Escola Carioca de Turismo abre duas novas turmas para qualificação de guias – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

O projeto é exclusivo para profissionais com registro no Cadastur

Estão abertas as inscrições para duas novas turmas da Escola Carioca de Turismo, projeto da Secretaria Municipal de Turismo do Rio de Janeiro (SMTUR-RIO) que está em sua quarta fase, voltado exclusivamente para a qualificação de guias de turismo. Desenvolvido em parceria com o Senac RJ (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Regional Rio de Janeiro), o projeto oferece 40 novas vagas – 20 para cada turma –, com início das aulas previstos para 8 e 15 de abril.

O curso é gratuito e, para obter a certificação profissional, é necessário cursar todas as seis disciplinas oferecidas: Atendimento Hospitaleiro, Estratégias de Mídias Sociais, Fotografando com Celular, Primeiros Passos para Empreender, Próximos Passos para Empreender: Estruturação e Gestão, e Noções Básicas de Primeiros Socorros. As aulas acontecem nas unidades Copacabana e Faculdade (Santa Luzia) do Senac RJ, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 18 às 22 horas.

Para se inscrever é obrigatório que o guia tenha registro no Cadastur – o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo – e seja morador da cidade do Rio de Janeiro. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site da SMTUR-RIO: https://turismo.prefeitura.rio/escolacariocadeturismo/.

A quarta fase da Escola Carioca de Turismo teve início em outubro de 2025, com a oferta de 200 vagas no total. Desde então, 80 alunos já passaram por quatro turmas, e a expectativa é que as demais 120 vagas sejam preenchidas ao longo deste ano. As duas turmas que têm início em abril são as primeiras de 2026.

A Escola Carioca de Turismo teve início em 2022 e, desde então, em três diferentes fases, certificou 2.143 alunos em diferentes disciplinas voltadas para a formação e qualificação profissional no setor, como línguas, organização de eventos, recepção de hotéis e cerimonial, entre outras. Os cursos aconteceram em diferentes unidades do Senac em todas as regiões da cidade.

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  • 11 de março de 2026
  • Marcações: Escola Carioca de Turismo Senac turmas

    SES integra agenda do Ministério da Saúde para fortalecer combate ao Aedes em aldeias de MS

    Atividades reuniram equipes de saúde e lideranças indígenas em diferentes territórios para discutir estratégias de prevenção e controle das arboviroses

    Equipes do Ministério da Saúde estiveram em territórios indígenas de Mato Grosso do Sul para uma agenda técnica voltada ao fortalecimento das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. A programação, realizada dos dias 2 a 6 de março, foi conduzida pela SVSA (Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente) e contou com a atuação da SES (Secretaria de Estado de Saúde), da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), do DSEI-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul), das secretarias municipais e lideranças indígenas.

    A iniciativa integra uma estratégia nacional voltada à prevenção de arboviroses — como dengue, chikungunya e Zika — em áreas indígenas, considerando as características ambientais, culturais e territoriais de cada comunidade. Durante a semana, foram realizadas reuniões técnicas, apresentações institucionais e visitas de campo para avaliação das condições locais e troca de experiências entre os profissionais de saúde.

    Agenda nos territórios

    A agenda teve início em Sidrolândia, na aldeia 10 de Maio, onde foram apresentados os objetivos das atividades e realizada a primeira visita de campo para reconhecimento do território.

    Na sequência, as equipes estiveram em Amambai, com encontros entre profissionais de saúde, gestores e lideranças indígenas, além de visitas às aldeias da região para observar de perto os desafios relacionados ao controle do mosquito transmissor das arboviroses.

    As atividades seguiram para Miranda, com reuniões e ações em comunidades indígenas locais, incluindo encontros com representantes das aldeias Moreira e Passarinho. Já nos dias finais da agenda, as equipes estiveram em Aquidauana, nas regiões de Taunay e Limão Verde, reunindo representantes de diversas aldeias para discutir estratégias de vigilância e prevenção.

    “O enfrentamento às arboviroses exige atuação articulada entre todas as esferas do SUS. Em Mato Grosso do Sul, temos fortalecido essa integração com o Ministério da Saúde, com a saúde indígena e com os municípios para qualificar as estratégias de vigilância, prevenção e controle do Aedes. Essa aproximação permite alinhar ações, compartilhar experiências e avançar em soluções construídas junto às comunidades, respeitando as especificidades culturais e territoriais de cada povo e contribuindo diretamente para a proteção da saúde das populações indígenas”, destaca a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone.

    Manejo integrado de arboviroses

    Durante os encontros, foram debatidas alternativas para fortalecer as ações de controle do vetor nos territórios, além da importância da integração entre diferentes esferas de gestão e as comunidades indígenas.

    Entre as estratégias analisadas está a possibilidade de utilização da tecnologia do inseto estéril, método que consiste na liberação de mosquitos machos esterilizados para reduzir progressivamente a população do Aedes aegypti. Técnica esta a ser implementada inicialmente em uma aldeia do estado de Mato Grosso do Sul, selecionada a partir de critérios pre-estabelecidos. A proposta é atuar de forma complementar às ações já realizadas pelas equipes de saúde, como a eliminação de criadouros e atividades de orientação à população.

    “A participação da Secretaria de Estado de Saúde nessa agenda foi extremamente importante, pois reforça o compromisso do Estado com o enfrentamento das arboviroses também nos territórios indígenas. Estar presente nas aldeias, conhecer a realidade in loco e dialogar diretamente com as lideranças e equipes de saúde nos permite compreender melhor os desafios específicos desses territórios”, detalha a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santos.

    “Mato Grosso do Sul tem se colocado de forma pioneira ao construir essa aproximação, abrindo caminhos para uma atuação integrada com a SESAI, o DSEI e o Ministério da Saúde. Esse movimento fortalece a articulação entre as instituições e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas mais adequadas, sensíveis às especificidades culturais e territoriais das comunidades indígenas”, complementa.

    Danúbia Burema, Comunicação SES
    Fotos: Sandro Rogério da Silva Pacheco/DSEI

    Prefeitura de Sorocaba abre inscrições para o portal “Vendendo para o Mundo” – Agência de Notícias



    12 de março de 2026

    10:06

    Por: Michelle Alves

    Foto: Michelle Alves/ Secom

    A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), divulgou no Jornal Município de Sorocaba desta quarta-feira (11) o edital de chamamento para inscrição de empresas no portal “Vendendo para o Mundo”.

    Apresentada no último dia 26 de fevereiro, em evento realizado na unidade de Sorocaba do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a plataforma digital conecta indústrias e prestadores de serviços do município, fortalecendo parcerias locais e impulsionando a cadeia produtiva da cidade. As empresas podem ser inscrever pelo link https://tinyurl.com/VendendoparaoMundo.

    Ao facilitar a identificação de fornecedores e soluções dentro do próprio município, a plataforma reduz a dependência de parceiros externos e valoriza o potencial produtivo de Sorocaba. O resultado é um ambiente que gera mais visibilidade, novas conexões e oportunidades reais de negócios para as empresas participantes.

    O portal “Vendendo para o Mundo” funcionará como catálogo das empresas dentro do site da Prefeitura de Sorocaba. Desenvolvido pelo setor de informática, ligado à Secretaria de Gabinete Central (SGC), a plataforma conecta indústrias e prestadores de serviços do município, fortalecendo as relações e a cadeia produtiva local.

    O secretário de Desenvolvimento Econômico de Sorocaba, André Moron mostrou a importância da novidade para os empresários de Sorocaba. “Esse site será mais um avanço para a economia Municipal. A partir dele, o mundo inteiro saberá o que a cidade fabrica e comercializa, além de que vai mostrar todo o potencial fabril instalado na cidade”, disse.

    Sisu 2026: IFSP divulga resultado preliminar das matrículas da 3ª chamada – IFSP

    Candidatos com pedido de matrícula indeferido ou com resultado não favorável na banca de heteroidentificação podem apresentar recurso nos dias 12 e 13 de março

    O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) divulgou o resultado preliminar dos pedidos de matrícula da terceira chamada do SiSU 2026, conforme previsto no Edital IFSP-SiSU nº 10, de 2 de fevereiro de 2026, e suas alterações.

    No documento publicado, estão listadas todas as pessoas candidatas convocadas nesta etapa. A situação do pedido de matrícula pode ser consultada na última coluna, ao lado do nome do candidato. As classificações possíveis são: deferido, quando o pedido foi aprovado; indeferido, quando houve reprovação; não fez pedido de matrícula, quando a solicitação não foi realizada dentro do prazo; e cancelado, nos casos em que o próprio candidato solicitou posteriormente o cancelamento da matrícula.

    As pessoas candidatas com situação indeferida poderão apresentar recurso nos dias 12 e 13 de março de 2026. O procedimento deverá ser realizado por meio do Portal de Processos Seletivos do IFSP, utilizando cadastro com o mesmo CPF informado na inscrição e no pedido de matrícula. Aqueles que ainda não possuem cadastro devem realizá-lo previamente no sistema, seguindo as orientações disponíveis no portal.

    De acordo com o edital, candidatos cuja situação conste como “não fez pedido de matrícula” são considerados ausentes e não têm direito à interposição de recurso.

    Banca de heteroidentificação

    Também foi publicado o resultado preliminar da banca de heteroidentificação da terceira chamada, procedimento complementar à autodeclaração destinado a candidatos que concorrem às vagas reservadas para pessoas pretas ou pardas nas listas LI-PPI e LB-PPI.

    O parecer da banca aparece ao lado do nome do candidato no documento divulgado e pode ser classificado como favorável, quando o candidato é aprovado; não favorável, quando não há validação da autodeclaração; ou ausente/não enviou a documentação, situação aplicada aos candidatos que não encaminharam, dentro do prazo previsto, as fotografias e o documento oficial de identificação solicitados.

    Candidatos com resultado não favorável poderão apresentar recurso entre 12 e 13 de março, desde que tenham realizado o pedido de matrícula. O recurso deve ser protocolado exclusivamente pelo Portal de Processos Seletivos do IFSP e precisa incluir texto justificativo e um vídeo gravado pelo próprio candidato, com duração entre 10 e 20 segundos, seguindo as orientações técnicas descritas no edital.

    No vídeo, a pessoa candidata deverá se identificar e declarar sua autodeclaração racial conforme as categorias do IBGE. O arquivo precisa atender a requisitos específicos de enquadramento, iluminação, qualidade de imagem e ausência de filtros ou edições.

    Já os candidatos com situação “ausente/não enviou a documentação” não poderão interpor recurso, conforme estabelecido no edital.

    Resultado final

    Após a análise dos recursos apresentados, o IFSP publicará no dia 18 de março de 2026 (quarta-feira) o resultado final das matrículas e da banca de heteroidentificação da terceira chamada.

     Candidatos que não realizarem os procedimentos dentro do prazo estabelecido poderão perder o direito à vaga. 

    Acesse todas as informações sobre a seleção no IFSP pelo Sisu aqui

    Documentos

    Resultado Preliminar dos Pedidos de Matrícula em 3ª Chamada – SISU 2026 – IFSP 

    Resultado Preliminar da Banca de Heteroidentificação da 3ª Chamada – SISU 2026 – IFSP 

    João Pessoa fortalece assistência a pacientes renais e entrega Centro Municipal de Nefrologia reformado

    Uma em cada dez pessoas apresenta Doença Renal Crônica (DRC), um mal considerado silenciosa e que raramente apresenta sintomas nos estágios iniciais. Em alusão ao Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) chama atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado da doença, que pode ser realizado na própria rede municipal.

    O médico nefrologista da Rede Municipal de Saúde, doutor Pablo Alves, explica que, por se tratar de uma doença que evolui, muitas vezes sem sinais aparentes, o rastreamento é fundamental, especialmente entre pessoas com fatores de risco. “Diabetes, hipertensão, obesidade e idade avançada estão entre as condições que aumentam as chances de desenvolver problemas renais, tornando ainda mais importante a realização de exames simples que podem indicar alterações na função dos rins. A identificação precoce pode fazer diferença no controle da doença e na qualidade de vida dos pacientes, por isso, é importante que essas pessoas realizem o rastreamento com a dosagem de creatinina no sangue e da relação albumina/creatinina na urina”, alerta o especialista.

    Para o cuidado desses pacientes, a Capital tem buscado ampliar e fortalecer a rede de cuidado às pessoas com doenças renais, garantindo maior acesso ao diagnóstico, à assistência especializada e ao tratamento. Dentre as ações realizadas está o projeto ‘Nefro em Rede’, que reorganizou o fluxo de atendimento entre a Atenção Primária à Saúde e os serviços especializados, atendendo, em três meses, 2.541 pessoas, que foram retiradas da fila de espera por consultas com nefrologistas.

    Para o especialista, os avanços registrados no último ano refletem o compromisso da gestão municipal em qualificar a assistência aos pacientes renais. “No último ano, João Pessoa apresentou um grande avanço no cuidado às pessoas com doenças renais. Além de zerar a fila de espera para consulta com o nefrologista, passamos a realizar educação continuada para profissionais da Atenção Primária à Saúde, resolvemos o problema da espera por vaga para diálise ambulatorial e viabilizamos a realização dos exames de rastreio da doença”, destacou o médico Pablo Alves.

    Novo serviço – Uma das formas de ampliação dessa assistência foi a partir da administração do Centro Municipal de Nefrologia diretamente pela SMS, que será entregue nesta sexta-feira (13), de forma oficial, à população, após reforma estrutural completa a fim de garantir mais conforto e segurança aos usuários. O espaço também passou por uma reorganização administrativa voltada para a integração com a Rede Municipal de Saúde e para o fortalecimento da segurança do paciente.

    “O Centro conta, atualmente, com 34 pontos de hemodiálise, equipados com tecnologia moderna, e funciona em turnos de segunda a sábado, das 6h às 21h, beneficiando diretamente até 204 pacientes que dependem do tratamento dialítico para manutenção da vida”, explica o médico Pablo Alves, diretor técnico do serviço.

    A estrutura permite a realização mensal de aproximadamente 2.400 sessões de hemodiálise, além de cerca de 800 consultas médicas e multiprofissionais e 1.500 atendimentos de fisioterapia intradialítica, prática que contribui para melhorar a funcionalidade física, reduzir sintomas durante as sessões de diálise e promover mais qualidade de vida aos pacientes. Além disso, o serviço realiza procedimentos cirúrgicos ambulatoriais para obtenção de acessos vasculares temporários, necessários para a realização da hemodiálise.

    O atendimento no Centro Municipal de Nefrologia é realizado por uma equipe multiprofissional composta por médicos e enfermeiros nefrologistas, cirurgião vascular, nutricionistas, psicóloga, assistentes sociais e fisioterapeutas, garantindo acompanhamento integral durante todo o tratamento.

    Dia Mundial do Rim – Este ano, a data tem como tema ‘Cuidar dos rins é cuidar da vida e também do futuro do nosso planeta’ e busca conectar a saúde individual à preservação ambiental, reforçando que hábitos saudáveis e sistemas de saúde eficientes são pilares para um futuro sustentável.

    Em João Pessoa, uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, está realizando ao longo desta semana uma ação na Atenção Primária para rastreamento da DRC. Até esta sexta-feira (13), na USF Integrada Saúde e Vida, estará sendo realizada uma ação para testagem de creatinina com resultado imediato.

    Para realizar o exame, basta comparecer à unidade pela manhã, ter mais de 18 anos e não ter consumido proteínas em grande quantidade nas quatro horas anteriores. Os pacientes que apresentarem alterações nos testes serão encaminhados para exames complementares no Laboratório Central do Município e terão avaliação médica garantida.

    Nesta quinta-feira (12), para marcar visualmente a importância da causa, os principais pontos turísticos da cidade também estarão com iluminação especial nas cores vermelho e azul.

    Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais nesta quinta-feira, 12 de março

    A previsão do tempo para esta quinta-feira (12/3) é de céu nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Oeste, Sul/Sudoeste e Campo das Vertentes. Céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas na Zona da Mata, Metropolitana, Central Mineira e Noroeste. Demais regiões, céu parcialmente nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas

    As temperaturas devem variar entre a mínima de 15° e a máxima de 35°C.

    Clique aqui para conferir a previsão completa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    SMAC amplia projeto Observatório do Calor para comunidades do Salgueiro e Manguinhos – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

    Complexo do Alemão recebeu Observatório do Calor, iniciativa da SMAC em parceria com a ONG Voz das Comunidades. Foto Vitória Pinheiro/ Voz das Comunidades

    Depois de dar início, no ano passado, às atividades do Observatório do Calor no Complexo do Alemão, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) leva o projeto para mais duas comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro: Manguinhos e Salgueiro, em parceria com UFRJ e UERJ, respectivamente.

    A comunidade de Manguinhos fica próxima a uma das principais vias expressas da cidade, a Avenida Brasil, e ao campus principal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), enquanto a do Salgueiro está localizada próxima da área de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca.

    A iniciativa utiliza a Geração Cidadã de Dados, metodologia de pesquisa em que os próprios moradores protagonizam a coleta e análise de informações sobre seus territórios. Para enfrentar o risco climático do calor extremo, o projeto tem foco na instalação técnica de sensores de temperatura e umidade.

    Assim, a SMAC visa identificar e monitorar as ilhas de calor extremo e os parâmetros de qualidade do ar na região, com objetivo central de transformar dados em políticas públicas eficazes. O projeto representa uma união de tecnologia, participação popular e justiça climática.

    O anúncio oficial da expansão do programa foi feito na manhã desta quarta-feira, no Salão Guarani do Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio.

    Secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula destacou a participação cidadã no projeto e celebrou a expansão da iniciativa:

    – O calor extremo e a poluição do ar são riscos sérios à saúde, especialmente em áreas vulneráveis. O Observatório do Calor nos permite entender melhor esses impactos de forma localizada e agir de forma direcionada para proteger a população, desenvolvendo estratégias de mitigação e adaptação climática essenciais para a região, lado a lado aos moradores.

    Universidades celebram parceria

    Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, Giselle Arteiro Azevedo enfatizou a expectativa de aprender com os moradores de Manguinhos:

    – Reafirmamos o nosso compromisso como universidade pública para pensar em temas emergentes tão importantes e em justiça climática e ambiental. Manguinhos é um território muito adensado e com poucos espaços verdes. Muito provavelmente, as medições vão chamar atenção para essa desigualdade ambiental.

    Diretora da Escola Superior de Desenho Industrial da UERJ, Zoy Anastassakis explicou que o Salgueiro detém um conhecimento de soluções climáticas que pode ajudar outras comunidades e elogiou a iniciativa da SMAC:

    – O Observatório do Calor é uma oportunidade muito grande para a gente avançar na interface entre a administração pública, os territórios e a universidade. A gente acredita que é assim que a gente vai gerar políticas públicas ancoradas em situações concretas.

    Comunidade projeta discussão de políticas públicas

    Vice-presidente do Caxambu do Salgueiro, do Instituto Sal-Laje e integrante do coletivo de Erveiros e Erveiras do Salgueiro, Marcelo da Paz Rocha afirmou que a comunidade tem muito a contribuir para o debate sobre sustentatibilidade e falou sobre a expectativa para a chegada do Observatório do Calor à favela da Tijuca.

    – A partir do relatório que será produzido com essas medições no Morro do Salgueiro, vamos conseguir discutir políticas públicas e mostrar como vivemos a nossa realidade na favela.

    Dados do Complexo do Alemão

    Durante a apresentação no Teatro Carlos Gomes, a ONG Voz das Comunidades mostrou os resultados da pesquisa realizada no Complexo do Alemão de setembro de 2025 a janeiro de 2026. Foram 710 aferições técnicas realizadas, todas elas com foto do equipamento, e 740 entrevistas com moradores. O relatório mostrou datas de pico térmico no território. Em 26 de dezembro de 2025, o Observatório do Calor registrou a temperatura de 43,92 ºC no Morro do Adeus, no Alemão. No mesmo dia, segundo os dados oficiais do Alerta Rio, a temperatura máxima registrada na Zona Sul e no Centro da cidade foi de 34 ºC.

    Segundo o levantamento da ONG Voz das Comunidades, os dados mostraram ainda a presença de microclimas urbanos distintos dentro do território, registros de temperaturas extremas superiores a 40ºC e impactos diretos na saúde e no bem-estar da população.

    Mais informações sobre o Observatório do Calor no site:
    https://observatoriodocalor.prefeitura.rio/

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  • 11 de março de 2026
  • Marcações: Complexo do Alemão Geração Cidadã de Dados Manguinhos Observatório do Calor Parque Nacional da Tijuca Salgueiro

    Pantanal é ponto de parada e alimentação para 190 espécies de aves migratórias do Continente – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

    A maior área úmida contínua do planeta e bioma com mais elevado índice de conservação, o Pantanal sul-mato-grossense é ponto de parada para descanso e alimentação de 190 espécies de aves migratórias, muitas delas transitando desde os hemisférios norte (os animais geralmente se concentram ali no Canadá e nos Estados Unidos) até a região da Patagônia, localizada no extremo-sul do Continente.

    Por ser um ponto logístico natural para esse animais, Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da Organização das Nações Unidas (COP15). A COP15 acontecerá de 23 a 29 de março em Campo Grande e deve atrair entre 2 a 3 mil especialistas de uma centena de países.

    A Blue Zone (Zona Azul) estará sediada no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês e haverá eventos paralelos em outros locais da cidade. A Conferência é organizado pela ONU e o Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e outras pastas, está dando total apoio.

    Além das quase duas centenas de espécies de aves, destaca-se no Pantanal a ocorrência de peixes migratórios como o Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) e o Dourado (Salminus brasiliensis), que realizam a Piracema, ou seja, a migração sazonal para se reproduzirem. Por fim, o Pantanal é o lar de uma das maiores populações de onça-pintada (Panthera onca) do mundo, configurando importante sítio para a proteção dessa espécie.

    A Conferência das Partes preocupa-se com as espécies migratórias que enfrentam alguma ameaça de extinção ou que se beneficiam significativamente de acordos internacionais. Nesse sentido, debate medidas que possam proteger e favorecer a reprodução dessas espécies, unindo esforços de todos os países por onde transitam.

    Daí a importância de envolver o maior número de nações no evento. Por enquanto são 133 nações signatárias do Tratado de Proteção às Espécies Migratórias, conforme demonstrou a secretária de Biodiversidade do MMA (Ministério do Meio Ambiente), Rita Mesquita, enquanto a Convenção das Mudanças Climáticas tem 198 partes.

    Rota pantaneira

     

    Imagens de drone mostram lagoas no meio da Nhecolândia – região pantaneira – usadas como ponto de parada antes de seguirem o rito de migração

    Conforme estudo dos pesquisadores Alessandro Pacheco Nunes e Walfrido Moraes Tomas, da Embrapa Pantanal, as espécies aquáticas ou relacionadas a ambientes aquáticos representam 18% da comunidade de aves sul-mato-grossenses e estão concentradas principalmente no bioma pantaneiro e na planície de inundação do alto rio Paraná, na divisa com os estados de São Paulo e Paraná. Os pesquisadores asseguram que o Pantanal abriga as maiores populações de aves aquáticas continentais ocorrentes no Brasil.

    Eles identificam no estudo 27 espécies, a maioria maçaricos (Scolopacidae), que passam por Mato Grosso do Sul durante seus deslocamentos do Hemisfério Norte em direção à Patagônia e vice-versa. Essas aves empreendem verdadeiras jornadas migratórias vindos da Argentina, Chile, Uruguai e extremo sul do Brasil (Rio Grande do Sul), fazem uma parada no Pantanal que pode demorar dias ou semanas e depois prosseguem rumo ao norte do Continente Sul Americano, com destino à Colômbia e Venezuela.

    O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, argumenta que a manutenção de habitats íntegros com paisagens conectadas e ecossistemas funcionais na planície pantaneira é essencial para a sobrevivência das espécies migratórias. “Ao proteger áreas úmidas do Pantanal, assim como remanescentes do Cerrado e da Mata Atlântica presentes no território, Mato Grosso do Sul contribui diretamente para a segurança das rotas migratórias dessas aves, dos mamíferos e dos peixes e outros grupos que atravessam as fronteiras em suas rotas de sobrevivência”, disse Verruck.

    Legislação e ações

     

    As políticas estaduais fortalecem a conservação em escala de paisagem, assegurando alimento, abrigo e conectividade, elementos fundamentais para ciclos migratórios bem-sucedidos, e reforçam o compromisso do Estado com a cooperação internacional e os objetivos globais de biodiversidade.

    Dessa forma, o Governo do Estado reconhece que a conservação efetiva não se limita à proteção de áreas naturais, mas demanda ações concretas e envolve a participação das pessoas que vivem nesses territórios. A inclusão produtiva, a repartição justa dos benefícios gerados pelos ativos ambientais e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais são pilares das políticas públicas estaduais, reforçando que desenvolvimento social, prosperidade econômica e conservação da biodiversidade são processos interdependentes e complementares.

    Com uma área estimada em 150 mil quilômetros quadrados, a planície pantaneira coberta por gramíneas e salpicada de salinas e landizais abriga tesouros muito ambicionado pelas espécies migratórias. Protege ecossistemas e recursos essenciais para descanso em ambiente seguro e reabastecimento no intervalo da longa jornada.

    Essa riqueza ambiental é protegida pela Lei do Pantanal (Lei Estadual 6160, de 18 de dezembro de 2023), que passou a considerar as salinas como área de proteção permanente, tanto o corpo d’água quanto a praia circundante numa faixa de 100 metros. A vegetação nativa pantaneira também está protegida por lei, sendo os proprietários rurais obrigados a manter intactos ao menos 40% dessa vegetação. Nos landizais (áreas inundáveis com vegetação abundante) a lei determina proteção total, tanto do curso d’água quanto da área que o margeia.

    Onça-pintada

     

    Por fim, a Lei do Pantanal prioriza a preservação de corredores ecológicos no bioma unindo reservas ambientais com áreas de proteção, construindo ambientes propícios para abrigar a abundante fauna pantaneira. Entre as espécies favorecidas pelos corredores ecológicos está a onça-pintada, felino de grande porte que ocorre desde a América Central até o sul da América do Sul.

    A bióloga Bruna Oliveira, da Semadesc, explica que, embora não realize migrações sazonais longas como aves e baleias, a onça-pintada se encaixa no perfil de espécie migratória ameaçada de extinção porque muitas de suas populações têm áreas de vida que atravessam fronteiras nacionais de forma regular ou previsível e dependem da conectividade internacional de habitats para garantir o que os técnicos chamam de fluxo gênico da espécie.

    Por essa razão, a onça-pintada está protegida como espécie migratória em risco de extinção desde a COP14, realizada em 2024. A iniciativa reforça a colaboração entre os países que se sobrepõem à distribuição da espécie, facilitando ações conjuntas para sua conservação, abordando ameaças críticas como perda de habitat e conflito entre humanos e animais silvestres.  

    João Prestes, Comunicação Semadesc
    Foto de capa e Interna 1: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
    Saul Schramm/Secom/Arquivo

    Setur apresenta iniciativas sobre turismo a grupos de atividade física na UBS do Jardim Rodrigo – Agência de Notícias



    11 de março de 2026

    15:59

    Por: Roberto Menna/ Secom

    A Secretaria do Turismo (Setur) de Sorocaba apresentou, na manhã desta quarta-feira (11), ações e projetos voltados ao fortalecimento do turismo em Sorocaba a participantes de um grupo de atividade física da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Rodrigo. A iniciativa aproximou as ações da Prefeitura da comunidade, integrando turismo, saúde e qualidade de vida.

    As UBSs de Sorocaba oferecem grupos gratuitos de atividades físicas, com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e melhoria da qualidade de vida da população. Os encontros contam com grande participação de pessoas idosas, que encontram nesses espaços uma oportunidade de manter hábitos saudáveis, fortalecer o convívio social e promover o bem-estar físico e mental.

    Durante a atividade, os técnicos da Setur apresentaram iniciativas que valorizam os atrativos locais e contribuem para o desenvolvimento econômico, cultural e social do município. Também foi informado que a pasta pretende promover, em breve, edições especiais do City Tour Sorocaba voltadas aos integrantes desses grupos das UBSs, possibilitando que conheçam ainda mais os pontos turísticos da cidade.

    O secretário do Turismo, Hudson Pessini, destacou a importância de levar as ações da Prefeitura diretamente à população. “Esses encontros são muito importantes para apresentarmos o que Sorocaba tem a oferecer. Muitos participantes recebem familiares e amigos de fora e acabam divulgando a cidade e seus atrativos. Além disso, ao participarem futuramente do City Tour, poderão conhecer ainda mais os pontos turísticos e se tornarão multiplicadores dessa experiência”, afirmou.

    A Setur segue desenvolvendo ações e projetos voltados à valorização dos atrativos do município, ao fortalecimento do setor e à ampliação das experiências turísticas para moradores e visitantes. Mais informações pelo telefone: (15) 3233-2043 ou pelo e-mail: turismo@sorocaba.sp.gov.br.

    Nova turma do ‘Elas Lideram’ inicia atividades e fortalece empreendedorismo feminino em João Pessoa

    A nova turma do programa de mentoria voltado ao empreendedorismo feminino ‘Elas Lideram’ iniciou suas atividades nesta quarta-feira (11), no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba (Sebrae-PB). A iniciativa é promovida pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), em parceria com o Sebrae-PB, a Casa Empreendedora Hub e a Be.Labs Aceleradora.

    Durante a abertura, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Bruno Farias, destacou a importância da união entre as instituições para viabilizar o programa e ampliar oportunidades para mulheres empreendedoras. Segundo ele, a iniciativa busca fortalecer a liderança feminina e impulsionar a geração de emprego e renda na Capital.

    “O protagonismo no empreendedorismo pertence às mulheres. Cerca de 60% das pessoas que recebem microcrédito do programa Eu Posso, da Prefeitura de João Pessoa, são mulheres. Isso mostra a coragem, o comprometimento e a capacidade delas de sustentar e transformar a realidade de suas famílias”, ressaltou o secretário. Ele também lembrou que a primeira edição do programa teve grande sucesso, com cerca de 90% das participantes concluindo a trilha de capacitação e tendo acesso ao crédito facilitado.

    O secretário executivo da Sedest, João Bosco, reforçou que o programa representa um novo capítulo para as empreendedoras selecionadas. “Vocês estão aqui para potencializar aquilo que já possuem: o espírito empreendedor. Nosso papel é ajudar a despertar ainda mais esse potencial e oferecer ferramentas para fortalecer os negócios de cada uma”, afirmou.

    A capacitação utiliza a metodologia ‘Efeito Furacão’, desenvolvida pela Be.Labs Aceleradora, que aborda temas como mentalidade inclusiva, tendências do futuro, impacto social nos negócios, inovação, planejamento empresarial, marketing digital e aspectos financeiros e jurídicos.

    Gestão mais qualificada e segura – De acordo com a analista de educação empreendedora do Sebrae, Renata Câmara, a parceria tem como objetivo preparar as empreendedoras para uma gestão mais qualificada e segura. “Em 2025 tivemos apenas uma turma. Em 2026 vamos ampliar para quatro turmas, alcançando cerca de 160 mulheres que poderão fortalecer seus negócios e contribuir para o desenvolvimento de João Pessoa”, ressaltou.

    A fundadora da Be.Labs, Marcela Fujiy, destacou que o programa também contribui diretamente para a economia local. “Muitas dessas mulheres são chefes de família. Fortalecer seus empreendimentos significa fortalecer toda a economia da cidade”, afirmou. Segundo ela, a formação tem duração de 10 semanas, com encontros coletivos e mentorias individuais voltadas tanto para ferramentas de gestão quanto para os desafios de empreender sendo mulher.

    Já a CEO da Casa Empreendedora Hub, Fany Miranda, ressaltou a importância da criação de redes de apoio entre as participantes. “Além da formação técnica, trabalhamos a construção de redes de mulheres empreendedoras. Individualmente conseguimos avançar, mas coletivamente crescemos muito mais”, pontuou

    Turmas – Em 2026, o programa recebeu mais de 120 inscrições para 60 vagas, divididas em duas turmas. As participantes passaram por processo seletivo e, dentro das políticas de ações afirmativas, 10% das vagas foram destinadas a mulheres negras (pretas e pardas). A segunda turma está prevista para iniciar em maio.

    Formação – A formação acontece de forma híbrida, com encontros presenciais e on-line, incluindo mentorias coletivas e individuais. O programa também incentiva a formalização das participantes como microempreendedoras individuais (MEI), com apoio da Sala do Empreendedor.

    Outro diferencial é o acesso ao crédito orientado por meio do programa Eu Posso, da Sedest, com valores de até R$ 8 mil para pessoa física e até R$ 15 mil para pessoa jurídica. Além disso, as participantes passam a integrar a rede ‘Elas Lideram Juntas’, que promove conexões e apoio contínuo entre mulheres empreendedoras da cidade.