 2,5 e 3,5 metros comecem a perder força nesta quinta-feira (31), à noite.

Nesta quarta-feira, durante a limpeza da orla, os garis da Comlurb encontraram cinco pinguins mortos na areia: dois na Praia do Arpoador, em Ipanema, e outros três na Barra da Tijuca, na zona oeste. O Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) foi acionada para fazer a coleta do material para análise. 

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Nessa época do ano, os pinguins atravessam o Estreito de Magalhães, na Antártida, e migram para o Rio de Janeiro.

A Avenida Delfim Moreira, na orla da praia do Leblon, permanece fechada nos dois sentidos, para limpeza total das pistas. A força da água do mar foi tão forte que chegou a invadir garagens e canteiros dos prédios de alto poder aquisitivo. Leblon é o bairro com o metro quadrado mais caro do Rio e os apartamentos da orla tem valor superior aos R$ 10 milhões.

Por medida de segurança, os comerciantes voltaram a manter os quiosques da praia do Leblon fechados.

Ressaca no mar traz ondas grandes à praia do Leme, provocadas pela passagem de um ciclone extratropical. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Previsão do tempo

Hoje, a cidade do Rio de Janeiro registrou a temperatura mais fria do ano, com os termômetros assinalando a mínima de 10ºC. A máxima ficou em 23,4ºC. 

O Sistema de Alerta Rio, da prefeitura da cidade, informou que a noite desta quarta-feira (30), terá céu parcialmente nublado, com ventos moderados. Não há previsão de chuva para as próximas horas.

Entre a quinta-feira (31) e o domingo (3), o posicionamento de um sistema de alta pressão vai causar a redução da nebulosidade. Para estes dias, também não há previsão de chuva. 

Os ventos estarão moderados e podem ocorrer rajadas pontualmente fortes na sexta-feira (1º) e no sábado, (2). As temperaturas começam a entrar em elevação gradualmente.

Brasil é soberano e interferência dos EUA é inaceitável

Por MRNews

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota oficial, na noite desta quarta-feira (30), em que defende a democracia e a soberania do país frente as iniciativas dos Estados Unidos (EUA) contra a economia e a Justiça brasileiras.

“O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirmou Lula.  

Esta foi a primeira reação pública de Lula após o governo dos EUA anunciar uma sanção punitiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e, horas mais tarde, oficializar, por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, a taxação de 50% sobre produtos vendidos pelo Brasil, que contém, entretanto, uma lista de quase 700 exceções.  

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Na nota, o presidente brasileiro manifesta solidariedade do governo federal a Moraes e diz que o magistrado é “alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.

“Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia”, prossegue Lula.

O presidente lembra que a a lei no Brasil abrange cidadãos e todas as empresas e que atividades que afetem a vida da população e da democracia estão sujeitas a normas, incluindo plataformas digitais.

“A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia”.

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A nota assinada pelo presidente ainda considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras.

“O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países”, observa.

Por fim, o governo aponta disposição a negociar apenas aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, sem abrir mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação, como é o caso da Lei de Reciprocidade Comercial, além de um plano de contingência para minorar os impactos econômicos das tarifas.

“Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais. Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras”, conclui a nota oficial de Lula.

>> Confira a íntegra da nota oficial do presidente Lula:

O Brasil é um país soberano e democrático

O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes. Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa.

É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira.  

O governo brasileiro se solidariza com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses.

Um dos fundamentos da democracia e do respeito aos direitos humanos no Brasil é a independência do Poder Judiciário e qualquer tentativa de enfraquecê-lo constitui ameaça ao próprio regime democrático. Justiça não se negocia.

No Brasil, a lei é para todos os cidadãos e todas as empresas. Qualquer atividade que afete a vida da população e da democracia brasileira está sujeita a normas. Não é diferente para as plataformas digitais.

A sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a democracia.

O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos. A motivação política das medidas contra o Brasil atenta contra a soberania nacional e a própria relação histórica entre os dois países.

O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais.

Já iniciamos a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Presidente da República