Estado promove destruição de bens apreendidos em ações de fiscalização ambiental em Minas

Estado promove destruição de bens apreendidos em ações de fiscalização ambiental em Minas

Outubro 16, 2026 Não Por admin

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realiza a destruição de materiais apreendidos em ações de fiscalização ambiental conduzidas pelo órgão e pela Polícia Militar de Meio Ambiente.

A iniciativa abrange equipamentos como motosserras, madeira, carvão vegetal e petrechos de pesca sem condições de reaproveitamento ou doação, com o objetivo de impedir seu uso em novas infrações ambientais.

A destruição ou inutilização ocorre quando não há possibilidade de outra destinação, quando o aproveitamento é inviável ou quando a manutenção dos materiais representa algum risco. O procedimento também reduz o volume de itens armazenados e assegura a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

A gestão dos bens é realizada pelas Coordenações de Suporte Operacional (Cosups), vinculadas às Unidades Regionais de Fiscalização da Semad. A destruição pode contar com o apoio de empresas parceiras com estruturas adequadas, como altos-fornos, e ocorre após decisão administrativa definitiva referente ao auto de infração ao qual o bem está vinculado.

Balanço regional

Entre 2025 e 2026, diferentes regiões de Minas Gerais registraram a destruição de materiais apreendidos durante operações de fiscalização ambiental.

Na região do Alto São Francisco, com sede em Divinópolis, foram destruídas 76 motosserras e cerca de 1,7 tonelada de carvão vegetal, distribuído em aproximadamente 750 pacotes. Também foram inutilizados 104 itens utilizados na captura e no acondicionamento de animais, como gaiolas, viveiros, jequis, alçapões, armadilhas e covos.

No Alto Jequitinhonha, com sede em Diamantina, foram destinados à destruição 604 petrechos de pesca, entre redes de emalhar, molinetes, caniços, garateias, anzóis e tarrafas.

No Norte de Minas, cuja sede regional fica em Montes Claros, foram destruídos 301 pacotes de carvão vegetal, totalizando uma tonelada, além de 141 redes de pesca e 23 tarrafas, que somavam aproximadamente duas toneladas de materiais.

No Triângulo Mineiro, 67 motosserras foram desmontadas e tiveram seus componentes separados em plástico, metal e combustível. Após a descaracterização, os materiais foram transportados de Uberlândia para Contagem, onde foram destinados à destruição em alto-forno.

Destinação adequada

De acordo com a subsecretária de Fiscalização Ambiental da Semad, Vanessa Hilário, a destruição dos bens é uma alternativa para eliminar passivos, otimizar os espaços de armazenamento e direcionar recursos públicos para atividades de maior interesse coletivo.

A medida também evita o abandono, a deterioração e o descarte inadequado de materiais que podem representar riscos ambientais. Além disso, reduz custos de armazenamento, conservação e gestão de bens sem valor de uso ou de mercado, evitando despesas que, em determinadas situações, podem superar o valor dos próprios materiais.

A destruição ou inutilização de bens sem possibilidade de reaproveitamento integra a gestão dos materiais apreendidos pela fiscalização ambiental e contribui para a proteção do meio ambiente e o uso eficiente dos recursos públicos.