Em Embu-Guaçu, em SP, apagão deixa 61% dos moradores sem luz

Por MRNews

Mais da metade dos moradores da cidade de Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, ainda sofrem com a falta de energia provocada por fortes chuvas e também pelos fortes ventos causados pela passagem de um ciclone extratropical pelo estado paulista. Na tarde deste sábado, a Enel, empresa responsável pelo abastecimento de energia elétrica na Grande São Paulo, informava que 61% dos moradores de Embu-Guaçu ainda estavam sem luz.

Na última quarta-feira (10), todos os cerca de 67 mil moradores da cidade ficaram sem energia, segundo informações da própria concessionária. Mas ontem, parte da energia havia sido restabelecida na cidade e a empresa indicou que apenas 17% dos clientes ainda estavam sem luz. Hoje, no entanto, esse número voltou a crescer, tornando a cidade de Embu-Guaçu a mais afetada pelo problema de abastecimento na região metropolitana de São Paulo.

A Enel foi procurada pela Agência Brasil para explicar por que o número de clientes sem luz voltou a crescer em Embu-Guaçu. Por meio de nota, a companhia esclareceu que o número de pessoas afetadas na cidade aumentou porque foi necessário desligar a rede para reparos.

Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

Basquete: Minas segue invicto e Sesi Franca se reabilita na Champions

“A Enel Distribuição São Paulo esclarece que devido aos reparos para garantir segurança das equipes na execução, em alguns casos se faz necessário desligar a rede para reconstrução”, diz a nota da empresa.

Em um comunicado publicado em suas redes sociais na última quinta-feira (11), a prefeitura da cidade reclamou da concessionária e informou ter notificado a empresa e exigido “respostas imediatas”.

“Embu-Guaçu vive neste momento uma situação inaceitável. Após os fortes ventos do dia 10 de dezembro, 78,16% das residências do nosso município continuam sem energia elétrica. Isso afeta famílias, comércios, serviços essenciais e, principalmente, pessoas que dependem de equipamentos para sobreviver”, escreveu a prefeitura, no Instagram. 

“Queremos explicações técnicas claras sobre o que aconteceu, um plano de ação com prazos, equipes e responsabilidades e a atualização completa dos bairros afetados. Não é razoável, não é justificável e não vamos aceitar a demora no restabelecimento de um serviço essencial. Energia elétrica não é favor, é obrigação contratual da concessionária, assegurada por lei”, diz a nota da administração municipal.

Saúde libera mosquitos estéreis para frear reprodução do Aedes

Tradição dos Juliōes na produção de máscaras de Olinda chega ao Rio

Comlurb inaugura centésimo ecoponto e lança mapa interativo para a população localizar os equipamentos – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Além de ajudar na ordenação dos resíduos, os ecopontos ainda evitam a infestação de doenças – Marcelo Cortes/Comlurb

A Comlurb alcançou, neste sábado (13/12), a marca de 100 ecopontos inaugurados em todas as regiões da cidade, desde 2022. Com mais essa entrega, na Comunidade do Aço, em Santa Cruz, a Companhia faz história com importante avanço na política ambiental no município. Além de ajudar na ordenação dos resíduos, os ecopontos ainda evitam a infestação de doenças, levando mais qualidade de vida aos moradores e melhoria da saúde pública.

Na inauguração, que contou com a animação do grupo Chegando de Surpresa, composto de garis que usam música e dança em campanhas de conscientização, a Comlurb lançou o sistema Ache aqui seu Ecoponto, um mapa interativo com todos os equipamentos espalhados pela cidade. A ferramenta, simples, digital e acessível a qualquer cidadão que queira localizar o ponto de descarte voluntário mais próximo da sua casa é uma parceria com o Instituto Pereira Passos (IPP) e está integrada ao Sistema de Informações Urbanas do Município do Rio de Janeiro (SIURB). No mapa, é possível traçar rotas para chegar em um dos ecopontos e fazer o descarte correto dos resíduos.

Os ecopontos representam um avanço histórico na política ambiental do Rio – Marcelo Cortes/Comlurb

 

O sistema é georreferenciado. Uma vez que o cidadão escolha o ecoponto, basta clicar em “como chegar” e será direcionado ao mapa, que vai traçar a rota a partir do local de origem até a unidade selecionada. O dispositivo ficará disponível no site da Companhia a partir deste sábado.

O presidente da Comlurb, Jorge Arraes, demonstrou alegria em entregar o ecoponto de número 100 e já traça a meta para o próximo ano.

– Tem muita simbologia esse ecoponto 100, obviamente é um dia muito feliz para todos nós. Mas já estamos planejando mais ecopontos para o ano que vem. Temos uma equipe pronta aqui na Comlurb para batermos a meta de 150 até o fim de 2026.

Os ecopontos representam um avanço histórico na política ambiental do Rio e, graças a eles e à instalação de contêineres de alta capacidade em toda a cidade, a Comlurb já contabiliza 28% a menos de lixo jogado nas ruas, o correspondente a cerca de 2.200 toneladas diárias de resíduos que agora têm o destino correto. Instalados principalmente em comunidades, os espaços contam com caixas compactadoras para receber lixo domiciliar e caixas multiuso para entulho e bens inservíveis como móveis, colchões e eletrodomésticos, além de galhos de árvores.

Categoria:

  • 13 de dezembro de 2025
  • Marcações: Comlurb Comunidade do Aço ecopontos inauguração Prefeitura do Rio

    Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

    Por MRNews

    O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

    O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

    Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

    Basquete: Minas segue invicto e Sesi Franca se reabilita na Champions

    Saúde libera mosquitos estéreis para frear reprodução do Aedes

    O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

    De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

    Sarampo e vacinação

    O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

    A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

    Tradição dos Juliōes na produção de máscaras de Olinda chega ao Rio

    Queda de árvore provoca morte em Guarulhos, diz Defesa Civil

    Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

    Certificado

    Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

    Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

    Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus.

    Equipes do “HumanizAção” acolhem 31 pessoas em situação de rua nesta sexta-feira (12) – Agência de Notícias



    13 de dezembro de 2025

    8:36

    Por: Secom

    Equipes do programa “HumanizAção” realizaram, ao longo desta sexta-feira (12), atendimentos a 59 pessoas em situação de rua, em diferentes pontos da cidade. Desse total, 31 aceitaram receber acolhimento no Serviço de Obras Sociais (SOS). Na entidade, são disponibilizados pernoite, alimentação completa, roupas e toalhas, banho e cuidados de higiene.

    O “HumanizAção” é realizado de forma integrada por profissionais da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), Secretaria da Cidadania (Secid), com sua Coordenadoria de Álcool e Outras Drogas junto à Divisão de Política para Pessoas em Situação de Rua, além da Secretaria da Saúde (SES). Também conta com o importante auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional (Sert), Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), Secretaria de Mobilidade (Semob) e Urbes – Trânsito e Transportes.

    Os sorocabanos podem sempre colaborar com o programa, informando os locais da cidade onde haja pessoas em situação de rua necessitando de cuidados e acolhimento, assim como doando roupas, cobertores e alimentos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: (15) 99666-2636, 24h por dia, ou pelos telefones: (15) 3229-0777, do SOS; (15) 3212-6900, da Secretaria da Cidadania, e 153, da GCM.

    Saúde libera mosquitos estéreis para frear reprodução do Aedes

    Por MRNews

    O Ministério da Saúde iniciou a liberação de mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis na aldeia Cimbres, no município de Pesqueira (PE). Em nota, a pasta informou que já foram soltos 50 mil insetos com o objetivo de fortalecer o controle de arboviroses na região.

    “A estratégia impede que os mosquitos, ao acasalarem com as fêmeas, produzam descendentes, contribuindo para a redução gradual da população do vetor e da transmissão de vírus”, detalhou o comunicado.

    De acordo com o ministério, a ação marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em territórios indígenas. Para as próximas fases, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis.

    Tradição dos Juliōes na produção de máscaras de Olinda chega ao Rio

    Queda de árvore provoca morte em Guarulhos, diz Defesa Civil

    Além da aldeia Cimbres, a tecnologia será implantada também no território Guarita, em Tenente Portela (RS), e em áreas indígenas de Porto Seguro (BA) e de Itamaraju (BA).

    O investimento inicial é de R$ 1,5 milhão, contemplando produção, logística e monitoramento da estratégia.

    Ainda segundo a pasta, a continuidade e a expansão das ações vão depender dos resultados alcançados e da avaliação técnica das equipes envolvidas. Os dados vão permitir analisar o impacto na redução de casos de dengue, Zika e chikungunya.

    Entenda

    A Técnica do Inseto Estéril utiliza a própria espécie para reduzir a população de Aedes aegypti. Em laboratório, os mosquitos machos são esterilizados por radiação ionizante, tornando-se incapazes de gerar descendentes, e são posteriormente liberados em grande quantidade nas chamadas áreas-alvo.

    Estado de SP deve ter chuva e ventos intensos até a próxima terça

    Peter Greene, ator de Pulp Fiction, é encontrado morto em Nova York

    Ao acasalarem com as fêmeas, os machos não produzem filhotes, levando à diminuição progressiva da população de vetores de arboviroses.

    “Por não empregar inseticidas e não oferecer riscos à saúde ou ao meio ambiente, a técnica é indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido”, destacou o ministério.

     

    Sabadinho Bom tem música, procissão e homenagem a Luiz Gonzaga e ao Dia do Forró

    O público do Sabadinho Bom comemorou o Dia do Forró, lembrado neste sábado (13), com show de João Netto e Ripa na Chulipa, seguido de apresentação do Forrozão Bom Que Só e Forró Sem Balança. Em parceria com a Associação dos Forrozeiros da Paraíba (Asforro-PB), o evento, que é realizado pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), celebrou a data – também Dia de Santa Luzia – com uma procissão que reuniu os amantes do ritmo e um tributo ao Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

    “Foi um sábado muito especial aqui no nosso Centro Histórico, um momento em que celebramos um dia em homenagem a Luiz Gonzaga, com apresentações de forró, trios pé de serra e uma belíssima procissão de forrozeiros. Nós, da Prefeitura de João Pessoa, temos um compromisso com as culturas populares de maneira muito intensa. Participar e promover essa homenagem deixa nosso coração repleto de alegria”, iniciou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

    Ele ressaltou que a Fundação já tem um trabalho com os trios pé de serra e marca esse momento no Sabadinho Bom. “O público, sempre fiel, adorou a experiência. Os músicos se dedicaram com muita maestria. Ficamos muito contentes de poder desenvolver essa nossa política de cultura, estimulada pelo prefeito Cícero Lucena, pelo prefeito Leo Bezerra, no sentido de acolher, proteger e estimular as culturas de João Pessoa e de toda a Paraíba”, acrescentou.

    Para o músico João Netto, do Forró Ripa na Chulipa, é sempre uma honra integrar a programação do Sabadinho Bom. “Este é um evento da nossa cidade que contribui para valorizar a cultura nordestina, em especial da Paraíba. Foi um dia muito especial também porque é a data do aniversário do nosso Rei do Baião, Luiz Gonzaga”, pontuou.

    O presidente da Associação dos Forrozeiros da Paraíba, Alexandre Pé de Serra, reforçou a importância de lembrar esse dia. “Além de ser um momento de comemorar e agradecer ao Rei do Baião por ser o idealizador do nosso forró, foi um verdadeiro encontro com a fé, já que é Dia de Santa Luzia”. Ele lembrou que o evento atraiu forrozeiros que vieram em caravanas de várias regiões do Estado, como Sertão, Brejo e Litoral.

    Procissão – A concentração para o cortejo foi em frente à Igreja da Misericórdia. Os forrozeiros fizeram um percurso pelas ruas do Centro Histórico, passando pela Visconde de Pelotas, Vigário Sarlen, General Osório, finalizando a primeira procissão dos sanfoneiros e forrozeiros da Paraíba na Praça Rio Branco.

    Criada pela Associação dos Forrozeiros da Paraíba, a procissão contou com o apoio da Arquidiocese, do Projeto Caminhos da Fé e do Centro Cultural São Francisco.

    Samba na Praça – Logo depois do Sabadinho Bom, o público curtiu o projeto Samba na Praça, que também acontece na Praça Rio Branco, apresentando sucessos de nomes como Zeca Pagodinho, Alcione, Fundo de Quintal, Martinho da Vila, Revelação, Exaltasamba, Almir Guineto, Beth Carvalho, Ferrugem e Leci Brandão.

    Flamengo vence Pyramids e vai à decisão da Copa Intercontinental

    O povo rubro-negro quer o mundo de novo e terá a chance de reconquistá-lo. Neste sábado (13), o Flamengo derrotou o Pyramids, do Egito, por 2 a 0, no Estádio Ahmed bin Ali, em Al Rayyan, garantindo vaga na final da Copa Intercontinental da Federação Internacional de Futebol (Fifa), disputada no Catar.

    A decisão será diante do Paris Saint-Germain, da França, que entrou diretamente na final. A partida entre os ganhadores da Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa está marcada para quarta-feira (17), outra vez em Al Rayyan, às 14h (horário de Brasília).

    O duelo entre Flamengo e Pyramids recebeu o nome de Copa Challenger. E assim como o jogo de quarta-feira passada (10), contra o Cruz Azul, do México, pelo Derby das Américas, o confronto deste sábado valeu taça para o campeão mundial de 1981.

    Copa Intercontinental: Fla enfrenta Pyramids em busca de vaga na final

    Praia e Osasco encaram clubes italianos na semi do Mundial de vôlei

    O técnico Filipe Luís promoveu três mudanças em relação à vitória por 2 a 1 sobre o Cruz Azul. Autor do gol do título da Libertadores, Danilo reassumiu o lugar de Léo Ortiz na zaga. Já no ataque, foram duas trocas, com Everton Cebolinha e Gonzalo Plata escalados nas vagas de Samuel Lino e Bruno Henrique.

    Dominante em posse de bola e na ocupação do campo adversário, o Flamengo abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa. Após cobrança de falta do meia Giorgian de Arrascaeta pela esquerda, o zagueiro Léo Pereira apareceu na pequena área e, de cabeça, mandou para as redes.

    A combinação entre bola parada e jogo aéreo também fez diferença na volta do intervalo, justamente no momento que o Rubro-Negro estava pior em campo. Aos seis minutos, Arrascaeta bateu falta da intermediária pela esquerda e Danilo cabeceou no canto do goleiro Mohamed El-Shenawy.

    Com o jogo sob controle, Filipe Luís promoveu trocas para descansar peças importantes do time, como Arrascaeta, Everton Cebolinha, o lateral Alex Sandro, o volante Jorginho e o atacante Jorge Carrascal. Este último deu lugar ao centroavante Pedro, que não atuava há quase dois meses, devido a lesões no antebraço e na coxa esquerda. Apesar da tentativa de pressão do Pyramids, o Rubro-Negro carimbou o lugar na decisão.

    Rayan e Vegetti decidem e Vasco sai em vantagem na Copa do Brasil

    São Paulo e Grêmio abrem quartas de final da Copinha Feminina

     

    Tradição dos Juliōes na produção de máscaras de Olinda chega ao Rio

    Por MRNews

    O artesão Mateus Vitor Santos Vilela, de 27 anos, é a quarta geração que mantém viva a tradição da arte popular de produzir máscaras em Olinda, Pernambuco. A primeira e mais conhecida é a La Ursa. Tudo começou com seu bisavô Julião Vilela, artesão nascido na cidade no final do século 19, que dá nome ao Bazar Artístico de Julião das Máscaras, onde as peças são criadas. Depois dele, veio o filho João Dias Vilela, o neto João Dias Vilela Filho e o bisneto Mateus.

    Na terceira geração, João Dias Vilela Filho aprendeu o ofício vendo o pai trabalhar para sustentar a família. O interesse em fazer o mesmo trabalho se manifestou cedo, quando tinha 12 anos de idade. O único dos cinco irmãos que seguiu a tradição do artesanato foi chamado em uma ocasião para substituir o pai que tinha ficado doente, como professor de artes plásticas em escolas municipais de Olinda. Aquele momento resultou em uma carteira assinada e a sequência na profissão até a aposentadoria, sem, no entanto, deixar de lado as outras atividades.

    “Nada no mundo é fácil, tem que insistir. Tem muita gente que no meio do caminho desiste, mas se atreve porque tem que ter dedicação total. Já levei muito puxão de orelha para fazer. Meu pai falava ‘não está certo, mas você faz melhor’ e assim eu comecei a aprender”, lembra João em entrevista à Agência Brasil.

    Queda de árvore provoca morte em Guarulhos, diz Defesa Civil

    Estado de SP deve ter chuva e ventos intensos até a próxima terça

    “Se você disser a um menino que aquilo ali está feio, ele vai para casa e não volta mais. Tem que dizer que ele faz melhor”, ensina João, que, aos 65 anos, diz que tem muita paciência para transmitir o seu conhecimento às pessoas interessadas.

     

    Máscaras

    As máscaras feitas em papel machê, com uma mistura de papel e goma de mandioca, chamam a atenção de moradores e visitantes de Olinda e fazem parte da cultura do carnaval da cidade, que atrai grande quantidade de turistas e lota as ruas. Durante o período, muitos deles compram as peças para participar dos diversos desfiles de troças, maracatus e blocos, que também têm como atração característica os bonecos gigantes.

    O de maior destaque é o Homem da Meia-Noite. Ele passa pelas ruas justamente no sábado neste horário e no domingo e é responsável pela entrega da chave do carnaval de Olinda para que a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense faça a abertura dos festejos.

    Mostra

    Agora, a arte das máscaras pode ser admirada no Rio de Janeiro até o dia 25 de fevereiro de 2026, na exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de Olinda. A nova mostra do programa Sala do Artista Popular (SAP) foi instalada no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan), que fica no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, zona sul do Rio.

    “É muito importante para a gente porque vemos a nossa cultura ultrapassar as fronteiras. A gente produz e faz [máscaras] há mais de 100 anos, desde o meu bisavô, meu avô, meu pai e hoje em dia comigo”, diz, orgulhoso, Mateus, em entrevista à Agência Brasil.

    ‘Isso é um orgulho muito grande de as pessoas reconhecerem a gente como artistas. A cultura não pode cair. Agradeço muito às pessoas que compram. Gosto do que eu faço. Quando a gente gosta do que faz, vai abraçar o mundo todo”, afirma o pai de Mateus.

    A valorização do trabalho já superou fronteiras. Mateus conta que a família já enviou máscaras para vários lugares do mundo, mas é a primeira vez que faz uma exposição fora de Pernambuco. “A gente vê como oportunidade também de as pessoas conhecerem a cultura de Pernambuco que vem crescendo cada vez mais, principalmente, referente a La Ursa, que hoje é um símbolo do carnaval pernambucano.”

     

    Exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de Olinda Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    O interesse na La Ursa extrapolou o carnaval. Atualmente ela é usada em decoração, é nome de restaurante, é acervo de museus e aparece até no filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça, protagonizado por Wagner Moura, que vem recebendo prêmios mundo afora. “La Ursa hoje virou quase uma entidade própria. Está presente em restaurantes, blocos, roupas e adereços. Em Pernambuco, se vê La Ursa desde uma propaganda até uma camisa de uma pessoa”, completa.

    A vivência e o amor ao carnaval impulsionam a continuidade da tradição de produzir máscaras. “A gente gosta de carnaval. Eu brinco, meu pai também, isso impulsiona muito a gente a fazer. É um legado. Tem gente que compra as máscaras desde pequeno e fala para a gente ‘meu pai comprava com seu avô’, gente que de anos vem comprando com a gente.”

    Mateus lembra que no começo o bisavô fazia as máscaras características da época que eram de Pierrot e Colombina até que o seu avô começou a fazer os bonecos gigantes de Olinda, que atualmente têm uma produção menor. “Os bonecos de Olinda eram feitos pelo meu avô, fez o Homem da Meia-Noite, a primeira feminina, que foi a Mulher do Dia”, conta, ao concordar que os bonecos são muito característicos de Olinda.

    “É uma coisa que entra no sangue da gente que a gente não deixa de atender e cada vez mais aperfeiçoando para sair melhor.”

    Segundo o neto da tradição dos Juliōes, a produção segue durante o ano todo, porque recebem muitas encomendas, principalmente a máscara da La Ursa, mas tem também as de animais e personagens tradicionais. “Tem pessoas que vêm para comprar no carnaval, mas tem também para comprar no ano todo. A gente também participa de feiras como a Fenearte [Feira Nacional de Negócios de Artesanato] de Olinda. A gente tem todo tipo de demanda, tem de rosto, de cabeça e para a decoração.”

    João Dias Vilela Filho e o filho Mateus vieram para o Rio para a abertura da exposição na quinta-feira (11). Empolgados com o legado recebido de Julião, gostam de dividir o conhecimento. Eles participaram de oficinas para ensinar como as máscaras são produzidas. Ao todo estão expostas mais de 100 peças, parte em exibição e o restante no Espaço de Comercialização. Os valores estão entre R$ 100 e R$ 250.

    Entre as várias máscaras expostas, a mostra apresenta um panorama em fotos e vídeo, mostrando o processo de criação, com as etapas de trabalho da casa/ateliê de João Dias Vilela Filho, em Varadouro, que fica próximo do Bazar Artístico de Julião das Máscaras, em Olinda. As imagens que integram a mostra e o catálogo foram registradas pela premiada fotógrafa Mirielle Batista Misael.

     

    Exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de OlindaFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Para a autora da pesquisa e do texto do catálogo da exposição, a antropóloga Raquel Dias Teixeira, conforme indicou no conteúdo de divulgação da mostra, os visitantes terão “acesso a um universo simbólico carnavalesco profundamente enraizado na cultura popular pernambucana”. Ainda de acordo com a antropóloga, essa arte vai além de moldar rostos e memórias do imaginário popular.

    “Mais que objetos festivos, essas máscaras, ao habitar diferentes lugares e contextos, também expressam vínculos de parentesco, convivência e território, perpetuando um saber que une trabalho, brincadeira e invenção”, aponta Raquel no conteúdo.

    O catálogo traz a história da família de Julião nesta arte, que tem como característica, grandes cabeças para fantasias carnavalescas, mas também mamulengos, brinquedos de madeira entre outros objetos de artesanato. Na sua trajetória a família chegou a produzir mais de 50 bonecos gigantes.

    Serviço:

    Museu de Folclore Edison Carneiro – Rua do Catete, 179

    Período da exposição: 11 de dezembro de 2025 a 25 de fevereiro de 2026

    Dias e horários de visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h

    No recesso de final de ano, nos dias 24, 25, 31 de dezembro e 1º de janeiro de 2026, a exposição estará fechada

    Mais informações estão disponíveis aqui.

    Queda de árvore provoca morte em Guarulhos, diz Defesa Civil

    Por MRNews

    Uma pessoa morreu ontem (12) após ter sido atingida pela queda de uma árvore na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo.

    Segundo informações da Defesa Civil, a vítima estava em um ponto de ônibus na Rua Arminda de Lima, na região central da cidade, quando foi atingida pela árvore, que era de grande porte. Uma outra pessoa que também estava no local ficou ferida.

    Esta foi a terceira morte ocorrida no estado de São Paulo somente nesta semana, que foi marcada por fortes chuvas e também pela passagem de um ciclone, que provocou fortes ventos e gerou muito estrago em diversas cidades paulistas.

    Estado de SP deve ter chuva e ventos intensos até a próxima terça

    Peter Greene, ator de Pulp Fiction, é encontrado morto em Nova York

    Na última quarta-feira (10), um morador da cidade de Campos do Jordão morreu após o deslizamento de um talude atingir sua casa. Já na quinta-feira (11), uma mulher morreu após ser atingida pelo desabamento de um muro no Jardim Sapopemba, na zona leste da capital paulista.

    A passagem de um ciclone extratopical por São Paulo, com ventos que chegaram a atingir quase 100 km/h, gerou muitos transtornos no estado paulista. Na capital, houve quedas de árvores, parques precisaram ser fechados, voos foram cancelados e milhões de pessoas sofreram com falta de energia.

    Na manhã de hoje, quatro dias após o início desses eventos, ainda há mais de 462 mil clientes da Enel sofrendo com falta de luz na Grande São Paulo. Por causa disso, a Justiça paulista determinou que a empresa restabeleça imediatamente a energia, sob risco de multa de R$ 200 mil.

    Moradora da rua Major Diogo, no Bixiga, a assistente comercial Beatriz Cavalcante, 31 anos, relatou à Agência Brasil que está sem energia desde as 15h da última quarta-feira.

    Enel diz que fornecimento de energia deve ser normalizado até amanhã

    Candidatos negros do CNU precisam passar por etapa de confirmação

    “Não vimos nenhum caminhão da Enel por aqui. É um apartamento no oitavo andar, então estou subindo e descendo oito andares, todos os dias. Tem sido horrível, um pesadelo”, disse ela. 

    “Ontem fizemos uma manifestação, mas até agora nada da Enel. Hoje de manhã acordei e liguei para eles e eles não deram nenhuma previsão [de retorno da energia]. Disseram que não poderiam dar prazo, mas que estavam na rua resolvendo [o problema. São respostas automáticas. Não vemos nenhuma movimentação do lado deles”, relatou.

    “Estou muito revoltada com essa situação. É inadmissível as pessoas ficarem tanto tempo sem o básico para sobreviver, que são a água e energia, direitos constitucionais. A gente paga por isso, não é um serviço gratuito e nem barato”, completou. 

    Segundo explicou, essa situação afeta também seus vizinhos e quem mais sofre são os idosos.

    “Têm idosos no meu condomínio relatando que não conseguem sair de casa, não conseguem se locomover. Têm idosos aqui sem tomar banho e que perderam seus medicamentos, que ficam na geladeira e precisa de refrigeração. E tem muita gente aqui que perdeu comida, carnes, frutas e legumes. Eu sou uma delas também. E perdi também meu dia de trabalho porque trabalho de casa e eu estava sem luz. Tive que me deslocar para a minha mãe para poder trabalhar”, falou Beatriz. 

    Frente fria

    E para os próximos dias ainda há previsão de forte chuva e de “risco elevado de transtornos” em São Paulo, informa a Defesa Civil. O alerta vale entre hoje (13) e a próxima terça-feira (16). Segundo o órgão, a passagem de uma frente fria sobre o território paulista deverá provocar chuva persistente, raios, rajadas de vento e até chance de granizo.

    As regiões do estado que mais devem sofrer com chuvas expressivas neste período são as de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Araraquara, Campinas, Sorocaba, Itapeva e Registro.

    *Matéria alterada às 14h52min para acréscimo de informações.

     

    Agência Minas Gerais | Maior programa habitacional do estado leva melhorias a mais famílias com abertura de novo cadastro em BH

    O Governo de Minas está ampliando o alcance do Moradas Gerais, maior programa de melhoria habitacional da história do estado. Neste sábado (13/12), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) deu início ao novo cadastro de moradores do bairro Novo Lajedo, na região Norte de Belo Horizonte, onde a iniciativa já está mudando a realidade de centenas de pessoas.

    A auxiliar administrativa Priscila Pereira Damasceno, de 30 anos, realizou o cadastro e, agora, vê o futuro com mais segurança e conforto para ela e o noivo.

    “Como eu tenho visto alguns vizinhos com a casa reformada, a minha expectativa é que o programa sane os problemas da minha residência. Eu perco móveis, eu já não compro móveis porque sei que no período chuvoso vai estragar. Com o benefício, vou poder resolver esses problemas que eu não tenho condições financeiras para sanar”, disse Priscila.

    As obras na casa de Marcela dos Santos, 36 anos, estão a todo o vapor. A moradora, que tem um filho transplantado, já está vendo a transformação proporcionada pelo Moradas Gerais. “Minha casa mofava muito no quarto, pingava na cozinha, as telhas estavam quebradas. Vai ser muito bom para o meu filho e para minha família. A reforma veio na hora certa”, comemorou a moradora.

    Com o mutirão, a expectativa é cadastrar quase 300 novas famílias. O objetivo é garantir que mais famílias em situação de vulnerabilidade tenham suas casas reformadas, dando mais segurança, autonomia e dignidade para quem mais precisa.

    Com investimento de R$ 38 milhões, a iniciativa inédita vai contemplar 1.000 casas, com até R$ 35 mil por residência para intervenções como troca de telhados, pisos, revestimentos, impermeabilização, pintura e melhorias elétricas e sanitárias.

    O vice-governador Mateus Simões celebrou o avanço da iniciativa e reforçou o compromisso do Governo de Minas com as famílias em situação vulnerabilidade.

    “Este programa representa o que há de mais concreto em transformação social. Cada obra entrega dignidade e segurança. O Moradas Gerais já mostra resultados muito positivos, e vamos trabalhar para ampliar e alcançar ainda mais famílias mineiras”, ressaltou o vice-governador.

    Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, os resultados comprovam a força transformadora do programa.

     “O Moradas Gerais já mudou a vida de 100 famílias que conviviam com infiltração, mofo e até mesmo sem banheiro. Esse novo cadastro abre as portas para que mais pessoas tenham acesso a uma moradia digna. É uma política pública inovadora, que começou em Belo Horizonte e já nos dá a perspectiva de chegar a mais regiões de Minas”, enfatizou a secretária.

    Mais famílias atendidas

    O cadastro realizado neste sábado pela Sedese vai permitir que a equipe técnica avance para a etapa de vistoria, identificando os lares em maior situação de risco. Após essa etapa, as necessidades de cada imóvel são avaliadas por um profissional, em conjunto com os moradores, garantindo que as obras atendam às demandas mais urgentes de cada família.

    Seis meses após o cadastramento, Raquel Cristina de Almeida, de 40 anos, comemora os resultados e se diz orgulhosa com a reforma realizada em sua residência.

    “Eu fiz o cadastro em junho do ano passado. Molhava muito dentro de casa, não tinha pintura, não tinha varanda. Muitas coisas melhoraram para mim e para meus filhos. Agora eu vejo que o programa está ajudando muitas pessoas assim como aconteceu comigo”, conta a moradora.

    O desenvolvimento do programa no Novo Lajedo está sendo acompanhado pela equipe técnica da Subsecretaria de Política de Habitação (Subhab), que avalia o modelo para orientar uma futura expansão para outras regiões, realizando ajustes necessários para fortalecer ainda mais essa política habitacional.

    Foco em quem mais precisa

    Para participar do programa, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), possuir renda per capita inferior a meio salário mínimo e residir em imóvel próprio que necessite de melhorias. O Moradas Gerais prioriza lares chefiados por mulheres e aqueles que incluam crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência.

    A escolha do Novo Lajedo para iniciar o programa foi baseada em critérios técnicos. A região é classificada como Área Especial de Interesse Social, possui um Plano Global Específico (PGE) — instrumento de planejamento urbano que orienta as intervenções — e apresenta elevados índices de inadequação habitacional, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP).

     

    Mais informações: moradasgerais.social.mg.gov.br