CCJ do Senado adia votação do PL do Impeachment para 2026

Por MRNews

A votação do projeto de lei (PL) da nova lei do impeachment foi adiada para o próximo ano após acordo entre os senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator do PL 1.388 de 2023, senador Weverton Rocha, pediu mais tempo para ouvir interessados e apresentar o parecer.

“Primeiro, a gente sai dessa discussão menor de estar fazendo lei para discutir liminar dada recentemente. Não é o objetivo da lei e muito menos o espírito dela. E nós vamos estar todos mais maduros e convencidos”, sustentou o parlamentar.

O projeto foi pautado para esta quarta-feira (10) no contexto dos atritos entre Senado e Supremo Tribunal Federal (STF) após o ministro do STF Gilmar Mendes decidir que a apenas o procurador-geral da República poderia denunciar ministros da Corte por crimes de responsabilidade. 

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A decisão causou forte reação do Senado, com críticas do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP). 

 

Weverton Rocha, relator do projeto, disse que a sugestão de adiar a votação para depois do recesso parlamentar foi do autor da lei, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

“Porque não vai ser simplesmente no acelerador, no rolo compressor que vai resolver, porque essa lei não é para mim, não é para ele nem é para vocês: é uma lei de Estado, para o futuro. Então, nós precisamos ter responsabilidade na condução dessa lei”, completou.

Segundo Gilmar Mendes, a Lei do Impeachment de 1950 está desatualizada em face do texto constitucional de 1988. Ele recomendou que o Congresso vote uma atualização das regras do impeachment no Brasil. 

O senador da oposição Eduardo Girão (Novo-CE) concordou com a sugestão de adiar a votação para, segundo ele, não parecer que é uma resposta à decisão de Gilmar Mendes.

“[Votar esse projeto agora] seria entrar no jogo deles, se a gente fizesse essa leitura, essa votação, vamos dizer assim, no afogadilho”, disse, acrescentando que “não é dando troco em ninguém que a gente vai fazer esse tipo de coisa. Não é em vingança, não é em revanche; é analisar com calma”.

Contexto de polarização

 

Ministro Gilmar Mendes destacou o “contexto de polarização”. Foto: Antônio Augusto/STF

A decisão do ministro Gilmar Mendes ocorreu no contexto da pressão de senadores da oposição aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, entre outros crimes.

Os políticos aliados do ex-presidente sustentam, abertamente, que pretendem eleger maioria no Senado em 2026 para trocar os ministros do STF. Ao comentar a decisão que anulou a antiga Lei do Impeachment, Gilmar Mendes destacou o “contexto de polarização”.

“Basta ver que o processo de impeachment do presidente da República passa por juízos de dois terços na Câmara e no Senado. No modelo atual, você poderia afastar um ministro do Supremo com simples maioria absoluta. Isso parece ficar extravagante, sobretudo nesse contexto de polarização. Mas é possível, e acho que é recomendável que se vote uma nova lei do impeachment”, disse Mendes durante fórum do site Jota, na semana passada.

PL Impeachment

O projeto em discussão na CCJ, de autoria do senador Rodrigo Pacheco, define os crimes de responsabilidade, passíveis de abertura de processo de impeachment, para presidente da República, ministros de Estado, ministros do STF, comandantes das Forças Armadas, membros do Ministério Público, governadores, entre outras autoridades. 

O texto permite que cidadãos comuns e partidos políticos apresentem denúncias de crimes de responsabilidade. A decisão da abertura, ou não, do processo caberia, como é hoje, ao presidente da Casa Legislativa responsável por julgar a autoridade denunciada. No caso dos ministros do STF, seria o Senado.

O texto do senador Pacheco, por sua vez, permite que seja apresentado recursos à decisão dos presidentes à Mesa Diretora, do Senado ou da Câmara, por assinatura de 1/3 dos parlamentares da respectiva Casa, ou por líderes de bancadas que representem esse 1/3.

O relator Weverton Rocha ainda não apresentou o parecer sobre o tema, que deve alterar a proposta original do senador Pacheco. Por outro lado, o senador informou que já encaminhou uma “versão preliminar” para os colegas fazerem sugestões.

Prefeitura inicia obras de drenagem e pavimentação no Jardim Vista Alegre – Prefeitura Estância Turística Guaratinguetá

A Prefeitura de Guaratinguetá anunciou o início das obras de drenagem e pavimentação da Rua Florianópolis, no bairro Jardim Vista Alegre, uma intervenção importante para melhorar a infraestrutura urbana e a qualidade de vida dos moradores da região.
O investimento total é de R$ 2.750.000,00 (dois milhões, setecentos e cinquenta mil reais), destinado à implantação de uma rede de drenagem moderna, oito vezes maior que a atual, com galerias e tubos de concreto, garantindo maior eficiência no escoamento das águas pluviais.

 

As obras têm início previsto para segunda-feira, 15 de dezembro, e serão executadas pela empresa MSJ Engenharia e Rental Ltda., com prazo estimado de seis meses para conclusão.
Apesar do início dos trabalhos na Rua Florianópolis, a meta da Prefeitura é que, até o fim de 2026, todo o bairro Jardim Vista Alegre seja contemplado com obras completas de drenagem e pavimentação, promovendo mais segurança, infraestrutura e respeito à população local.

 

Além do Jardim Vista Alegre, a Prefeitura também prevê a construção de dois piscinões no bairro Vila Bela, nas proximidades do CEAGESP. A obra tem como objetivo melhorar o escoamento das águas das chuvas, reduzir pontos de alagamentos e reforçar a segurança hídrica em toda a região.

 

Com esses investimentos, a Prefeitura de Guaratinguetá reafirma seu compromisso com o desenvolvimento urbano, a prevenção de alagamentos e a melhoria contínua da qualidade de vida da população.

Políticas sociais avançam e 40 mil deixam a pobreza em Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul assumiu, desde o início de 2023, o compromisso de combate efetivo à extrema pobreza que já começa a apresentar resultados a partir do mapeamento e busca das famílias em situação de vulnerabilidade, além de repensar e inverter a lógica dos programas sociais. O desempenho desse trabalho é revelado por levantamentos como a Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE neste mês, revelando que mais de 40 mil pessoas saíram da situação de pobreza no Estado entre 2023 e 2024.

Com uma economia pujante e pleno emprego, Mato Grosso do Sul fez dos programas sociais estruturantes da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) um instrumento de assistência social, segurança alimentar, inclusão, incentivo ao estudo, qualificação profissional e de escalada social. Uma transformação no programa de bolsas de estudo, por exemplo, permitiu a permanência de estudantes de baixa renda em cursos superiores de período integral.

Leonel Hamana Figueiredo, Daniel de Oliveira Ezidio e Ariadne são alunos de Medicina que recebem o MS Supera

Primeira pessoa da família a concluir o Ensino Médio, a acadêmica de Medicina Ariadne Mariana Rocha da Cunha, hoje com 24 anos, só conseguiu a bolsa de estudos com a transformação do antigo Vale Universidade em MS Supera. “Quando entrei na faculdade começou outro dilema, o de me manter na UFMS. Começaram os gastos, compra de jaleco, do estetoscópio, gastos com alimentação. Ficou muito apertado. Foi quando mudaram a legislação e deixaram de exigir o estágio obrigatório, que impedia o acesso de estudantes de período integral ao programa. Eu me inscrevi e foi uma segunda vitória. A primeira foi quando eu passei no vestibular e a segunda quando fui aprovada para receber o MS Supera”, contou.

Filha de um pedreiro e de uma dona de casa, a ascensão de Ariadne ao ensino superior representa uma mudança de paradigmas. Ela acaba de concluir o 6º semestre de Medicina e, com a ajuda do programa, pode se dedicar aos estudos para ser uma profissional de excelência. “Quando minha mãe sofreu um acidente e precisou de atendimento, ela foi muito maltratada pelo médico. Foi aí que eu comecei a me interessar pela medicina, para poder tratar os pacientes de forma diferente, independente de eles serem ricos ou pobres, e é isso que eu vou fazer”, disse Ariadne.

O MS Supera paga um salário mínimo a estudantes de baixa renda visando estimular a permanência nos cursos universitários e de educação profissional técnica, de instituições públicas ou privadas, e reduzir a evasão escolar. Um outro programa que foi aprimorado é o Mais Social, que passou por diversas mudanças, inclusive o adicional de R$ 300 para os beneficiários que estiverem frequentando ensino regular ou EJA (Educação de Jovens e Adultos).

“Fizemos o diagnóstico e a adequação dos nossos programas sociais para se transformarem em programas estruturantes, acabando com o assistencialismo e colocando as pessoas na vida produtiva por meio de incentivos positivos. Com isso, estamos perseguindo a erradicação da extrema pobreza e reduzindo a pobreza”, explica a secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino.

De acordo com o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza em Mato Grosso do Sul sofreu uma redução de 40,74% em dois anos, passando de 2,7% em 2022 para 2,0% em 2023 e, finalmente, para 1,6%, em 2024. O IBGE considera extremamente pobres as famílias que recebem até US$ 2,15 por dia.

Dentro da proposta de reduzir a extrema pobreza, Busca Ativa teve início em 17 de março de 2025

Para reduzir ainda mais a extrema pobreza, a Sead está fazendo, desde o dia 17 de março de 2025, uma busca ativa. Com cruzamento de dados e georreferenciamento, equipes do Mais Social estão indo às ruas nos 79 municípios sul-mato-grossenses incluir no programa famílias vulneráveis que não recebem nenhum benefício. Hoje, o Mais Social conta com mais de 40 mil famílias e o MS Supera conta com 2.200 vagas, que vão ser ampliadas para 2.500 no próximo ano.

Asseguram a dignidade das pessoas e promovem a melhoria de vida ainda vários outros programas do Governo de Mato Grosso do Su, como o Energia Social: Conta de Luz Zero, que paga a conta de 29 mil famílias de baixa renda; e o Cuidar de Quem Cuida, com 1.878 beneficiados, além da entrega de cestas alimentares para mais de 20 mil famílias indígenas aldeadas. 

Paulo Fernandes, Comunicação Sead
Fotos: Monique Alves / Sead

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Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

Por MRNews

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 

Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.

Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:

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O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias.  É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 

Terrorismo

O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.

Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 

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Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.

O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 

Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.

Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.

Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 

Atualização da lei existente

Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.

O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.

Punições mais altas 

O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.

O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.

Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.

Progressão de regime mais rígida

O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:

condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;

integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;

reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.

Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas

O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.

O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.

Integração institucional e banco de dados nacional

O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.

A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.

Monitoramento no sistema prisional e visitas

O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.

Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.

Financiamento: nova Cide para bets

O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.

Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.

O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 

Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 

Proteção a testemunhas

A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.

Responsabilização de agentes públicos

Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.

Combustíveis

Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.

A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.

O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.

Outras mudanças incluídas pelo Senado

Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.

Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.

Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.

*Com informações da Agência Senado

RioLuz agiliza reparos e amplia cobertura nas comunidades – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Até o momento, em 2025, a empresa já realizou mais de 6.350 atendimentos. Foto: Divulgação/RioLuz

A RioLuz mantém 14 equipes atuando diariamente com foco exclusivo no atendimento às comunidades, assegurando maior agilidade e ampla cobertura nas demandas locais. Até o momento, em 2025, a empresa já realizou mais de 6.350 atendimentos, sendo que cada demanda pode envolver diversos serviços no mesmo dia, como substituição de luminárias, reparo de cabos, manutenções preventivas e corretivas.

 

Esse modelo de operação otimiza o tempo de resposta e amplia o impacto das ações realizadas.

– Estamos focados em levar mais eficiência ao serviço público, aproximar ainda mais a iluminação da comunidade e garantir que os atendimentos cheguem onde o cidadão mais precisa. Nosso objetivo é atuar com agilidade e presença, entregando mais qualidade e segurança para a população carioca -, destaca Rafael Thompson, presidente da RioLuz.

 

As solicitações podem ser feitas por diversos canais, incluindo Secretaria Especial de Ação Comunitária, Central 1746, Subprefeituras, GELs e Associações de Moradores, garantindo maior facilidade de acesso para a população.

Categoria:

  • 10 de dezembro de 2025
  • Marcações: Central 1746 gel iluminação reparos Subprefeituras

    Funsat realiza mutirão com 1.252 vagas no Parque Ayrton Senna e na Agência – CGNotícias

    Nesta quinta-feira (11), a Funsat (Fundação Social do Trabalho) realiza um mutirão de captação de mão de obra para 148 profissões. A ação ocorre na Agência de Empregos da fundação, com atendimentos simultâneos no Parque Ayrton Senna e na sede da Funsat, localizada na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, durante o período da manhã.

    Na região Sul da cidade, a equipe participa da cerimônia de juramento à bandeira, voltada a mil jovens alistados no Serviço Militar de Campo Grande, com idades entre 18 e 19 anos. Durante o evento, eles poderão consultar as oportunidades do dia, disponíveis no Painel Municipal de Intermediação. O atendimento ocorre das 8h às 12h, mediante distribuição de senhas pela equipe da Fundação.

    Na data, a Funsat divulga 1.252 vagas de emprego, ofertadas por 173 empresas da Capital. Entre os destaques estão funções de vaga única como almoxarife, analista de estoque, analista de negócios, economista analista financeiro, arte-finalista, assistente administrativo, assistente social, auxiliar de manutenção predial, cozinhador de carnes, encarregado de obras, marceneiro, mecânico de motor a diesel e padeiro.

    Para candidatos com perfil aberto — que incluem treinamento remunerado —, há 864 vagas em triagem. As funções mais buscadas nesse grupo incluem atendente de lanchonete (33 vagas), auxiliar de cozinha (5), classificador de grãos (5), fiscal de prevenção de perdas (6), motorista de ônibus urbano (10), operador de caixa (162) e vendedor interno (12).

    No recrutamento inclusivo, direcionado a Pessoas com Deficiência (PCD), há vagas para auxiliar administrativo (1) e auxiliar de limpeza (2). O atendimento exclusivo a esse público acontece no Guichê 1, no piso térreo do prédio da Funsat.

    Para quem busca trabalho temporário, a Agência apresenta 48 vagas distribuídas em oito profissões. Nesses casos, é necessário que o perfil do candidato esteja de acordo com os dados registrados no Sine (Sistema Nacional de Emprego).

    Mais informações sobre essa e outras oportunidades podem ser acompanhadas pelas redes sociais da Funsat, no Instagram (@funsat.cg) e no Facebook (Funsatcampograndems). Dúvidas e sugestões podem ser encaminhadas pelo telefone (67) 4042-0585, ramal 5837.

    Confira a relação completa de vagas no site da Prefeitura de Campo Grande.

    Serviço:

    Emprega CG n° 79/2025

    – Solenidade de Juramento da Bandeira 

    – Vagas do dia (quinta-feira,  11 de dezembro)

    – 1.252 anúncios para consulta

    – 148 profissões com recrutamento 

    – Horário: 8h às 12h

    – Local: Parque Ayrton Senna 

    – Endereço: Rua Jornalista Valdir Lago, 512, Conjunto Aero Rancho

     CEP 79084-270

    Publicado em Sem categoria

    Vacinação reduz internações por doenças causadas pelo HPV, diz estudo

    Por MRNews

    Mais uma evidência dos benefícios da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi identificada durante  pesquisa. Após a implementação da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde, em 2014, houve uma queda expressiva nas internações por duas doenças causadas pelo vírus: as verrugas anogenitais e a neoplasia intraepitelial cervical, doença precursora do câncer de colo de útero. 

    O estudo analisou a taxa de hospitalizações de adolescentes e jovens – com idades de 15 a 19 anos – e comparou os dados do período pré-vacinal com o período após a introdução da vacina, utilizando os registros do Sistema de Informações Hospitalares.

    No caso de meninas, houve uma diminuição de 66% nas internações por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau; e de 77% nas hospitalizações por verrugas anogenitais, quando comparados os números de 2014 e 2019. 

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    Como os meninos só começaram a ser vacinados em 2017, a comparação foi feita entre este ano e 2019, mas também mostrou queda de 50,9% nas hospitalizações por verrugas anogenitais.

    A pesquisa foi realizada pela empresa farmacêutica MSD e os resultados publicados na revista Human Vaccines and Immunotherapeutics.

    Segundo Cintia Parellada, diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real Latam da MSD e líder do estudo, a redução das doenças causadas pelo HPV por causa da vacinação é um marco histórico na saúde pública, mas, “para eliminar os cânceres causados pelo vírus, além de manter a cobertura vacinal alta, também é necessário ampliar o rastreamento e garantir tratamento adequado para todos os estágios da doença”.

    Outra pesquisa recente – realizada pela Fundação Oswaldo Cruz – havia detectado redução de 58% nos casos de câncer de colo de útero.

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    O HPV também pode causar outros tipos de câncer, como os de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. 

    Cobertura vacinal 

    A vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público-alvo, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, e também pessoas com HIV, transplantadas e com câncer, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente. Desde 2024, a aplicação da vacina passou a ser em dose única, substituindo o modelo de duas doses. 

    Os números – atualizados em 2024 – mostram que, para as meninas, a adesão à vacina é de 82,83% e para os meninos, é de 67%, o que coloca o Brasil muito acima da média global de 12% medida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, a cobertura ainda está abaixo da meta de 90%.

    *Estagiária sob supervisão de Tâmara Freire

    Biblioteca do CEU das Artes do Laranjeiras é contemplada com mais de 700 obras literárias – Agência de Notícias



    10 de dezembro de 2025

    17:00

    Por: Evelyn Azevedo

    A biblioteca do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes) “Prof. Flávio Vespasiano Di Giorgi”, localizado no Parque Laranjeiras, foi contemplado com uma doação de 746 livros novos.

    O acervo foi reforçado por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), com exemplares de diversas obras de autores brasileiros e estrangeiros, abrangendo temas para diferentes públicos.

    Todos os munícipes têm acesso às obras disponíveis na biblioteca pública. Para fazer a carteirinha para empréstimos dos livros, basta apresentar um documento com foto e um comprovante de residência, digitais ou não.

    O CEU das Artes está localizado na Rua Washington Pensa, 969, no Parque das Laranjeiras. Mais informações podem ser obtidas, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo WhatsApp: (15) 99705-6713.

    BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quarta vez seguida

    Por MRNews

    O recuo da inflação e a desaceleração da economia fizeram o Banco Central (BC) não mexer nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

    Em comunicado, o Copom não deu pistas de quando deve começar a cortar os juros. Assim como na última reunião, repetiu que o cenário atual está marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia do BC é manter a Selic por bastante tempo.

    “O comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, destacou o comunicado.

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    Essa é a quarta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

    Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

    Inflação

    A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em novembro, o IPCA ficou em 0,18% , o menor nível para o mês desde 2018. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,46% em 12 meses, voltando a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

    Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

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    No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em dezembro de 2025, a inflação desde janeiro do mesmo ano é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

    Em janeiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de fevereiro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 4,8% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de dezembro.

    As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,55%.

    Crédito caro

    O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central diminuiu de 2,1% para 2% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

    O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,25% do PIB em 2025.

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

    Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

    Caravana do Cuidar realiza edição especial e atende população em situação de rua

    A Caravana do Cuidar da Prefeitura de João Pessoa realizou, nesta quarta-feira (10), uma edição totalmente voltada para a população em situação de rua. A ação aconteceu no prédio da Justiça Federal na Paraíba, localizado na Rua João Teixeira de Carvalho, nº 480, no bairro Pedro Gondim, reunindo diversos serviços essenciais em um único espaço e marcando o encerramento do ano com um gesto de acolhimento e cidadania.

    O secretário de Direitos Humanos e Cidadania da Capital, Diego Tavares, destacou a importância da parceria inédita com o órgão. “A Justiça Federal abriu as suas portas para receber toda a população em situação de rua, para acolher cada vez mais, e a Caravana do Cuidar chega com diversos serviços, da área social, de saúde, educação e outros. Estamos aqui também com toda a equipe do Ruartes, que acompanha diariamente essa população, e com a equipe da nossa casa de acolhimento. Além dos serviços, a Justiça Federal ofereceu espaço para banho, higienização e até um brechó. Uma grande ação, uma grande parceria, e não existiria momento melhor do que o final do ano para reforçar esse cuidado”, ressaltou.

    A iniciativa integra o Mutirão Pop Rua Jud, movimento nacional coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para aproximar o Judiciário das políticas públicas voltadas às pessoas em situação de rua. A juíza Cristiane Lage, responsável por mobilizar a ação em João Pessoa, explicou que esta é a primeira edição do mutirão no estado, com previsão de ocorrer semestralmente.

    “Nosso objetivo é dar visibilidade e mostrar o envolvimento do Judiciário na política pública de atenção às pessoas em situação de rua. Estivemos com diversos parceiros: a Prefeitura com a Caravana do Cuidar, o INSS veio para avaliar situações de benefícios, além de serviços judiciais, emissão de documentos, regularização de CPF e situação eleitoral. Também oferecemos vacina, atendimento médico, psicossocial, apresentações culturais, cinema e alimentação. É um movimento de aproximação, de leveza, e, acima de tudo, de acesso aos direitos que são porta de entrada para a vida civil”, explicou.

    Entre os usuários atendidos estava Carlos da Silva Gonçalves, natural de Fortaleza (CE). Em situação de rua há cerca de nove meses, ele destacou que o mutirão representou um divisor de águas. “O atendimento foi ótimo. Espero que tenha outras vezes, porque nós estamos na rua, mas não somos invisíveis. Consegui tirar meus documentos e agora posso viajar para o meu estado para rever minha família. Também ganhei roupas, sapato, me alimentei. Melhorou meu dia, foi muito gratificante”, relatou.

    Atendimentos – Esta edição da Caravana do Cuidar registrou um total de 197 atendimentos. Entre os serviços ofertados, foram realizados 4 atendimentos pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras), 24 atualizações e inscrições no CadÚnico, 2 atendimentos pelo Procon-JP, além de 12 atendimentos na Junta Militar.

    Na área da saúde, foram contabilizados 20 testes de glicemia, 20 verificações de pressão arterial, 16 testes rápidos, 20 aplicações de vacina, 22 atendimentos odontológicos, 15 consultas médicas e 30 emissões do Cartão SUS. A Defensoria Pública também participou da ação, realizando 12 atendimentos ao longo da manhã.