“HumanizAção” acolhe 24 pessoas em situação de rua nesta terça-feira (30) – Agência de Notícias



31 de dezembro de 2025

10:07

Por: Secom

Foto: Bruno Rodrigues (Secom/Sorocaba)

O programa “HumanizAção” realizou atendimentos a 44 pessoas em situação de rua, ao longo desta terça-feira (30), em diferentes pontos da cidade. Desse total, 24 aceitaram receber acolhimento no Serviço de Obras Sociais (SOS), onde são disponibilizados pernoite, alimentação completa, roupas e toalhas, banho e cuidados de higiene.

A iniciativa municipal é promovida de forma integrada por equipes da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), Secretaria da Cidadania (Secid), com sua Coordenadoria de Álcool e Outras Drogas junto à Divisão de Política para Pessoas em Situação de Rua, além da Secretaria da Saúde (SES). Também conta com o importante auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional (Sert), Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), Secretaria de Mobilidade (Semob) e Urbes – Trânsito e Transportes.

Os profissionais doprograma percorreram diferentes pontos da cidade, como Praça Coronel Fernando Prestes, Rua Padre Luiz, Rua Epitácio Pessoa, Rua Miranda Azevedo, Avenida Afonso Vergueiro, Avenida General Carneiro, Alameda Família Jacinto, imediações da Rodoviária, entre outros.

Os munícipes podem sempre colaborar com o “HumanizAção”, informando os locais da cidade onde haja pessoas em situação de rua necessitando de cuidados e acolhimento, assim como doando roupas, cobertores e alimentos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: (15) 99666-2636, 24h por dia, ou pelos telefones: (15) 3229-0777, do SOS; (15) 3212-6900, da Secretaria da Cidadania, e 153, da GCM.

Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 mil pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

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“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

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Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil 

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De acordo com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.

Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.

 

 

 

Tradição e fé impulsionam busca por banhos e ervas no fim de ano

Por MRNews

Aroma e conhecimento popular se mesclam em banquinhas de ervas espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, em feiras livres ou nas esquinas, da zona norte à zona sul. Nesses pontos de venda, saberes passados de geração em geração receitam chás, xaropes, escalda pés, banhos e outras preparações. Mesmo sem comprovação medicinal para curar doenças, as preparações promovem o bem-estar e, por isso, no fim de ano, cresce a procura por folhas para banhos energéticos e rituais.

Em um ponto da Rua da Carioca, no Centro, o erveiro José Adaílton de Souza Ferreira borrifa suas plantas, de tempos em tempos, para protegê-las do calor. Empilhadas em um carrinho de mão estilo “burro sem rabo”, estão ramos de macassá, levante, manjericão, arruda, alfazema, alecrim e sálvia, “as mais procuradas para banhos energizantes ou de ‘descarrego’, contra inveja e olho grande”, prescreve.

“Tem tanta gente que chega carregado aqui, toma um banho de abre-caminho, desata nó, vence demanda, e a pessoa melhora muito”, conta o erveiro, que dá instruções simples: “Cozinhar ou esfregar, um dos dois, e depois jogar da cabeça aos pés”.

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O erveiro José Adaílton de Souza Ferreira mostra as ervas para banho energético e espiritual que vende em um ponto na Rua da Carioca, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

As folhas ainda são procuradas para cuidados de saúde, caso do saião, guaco e assa-peixe, usadas para incrementar xaropes caseiros, mas a maior demanda dos erveiros é para o uso em banhos energéticos ou rituais.

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As religiões indígenas e de matriz africana utilizam as plantas nas celebrações. No candomblé, por exemplo, as folhas, chamadas ewés, carregam o axé, a força vital que conecta o mundo espiritual ao mundo real, sendo cada espécie usada para uma finalidade, como oferendas, banhos e curas. Nesta religião, as ervas purificam, equilibram e reenergizam.

A Mãe Nilce de Iansã, referência do terreiro Ilê Omolu Oxum, na Baixada Fluminense explica: “Kò si ewé, kò si Orixá [ditado iorubá], ou seja, sem folha não tem orixá, porque o orixá é a natureza”.

Em um terreiro, ela relata que as folhas são para uso religioso, terapêutico e alimentar. “Muitas pessoas chegam até nós sem saber o que fazer, tomam um banho de nossas ervas, bebem um chá e se sentem aliviadas”.

Coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras, ela lembra que uma das bandeiras da entidade é o reconhecimento das ações terapêuticas nos terreiros como práticas de saúde. “Não estou falando de cura, mas de cuidado”, frisou.

Conhecimento

No caso dos banhos, Mãe Nilce avisa que a prescrição varia de acordo com cada pessoa e a intenção de cada tratamento. Para dar conta dessas especificidades, “ialorixás [sacerdotes mulheres] e babalorixás [homens] estudam, se preparam e são guardiões de conhecimento ancestral”, explica.

Por isso, ela diz que não há uma receita universal, que sirva para qualquer pessoa. Mesmo assim, Nilce dá uma dica alternativa que pode fazer bem a qualquer um no fim de ano:

“Tome um banho de mar. Que delícia! Tome banho de rio e de cachoeira. É energia pura”.

Apesar das dúvidas sobre a eficácia da fitoterapia na cura de doenças, a ciência já atestou que práticas religiosas/rituais podem ser benéficas para a saúde, é o que lembra Aline Saavedra, doutora em biologia vegetal e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Não existe uma pesquisa para saber se, de fato, aquele banho vai te dar mais energia ou te trazer, proteção”, diz. “Porém, em relação ao bem estar, o fato de as pessoas se sentirem mais protegidas, obviamente, muda a química do nosso cérebro positivamente, e isso traz benefícios”, afirma.

 

Comércio de ervas para banhos energéticos e espirituais no Mercadão de Madureira. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Precaução

No caso de ingestão, Aline recomenda cuidado. “Já sabemos que, certos chás podem trazer toxicidade, por exemplo, se utilizados por um período prolongado”, alertou.

Ela também chamou atenção para similaridades entre plantas, que podem passar despercebidas. “É preciso que o erveiro demonstre conhecimento com a procedência das plantas. Folha seca moída é difícil diferenciar”.

Um uso seguro das folhas, segundo Aline, é de plantas já conhecidas da culinária. “Todos os temperos têm propriedade medicinais. Manjericão, orégano, sálvia, alecrim. Só dosar e não exagerar na quantidade”, recomenda.

Quem tiver dúvidas, pode consultar o Horto Virtual da Universidade Federal de Santa Catarina. O site permite identificar uma planta pelo nome popular e científico, fornecendo informações sobre origem, modo de usar e efeitos adversos.

 

Ponto de venda de ervas para banhos energéticos e espirituais numa rua do Bairro de Fátima. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Identidade

Atento aos riscos, João*, erveiro do Bairro de Fátima, na região central do Rio, não faz prescrições.

“Eu só vendo ervas para a pessoa que sabe o que quer. Meu negócio é espiritual, nada de chá”.

Ele conhece bem as plantas, cultivadas por ele mesmo sem agrotóxicos, em um terreno em Irajá, na zona norte, mas prefere não misturar as funções.

João diz que “poderia estar fazendo outra coisa”, mas que gosta do trabalho de erveiro. Orgulhoso, ele exibe as mãos cheias de sinais do cuidado com a terra.

“As ervas de banho, de tempero, tem tudo a ver comigo, com a minha religião, com o que me identifica como pessoa, e com a minha origem racial”.

 

Detalhes das marcas nas mãos de um erveiro que vende ervas para banhos energéticos e espirituais numa rua do Bairro de Fátima. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

*O nome do erveiro foi alterado a pedido dele, por medo de repressão.

Participação Popular fortalece elo entre gestão pública e sociedade civil

A Secretaria Executiva de Participação Popular (SEPP) da Prefeitura de João Pessoa desempenhou no ano de 2025 um papel fundamental no fortalecimento da democracia participativa no Município, consolidando-se como elo estratégico entre a gestão pública e a sociedade civil. As ações desenvolvidas reafirmaram o compromisso com a escuta qualificada, a transparência, o controle social e a construção coletiva de políticas públicas.

O Ciclo Participativo 2025 teve como eixo central as Eleições do Programa ‘Você Prefeito’, momento fundamental para o fortalecimento da democracia participativa no Município. Na ocasião, foram eleitos 272 conselheiros e conselheiras regionais e municipais, que passaram a representar oficialmente a população nas instâncias de diálogo, acompanhamento e controle social das ações da gestão pública e a prestação de contas das ações da gestão municipal, além da escuta da população nas 14 Regiões de Participação Popular, por meio da realização de sete Audiências Públicas, que reuniram mais de três mil participações presenciais e online.

O processo evidenciou avanços concretos na execução das demandas eleitas no ciclo anterior (2024–2025), refletindo o compromisso da gestão municipal com a efetividade das decisões populares e impactando positivamente o perfil das novas demandas apresentadas.

No período de 2021 a 2025, o Ciclo Participativo registrou a participação de mais de nove mil pessoas nas Audiências Públicas, demonstrando o fortalecimento dos espaços democráticos e o interesse crescente da população em contribuir com as decisões da gestão municipal. As Audiências possibilitaram o diálogo direto entre a população e o poder público, permitindo a apresentação de demandas, sugestões e prioridades para os bairros e regiões da cidade. As contribuições coletadas serviram de base para o planejamento de políticas públicas, definição de investimentos e acompanhamento das ações da Prefeitura de João Pessoa, garantindo mais transparência e inclusão social.

Atualmente, a Secretaria conta com mais de 272 conselheiros regionais, distribuídos nas diversas regiões do Município. Esses conselheiros exercem papel fundamental no fortalecimento da participação popular, atuando como representantes da população, articulando demandas locais e contribuindo para o diálogo permanente entre a comunidade e a gestão pública. A ampla atuação do colegiado reforça o compromisso da SEPP com a escuta ativa, a transparência e a construção coletiva de políticas públicas.

Além das Audiências Públicas, que integram o calendário anual da Secretaria, a SEPP recebe diariamente demandas da população e, como prerrogativa de suas atribuições, realiza o encaminhamento aos órgãos competentes. A assessoria técnica é responsável pelo acompanhamento das solicitações até sua conclusão, com retorno direto à população por meio dos chefes de núcleos regionais (articuladores) presentes em cada território.

Caravanas – Em consonância com o regimento geral da Secretaria Executiva de Participação Popular, também são realizadas as Caravanas da Participação Popular, que garantem o controle social e a participação efetiva dos conselheiros regionais. Nessas ações, são realizadas visitas para fiscalização e acompanhamento de obras em execução no Município, além de visitas a pontos estratégicos das regiões, previamente planejadas e definidas com a participação direta dos conselheiros regionais, municipais e representantes da gestão.

Para o diretor de Planejamento e Acompanhamento da SEPP, Tiago Cavalcanti, o Ciclo Participativo reafirma o compromisso da gestão municipal com a transparência e o fortalecimento da democracia participativa em João Pessoa.

“Nosso trabalho tem como foco garantir que a população seja ouvida e que as demandas apresentadas nos territórios tenham acompanhamento permanente. O Ciclo Participativo é um instrumento fundamental de diálogo entre a gestão e a sociedade, permitindo não apenas a prestação de contas, mas também o planejamento qualificado das políticas públicas, com base nas prioridades definidas pela própria população”, destacou.

Tiago Cavalcanti ressaltou ainda a importância da atuação dos conselheiros regionais e das equipes técnicas da Secretaria no acompanhamento das ações executadas. “A presença ativa dos conselheiros nas regiões, aliada ao trabalho técnico da SEPP, fortalece o controle social e assegura mais eficiência e transparência na execução das políticas públicas em todas as regiões da cidade”, completou.

Demandas atendidas – O conselheiro Jones Kleyton destacou a importância das Audiências Públicas promovidas pela Prefeitura como instrumento fundamental para garantir direitos à população. Segundo ele, a participação ativa da comunidade foi decisiva para que uma demanda histórica fosse finalmente atendida. “A Comunidade Marisa Silva lutava há mais de três anos para ser contemplada nos programas habitacionais. Foi por meio das Audiências Públicas, promovidas pela Prefeitura, que tivemos voz, diálogo e a oportunidade de apresentar essa realidade. Hoje, essa conquista representa a força da participação popular e a sensibilidade da gestão em ouvir a comunidade”, ressaltou.

Já o conselheiro Ricardo Gomes, da 9ª Região, ressaltou as intervenções realizadas nos bairros que abrangem toda a região, como o Alto do Mateus, com a implantação de praças e iluminação em LED, além de melhorias na Ilha do Bispo, onde as reformas seguem em andamento.

“São muitos benefícios que chegaram à nossa região. Por isso, só temos a agradecer à Prefeitura de João Pessoa, ao prefeito Cícero Lucena, ao vice-prefeito Leo Bezerra e à Secretaria de Participação Popular pelo trabalho realizado e pelo cuidado com a população da 9ª Região”, destacou o conselheiro.

Para o consultor técnico da Secretaria Executiva de Participação Popular, Gilvanildo Pereira, o ano de 2025 reafirmou a força da participação popular em João Pessoa. “Realizamos as Audiências Públicas nas 14 regiões da cidade, com a participação de mais de 3 mil pessoas. Esse modelo fortalece a democracia, garante a escuta da população e gera impactos positivos na qualidade de vida, por meio de ações, obras e serviços que transformam a cidade”, destacou.

Segundo ele, a Secretaria já se prepara para 2026, ano em que João Pessoa completa 20 anos de participação popular. “Seguimos ampliando a democracia participativa, combatendo desigualdades e fortalecendo o desenvolvimento social e sustentável da cidade”, concluiu.

veja onde dar as boas-vindas ao ano novo

Por MRNews

Em diversas cidades brasileiras, haverá programação especial para celebrar a chegada do ano novo. Grandes festas, shows, queima de fogos, cultos religiosos e rituais estão sendo preparados para receber 2026.

Agência Brasil reúne as principais atrações gratuitas para celebrar a virada do ano em algumas das capitais brasileiras.

Rio de Janeiro

A virada do ano na cidade do Rio de Janeiro, considerado o maior réveillon do planeta, terá múltiplos palcos. Serão três palcos na Praia de Copacabana. No palco principal, se apresentarão os cantores Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Belo, Alcione, João Gomes, Iza, o DJ Alok e a bateria da Beija-Flor.

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No total, 13 palcos estarão espalhados pela cidade, em localidades como Leme, Flamengo, Madureira e Ilha do Governador, com mais de 70 atrações.

São Paulo

Em São Paulo, a programação na Avenida Paulista terá 14 horas de música com a maior queima de fogos silenciosa, com duração de 15 minutos. Os destaques artísticos vão para Ana Castela, a dupla Maiara & Maraísa, Simone Mendes, João Gomes, e o encerramento com o cantor Latino.

No início, haverá apresentações religiosas, do Padre Marcelo Rossi e de Frei Gilson. A abertura da Avenida Paulista ao público será às 13h desta quinta-feira, com a programação oficial de apresentações musicais a partir das 13h30. Saiba mais aqui.

Belo Horizonte

Em sua quarta edição, a festa da Virada da Liberdade, em Belo Horizonte, terá um palco cenográfico a céu aberto emoldurando o Palácio da Liberdade, um espetáculo especial com drones, a tradicional queima de fogos e uma homenagem ao cantor e compositor Lô Borges, que morreu em novembro, aos 73 anos.

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Neste ano, a Virada da Liberdade é concebida a partir do tema “Fé no Amanhã”. A iniciativa do governo estadual pretende valorizar os artistas mineiros e promover uma programação diversa e gratuita, alcançando públicos de todas as idades.

O evento reunirá nomes da música brasileira, como Biquíni, Lagum, Aline Calixto, Juarez Moreira e Pé de Sonho.

Brasília

A chegada de 2026 no Distrito Federal (DF) terá programação diversificada, com grandes eventos gratuitos organizados pelo governo local, além das festas privadas.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF detalha que os eventos oficiais ocorrem principalmente em dois pontos no centro de Brasília: na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Orixás (Prainha), na orla sul do lago Paranoá.

O público terá transporte público gratuito (ônibus e metrô) a partir das 18h desta quarta-feira (31) até o fim de quinta-feira (1º de janeiro).

Para a festa de réveillon, o palco da Esplanada dos Ministérios recebe, a partir das 18h de hoje, os artistas Samuel Rocha, Israel e Rodolffo, Carlinhos Brown e a cantora sertaneja Lauana Prado. Ela fará a contagem regressiva para o novo ano. A queima de fogos terá duração de 12 minutos.

No dia 1º de janeiro, é a vez de Adriana Samartine, a dupla Pedro Paulo & Matheus e Belluco, Murilo Huff, Ana Castela e Calcinha Preta animarem a festa.

A Praça dos Orixás tem programação para a virada do ano focada em diversidade cultural e rituais religiosos desde a terça-feira (30), quando houve apresentações da cantora Dhi Ribeiro e de grupos de samba de roda, como o Pé de Porteira, Nossa Galera.

Nesta quarta-feira, a programação segue com Sambrasília, Uel, Rituais Afro-Brasileiros, Makumbá com Kika Ribeiro, Asé Dudu e o Grupo Cultural Obará. O espetáculo pirotécnico na Praça dos Orixás tem a previsão de durar oito minutos.

Goiás

O governo de Goiás levará música e diversão gratuita a cidades de diferentes regiões do estado por meio do Festival do Bem – Edição Réveillon. Os artistas vão se apresentar nas cidades de Inhumas, Ipameri, Itauçu, Rio Quente, São Luís de Montes Belos e São Simão.  Veja a programação completa no site do governo do estado.

Salvador

Na capital baiana, o Festival Virada Salvador celebra o réveillon em cinco dias, desde sábado (27) até a quinta-feira (31) em dois palcos, na Arena O Canto da Cidade, no bairro da Boca do Rio. A entrada é gratuita.

Para quem não puder ir presencialmente, o Festival Virada Salvador tem transmissão ao vivo no canal oficial da prefeitura de Salvador no YouTube.

O ápice das comemorações do novo ano terá os shows de Ivete Sangalo, Jorge & Mateus, Manu Bahtidão, Mari Fernandez, Timbalada e Xanddy Harmonia.

Ao todo, Salvador terá queima de fogos em mais de 20 pontos da cidade. Confira os locais:

  1. Farol da Barra;
  2. Rio Vermelho;
  3. Amaralina;
  4. Jardim de Alah;
  5. Boca do Rio (dois pontos);
  6. Patamares;
  7. Itapuã;
  8. Boa Viagem;
  9. Ribeira;
  10. Santo Antônio Além do Carmo;
  11. Cajazeiras X;
  12. Periperi;
  13. São Tomé de Paripe;
  14. Pernambués;
  15. Ilha de Bom Jesus dos Passos;
  16. Itamoabo (Ilha de Maré);
  17. Santana (Ilha de Maré);
  18. Praia Grande (Ilha de Maré);
  19. Bananeiras (Ilha de Maré);
  20. Botelho (Ilha de Maré);
  21. Paramana (Ilha dos Frades).

João Pessoa

Em João Pessoa, o show principal terá a banda mineira Jota Quest e artistas da região, como Pimenta Nativa, Mano Walter, Juzé e o Pagode do Meu Agrado.

O palco já está montado na altura do Busto de Tamandaré e a expectativa dos organizadores é reunir mais de meio milhão de pessoas.

A prefeitura anunciou o evento terá oito minutos de queima de fogos, com uma tonelada de fogos sem estampido. A medida respeita a lei que estabelece o cuidado com pets, crianças, pessoas idosas e aquelas com sensibilidade a ruídos.

Fortaleza

A contagem regressiva para o réveillon de Fortaleza voltará a ocorrer no Aterro da praia de Iracema, que terá três palcos, dois dias de festa, mais de 20 artistas e bandas. A prefeitura também montou palcos descentralizados para atender à população em outros bairros da capital cearense.

A abertura das comemorações dos 300 anos da cidade terá, no dia 31, as apresentações de Seu Jorge (na virada), Claudia Leitte, Matuê, Wesley Safadão, Paralamas do Sucesso e Taty Girl.

Confira aqui os horários dos shows.

Recife

A Virada Recife 2026, organizada pela prefeitura da capital pernambucana, transforma a Praia do Pina em palco com shows de artistas nacionais e locais por três dias.

No último dia do ano, os shows começarão às 19h. Sobem ao palco da orla Matheus & Kauan, Alceu Valença, Lipe Lucena e Matheus Moraes. A contagem regressiva é por conta de Wesley Safadão.

São Luís

Virar o ano na beira-mar é o ponto alto do réveillon de São Luís. O evento com programação musical gratuita é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma) e está previsto para ocorrer a partir das 17h de hoje. Às 21h, o cantor Xand Avião entrega o repertório de forró. A partir das 23h30, o cantor Avine Vinny comanda o palco nos minutos que antecedem a virada do ano.

Após a chegada de 2026 e o espetáculo de fogos, a programação continua à 1h30 com show de Jhonny Boy. O encerramento está previsto para as 3h30, com apresentação de Rey Vaqueiro.

Belém

A capital paraense terá muita música no Vira Pará, evento gratuito para a população. A partir das 20h deste 31 de dezembro, os portões do estacionamento do Estádio Mangueirão estarão abertos para receber o público.

As atrações programadas são as paraenses Joelma e Gaby Amarantos, além de Nattan, Natanzinho Lima, Carol Lyne e a aparelhagem Carabao.

A contagem para a virada do ano será feita por Joelma.

Manaus

O Réveillon Manaus 2026 – O encontro da Nossa Gente teve sua estrutura montada no complexo turístico Ponta Negra, na zona oeste da capital manauara.

A Praia de Ponta Negra está interditada para banho desde as 14h de terça-feira (30), como medida preventiva adotada durante grandes eventos para evitar acidentes na água, como afogamentos.

Para ampliar o acesso da população à celebração de fim de ano da cidade, a prefeitura montou palcos no Parque Amazonino Mendes, na alameda Alphaville, entre as zonas norte e leste; e no bairro Educandos (Amarelinho), na zona sul.

As atrações nacionais são a dupla Bruno & Marrone e a cantora Klessinha. A prefeitura da cidade afirma ter contratado mais de 100 artistas locais, nos últimos dias do ano, com o objetivo de fortalecer a economia criativa e ampliar as oportunidades no setor cultural amazonense.

Florianópolis

A cidade terá a tradicional cascata de luzes na Ponte Hercílio Luz, que leva milhares de turistas e moradores anualmente ao famoso ponto turístico da capital catarinense.

O espetáculo se somará à queima de fogos ampliada ao longo da baía que conecta o continente à ilha. Ao todo, o show de luzes nas nove balsas espalhadas pela orla deve durar até 15 minutos.

Dilsinho é atração musical confirmada do Réveillon 2026 na Beira-Mar Continental.  A programação contará com outros artistas locais. No palco na Beira-Mar Norte, o grupo Raça Negra será a atração principal da noite de celebração.

Porto Alegre

A prefeitura da capital gaúcha organizou a virada do ano com programação gratuita no Parque Harmonia e na Orla do Guaíba (trecho 1), com DJs e bandas locais.

Além do show de fogos de artifício, as atrações para o público prometem agradar aos diversos gostos musicais. Nomes que vão desde Renato Borghetti, Di Ferrero, Seguidor F, à Escola Imperadores do Samba, o Samba 90 Graus e o Pagode do Dorinho.

Saiba mais no site criado para a festividade.

O evento será transmitido ao vivo no canal oficial da prefeitura de Porto Alegre no YouTube.

Transporte e segurança

Para o Réveillon 2026, diversas cidades brasileiras prepararam operações que vão além dos palcos. Com o objetivo de garantir que os milhões de espectadores aproveitem a virada com tranquilidade, estão em curso planos que integram segurança e logística de transporte em massa.

Quase todas as capitais citadas terão esquema especial de metrô/ônibus (algumas com tarifa zero), a partir da tarde desta quarta-feira.

Nas grandes concentrações, como Copacabana (RJ) e Avenida Paulista (SP), o acesso não será livre como em dias comuns.

Em muitas localidades, estão previstos pontos de revista (barreiras de controle) nos principais acessos das avenidas onde haverá aglomerações. As autoridades locais podem fazer uso de detectores de metal e câmeras de reconhecimento facial.

Em várias comemorações Brasil afora, é estritamente proibida a entrada com garrafas de vidro, objetos perfurocortantes e fogos de artifício particulares.

As polícias militares e guardas municipais atuarão com reforço de drones e torres de observação conectadas em tempo real aos centros de Comando e Controle.

Uma dica é evitar levar objetos de valor, joias, relógios ou grandes quantias em dinheiro. Para quem se desloca até locais de grande concentração de pessoas, é recomendável manter o celular sempre em bolsos frontais ou doleiras.

Em caso de perda ou roubo de aparelhos, o principal instrumento para o rápido bloqueio de celulares é o aplicativo Celular Seguro. Conheça mais sobre a iniciativa aqui.

2025, ano mágico de João Fonseca no tênis profissional

Por MRNews

Fenômeno, sensação, prodígio. Não foram poucos os elogios recebidos pelo tenista carioca João Fonseca ao longo de 2025, quando conquistou os primeiros títulos no circuito profissional e cravou vitórias importantes em Grand Slams e Masters 1000 – torneios que distribuem maior pontuação. O número 1 do tênis brasileiro abriu a temporada na 145ª posição no ranking mundial, subiu 121 posições e fechou o ano entre os 24 melhores tenistas do planeta. Não à toa, arrebatou uma legião de fãs, entre eles grandes estrelas da modalidade como Jannik Sinner, Novak Djokovic e Roger Federer. Em votação popular no fim do ano, João foi eleito o Atleta da Torcida na categoria masculina do Prêmio Brasil Olímpico 2025, láurea concedida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

João iniciou 2025 de forma avassaladora, após decidir abrir mão de ingressar no tênis universitário nos Estados Unidos para abraçar a carreira profissional. Um ano antes, o carioca estreou nos torneios profissionais e terminou 2024 como campeão Next Gen ATP Finals, competição que reúne os oito melhores tenistas de até 20 anos de idade. Confiante, João começou a temporada em janeiro de 2025 com 18 anos. Logo de cara faturou o primeiro título de simples, o Challenger 125 de Camberra (Austrália) e saltou 32 posições no ranking.

Na estreia no Aberto da Austrália, seu primeiro Grand Slam na carreira, João eliminou o russo Andrey Rublev, o nono melhor do mundo na ocasião – Reuters/Jaimi Joy/Proibida reprodução

Na sequência, João disputou o primeiro Grand Slam da carreira, o Aberto da Austrália, após garantir vaga na fase principal vencendo o qualifying (qualificatório). Arrojado, o tenista brasileiro surpreendeu o russo Andrey Rublev – o nono melhor do mundo na ocasião – no jogo de estreia em Melbourne, com vitória pro 3 sets a 0. A partir daí, João decolaria no ranking e passaria a contar com o apoio da torcida nos demais embates. O triunfo sobre Rublev não passou desapercebido pelo multicampeão Djokovic, que na época ressaltou as qualidades do carioca em quadra.

“Ele é corajoso, bate muito bem e é um jogador completo”, disse o sérvio. “É um momento empolgante para o Brasil, mas também para todo o mundo do tênis, porque um jogador e uma pessoa tão jovem ser capaz de jogar tão bem em um grande palco é impressionante”, completou o sérvio, com 24 títulos Grand Slams. 

Mesmo se despedindo de Melbourne na rodada seguinte – João perdeu para o italiano Lorenzo Sonego – o brasileiro subiu mais 13 posições, fechando o mês entre os 100 melhores do mundo. Uma façanha e tanto: o carioca se tornara o segundo tenista mais jovem, depois do espanhol Carlos Alcaraz, a figurar no seleto grupo. 

Em fevereiro, João faturou o primeiro título no circuito profissional, o ATP 250 de Buenos Aires (Argentina), com vitória na final sobre o anfitrião Francisco Cerundolo. O carioca galgou mais 31 posições no ranking, passando a ocupar a 68ª colocação. Número 1 do mundo, Alcaraz  parabenizou o colega de quadras nas redes sociais.

Após levantar a taça em Buenos Aires, o tenista brasileiro passou a ser convidado a participar de grandes torneios, como os Masters 1000 de Indians Wells e de Miami, ambos nos Estados Unidos. João derrotou rivais de renome como o britânico Jacob Fearnley (na estreia de Indian Wells) e o francês Ugo Humbert, em Miami, quando se classificou pela primeira vez na carreira à terceira rodada de um torneio Masters 1000. Entre um e outro torneio, ele ainda competiu o Challenger de Phoenix, no Arizona, e saiu de lá campeão. 

Em plena ascensão meteórica, João chegou ao Torneio de Roland Garros (França) em maio já como o 65º do mundo. Na estreia, ele não se intimidou, despachando o polonês Hubert Hurkacz (ex-top 10 e 28º no ranking na ocasião). No entanto, acabou se despedindo na terceira rodada.

O brasileiro seguiu colecionando vitórias sobre adversários mais experientes. Em junho, no Torneio de Wimbledon (Inglaterra) – terceiro Grand Slam do ano – João bateu o anfitrião Jacob Fearnley e o norte-americano Jenson Brooksby e se tornou o tenista mais jovem a garantir presença na terceira rodada da disputa masculina de simples nos últimos 14 anos. João deu adeus à grama londrina após revés para o chileno Nicolas Jarry, que avançou às quartas.

Depois, em agosto, João competiu nos Estados Unidos o Masters 1000 de Cincinatti e o US Open – quarto e último Grand Slam da temporada. Em ambos parou na segunda rodada e aproveitou para repor energias em um breve período de férias. 

Revigorado após o descanso, João foi um dos destaques do quinteto brasileiro na Copa Davis, realizada em setembro, na Grécia. Um mês após completar 19 anos, e em 45º lugar no ranking, o carioca fez parte do quinteto brasileiro que garantiu vaga nos qualifiers da Copa Davis 2026. O Brasil selou a classificação com vitória sobre a Grécia, por 3 jogos a 1. Em um dos confrontos, João derrotou o ex-top 3 mundial Stefanos Tsisipas.  

Mas o melhor ainda estava por vir. Em outubro, João Fonseca conquistou o primeiro troféu ATP 500 na carreira. Ele foi campeão no Torneio da Basileia, com vitória por 2 sets a 0 sobre o espanhol Alejandro Fokina – na ocasião número 18 no ranking.  A conquista já alçava João a encerrar o ano entre os 30 melhores do mundo. Mas ele foi além: menos de 48 horas depois do título na Basileia, o brasileiro estreou com tudo no Masters 1000 de Paris: derrotou de virada o canadense Denis Shapovalov, que ocupava o 24º lugar na ocasião. Na rodada seguinte, o brasileiro foi superado pelo russo Karen Khachanov e deu adeus ao torneio francês.

Terminou em Paris a temporada histórica de João Fonseca, que por conta de uma lombalgia, desistiu de competir o ATP 250 de Atenas (Grécia), último torneio que competiria em 2025. Ao encerrar o ano como número 24 do mundo, o carioca comemorou mais do que nunca a decisão tomada em 2024 de seguir carreira como tenista profissional.

“Foi um ano maravilhoso. As coisas aconteceram rápido nas nossas vidas. Minha temporada começou no Next Gen de 2024. Cheguei à primeira chave principal de Grand Slam [Aberto da Australia], ganhei do Rublev e, a partir daí, foi só para cima. Muito grato por tudo”, disse o jovem carioca, durante coletiva em novembro no Rio de Janeiro. 

Ao final do ano, João enfrentou o número 1 do mundo Carlos Alcaraz em uma partida de exibição, em Miami. “Foi muito especial jogar com o João”, afirmou o espanhol após vitória sobre o brasileiro por 2 sets a 1 – Reprodução Instagram/João Fonseca

A última grande atuação do ano de João Fonseca foi numa partida de exibição contra o espanhol Carlos Alcaraz, de 22 anos, atual número 1 do mundo, no Miami Invitational, nos Estados Unidos. O jogo começou de forma descontraída e, aos poucos, o brasileiro equilibrou o duelo. No entanto, Alcaraz levou a melhor no finalzinho por 7/5. Na parcial seguinte, João sobrou em quadra – ganhou por 6/2 – e forçou o match tie-break (set de desempate).

O carioca seguiu altivo diante do espanhol e chegou a abrir 5 a 0 de vantagem. Quando a vitória parecia encaminhada para o brasileiro, Alcaraz emplacou uma reação excepcional, fazendo jus ao posto de número 1 do mundo: ganhou tie-break por 10/8 e a partida por 2 sets a 1, após 1h29min. Ao fim do jogo amistoso, ambos eram só sorrisos. “Quase consegui, pessoal”, disse João na entrevista, dirigindo-se diretamente à torcida. Com um futuro promissor, não é difícil imaginar embates do brasileiro contra o espanhol em torneios da ATP, que valem pontos no ranking. É só uma questão de tempo.

Agência Minas Gerais | Cemig desmistifica conceitos populares sobre energia utilizados forma incorreta no dia a dia

Mesmo presente no cotidiano, muitos conceitos relacionados ao fornecimento da energia elétrica ainda geram dúvidasPara orientar a população, a Cemig esclarece cinco conceitos populares que costumam ser interpretados de maneira equivocada.

Diferença entre pique e pico de energia

Apesar de serem usados como sinônimos no dia a dia, pique e pico são fenômenos diferentes dentro da rede elétrica. O pico de energia ocorre quando há um aumento muito rápido da tensão, algo que pode acontecer em variações momentâneas do sistema causadas, por exemplo, por uma descarga atmosférica ou na entrada súbita de grandes cargas.

Já o pique é o contrário: uma queda rápida e brusca da tensão, normalmente provocada por contatos momentâneos de galhos com a rede, ventos fortes que balançam os cabos ou curto-circuito instantâneos. O pico de energia pode durar alguns milésimos de segundos. Já o pique pode durar até alguns segundos, sendo um mecanismo automático de proteção da rede, e condição necessária para garantir o restabelecimento da energia com segurança.

Pique de luz não é vilão

O pique de luz não é um defeito. Ele é a resposta automática da rede quando ocorre um contato momentâneo ou uma falha transitória (temporária), como o toque de um galho em dia de vento ou tempestade. Nesses casos, a tensão cai rapidamente por milésimos de segundo e os equipamentos de proteção atuam para evitar danos permanentes. É nesse momento que o religamento automático entra em ação, desarmando e rearmando a rede em sequência para eliminar o defeito e restabelecer o fornecimento com segurança.

Em vez de causar longas interrupções, o sistema isola o problema, permite que o objeto estranho se afaste e restabelece a energia quase imediatamente, preservando a estrutura elétrica e garantindo a continuidade para os clientes.

Sinais do semáforos em flash não significam falta de energia

Os sinais em “flash” observados em alguns pontos não significam interrupção no fornecimento de energia. Essas situações acontecem quando ocorrem uma falha nos equipamentos eletrônicos que controlam os sinais de trânsito, levando o semáforo a entrar no modo “flash’, para alertar os motoristas da condição de atenção.

Oscilações na rede elétrica também podem provocar o travamento do equipamento que executa a lógica de controle de sinalização dos semáforos. Em algumas regiões, essas oscilações podem afetar temporariamente o funcionamento de semáforos e outros equipamentos de tráfego, mesmo sem haver desligamento da rede elétrica. Nesses casos, a verificação da sincronia dos dispositivos é responsabilidade do órgão gestor do trânsito, que deve ser acionado pela população.

Falta de energia x apagão

No dia a dia, é comum que interrupções localizadas sejam chamadas de apagão, mas tecnicamente os dois termos se referem a situações distintas. A falta de energia ocorre quando há um defeito pontual, como queda de árvore, colisão de um veículo com poste, manutenção programada ou falha em um trecho específico da rede.

Já o apagão é um evento sistêmico, que afeta áreas muito amplas, podendo atingir diversos municípios ou até estados, e envolve o Sistema Interligado Nacional (SIN). Assim, a grande maioria das ocorrências cotidianas não pode ser classificada como apagão, apesar do uso popular do termo.

Diferença entre 110 V e 220 V

No Brasil, são utilizados dois padrões: 127 volts (popularmente chamados de 110 V) e 220 volts. Ambos são seguros e fazem parte da distribuição normal. A diferença entre eles não está na força da energia nem na potência entregue ao consumidor. Um aparelho projetado para funcionar em 127 V e o mesmo modelo desenvolvido para operar em 220 V terá exatamente a mesma potência e, portanto, consomem a mesma quantidade de energia quando ligados.

O que muda é apenas a corrente elétrica necessária. No sistema 220 V, a corrente é menor para alimentar o mesmo equipamento; no sistema 127 V, ela é maior. Isso não altera o consumo: se o aparelho tem potência de 1.000 W, ele consumirá 1.000 W em qualquer uma das duas tensões. 

Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas

Por MRNews

Tradição na virada do ano, a queima de fogos de artifício traz prejuízos a parte da população mais sensível aos ruídos causados pelo estouro dos artefatos. Entre elas, idosos, crianças e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O neuropediatra e professor da Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Anderson Nitsche, explica que os efeitos dos fogos nos autistas podem ir além da hora da virada.  

“As crianças e pessoas autistas têm uma sensibilidade maior ao som e isso causa uma perturbação momentânea, mas que pode até durar por mais tempo, gerando sofrimento de insônia durante alguns dias”, afirma o professor. 

Diante do barulho intenso, pessoas no espectro autista podem entrar no que é chamado de crise sensorial, em que o estímulo gera alterações de comportamento que vão desde ansiedade e vontade de fugir daquele meio, até agressividade contra si ou demais pessoas que estão ao redor.  

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A neurologista e diretora clínica do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), Vanessa Rizelio, explica que as pessoas que têm TEA não conseguem processar que aquele ruído alto, por um período prolongado, é um momento de celebração – uma vez que, para eles, promove uma sensação desagradável que não é bem processada pelo cérebro.  

“O cérebro deles entende como uma coisa negativa, algo que está gerando um desconforto e a reação vai ser sair daquela situação. Muitas vezes, isso se vai manifestar como ansiedade, irritabilidade, fora o prejuízo depois no sono que pode impactar até o dia seguinte”, destaca Vanessa. 

Fundadora da Associação de Neurologia do Estado do Rio de Janeiro (ANERJ), a neuropediatra Solange Vianna Dultra, aponta outros efeitos que a queima de fogos pode desencadear no organismo dessas pessoas.

“O coração dá uma descarga de adrenalina, acelera, a pressão sobe. Eles não conseguem entender que é uma festa. É como se estivessem no meio de um tiroteio. Algumas pessoas se desregulam até na hora de recreio na escola por causa do barulho”, explicou a especialista. 

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Alternativas 

Algumas cidades brasileiras já começaram a rever a prática da queima de fogos na virada do ano em celebrações públicas e há legislações específicas proibindo artefatos com barulho. A adoção de fogos sem estampido, espetáculos de luzes e apresentações com drones são alternativas para preservar o simbolismo das celebrações, sem impor um custo sensorial a parte da população.  

A psicóloga com especializações em neuropsicologia e em saúde mental, Ana Maria Nascimento, acredita que essas alternativas mantêm o caráter coletivo da festa e ampliam o direito à participação. Em um contexto em que já existem soluções ao barulho, ela defende que insistir no uso de fogos ruidosos “parece um gesto de indiferença”.  

“Celebrar pressupõe convivência. Quando a alegria de uns depende do sofrimento de outros, é legítimo questionar se essa tradição ainda faz sentido”.  

A neuropediatra Solange Vianna destaca que o sofrimento causado pelo ruído dos fogos não é só para a criança autista, mas para toda a família. Ela ressalta que, no caso de fogos silenciosos, a luminosidade não é um problema, porque basta a família manter a criança com TEA longe de janelas.  

O professor da PUC-PR também ressalta a necessidade de a sociedade olhar para a questão com mais empatia, adaptando tradições para promover a inclusão dessas pessoas nas festividades. 

“Acolher, entender e perceber que há pessoas que sofrem com determinadas tradições é tão importante quanto as próprias vivências”, aponta Anderson Nitsche.  

De acordo com Nitsche, o autismo tem uma prevalência mundial em torno de 3% da população. Nem todos os autistas têm alterações sensoriais, auditivas. Para o especialista, empatia é a palavra-chave para a questão. “O processo de inclusão passa pela ideia de entender que há pessoas que são diferentes da gente e que, muitas vezes, a minha liberdade fere a liberdade do outro e gera nelas um sofrimento desnecessário”. 

Idosos e crianças 

Os idosos são outro grupo que sofre o impacto dos ruídos intensos, especialmente aqueles com demência, uma vez que têm dificuldade no processamento das informações. De acordo com Vanessa, o idoso com demência pode entrar em surto de delírios e alucinações diante da queima de fogos, prejudicando também o sono, a memória e o raciocínio para o dia seguinte. 

Os bebês também são afetados de maneira negativa, uma vez que têm uma necessidade de dormir por períodos mais longos do que crianças mais velhas e adultos.  

“Se o bebê passa a ser despertado por esse ruído ou não consegue adormecer,  isso traz prejuízos. Porque os fogos começam a ser soltados muitas horas antes e o ruído vai gradualmente aumentando até chegar ao ápice, à meia-noite”, lembra Vanessa.

Nesses casos, o uso no ambiente de outros sons, como ruído branco, ou de abafadores, para crianças maiores, pode minimizar esse impacto.  

Vanessa Rizelio critica que, embora em muitas cidades brasileiras esteja proibida a venda de fogos de artifício, não há uma fiscalização de fato. 

“Em Curitiba, por exemplo, essa lei já está em vigência há mais de cinco anos e nós continuamos ouvindo muitos fogos de artifício com barulhos intensos sendo soltos em comemorações, principalmente no ano novo”. Ela defende mais rigor para  “minimizar o impacto de um comportamento humano que já deveria ter sido mudado há muito tempo”, afirma.  

 

NOTA SAEG – VAZAMENTO NO BAIRRO ESPANHA

A SAEG (Companhia de Serviços de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá) informa que, nesta terça-feira (30), foi identificado um vazamento de grande proporção na rede responsável pelo abastecimento do reservatório do bairro Espanha.

Em razão do ocorrido, poderá haver baixa pressão ou interrupção no fornecimento de água no bairro Espanha e na parte baixa do bairro Municipal I.

As equipes técnicas da SAEG já estão no local e trabalham com prioridade para realizar o reparo da rede e restabelecer o abastecimento no menor prazo possível.

A Companhia orienta os moradores a utilizarem a água de forma consciente durante este período e agradece a compreensão da população.

A previsão é de que o abastecimento seja retomado de forma gradativa ao longo desta terça-feira (30).

Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, os munícipes podem entrar em contato com a SAEG pelo telefone 156 ou pelo aplicativo 156 SAEG.

Agereg reestrutura setores e garante eficiência na regulação dos serviços – CGNotícias

A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg) atua para garantir que serviços essenciais cheguem à população com qualidade, regularidade e transparência. Na prática, isso significa fiscalizar e regular setores como transporte coletivo urbano, abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, terminal rodoviário, serviços funerários, táxis, mototáxis e estacionamento rotativo.

Um dos marcos de 2025 foi a reformulação do organograma da Agereg, que trouxe mais clareza na distribuição de competências, agilidade nos fluxos internos e melhora direta no atendimento à população.

Com a nova estrutura, os serviços passaram a ser organizados conforme a natureza de cada diretoria, reduzindo sobrecargas e garantindo mais eficiência nas ações regulatórias.

Um dos principais avanços foi a criação da Diretoria de Serviços Especiais, responsável por concentrar exclusivamente as demandas de transporte coletivo, terminal rodoviário, táxis, mototáxis, inspeção veicular, serviços funerários e estacionamento rotativo.

A medida desafogou diretorias como as de Estudos Econômico-Financeiros e de Saneamento Básico, promovendo uma atuação mais estratégica e focada por segmento.

Ouvidoria com 100% de resolução

A Ouvidoria da Agereg manteve sua função de ponte entre a população e as concessionárias de serviços públicos, com foco em escuta qualificada, transparência e agilidade.

Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 1.952 protocolos. Todos foram resolvidos integralmente, sem nenhuma pendência.

WhatsApp lidera canais de atendimento

O WhatsApp foi o canal mais utilizado pela população, com 1.547 atendimentos (79%). Em seguida aparecem o telefone (335), atendimento presencial (57), e-mail (12) e formulário eletrônico (1).

Além dos atendimentos, a Ouvidoria promoveu 70 audiências entre contribuintes e concessionárias, com resultados considerados satisfatórios.

Tecnologia e educação ambiental como reforço institucional

Para ampliar o controle dos serviços públicos, foi implantada a Sala de Monitoramento em Tempo Real, permitindo o acompanhamento contínuo das operações dos setores regulados.

Outro avanço foi a criação do Espaço Agereg Sustentável, voltado à educação ambiental e à conscientização sobre a gestão de resíduos. A iniciativa reforça o compromisso da Agência com inovação, responsabilidade social e aproximação com a comunidade.

Com estrutura fortalecida, atendimento eficiente e foco na melhoria contínua, a Agereg entra em 2026 mantendo o compromisso com a qualidade dos serviços públicos e com a população de Campo Grande.

#ParaTodosVerem A imagem de capa mostra a fachada da Agereg.

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