Tesouro faz maior intervenção em títulos públicos em mais de 10 anos

Por MRNews

O Tesouro Nacional realizou novas recompras de títulos públicos nesta terça-feira (17), em uma tentativa de conter a escalada dos juros futuros diante do aumento das incertezas globais e domésticas.

Com as operações mais recentes, a atuação do Tesouro alcançou R$ 43,6 bilhões em apenas dois dias, configurando a maior intervenção no mercado em mais de uma década. O volume supera, em termos nominais, as ações adotadas durante a pandemia de covid-19, quando foram recomprados R$ 35,56 bilhões ao longo de 15 dias.

Pela manhã, foram recomprados R$ 9,05 bilhões em títulos prefixados. À tarde, novas operações com papéis atrelados à inflação movimentaram R$ 7,07 bilhões. Na véspera, o volume já havia atingido R$ 27,5 bilhões.

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Levantamentos de mercado indicam que a magnitude atual também supera episódios de estresse como as manifestações de 2013 e a greve dos caminhoneiros de 2018.

As recompras buscam reduzir a volatilidade na curva de juros, referência para expectativas sobre a Taxa Selic (juros básicos da economia). A alta recente das taxas foi impulsionada pelo avanço do conflito no Irã e pela elevação dos preços do petróleo, fatores que aumentam o risco inflacionário.

O movimento também ocorre em meio a incertezas internas, incluindo a possibilidade de uma nova paralisação de caminhoneiros.

Semana decisiva

A atuação chama atenção por ocorrer na semana da decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom). Tradicionalmente, o Tesouro evita intervenções nesse período para não gerar interpretações de influência sobre a política monetária.

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A curva de juros futuros é um dos principais termômetros para as decisões do Banco Central, especialmente na definição da trajetória da taxa Selic.

A última edição do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, aponta divisão nas projeções para a reunião desta quarta-feira. A maioria prevê corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas parte do mercado ainda aposta em redução maior. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Estratégia antecipada

A avaliação técnica é de que o Tesouro adotou uma postura mais agressiva para evitar disfunções maiores no mercado no futuro. Em dezembro de 2024, por exemplo, a reação foi mais tardia em meio a turbulências políticas e fiscais.

A continuidade das intervenções ainda é incerta e dependerá das condições de mercado. Historicamente, o Tesouro atua por alguns dias consecutivos em momentos de estresse, mas a decisão fica a critério do órgão.

Risco doméstico

Apesar da atuação, o mercado seguiu pressionado no fim do dia. A possibilidade de greve de caminhoneiros, revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, elevou a percepção de risco, relembrando impactos econômicos observados em 2018, como alta da inflação e pressão fiscal.

A taxa de juros para janeiro de 2027 subiu para 14,13% ao ano, enquanto os vencimentos mais longos ficaram estáveis. No câmbio, o dólar diminuiu o recuo, e a bolsa reduziu a alta.

Cinco equipes avançam para quinta fase da Copa do Brasil

Os cinco primeiros classificados para a quinta fase da Copa do Brasil foram definidos nesta terça-feira (17). As equipes que continuaram vivas na competição são Fortaleza, Ceará, Operário, Athletic e Paysandu.

A primeira equipe a garantir a sua vaga na quinta fase da Copa do Brasil foi o Fortaleza, que derrotou o Nova Iguaçu por 1 a 0 no estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. O único gol da partida saiu já nos acréscimos do primeiro tempo, quando Vitinho aproveitou cruzamento de Pochettino.

Outra equipe cearense a se classificar foi o Ceará, que bateu o São Bernardo por 3 a 2 na disputa de pênaltis após um empate sem gols no tempo regulamentar. O confronto foi disputado no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo.

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Já na reedição da final do Campeonato Paranaense, o Operário se deu melhor e avançou. Com um gol do atacante Hildeberto Pereira o Fantasma superou o Londrina pelo placar de 1 a 0 no Estádio do Café.

Na Ilha do Retiro, em Recife, o Athletic contou com o faro de gol dos atacantes Ronaldo Tavares (que marcou duas vezes) e Dixon Vera para superar o Sport por 3 a 1. Iury Castilho marcou o de honra do Leão.

O quinto classificado desta terça foi o Paysandu, que venceu a Portuguesa por 3 a 2 no estádio do Canindé. O Papão contou com gols de Ítalo, Pedro Henrique e Castro, enquanto a Lusa marcou com Renê e Igor Torres.

Os confrontos da quarta fase da Copa do Brasil prosseguem na próxima quarta-feira (18) com mais quatro partidas: Vila Nova contra Confiança-SE, a partir das 19h no Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, Atlético-GO e Ponte Preta, a partir das 20h no Antônio Accioly, em Goiânia, CRB versus Figueirense, a partir das às 21h no Rei Pelé, em Maceió, e Jacuipense-BA diante do Novorizontino-SP, a partir das às 21h30 no Estádio de Pituaçu, em Salvador.

Programa de eficiência energética já implantou luminárias de LED em 85% da cidade de Sorocaba – Agência de Notícias



17 de março de 2026

17:02

Por: Michelle Alves

Foto: Michelle Alves

Desde o ano de 2021, Sorocaba passa por um programa de eficiência energética, voltado à implantação da tecnologia LED na iluminação pública municipal. Por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), a Administração Municipal já implantou 62.091 pontos de LED, cobrindo 85% da cidade, gerando economia mensal de aproximadamente R$ 599.219,88 aos cofres públicos.

Mais um benefício da eficiência energética é a redução no número de chamados relacionados à manutenção da iluminação pública. Em 2021, foram abertos 10.780 chamados na Ouvidoria e, em 2025, esse número caiu para 3.861. Neste ano, até o mês de fevereiro, há registro de 689 chamados.

O secretário da Serpo, Darwin José de Almeida Rosa, fala sobre essa evolução tecnológica, tão importante para uma cidade de mais de 700 mil habitantes. “Esta é uma realização expressiva para um município que cresce rapidamente. A iluminação pública em LED traz benefícios para a população, como segurança, economia, menos poluição e redução nas manutenções, visto que é uma tecnologia avançada. Em poucos meses já teremos cem por cento da cidade com LED”, conclui.

 

LED em loteamentos fechados

A Serpo informa que a iluminação de LED nos loteamentos fechados também está incluída no contrato de eficiência energética e, até o momento, 38 desses empreendimentos já foram atendidos com a substituição de lâmpadas de vapor de sódio, por luminárias em LED. Outros sete estão no cronograma para atendimento.

De acordo com Decreto nº 29.909/2025, a manutenção da iluminação pública é de responsabilidade do loteamento, porém, o pagamento da conta de energia continua sendo de responsabilidade da Prefeitura de Sorocaba.

4,9 milhões de crianças até 5 anos morreram em 2024 no planeta

Por MRNews

Com cerca de 4,9 milhões de mortes de crianças de até 5 anos de idade em 2024, um relatório global do Grupo Interagencial das Organizações Nações Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), divulgado nesta terça-feira (17), aponta que a maioria desses óbitos decorreu de causas evitáveis ou que demandavam tratamento de baixo custo.

Em uma perspectiva mais dramática, cerca de 2,3 milhões das mortes, quase metade do total, foram de recém-nascidos, especialmente causadas por prematuridade (36%) e complicações durante o parto (21%). Infecções, incluindo sepse neonatal e anomalias congênitas, também foram causas importantes.

Segundo o relatório, intitulado Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, feito em parceria com Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (ONU) e Departamento Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU), as mortes de crianças permanecem altamente concentradas geograficamente no planeta.

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Em 2024, a África Subsaariana foi responsável por 58% de todas os óbitos de menores de cinco anos. Nessa região, as nove principais doenças infecciosas, incluindo pneumonia, malária, diarreia, sepse, meningite, tuberculose, sarampo, HIV/AIDS e tétano causaram 54% dos falecimentos.

No Sul da Ásia, que concentrou 25% de todas as mortes de menores de cinco anos. A mortalidade foi impulsionada principalmente por complicações no primeiro mês de vida — incluindo parto prematuro, asfixia ou trauma no parto, anomalias congênitas e infecções neonatais.

“Essas condições amplamente evitáveis destacam a urgência de investir em cuidados pré‑natais de qualidade, profissionais de saúde qualificados, cuidados para recém‑nascidos pequenos e doentes e serviços essenciais de saúde neonatal”, aponta o relatório.

Em condições inversamente proporcionais, regiões como Europa e América do Norte concentraram 9% das mortes infantis, enquanto Austrália e Nova Zelândia, registraram somente 6% do total. Essas diferenças refletem o acesso desigual a intervenções comprovadamente capazes de salvar vidas, argumenta o relatório.

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Países em conflito

Países frágeis e afetados por conflitos continuam carregando uma parcela desproporcional dessas mortes, destaca a ONU. Segundo as Nações Unidas, crianças nascidas nessas situações têm quase três vezes mais chance de morrer antes dos cinco anos do que aquelas em outros contextos.

 

Palestinos aguardam para receber comida preparada por uma cozinha comunitária, em Nuseirat, Faixa de Gaza – 08/04/2025 REUTERS/Ramadan Abed 

Desaceleração

O levantamento pondera que as mortes de crianças menores de cinco anos caíram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, há pouco mais de uma década, o ritmo de redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.  

“Embora os níveis de mortalidade hoje sejam muito mais baixos do que em décadas passadas, a taxa atual de redução deixará milhões de recém-nascidos, crianças, adolescentes e jovens em risco de morte precoce e evitável. Se as tendências atuais continuarem, estima-se que 27,3 milhões de crianças morrerão antes de completar cinco anos entre 2025 e 2030, sendo que quase 13 milhões dessas mortes ocorrerão no período neonatal”, aponta a publicação.

Essas mortes se concentrarão nas mesmas regiões e países onde as crianças já enfrentam riscos elevados atualmente, particularmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia.

“Em um momento em que as crianças do mundo enfrentam desafios cumulativos, incluindo pobreza, conflitos, choques climáticos e sistemas de saúde frágeis, há uma necessidade urgente de ampliar e fortalecer os esforços para acabar com as mortes infantis evitáveis em todos os lugares”, reforça o documento da ONU.

Situação brasileira

No caso brasileiro, o relatório sobre mortalidade infantil da ONU aponta progressos notáveis nas últimas décadas.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um conjunto de políticas adotadas nacionalmente têm diminuído as mortes preveníveis de crianças, em consonância com a tendência global. O estudo mostra que o país alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e abaixo dos cinco anos dos últimos 34 anos.

Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam ainda recém-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o número caiu para sete a cada mil.

O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crianças que nasciam, 63 faleciam antes do quinto aniversário. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.

Entre as políticas públicas citadas como fundamentais para este resultado, está o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o próprio Unicef.

“Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, explica Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil.

Brasília (DF) 15/04/2025 – Campanha de vacinação infantil no DF. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“E essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam”, enfatiza.

Apesar dos avanços, o Brasil também viu uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na última década, em linha com a tendência global. Entre 2000 e 2009, por exemplo, o país diminuía a mortalidade de recém-nascidos em 4,9%, todos os anos. Já entre 2010 e 2024, a redução passou a ser de 3,16% ao ano.

Adolescentes e jovens

O relatório da ONU sobre mortalidade também revela que aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024.

Doenças infecciosas e lesões continuam sendo as principais causas de morte entre crianças mais novas, enquanto na adolescência os riscos mudam. Segundo a organização, globalmente, o suicídio é a principal causa entre meninas de 15 a 19 anos; e os acidentes de trânsito entre os meninos, na mesma faixa etária.

Já no Brasil, no mesmo ano, a violência foi responsável por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doenças não transmissíveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de trânsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes). Entre meninas na mesma faixa etária, doenças não transmissíveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), pela violência (12%) e pelo suicídio (10%).

Distante das metas

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pactuados por centenas de países estabelecem o fim das mortes infantis evitáveis globalmente e determinam que todos as nações reduzam a taxa de mortalidade de menores de cinco anos para 25 mortes por mil nascidos vivos ou menos, e a taxa de mortalidade neonatal para 12 mortes por mil nascidos vivos ou menos, ambas as metas até 2030.

No entanto, de acordo com as estimativas mais recentes apresentadas no relatório sobre mortalidade infantil da ONU, 60 países correm o risco de não atingir a meta de óbitos evitáveis de menores de cinco anos, e 66 países podem não alcançar a meta de mortalidade de recém-nascidos.

“Isso significa mais de 400 milhões de crianças menores de cinco anos vivendo em países que estão em risco de não cumprir uma ou ambas as metas. Se todos os países atingissem as metas dos ODS, estima-se que 8 milhões de crianças adicionais sobreviveriam até completar cinco anos entre 2025 e 2030, em comparação com o cenário de manutenção das tendências atuais”, diz o texto.

Recomendações

Citando apontamentos do relatório, o Unicef reforça que as evidências mostram que investimentos em saúde infantil estão entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.

Intervenções comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutrição e profissionais de saúde qualificados na gestação, parto e pós-parto, dão alguns dos maiores retornos em saúde global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos públicos futuros.

Cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos.

Nesse sentido, a ONU e seus organismos recomendam que governos, doadores e parceiros devem dar prioridade política e financeira para mobilizar recursos internos e ampliar o acesso a serviços de qualidade, baseados em evidências e acessíveis a todos; priorizem regiões globais de maior risco, especialmente mães e crianças na África Subsaariana e no Sul da Ásia, e em contextos frágeis e de conflito; e invistam em sistemas de atenção primária à saúde para prevenir, diagnosticar e tratar as principais causas de morte entre crianças, incluindo por meio de agentes comunitários de saúde e assistência qualificada no parto. 

Tenente-coronel é indiciado por feminicídio, diz defesa da PM morta

Por MRNews

A Polícia Civil de São Paulo indiciou por feminicídio e fraude processual o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no caso da morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana, informou o advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, à reportagem da Agência Brasil.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o início.

Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele apontaram lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

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O último laudo tem data de 7 de março, um dia depois da exumação do corpo da vítima. No entanto, no laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro, dia seguinte à morte da policial, já havia menção a lesões na face e no pescoço na lateral direita. 

Em entrevistas à Agência Brasil, o advogado José Miguel Silva Junior afirmou que as marcas encontradas no pescoço da vítima, junto a outros elementos de prova, corroboravam para a tese do crime de feminicídio. 

Outros indícios

Em depoimento, uma testemunha vizinha disse que ouviu um disparo às 7h28 daquele dia. O tenente-coronel acionou a polícia às 7h57. O advogado chama atenção para o intervalo de quase meia hora para que Geraldo pedisse socorro.

Silva Junior mencionou ainda a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.

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Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em depoimentos.

A defesa do tenente-coronel não confirma o indiciamento. A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público e aguarda retorno. 

Funjope realiza plantão para tirar dúvidas sobre editais da Política Nacional Aldir Blanc

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), está intensificando o trabalho do Escritório de Ideias com consultores para tirar dúvidas e auxiliar os interessados no processo de inscrições para os editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ciclo 2 – 2026. O plantão acontece até o encerramento dos editais, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, na sede da Fundação, na Praça Coronel Antônio Pessoa, nº 09, bairro de Tambiá.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, declara que o Escritório de Ideias foi criado há cerca de cinco anos com o objetivo de democratizar o acesso das pessoas aos editais da Fundação Cultural, e isso é feito com regularidade. A cada período em que são lançados novos editais, os técnicos da Funjope vão às comunidades traduzir, explicar e mostrar para os artistas como eles podem participar dos processos de disputa de recursos.

“Agora, além de fazer as visitas às comunidades, estamos disponibilizando um conjunto de assessores e consultores que vão tirar dúvidas, orientar e acompanhar os artistas de forma individualizada ou coletivos como as ONGs, a fazer seus processos de inscrição, de maneira que possamos ter o maior número possível de artistas da comunidade cultural que se envolva nos nossos editais, sobretudo, da Lei Aldir Blanc que é uma política preciosa desenvolvida pelo governo do presidente Lula e da ministra Margareth Menezes”, ressaltou.

A partir de agora, os consultores estão de plantão na sede da Funjope orientando quanto às regras dos editais, auxiliando no cadastro na plataforma JPCultura, ajudando no preenchimento de formulário para aqueles que têm dificuldade com tecnologia e auxiliando também na preparação dos documentos obrigatórios, por exemplo.

O Escritório de Ideias foi criado pela Funjope em 2021 com o objetivo de fortalecer as consultas e as conversas com grupos, coletivos de artistas, Organizações Não Governamentais (ONGs), associações e artistas individualizados nas suas comunidades e também na própria Fundação.

Com esse trabalho, a Funjope sempre tem reunido muitos grupos de artistas, contribuindo para uma maior qualificação dos interessados para os editais, inclusive com artistas da periferia, pretos e pretas, que sempre se inscrevem em maior número nos editais em função do trabalho de visitas, das orientações e das traduções dos editais.

A ação visa ampliar cada vez mais o acesso dos agentes culturais aos editais, especialmente os que desenvolvem ações culturais em comunidades periféricas, menos assistidas e que nunca tiveram acesso a recursos públicos para desenvolver projetos culturais.

Desde janeiro, a Funjope realizou uma série de visitas em comunidades nos bairros Mangabeira, Funcionários II, Castelo Branco, Varadouro, José Américo e Mandacaru.

Editais – Estão abertos dois editais da PNAB: o Prêmio João Balula – Premiação para Agentes Culturais com Recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. O valor total é de R$ 525 mil. Nele, serão premiados 35 agentes culturais. O link de acesso é https://transparencia.joaopessoa.pb.gov.br:8080/licitacoes/visualizar-arquivo?id=111525. A inscrição deve ser feita na plataforma JPCultura – http://jpcultura.joaopessoa.pb.gov.br/.

O outro edital é o Bolsas Culturais, cujo valor total é de R$ 450 mil. Nele, serão selecionados 22 projetos. O objeto é a seleção de projetos culturais para recebimento de bolsa de pesquisa, promoção, difusão, circulação, intercâmbio e residência cultural. O edital pode ser acessado no link https://transparencia.joaopessoa.pb.gov.br:8080/licitacoes/visualizar-arquivo?id=111529. A inscrição também é pela plataforma JPCultura.

Brasil tem menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos, diz Unicef

Por MRNews

O relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, divulgado nesta terça-feira (17) pelas Nações Unidas, aponta que o Brasil alcançou as menores taxas de mortalidade neonatal e em crianças abaixo dos cinco anos dos últimos 34 anos.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), um conjunto de políticas adotadas pelo país têm diminuído as mortes preveníveis de crianças, em consonância com a tendência global. 

Em 1990, a cada mil crianças nascidas, 25 morriam ainda recém-nascidas, antes de completar 28 dias de vida. Em 2024, o número caiu para sete a cada mil.

Câmeras corporais de PMs estavam descarregadas na abordagem de médica

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O mesmo aconteceu com a probabilidade de morrer antes dos cinco anos de idade. No Brasil, em 1990, a cada mil crianças que nasciam, 63 faleciam antes do quinto aniversário. Nos anos 2000, a taxa caiu para 34 a cada mil e, em 2024, chegou a 14,2 mortes.

Entre as políticas públicas citadas para este resultado, está o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão da rede pública de saúde. Juntas, essas iniciativas que ajudaram a promover a saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990 e foram operacionalizadas com o apoio da sociedade brasileira e de organizações internacionais, como o próprio Unicef.

“Estamos falando de milhares de bebês e crianças que não sobreviveriam, e hoje podem crescer, se desenvolver com saúde e chegar até a vida adulta”, explica Luciana Phebo, chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil.

“E essa mudança foi possível porque o Brasil escolheu investir em políticas que funcionam, como a vacinação e o incentivo à amamentação. Agora, precisamos voltar a acelerar esses esforços, mantendo e ampliando os avanços históricos das últimas décadas e alcançando aqueles nos quais essas políticas ainda não chegam como deveriam”, enfatiza.

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Apesar dos avanços, o Brasil também viu uma desaceleração na queda da mortalidade de crianças na última década, em linha com a tendência global.

Entre 2000 e 2009, por exemplo, o país diminuía a mortalidade de recém-nascidos em 4,9%, todos os anos. Já entre 2010 e 2024, a redução passou a ser de 3,16% ao ano.

O levantamento mostra que as mortes de crianças menores de cinco anos no mundo caíram em mais da metade, globalmente, desde 2000, mas desde 2015, há pouco mais de uma década, o ritmo de redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.  

Adolescentes e jovens

O relatório da ONU sobre mortalidade também revela que aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos morreram em 2024 no planeta.

No Brasil, no mesmo ano, a violência foi responsável por quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, com doenças não transmissíveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de trânsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).

Entre meninas na mesma faixa etária, doenças não transmissíveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), pela violência (12%) e pelo suicídio (10%).

Recomendações 

Citando apontamentos do relatório, o Unicef reforça que as evidências mostram que investimentos em saúde infantil estão entre as medidas de desenvolvimento com melhor custo efetivo.

Intervenções comprovadas e de baixo custo, como vacinas, tratamento da desnutrição e profissionais de saúde qualificados na gestação, parto e pós-parto, dão alguns dos maiores retornos em saúde global, aumentando a produtividade, fortalecendo economias e reduzindo gastos públicos futuros.

Cada US$ 1 investido na sobrevivência infantil pode gerar até US$ 20 em benefícios sociais e econômicos, aponta a entidade. 

O relatório global foi feito pelo Grupo Interagencial das Organizações Nações Unidas (ONU) para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em parceria com Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (ONU) e Departamento Assuntos Econômicos e Sociais (Desa/ONU).

Agência Minas Gerais | Em agendas no Sul de Minas, governador encerra viagens pelo interior do estado completando a marca de 430 cidades em sete anos

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, cumpriu uma série de agendas no Sul do estado nesta terça-feira (17/3). Ele esteve acompanhado da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Mila Corrêa da Costa, do presidente da Invest Minas, Rodrigo Tavares, e o diretor de Atração de Investimentos da agência, Ronaldo Barquette.

O primeiro compromisso foi em Congonhal, onde participou da inauguração da unidade industrial e de reciclagem da empresa CD Embalagens. Fundada em Belo Horizonte há mais de 30 anos, ela é uma das maiores indústrias do mercado nacional de embalagens.

A nova unidade da empresa contou com um investimento de aproximadamente R$ 100 milhões. O objetivo da unidade industrial é processar todo o material de embalagem, além de contar com diversas linhas de produção.

Com apoio da Invest Minas, agência ligada à Sede, a CD Embalagens teve apoio para o licenciamento ambiental, fornecimento de energia pela Cemig, financiamento concedido pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), concessão de tratamento tributário junto à Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e interlocução com a prefeitura local.

Na sequência, a comitiva do Governo do Estado passou por Ipuiúna, onde vistoriou a sede da Rio Minas Beneficiamento de Batatas. A produção do tubérculo é a principal atividade econômica do município. Fundada em 1992, a empresa atua em parceria com produtores de Ipuiúna e da região, distribuindo os alimentos para Centrais de Abastecimento (Ceasas) e supermercados em todo o país.

Por fim, após um encontro com o prefeito e autoridades em Caldas, o governador esteve em Poços de Caldas para conhecer a planta piloto da empresa Meteoric Brasil. A mineradora é uma junior mining australiana responsável pelo Projeto Caldeira, voltado à produção de terras raras em Minas Gerais e conduzido na cidade.

Em agosto de 2023, a Meteoric firmou com o Governo de Minas um protocolo de intenções prevendo investimento superior a R$ 1 bilhão para a extração de terras raras a partir de argila iônica, com expectativa de geração de 700 empregos.

Recorde

Com os compromissos desta terça, que marcou a última viagem do chefe do Executivo mineiro pelo interior nesta gestão, ele alcançou a marca de ter passado por 430 dos 853 municípios mineiros, em sete anos de gestão.

“É função do governador estar presente nos municípios para saber a necessidade de cada cidadão. E foi nestas andanças que fizemos Minas Gerais avançar e bater recordes e recordes positivos”, disse Zema.

“Em muitas cidades que visitei, os moradores falavam comigo que eu era o primeiro governador a estar no município. Eu só tenho que agradecer a toda a população mineira, que sempre me recebeu bem em todo o estado”, ressaltou o governador, que se tornou um dos que mais esteve em cidades no estado.

Câmeras corporais de PMs estavam descarregadas na abordagem de médica

Por MRNews

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que as câmeras corporais usadas nos uniformes dos três militares envolvidos na morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, na noite do último domingo (15), “estavam descarregadas no momento da ocorrência”.

De acordo com a corporação, todos os fatos seguem sob apuração integral da área correcional da Secretaria da Polícia Militar. 

“Vale ressaltar que na corporação existem normas rígidas que determinam que os policiais, ao perceberem que há qualquer tipo de falha ou mau funcionamento das câmeras, devem regressar à unidade de origem para substituição dos equipamentos”, diz a nota da PM. 

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Milena será expulsa do BBB26? Polêmica com Jonas viraliza e decisão da Globo chama atenção

Os policiais seguem afastados dos serviços nas ruas.

A médica foi atingida por tiros de fuzil, quando retornava da casa dos pais no domingo à noite, em Cascadura, zona norte do Rio. e teve o seu carro confundido com um veículo utilizado por criminosos, que faziam roubos na região.

Andrea era cirurgiã oncológica e especializada em tratamento da endometriose. O corpo da médica foi enterrado nesta terça-feira (17) à tarde no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona portuária do Rio. 

 

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CNU aumentou diversidade no serviço público, destaca Esther Dweck

Vini Júnior marca dois e Real despacha City

Com dois gols do brasileiro Vinicius Júnior, o Real Madrid (Espanha) derrotou o Manchester City (Inglaterra) pelo placar de 2 a 1, na noite desta terça-feira (17) no estádio City of Manchester, e garantiu a classificação para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

O Real chegou à partida decisiva em situação muito confortável, após superar a equipe inglesa por 3 a 0 no confronto de ida das oitavas, no estádio Santiago Bernabéu na última semana. Agora, os madrilenhos aguardam o confronto de volta entre Atalanta (Itália) e Bayern de Munique (Alemanha) para conhecerem os seus adversários na próxima fase da competição. Na ida, jogando em território italiano, os alemães triunfaram por 6 a 1.

Na partida desta terça o Real não precisou de muito tempo para abrir o marcador. Logo aos 22 minutos do primeiro tempo Vinicius Júnior começou a brilhar com um belo gol em cobrança de pênalti, na qual deslocou o goleiro italiano Donnarumma.

O City chegou a ensaiar uma reação aos 40 minutos da etapa inicial, quando o artilheiro norueguês Erling Haaland recebeu passe na pequena área e não perdoou.

Porém, diante de um City que buscava a virada mesmo atuando com um jogador a menos desde o primeiro tempo (o português Bernardo Silva foi expulso aos 20 minutos), o Real começou a encontrar muitos espaços para atacar. E foi desta forma Vini voltou a marcar para dar números finais ao marcador. Já nos acréscimos, Tchouaméni cruzou e o brasileiro finalizou com precisão.