Prefeitura inaugura piscina olímpica dos Jogos Rio 2016 no Parque Oeste, em Inhoaíba – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

A piscina do Estádio Aquático da Rio 2016 agora está no Parque Oeste – Beth Santos/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio inaugurou, neste domingo (28/12), a piscina olímpica do Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, ampliando a oferta de esporte, lazer e inclusão social na Zona Oeste. O equipamento foi utilizado durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, quando foi cenário das despedidas do maior nadador de todos os tempos, o americano Michael Phelps, e do multicampeão paralímpico brasileiro Clodoaldo Silva, o “Tubarão das Piscinas”. Agora, a estrutura passa a integrar o cotidiano da população e reforça a vocação do parque como equipamento público multifuncional.

– Hoje é um dia muito importante. Esse aqui é o último legado olímpico que faltava entregar. Nenhuma cidade que tenha realizado Jogos Olímpicos fez igual à Prefeitura do Rio. Todos os equipamentos, o Parque Radical, o Parque Rita Lee, as escolas construídas na Zona Oeste, tudo da Olimpíada foi utilizado posteriormente. Essa piscina era do Estádio Aquático da Rio 2016. A estrutura do estádio deu origem a um monte de outras coisas, e a piscina nós já tínhamos feito pensando em trazer para atender a população. E queremos formar atletas aqui. Temos muito orgulho de trazer esse legado olímpico para a Zona Oeste – afirmou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, acompanhado do vice-prefeito Eduardo Cavaliere.

A piscina olímpica tem medidas oficiais de competição, com 50 metros de comprimento, e segue os padrões internacionais utilizados em grandes eventos esportivos. Proveniente do Estádio Aquático Olímpico dos Jogos Rio 2016, a estrutura foi desmontada, transportada e reinstalada no Parque Oeste.

Os cariocas ganharam um equipamento de excelência, administrado pela Secretaria Municipal de Esportes, onde serão realizadas aulas de hidroginástica (às quartas-feiras e sextas-feiras) e de natação (às terças-feiras e quintas-feiras), para turmas de diversas faixas etárias: baby (3 meses a 3 anos), infantil 1 (4 a 6 anos), infantil 2 (7 a 9 anos), infantil 3 (10 a 13 anos), adolescente (14 a 17 anos) e adulto (maiores de 18 anos). As inscrições começam no dia 6 de janeiro na secretaria do Parque Oeste.

As crianças se divertem na piscina do Parque Oeste após a inauguração – Beth Santos/Prefeitura do Rio

 

Nos fins de semana, a piscina ficará aberta como área de lazer, com número limitado de frequentadores, de acordo com as normas de segurança. Como a piscina tem dois metros de profundidade, menores de 12 anos precisam estar sempre acompanhados dos responsáveis. Também não será permitida a entrada de animais ou objetos de vidro no entorno do equipamento.

– Essa é a última entrega do legado dos Jogos Rio 2016. Vamos fazer dessa piscina como se fosse uma Vila Olímpica, com muita atividade, muita aula de natação e também uma área de lazer que é importante no Parque Oeste. Essa entrega vai representar muito para essa região – disse o secretário de Esportes, Guilherme Schleder.

Ganhador de oito medalhas de ouro em oito provas nos Jogos Parapan-Americanos Santiago 2023, o nadador Douglas Matera comemorou a instalação da piscina em que ele viu o irmão Thomaz competir nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o que na época serviu de inspiração para que voltasse a disputar competições.

– Estava na arquibancada na Rio 2016 vendo o meu irmão num clima espetacular em que a população do Rio abraçou os Jogos Paralímpicos. No final daquele ano ele me chamou para voltar a competir. Essa é uma piscina modular, então ela foi desmontada e trazida para o parque. Muito bom poder comemorar esse legado, essa piscina de alta qualidade que vai contribuir para o desenvolvimento do esporte e também para a população ter acesso a atividades físicas e qualidade de vida – declarou o nadador do Time Rio.

Moradora de Pedra de Guaratiba, a pernambucana Geralda Camelo, de 45 anos, disse que vai frequentar a piscina em todos os fins de semana junto com a filha Natacha Camelo, de 9 anos.

– Aqui é um bairro muito quente. Minha filha faz aula de natação, mas agora ela pode fazer aqui no parque, que fica mais perto de casa. Vou vir todos os fins de semana, só não vou vir durante a semana por causa do trabalho – declarou Geralda, que mora no Rio há 28 anos.

A entrega marcou o avanço da segunda fase das obras do Parque Oeste, conduzidas pela Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe). Além da piscina olímpica, o projeto inclui a implantação de um mirante, espaço ecumênico e chuveiro em cascata com prédio de apoio equipado com vestiários e área de refeição. Além disso, a Rio-Urbe está construindo no local um parque infantil, a base da Divisão de Elite da Guarda Municipal – Força Municipal, um prédio destinado aos trabalhadores do parque, duas escolas públicas, quadras poliesportivas e quadras de areia.

A piscina olímpica tem medidas oficiais de competição, com 50 metros de comprimento, e segue os padrões internacionais – Prefeitura do Rio

 

Com área total de 234 mil metros quadrados, o Parque Oeste Ana Gonzaga está localizado na Avenida Cesário de Melo. O espaço foi inaugurado em setembro de 2024, quando a primeira fase das obras foi concluída, e vem se consolidando como um importante equipamento cultural, esportivo e de lazer da Zona Oeste. O investimento total ultrapassa R$ 220 milhões e representa uma das maiores intervenções urbanas recentes da região.

Na primeira fase do projeto, foram entregues equipamentos que rapidamente se tornaram referência, como a Escada das Águas Roberto Burle Marx, hoje um dos espaços mais visitados do parque, além de palco para eventos que já recebeu cantores famosos, Nave do Conhecimento, skate park e campo de futebol society.

– Mais um equipamento entregue no Parque Oeste, que já é um sucesso e será ainda mais com esse legado olímpico fazendo parte. O parque segue avançando com obras para trazer mais lazer, segurança e educação para os moradores da região – disse o secretário de Infraestrutura, Wanderson Santos.

Legado Olímpico do Rio se consolida

A inauguração da piscina olímpica no Parque Oeste também reafirma o compromisso da cidade do Rio com a preservação e ampliação do legado olímpico dos Jogos Rio 2016, retomado a partir de 2021 pela Rio-Urbe. A política de reaproveitamento de estruturas e materiais olímpicos garantiu a criação de equipamentos permanentes para a cidade, com impacto direto na educação, na cultura e no esporte. Entre as ações, destaca-se o recém-inaugurado Rio Museu Olímpico, que funciona no Velódromo do Parque Olímpico, e conta a história dos Jogos Rio 2016 por meio de interações dinâmicas e imersivas. O Velódromo também é sede de treinos de alto rendimento e aulas de iniciação esportiva de 33 diferentes modalidades, em um espaço esportivo coordenado pela Secretaria Municipal de Esportes.

Outro marco é a construção de quatro escolas nas Zonas Oeste e Sudoeste, nos bairros de Bangu, Santa Cruz, Campo Grande e Rio das Pedras, a partir do reaproveitamento do material da Arena do Futuro, no modelo Ginásio Experimental Tecnológico (GET). A cidade também fez história ao transformar a Arena Carioca 3 no Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado (GEO), a primeira vez na história em que um estádio olímpico foi convertido em uma escola pública. Na sequência, a Rio-Urbe também realizou a recuperação das pistas do Centro Olímpico de BMX do Parque Radical de Deodoro. Com essa iniciativa, o Rio de Janeiro se mantém como a única cidade do mundo a conservar uma pista de BMX em padrão olímpico após receber uma edição dos Jogos Olímpicos.

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  • 28 de dezembro de 2025
  • Marcações: Clodoaldo Silva Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 Legado Olímpico Michael Phelps Parque Oeste Ana Gonzaga piscina Prefeitura do Rio Rio 2016

    Morre a atriz Brigitte Bardot, musa do cinema francês

    Por MRNews

    Morreu neste domingo (28), aos 91, anos a atriz Brigitte Bardot, lenda do cinema francês. A causa da morte não foi divulgada, mas ela já estava com a saúde debilitada há alguns meses, passando por períodos de longas internações. Ela morreu num hospital no sul da França, onde passaria por uma cirurgia.

    O presidente francês Emmanuel Macron se manifestou sobre a morte de Brigitte. Ele escreveu: “Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”.

    Além de atriz, Brigitte foi cantora e ativista da causa animal. Nascida em Paris, em 1934, em uma família rica, começou sua carreira artística como modelo, aos 15 anos. Estampou a capa da revista Elle e sua beleza chamou atenção imediata de outras áreas, como o cinema.

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    Estreou nas telas em 1952, aos 18 anos, no filme Le Trou Normand, do diretor Jean Boyer, no qual interpretou a personagem Javotte Lemoine, um papel pequeno. No mesmo ano atuou em Manina, a Moça Sem Véu. Com direção do diretor francês Willy Rozier, sua personagem não tinha grande destaque, mas Brigitte chamou atenção ao aparecer de biquíni, ajudando a tornar comum a peça de roupa.

    Em 1953, a jovem atriz, ainda não muito famosa, atuou em Mais Forte que a Morte, seu primeiro trabalho num longa-metragem norte-americano. Com Kirk Douglas e Dany Robin como protagonistas, a produção teve muitas cenas rodadas na França. Embora não tenha tido grande destaque no filme, a atriz chamou atenção no Festival de Cannes daquele ano durante a promoção do longa protagonizado por Douglas. Ela surgiu de biquíni no evento, o que causou frisson na mídia.

    A atriz seguiu atuando em filmes franceses, italianos e ingleses. Em 1955 trabalhou em várias produções como A Noiva do Comandante, As Grandes Manobras e A Luz do Desejo. Em 1956, integrou o elenco de filmes como Helena de Tróia, Mademoiselle Pigalle Meu Filho Nero.

    Nestes longas, Brigitte já vinha chamando atenção e atuando com mais destaque, sendo protagonista em algumas produções. Ainda em 1956, estrelou E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, o francês Roger Vadim.

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    No longa, Brigitte interpreta Juliette, uma jovem mulher que vive em Saint-Tropez que se casa com o irmão de um homem que a rejeitou. Ela, que é uma órfã, luta para não voltar para o orfanato e faz isso despertando paixões.

    A produção levou Brigitte ao estrelato: ela se tornou um símbolo sexual e passou a influenciar a moda feminina em grande parte do mundo.

    A partir daí, a francesa se tornou sinônimo de estrela de cinema, atuando em produções famosas como O Desprezo, de 1963, do diretor Jean-Luc Godard e atuou ao lado de astros como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Sean Connery, entre outros.

    Búzios

    Brigitte passou por crises de relacionamento nos anos 60, teve depressão e questões graves com bebidas alcoólicas. Teve um filho não desejado, o que tumultuou sua relação com ele ao longo da vida.

    Em 1965, Brigitte veio ao Brasil, quando namorava Bob Zagury, um brasileiro atleta de basquete no Flamengo. Em passagem pelo país, a atriz esteve na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, em uma visita que ficou famosa. A prefeitura local fez uma estátua de Brigitte, que permanece no município até os dias de hoje.

    O último filme de Brigitte foi o francês L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, lançado em 1973. Depois disso, a atriz decidiu deixar a vida artística e passou a se dedicar a outra de suas paixões: a defesa dos animais.

    Ela criou a Fundação Brigitte Bardot para ajudar a salvar animais de variadas espécies ao redor do mundo. Seu lado ativista foi muito elogiado e celebrado, o que não evitou que recebesse críticas nos últimos anos de sua vida por posicionamentos políticos considerados polêmicos.

    Em 2021, quando tinha 87 anos, Brigitte foi condenada por um tribunal francês e multada em 20 mil euros por ter feito insultos racistas contra moradores da ilha francesa de Reunião.

    Ela também, recentemente, declarou apoio a Marine Le Pen, representante da extrema direita francesa.

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    Entidades financeiras defendem atuação do Banco Central no caso Master

    Por MRNews

    Quatro entidades que representam bancos, financeiras e fintechs divulgaram neste sábado (27) uma nota conjunta em defesa da atuação do Banco Central (BC) no caso da liquidação do Banco Master. O documento pede a preservação da autoridade técnica e da independência institucional do regulador, em meio a questionamentos sobre as decisões adotadas no processo.

    No comunicado, as entidades afirmam que a existência de um regulador técnico e independente é um dos pilares para a manutenção de um sistema financeiro sólido e resiliente. Segundo o texto, o Banco Central vem exercendo esse papel com “supervisão bancária atenta e independente, de forma exclusivamente técnica, prudente e vigilante”.

    Na nota, as entidades do setor financeiro alertam para os riscos de uma eventual revisão das decisões técnicas do regulador por outros órgãos. Segundo o documento, essa hipótese levaria a um “terreno sensível de instabilidade regulatória e operacional”, com insegurança jurídica e prejuízos à previsibilidade das decisões e à confiança no sistema financeiro.

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    Assinam a nota a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta, entidade que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamento. Juntas, as associações representam mais de 100 instituições, cerca de 90% do setor financeiro e 98% dos ativos do sistema.

    Atuação preventiva do BC

    O texto reconhece que o Poder Judiciário pode e deve analisar os aspectos jurídico-legais da atuação do Banco Central, mas defende que o mérito técnico das decisões prudenciais seja preservado. Para as associações, enfraquecer a autoridade do regulador pode gerar impactos negativos para a economia e aumentar os riscos para depositantes e investidores, especialmente pessoas físicas.

    As associações destacam que a supervisão do BC atua de forma preventiva, assegurando que bancos e demais instituições mantenham níveis adequados de capital e liquidez, além de políticas de risco compatíveis com seus modelos de negócio. Como exemplo, citam o baixo número de instituições com problemas de solvência nos últimos anos, mesmo durante a crise financeira de 2008 e a pandemia de covid-19.

    Em nota separada, a Anbima, que representa os mercados financeiro e de capitais, também manifestou apoio à autonomia do Banco Central, afirmando que decisões de liquidação são técnicas, baseadas em critérios prudenciais, e que sua eventual reversão comprometeria a confiança nos pilares do sistema financeiro.

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    Acareação

    As manifestações ocorreram no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a realização de uma acareação no inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. A audiência está marcada para a próxima terça-feira (30) e deve reunir o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

    A acareação busca confrontar versões sobre a atuação do BC e sobre indícios de fraude na tentativa de venda do Master ao BRB.

    O processo corre sob sigilo no STF, após Toffoli avocar o caso, que tramitava na Justiça Federal de Brasília. A decisão foi tomada a pedido da defesa de Vorcaro e ocorre em meio a questionamentos sobre eventuais falhas no processo de supervisão e fiscalização do banco liquidado.

    Ação integrada da Prefeitura contribui para o sucesso do Celebra João Pessoa, evento para mais de 500 mil fiéis

    O Celebra João Pessoa, realizado neste sábado (27) no Busto de Tamandaré, com a participação de Frei Gilson e de outros sacerdotes católicos, reuniu um público superior a 500 mil pessoas, de acordo com estimativa das forças de segurança.

    A Prefeitura Municipal reforçou, neste domingo (28), o sucesso da operação integrada de todas as secretarias e órgãos municipais, destacando a Saúde e Segurança, Mobilidade e Limpeza Urbana, neste sábado (27) no Busto de Tamandaré.

    O evento, que faz parte da programação de fim de ano da capital paraibana, reuniu milhares de pessoas de varias partes do País, contou com a presença do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Leo Bezerra. Em caravanas vindas de várias cidades do Interior da Paraíba, de estados vizinhos e até de outras regiões do País.

    A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de João Pessoa (Samu-JP), atendeu 231 pacientes durante o evento, com predominância de ocorrências clínicas e apenas quatro casos de trauma. A maioria dos atendimentos foi resolvida no local, enquanto seis pacientes foram removidos para unidades de saúde para observação adicional.

    A operação contou com dois postos médicos avançados, quatro ambulâncias e oito motolâncias, estrategicamente distribuídos para atender a todas as necessidades do público presente.

    A diretora-geral do Samu-JP, Lídia Holanda, destacou a natureza dos atendimentos. “Dentre as ocorrências, prevaleceram casos de hipertensão, hipoglicemia e desidratação. Todos os atendimentos foram realizados de forma rápida e tranquila, sem registro de casos graves, o que demonstra a eficiência da nossa equipe e o preparo para grandes eventos”, afirmou.

    A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) atuou para garantir a mobilidade e o ordenamento viário antes, durante e após o evento. Na operação, estiveram envolvidos mais de 100 agentes, responsáveis pela organização de trânsito, sinalização e monitoramento de circulação de veículos.

    Segundo o diretor de Operações da Semob-JP, Sanderson Cesário, a atuação conjunta com demais órgãos de segurança e mobilidade foi fundamental. “Registramos a presença de mais de 500 veículos entre ônibus e vans de caravanas de outras cidades, ocupando as áreas destinadas ao estacionamento. Mesmo com um público recorde no evento, a mobilidade fluiu conforme o planejado e não houve nenhum incidente registrado. A operação foi um sucesso”, avaliou.

    A atuação da Guarda Civil Metropolitana de João Pessoa também foi destaque na operação. De acordo com o comandante da Guarda, Vitor Freire, a atuação foi marcada pelo cuidado com as pessoas e pela atenção às situações típicas de grandes eventos.

    “Diante da presença de uma multidão, ações como o atendimento a crianças que se perderam temporariamente de seus responsáveis e a orientação de públicos em áreas mais concorridas foram realizadas de forma ágil e organizada. Não tivemos registros de furtos, assaltos ou agressões. A segurança foi mantida, e a população pôde aproveitar com tranquilidade o evento”, afirmou o comandante.

    Além disso, os agentes da Guarda Civil atuaram de forma próxima ao público, auxiliando idosos, pessoas com mobilidade reduzida e famílias, contribuindo para a organização dos espaços e garantindo que o evento ocorresse de forma tranquila, segura e acolhedora para todos os participantes.

    Limpeza urbana – A Autarquia de Limpeza Urbana de João Pessoa (Emlur) montou uma operação para garantir a limpeza e organização no local. Os agentes iniciaram o serviço de limpeza na área logo após o final do show. Às 2h todo o perímetro estava com o trabalho de limpeza concluído.

    Celebra João Pessoa – O evento vem fortalecer a tradição que João Pessoa possui de realizar manifestações religiosas unindo cultura, fé e expressão popular, atraindo fiéis e famílias para um momento de comunhão e evangelização.

    Realizado pela Arquidiocese da Paraíba, com o apoio da Prefeitura, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), o Celebra João Pessoa foi um momento de louvor, oração e fé na Orla da Capital, ocorrido à tarde e se estendeu até a noite do sábado.

    Natal dos Sonhos chega à última semana com diversas atrações na Praça Ary Coelho – CGNotícias

    O Natal dos Sonhos 2025, por meio do projeto Natal na Praça, realizado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, entra em sua última semana de atividades, com programação aberta ao público até o dia 31 de dezembro, na Praça Ary Coelho, no Centro da Capital. Além das atrações natalinas, o evento também será uma opção para quem deseja receber o ano de 2026 em um ambiente familiar, gratuito e ao ar livre, com Show da Virada no palco principal montado ao lado da praça.

    Ao longo dos últimos dias, a Praça Ary Coelho tem recebido moradores da Capital, além de visitantes do interior e de outras cidades do país, que percorrem o circuito natalino, com destaque para a árvore iluminada, o Espaço Kids, a praça de alimentação e o presépio, que se tornou um dos pontos mais visitados da decoração.

    Moradores há cerca de um ano em Campo Grande, no bairro Colibri, Carlos Alberto, de 48 anos, e Luisa Fernandes, de 52 anos, destacaram o sentimento que o Natal desperta. “Na Venezuela é compartilhar. É estarmos todos juntos, a família. O Natal significa amor”, relatou Carlos. Para Luisa, o período representa “momento de união”. O casal contou que este é o primeiro Natal que passam na cidade, mas longe da família e dos filhos que ficaram no país. No entanto, na avaliação do casal, a Praça Ary Coelho está ‘muito bonita’.

    A simbologia do Natal também foi ressaltada por quem visitou a praça após indicação de amigos. Jorge Vogelmann, de 45 anos, afirmou que o cenário ajuda a reforçar o significado da data. “O Natal representa o renascimento de Jesus. Então esse cenário é muito simbólico para essa época do ano. E a Praça está bem bacana, cheia de luzes que trazem essa questão do brilho, da força, da fé. Antigamente era vela, hoje é o brilho das luzes”.

    Para Jorge, o diferencial realizado neste ano, feito pela Prefeitura escolhendo a Praça Ary Coelho como palco do Natal dos Sonhos, facilitou o acesso do público. “É uma região central, facilita para todo mundo vir visitar. Foi um colega que indicou, ele veio e indicou pra gente comparecer aqui”, relatou.

    O presépio montado na praça também chamou a atenção de visitantes que estiveram no local pela primeira vez. Marco Arakaki, de 54 anos, morador da região do Santo Amaro, destacou o simbolismo do espaço. “O Natal é família, né? Conhecimento de Cristo, família”.

    Show da Virada

    No dia 31 de dezembro, a programação ganha um clima especial com o Show da Virada, que acontece no palco principal Boneco de Neve, montado ao lado da Praça Ary Coelho, que já recebeu atrações nacionais como Ana Paula Valadão e Di Ferrero.

    Para quem for curtir a virada do ano, a festa começa a partir das 21h, com apresentação do DJ Júlio Prodigy, segue com a contagem regressiva para a chegada de 2026, às 23h, e continua após a meia-noite com show da banda Top Samba, garantindo música e animação para quem optar por celebrar a virada do ano no Centro da cidade.

    Com atividades até o dia 31 de dezembro, o Natal dos Sonhos se consolida como um espaço de encontro, celebração e convivência, encerrando a programação natalina com uma grande festa aberta ao público e convidando a população a receber 2026 com alegria, luz e esperança.

    Veja a Programação da Última Semana do Natal dos Sonhos:

    28 de Dezembro – Domingo

    Natal na Praça: 17h às 22h
    Praça Ary Coelho

    Show – Pagodiô: 19h30 | Coreto

    29 de Dezembro – Segunda-feira

    Natal na Praça: 17h às 22h
    Praça Ary Coelho –

    Show – Robertinho: 20h | Coreto

    30 de Dezembro – Terça-feira

    Natal na Praça: 17h às 22h
    Praça Ary Coelho

    • Show – Gabriel e Gleici Helena: 19h | Coreto

    31 de Dezembro – Quarta-feira

    Natal na Praça: 17h às 22h
    Praça Ary Coelho – Palco Boneco de Neve

    Show – DJ Júlio Prodigy: início às 21h

    Show da Virada com a Contagem Regressiva: começa às 23h

    Show – Top Samba: 00h

    #ParaTodosVerem: Fotos da realização do evento.

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    Com foco no empreendedorismo, Semades consolida políticas de desenvolvimento econômico em 2025 – CGNotícias

    Ao longo de 2025, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), consolidou uma política integrada de desenvolvimento econômico com foco no fortalecimento do empreendedorismo, na capacitação profissional e na dinamização da economia local. As ações envolveram articulação estratégica entre entidades empresariais, associações comerciais, órgãos públicos e universidades.

    As iniciativas alcançaram tanto a região central quanto os bairros da Capital, promovendo inclusão produtiva, estímulo aos negócios e diálogo permanente entre poder público, setor produtivo e sociedade civil, o que deu sustentação a projetos estruturantes de desenvolvimento econômico.

    Um dos principais marcos de 2025 foi o fortalecimento do programa Centro em Ação, consolidado como política pública permanente de revitalização econômica e urbana do Centro. Construído a partir da escuta ativa de comerciantes, empresários, moradores e instituições parceiras, e apoiado por estudos técnicos desenvolvidos com universidades, o programa busca incentivar a reocupação de imóveis, dinamizar o comércio e melhorar a qualidade de vida na região central.

    No segundo semestre, o Centro em Ação ganhou continuidade com a realização da Confraria do Centro, encontros sistemáticos que apresentaram estudos acadêmicos, propostas de requalificação urbana e análises de viabilidade econômica, transformando conhecimento técnico em subsídios para decisões administrativas e de política urbana.

    Segundo o secretário municipal Ademar Silva Junior, o programa representa “uma nova forma de pensar o desenvolvimento urbano, baseada no diálogo, na ocupação qualificada dos espaços e na criação de um ambiente mais atrativo para quem empreende e circula pelo Centro”.

    Como ação estruturante, a Semades integrou ao programa a Operação Limpa Fios, realizada em parceria com a AGEMS, Energisa, SEAR e outras instituições, promovendo o ordenamento da fiação urbana, mais segurança, melhoria da paisagem e maior atratividade econômica da região central.

    Paralelamente, a Semades intensificou ações de capacitação nos bairros. Em 2025, foram realizadas cerca de 20 atividades formativas, entre oficinas, cursos e workshops, nas áreas de gastronomia, artesanato sustentável, atendimento ao público, economia criativa e empreendedorismo, em parceria com instituições como SENAC, SEBRAE e associações locais.

    No eixo de facilitação de negócios, destacaram-se a Viabilidade Automática e os atendimentos da Sala do Empreendedor, localizada no Bairro Zé Pereira, que registrou 3.321 atendimentos a microempreendedores individuais ao longo do ano, contribuindo para a redução da burocracia, a formalização e o crescimento dos pequenos negócios.

    Para o superintendente de Desenvolvimento Econômico da Semades, Luciano Barbosa Rodrigues, os resultados demonstram a abrangência das ações: “As iniciativas criaram condições reais para geração de renda, fortalecimento dos negócios existentes e estímulo a novos empreendimentos, tanto nos bairros quanto no Centro”.

    A agenda de 2025 também incluiu participação em fóruns, eventos de inovação e sustentabilidade, além do apoio a projetos de artesanato sustentável e empreendedorismo feminino, como a Oficina de Fibras e Tramas Pantaneiras, conduzida pela artesã Zarife Linhares. A atividade, inclusiva e acessível a mulheres com deficiência auditiva, apresentou técnicas com matérias-primas do Cerrado e ampliou as possibilidades de geração de renda, inclusive com acesso ao mercado internacional.

    Com ações integradas e diálogo permanente com a comunidade e o setor produtivo, 2025 se consolida como um ano de avanços na política de empreendedorismo de Campo Grande, tendo o Centro em Ação como um dos principais legados para a revitalização econômica e urbana da Capital.

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    Em temporada de cruzeiros, São Paulo emite alerta para o sarampo

    Por MRNews

    A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo emitiu um alerta de aumento de risco para reintrodução de sarampo no país durante o verão por causa da temporada de cruzeiros, com pontos de parada no litoral paulista. Ao todo, 38 casos da doença foram notificados no país em 2025, sendo dois casos em São Paulo. 

    Não há surto de sarampo no país atualmente.

    Segundo a pasta, o momento é de circulação intensa de turistas, inclusive de outros países, e há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, “o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população”.

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    As pessoas que vão embarcar a turismo ou a trabalho e aquelas que estarão expostas em aglomerações devem ficar atentas para a vacinação para a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), de preferência com ao menos 15 dias de antecedência da potencial exposição.

    Além da vacinação a Secretaria recomenda medidas auxiliares para evitar exposição:

    • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
    • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;
    • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;
    • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;
    • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;
    • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;
    • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

    “No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos”, informa a SES em nota.

    Apesar dos casos registrados, o Brasil mantém o certificado de país livre da doença, já que a maior parte dos casos tem origem importada e não há circulação interna do vírus de forma endêmica.

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    Agência Minas Gerais | Saúde abre processo seletivo para médicos reguladores em Minas Gerais 

    A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) publicou edital de processo seletivo interno para a seleção de médicos que irão atuar como Autoridade Sanitária da área de Regulação do Acesso, nas Centrais de Regulação do estado. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as equipes responsáveis pela organização do fluxo de pacientes e pela gestão do acesso aos serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). 

    O edital foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais e prevê, inicialmente, três vagas para provimento imediato, além da formação de cadastro de reserva. Podem participar servidores públicos efetivos, lotados em órgão ou entidade municipal, estadual ou federal, com graduação em Medicina e registro ativo no CRM/MG. 

    As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 6/1, conforme as orientações disponíveis no edital e no sistema de Processos Seletivos da SES-MG, disponível neste link.  

    De acordo com o subsecretário de Acesso a Serviços de Saúde da SES-MG, Renan Guimarães de Oliveira, o processo seletivo é estratégico para o fortalecimento da regulação no estado. 

    “O médico regulador exerce um papel fundamental na organização da rede assistencial. A seleção de profissionais qualificados contribui para decisões mais seguras, para o uso adequado dos recursos disponíveis e para o acesso oportuno dos pacientes aos serviços de saúde”, afirma. 

    Inscrições e etapas 

    A jornada de trabalho da função gratificada é de 24 horas semanais, com atuação na Central de Operações para Regulação Estadual (Core), que ficará sediada em Belo Horizonte. 

    A remuneração será composta pelo vencimento do cargo do órgão de origem, acrescido de valores previstos em edital, que podem chegar a até R$ 7.299,78, conforme a modalidade e o tipo de ônus da cessão, observadas as hipóteses legais de acumulação de cargos públicos. Também está prevista ajuda de custo, conforme as regras estabelecidas. 

    O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste na análise curricular, com fase de habilitação mínima, de caráter eliminatório, e avaliação de títulos e experiência profissional, de caráter classificatório. A segunda etapa será uma entrevista on-line, com caráter classificatório e eliminatório. 

    Atuação 

    Os profissionais selecionados irão atuar como Autoridade Sanitária da área de Regulação do Acesso, contribuindo diretamente para a organização do fluxo assistencial, a alocação de leitos e a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde. 

    A iniciativa integra as ações preparatórias para a implantação da Central de Operações para Regulação Estadual (Core) e da plataforma Regulação 4.0, voltadas à modernização dos processos de regulação em Minas Gerais. 

     

     

    Universidades vão engajar favelas em estudo sobre crise climática

    Por MRNews

    Em parceria com a Universidade de Glasgow, no Reino Unido, três universidades brasileiras vão conduzir uma pesquisa para propor formas de reduzir o impacto das mudanças climáticas nas favelas brasileiras. O grupo de pesquisa vai se debruçar até 2027 sobre comunidades de Natal (RN), Curitiba (PR) e Niterói (RJ), e está prevista, para a partir de janeiro de 2026, a publicação de um edital com bolsas de pesquisa destinadas a integrar moradores ao trabalho.

    O projeto Pacha (sigla em inglês para Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil) tem como coordenador-geral o cientista brasileiro João Porto de Albuquerque, diretor do Urban Big Data Centre, da Universidade de Glasgow. O financiamento, superior a R$ 14 milhões, é proveniente da fundação britânica Wellcome Trust, uma entidade sem fins lucrativos que financia pesquisas na área de saúde e mudanças climáticas.

    São parceiras da universidade britânica no Brasil a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), por meio do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU); a Fundação Getulio Vargas, por meio do Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP); e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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    Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da PUC-PR, Paulo Nascimento, lembra que todos os municípios brasileiros devem elaborar planos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O projeto Pacha, entretanto, parte da premissa de que os dados que são gerados refletem muito mais a cidade formal do que as favelas. 

    “Por isso, todo o nosso esforço é construir uma base de dados produzida coletivamente com os moradores dessas comunidades e, a partir disso, gerar evidências que vão ajudar a revisar ou a olhar de outra forma esses planos de ação climática”, disse. 

     

    O professor da PUC-PR Paulo Nascimento participa de projeto internacional para reduzir impactos das mudanças climáticas sobre moradores de favelas do país. Paulo Nascimento/Arquivo pessoal

    Com a escolha das três cidades brasileiras que serão estudadas, o projeto vai poder abordar contextos climáticos muito diferentes, destaca Nascimento. O estudo vai investigar como as comunidades urbanas estão trabalhando essa questão e quais desafios enfrentam, dentro de uma perspectiva de criar indicadores com a participação dos moradores. A ideia é verificar quais as capacidades que essas comunidades já estão desenvolvendo e como os pesquisadores podem aprender com elas. 

    Pesquisadores comunitários

    O professor da PUC-PR chamou a atenção que as favelas são vistas, em geral, pelo olhar da precariedade, da ausência. “E o que a gente está tentando trazer é, através dos moradores, aprender e ver quais os problemas que eles consideram mais relevantes. Então, a ideia toda é a perspectiva de cocriação”.

    Dentro dessa ótica, o projeto vai conceder bolsas de doutorado e pós-doutorado e também bolsas vinculadas, obrigatoriamente, a moradores dessas comunidades. “A gente vai ter pesquisadores comunitários, vinculados ao projeto, mas que são dessas comunidades envolvidas e que vão ser financiados por esse agente britânico, com a perspectiva de o projeto ser construído coletivamente”.

    Entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, deverá ser lançado edital para pesquisadores oriundos das favelas que desejem participar do projeto em Curitiba, Natal e Niterói. 

    A proposta é que esses pesquisadores tenham capacidade de engajar as comunidades. “E que sejam replicadores do que for produzido para depois do projeto. Ou seja, que o projeto vai terminar em algum momento, mas a capacidade local fica com conhecimento do contexto”, afirmou Paulo Nascimento.

    Desigualdade

    Em 2022, de acordo com dados do Censo produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existiam no Brasil mais de 12 mil favelas, com um total de 16,39 milhões de pessoas ─ 8,1% dos 203 milhões de habitantes do país. 

    Essas populações estão entre as mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e ondas de calor, uma vez que convivem com moradias precárias e ausência de infraestrutura adequada.

    O projeto conta ainda com parceria de outras instituições científicas, entre as quais a Fundação Oswaldo Cruz, pelo Centro de Integração de Dados em Saúde (CIDACS/Fiocruz), que trabalha com a base de dados do CadÚnico com recortes de raça, renda, gênero e idade. Isso vai permitir entender como esses diferentes grupos, dentro das comunidades urbanas, estão expostos aos diferentes tipos de riscos climáticos”, salientou Nascimento. 

    A ideia é de uma perspectiva para o trabalho que seja feita de baixo para cima, construindo capacidades comunitárias e, a partir disso, construir resultados que sejam relevantes para cada comunidade e para o conjunto de favelas. 

    O Pacha atuará na produção de dados para subsidiar políticas públicas a considerar melhor as desigualdades sociais e ambientais, criando junto com as comunidades um diagnóstico e indicadores que sejam relevantes para eles. O resultado conclusivo do projeto deverá ser divulgado no final de 2027.

     

    Favela do Moinho, no centro da capital paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Lançamento

    Na primeira semana de dezembro, pesquisadores das universidades brasileiras se reuniram em Natal com membros da Universidade de Glascow, com representantes da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), também ligado ao governo federal, além de representantes das comunidades potiguares que estão envolvidas na pesquisa.

    “A gente passou a semana inteira discutindo o desenho da pesquisa. Fizemos o lançamento oficial no Rio Grande do Norte”.

    Segundo o pesquisador, a cada seis meses será feito um evento em alguma das três cidades participantes, envolvendo as comunidades locais, para apresentar resultados parciais.

    Gestão municipal fortalece política de assistência social e amplia a proteção à população vulnerável – CGNotícias

    A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) de Campo Grande executou, ao longo de 2025, um cronograma de atividades voltado à garantia de direitos e à reestruturação de unidades de atendimento. Para ampliar a acessibilidade da população nos territórios, quatro Centros de Referência de Assistência Social (Cras) foram revitalizados e reformados. Projetos inéditos, como o Inverno Acolhedor e a criação de uma gerência específica para o desenvolvimento de ações voltadas à população em situação de rua, ganharam destaque em rede nacional e foram reconhecidos em seminários nacionais e internacionais, fortalecendo o trabalho desenvolvido pelas equipes da SAS.

    Na área de Proteção Social Básica, o município promoveu a entrega de reformas e novas sedes para quatro Centros de Referência de Assistência Social (Cras). As unidades Guanandi, Canguru, Vila Gaúcha e Rosa Adri receberam intervenções estruturais que envolveram adequações nas redes elétricas, melhorias de acessibilidade e a construção de salas destinadas ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).

    No Cras Rosa Adri, a nova estrutura foi instalada no complexo do CEU das Artes, passando a atender uma demanda de cerca de 5 mil famílias referenciadas. Paralelamente, a gestão municipal reorganizou o fluxo de entrega de cestas básicas, que passou a ser coordenado pela Central de Segurança Alimentar e Nutricional (Cesan), permitindo que os técnicos das unidades se dediquem de forma mais direta ao acompanhamento das famílias por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).

    O CCI Piratininga também passou por revitalização e inaugurou uma piscina aquecida para atendimento aos idosos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Ainda no âmbito da Proteção Social Básica, o tradicional Fest Suas ganhou um formato inovador no CCI Vovó Ziza, reunindo idosos do SCFV que apresentaram trabalhos com foco na cultura regional e nos serviços ofertados pela SAS.

    Ao longo de 2025, os equipamentos de Proteção Social Básica — Cras, Centros de Convivência do Idoso e Centros de Convivência — realizaram 298.698 atendimentos individualizados e 16.924 visitas domiciliares. No período, 178 novas famílias foram inseridas em acompanhamento pelo PAIF e 32.135 usuários participaram do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

    Por meio da Gerência de Trabalho e Ações de Cidadania, mais de duas mil pessoas tiveram a oportunidade de reciclar conhecimentos e obter certificações em cursos de geração de renda. Ao todo, foram ofertados mais de 80 cursos nas áreas de culinária, moda, beleza e artesanato, contribuindo para a transformação da realidade de famílias em situação de vulnerabilidade social.

    Direitos Humanos

    No âmbito da Superintendência de Direitos Humanos, foram fortalecidas importantes campanhas educativas, como a “Esta Vaga Não é Sua Nem Por Um Minuto”, voltada à conscientização sobre o uso indevido de vagas reservadas a pessoas com deficiência em centros comerciais. As equipes da SDHU também coordenaram a emissão inédita de 72 novos documentos de identidade para o público atendido pelo Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), além de comunidades com dificuldade de acesso à região central da cidade.

    Outros destaques foram a terceira edição do Festival da Cultura Indígena, com a escolha do Mister e Miss Indígena entre representantes de dez comunidades, e o Amistoso Inclusivo, que reuniu 60 atletas com deficiência física e auditiva na Praça do Belmar Fidalgo.

    Destaques nacionais e inéditos

    Os serviços especializados registraram mudanças relevantes em 2025, como a transferência do 3º Conselho Tutelar Centro para um prédio revitalizado na região central da Capital, com capacidade para atender cerca de 15 mil crianças e adolescentes dos bairros Amambai, Bela Vista, Cabreúva, Carvalho, Centro, Cruzeiro, Glória, Itanhangá, Jardim dos Estados, Monte Líbano, Planalto, São Bento e São Francisco.

    Para o atendimento à população em situação de rua, a SAS iniciou um censo inédito de mapeamento sociodemográfico, em parceria com o Governo do Estado e o Poder Judiciário.

    Durante os meses de frio, foi executado o projeto Inverno Acolhedor, que contou com sete fases realizadas no Parque Ayrton Senna, totalizando 1.182 acolhimentos em períodos de baixas temperaturas. A iniciativa ganhou destaque no jornalismo nacional, com exibição ao vivo no programa Encontro, da jornalista Patrícia Poeta, apresentando a estrutura e a dinâmica de atendimento às pessoas em situação de rua, que tiveram acesso a cobertores, alimentação e atendimento psicossocial, por meio de ações integradas com a EMHA, Funsat e Sesau.

    Também foi lançado de forma inédita o Fest Kids – Viva a Infância no Suas, evento realizado em todos os territórios atendidos pelos 21 Cras e Centros de Convivência da Rede de Assistência Social do município.

    A iniciativa reuniu cerca de 1.200 crianças participantes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos dos Cras e Centros de Convivência, distribuídos em seis regiões da cidade.

    O evento evidenciou o trabalho desenvolvido pela SAS na proteção social, proporcionando espaços de sociabilidade e experiências lúdicas às crianças. As seis edições contaram com atividades recreativas, culturais e artísticas, com temáticas do universo infantil e valorização de elementos regionais.

    A capacitação profissional também se destacou por meio da Escola Municipal do SUAS, que capacitou 2.116 participantes e certificou 2.182 pessoas em cursos de inclusão produtiva. No período, tiveram início as reuniões da Mesa de Negociação e Gestão do Trabalho do SUAS, com o objetivo de fortalecer o diálogo permanente e qualificar as políticas públicas de assistência social.

    A Secretaria de Assistência Social e Cidadania também teve destaque na primeira edição do Seminário Internacional Pessoas em Situação de Rua: cuidado integral e direitos já, com a apresentação de três projetos, evidenciando uma rede de proteção social articulada, qualificada e com estratégias inovadoras.

    Novos projetos e ações

    Para 2026, a SAS projeta a transferência do Centro POP para a antiga sede operacional da secretaria, no bairro Amambaí. O novo espaço contará com estrutura física ampliada, permitindo o aumento do volume de atendimentos, que atualmente supera 30 pessoas por dia.

    O local também disporá de salas exclusivas para o desenvolvimento de atividades coletivas e socioeducativas voltadas aos usuários em situação de rua.

    O planejamento para 2026 prevê, ainda, a conclusão do censo da população em situação de rua no início do primeiro semestre e a finalização da mudança para o novo prédio administrativo da SAS, localizado no Jardim TV Morena. O espaço, que começou a ser ocupado pelas superintendências no segundo semestre, irá concentrar todas as unidades administrativas da pasta, além do Procon Municipal, da Escola do SUAS e da Superintendência de Direitos Humanos.

    Com estrutura ampla e funcional, o novo prédio atende às crescentes demandas e à diversidade dos programas sociais. A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, destacou que 2025 consolidou a presença da pasta nos territórios, aproximando os serviços da comunidade.

    “Nossa prioridade em 2025 foi a humanização e a acessibilidade. Os cases de sucesso implantados por nossas equipes cruzaram fronteiras e foram apresentados em seminários internacionais. Também levamos dignidade e informação às pessoas em situação de vulnerabilidade. Para 2026, o desafio é fortalecer ainda mais os serviços, promovendo novas ações que atendam todos os territórios com eficiência”, concluiu.

    #ParaTodosVerem: Imagens de ações ocorridas ao longo de 2025.

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