Adversária em campo, Noruega é parceira de ações ambientais do Brasil

A Seleção Brasileira tem pela frente, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, um adversário que ela nunca venceu: a Noruega. Desde 1998, foram quatro confrontos, com dois empates e duas vitórias norueguesas, e as duas equipes se encontram novamente no próximo domingo, às 17h.

Apesar do retrospecto incômodo no futebol, fora de campo os países trabalham juntos pelo meio ambiente, na conservação de florestas tropicais.

A Noruega é a principal doadora do Fundo Amazônia, criado pelo Brasil em 2008, e recentemente tornou-se sócia no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

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Rios contaminados têm coloração e margem afetadas pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Proteção das florestas tropicais

O novo instrumento busca atrair recursos públicos e privados para financiar a manutenção das florestas tropicais no planeta, sobretudo na América do Sul, na África Central e no Sudeste Asiático. 

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O fundo foi lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (COP 30), realizada em novembro de 2025, em Belém, com apoio de 66 países. 

A Noruega se comprometeu, na ocasião, a investir US$ 3 bilhões no TFFF ao longo de dez anos, o maior aporte individual e o maior investimento dos noruegueses na conservação de florestas tropicais no planeta.

Na ocasião, o ministro do Clima e do Meio Ambiente daquele país, Andreas Bjelland Eriksen, disse que o mundo estava diante do desaparecimento das florestas, “com consequências que não eram exclusivas para o Brasil”. Segundo Eriksen, a medida ajudaria na mitigação da crise climática global.

Atualmente, o TFF tem U$ 6,8 bilhões. Além dos recursos da Noruega, conta com US$ 1 bilhão do Brasil, US$ 1 da Indonésia, € 1 bilhão da Alemanha, € 500 milhões da França, € 50 milhões de Luxemburgo e US$ 5 milhões dos Países Baixos. A Fundação Minderoo prometeu US$ 10 milhões.

 

Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No mesmo evento, o primeiro-ministro, Jonas Gahr Støre, acrescentou que o TFFF poderia oferecer “financiamento estável e de longo prazo” e, por isso, apoiava a iniciativa. 

A proposta, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões e alavancar US$ 125 bilhões com capital privado. Os recursos serão aplicados em países com florestas tropicais, que são 70 e somam 1 bilhão de hectares.

“O Brasil precisava de parceiros que pudessem também aportar recursos [na iniciativa], e o natural era acionar os parceiros tradicionais que há anos vinham trabalhando conosco e são notórios em apoiar conservação da natureza”, explicou Garo Batmanian, diretor do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. “Com o tempo, a Noruega se aproximou e fez um aporte com condicionantes”.

Na visão do governo brasileiro, o apoio do país nórdico é fundamental para alavancar novos empréstimos e alcançar os US$ 10 bilhões iniciais. Com esse montante, o TFFF emitirá títulos que financiarão os projetos.

No radar, está a China, que, no fim de junho, mês do Dia Mundial das Florestas Tropicais, sinalizou a intenção de aderir, segundo informou o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, ao Jornal Valor Econômico. O tema foi tratado em uma reunião entre Durigan e o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an. De acordo com o ministro, equipes estão mobilizadas para acertar os detalhes da adesão.

Fundo Amazônia 

O TFFF se diferencia de outras estratégias baseadas em doações, como o Fundo Amazônia, que também tem a Noruega como a principal parceira.

O país nórdico contribuiu com R$ 3,8 bilhões dos R$ 4,9 bilhões do fundo, entre 2009 e 2025. Em junho, o Reino Unido fez mais um depósito, tornando-se o segundo maior doador, com R$ 500 milhões. A Alemanha é o terceiro maior parceiro, tendo investido R$ 387 milhões.

 

Floresta Amazônica – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Fundo Amazônia já financiou mais de 650 ações de pequenos agricultores, quebradeiras de coco, indígenas, cientistas, órgãos ambientais e Corpos de Bombeiros, por exemplo, e é gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

As medidas incluem ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de apoio à restauração florestal, regularização fundiária e produção sustentável.

O mecanismo foi proposto pelo Brasil na 12ª Conferência das Partes da ONU, no Quênia, e é liberado mediante comprovação da redução de desmatamento pelo Brasil. 

Noruega e suas contradições

Embora a Noruega seja uma das maiores patrocinadoras de projetos verdes no mundo, o país é um dos principais exportadores de petróleo e gás, transferindo grande parte do seu impacto climático para o exterior, uma vez que os combustíveis fósseis são os mais poluentes e considerados vilões do aquecimento global no planeta.

Apesar da contradição, para ambientalistas, em termos de cooperação internacional, os nórdicos têm importante papel de liderança.

“Diferente do futebol, no caso da natureza, jogar junto, em parceria, é fundamental, nada está desvinculado”, avaliou o vice-presidente da Conservação Internacional (CI-Brasil), Maurício Bianco.

Ele lembrou que, internamente, a Noruega tem favorecido iniciativas limpas, como adoção de veículos elétricos.

 “A Noruega tem demonstrado liderança consistente no financiamento de iniciativas de proteção das florestas tropicais e está à frente de outras nações desenvolvidas na redução do impacto ambiental de suas atividades”, afirmou Bianco.

Enquanto isso, outros grandes poluidores e desmatadores não demonstram protagonismo na agenda.

 

Vista de um braço do Rio Caeté em área de manguezal na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu monitorada pelo projeto Mangues da Amazônia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bianco explicou que proteger, restaurar e manejar a natureza de forma sustentável pode reduzir os efeitos da mudança climática, mas exige investimentos.

Segundo ele, a natureza recebe apenas 3% do financiamento climático global, apesar de responder por um terço das soluções para mitigar o problema. Somente na Amazônia, informou, estudos do Banco Mundial estimam a necessidade de investimentos anuais de US$ 7 bilhões. 

“A Noruega mostra para os países desenvolvidos que é importante eles financiarem soluções que possam evitar a crise climática e a [perda de] biodiversidade, para que eles mesmos não sofram com os problemas, como está ocorrendo agora”, concluiu.

De acordo com o Greenpeace Brasil, o controle do desmatamento e da degradação estão entre as principais formas de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

“Proteger e restaurar as florestas tropicais é fundamental para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima, além de garantir um planeta habitável para as futuras gerações”, disse a organização em posicionamento divulgado no último Dia Mundial das Florestas, 22 de junho.

Guaratinguetá na Revolução de 1932 – Prefeitura Estância Turística Guaratinguetá

 

O Museu Conselheiro Rodrigues Alves recebe, de 2 a 30 de julho, a exposição “Cidade Sitiada”, que retrata a participação de Guaratinguetá na Revolução Constitucionalista de 1932.

Com coordenação do historiador Leandro Pereira e colaboração de Luiz Antônio Andrade e Douglas Lemes, a mostra reúne artefatos, documentos e objetos históricos que ajudam a contar um importante capítulo da história da nossa cidade.

A exposição também estará aberta aos sábados, oferecendo mais uma oportunidade para o público conhecer esse importante capítulo da história de Guaratinguetá.

De 2 a 30 de julho
 De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; aos sábados, das 9h às 13h
 Museu Conselheiro Rodrigues Alves
Entrada gratuita.

Regularização fundiária avança com entrega de 88 títulos em três assentamentos de MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

A regularização fundiária da agricultura familiar avançou mais uma vez em Mato Grosso do Sul. Nesta semana, o Governo do Estado, por meio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), entregou 88 títulos definitivos de propriedade a famílias de três assentamentos estaduais: Terra Solidária e Terra Solidária II, em Sidrolândia, na terça-feira (30), e Carlos Roberto Soares de Mello, em Sonora, na quarta-feira (1º).

Do total, 31 títulos foram entregues em Sidrolândia e 57 em Sonora, fortalecendo o processo de regularização fundiária e garantindo às famílias a propriedade definitiva de seus lotes.

Para o gerente de Regularização Fundiária (GRF) da Agraer, Jadir Bocato, que representou o diretor-presidente Fernando Nascimento, na solenidade em Sidrolândia, o título definitivo representa muito mais do que a posse formal da terra.

“O título definitivo garante segurança jurídica ao produtor rural. A partir dele, a família passa a ter a propriedade regularizada, com tranquilidade para investir, acessar crédito, transferir esse patrimônio aos seus filhos e construir seu futuro sobre uma base legal sólida. Além disso, estamos falando de um documento que poderia custar até R$ 16 mil em cartório e que chega às famílias praticamente sem custo, graças ao trabalho do Governo do Estado. É um direito que fortalece a agricultura familiar e impulsiona o desenvolvimento das comunidades rurais”.

O documento é emitido gratuitamente pela Agraer. Caso fosse obtido diretamente em cartório, uma escritura definitiva poderia custar até R$ 16 mil. As famílias beneficiadas arcam apenas com taxas reduzidas de emolumentos cartorários, que variam entre R$ 100 e R$ 300.

A entrega em Sonora representa a segunda etapa da titulação no assentamento Carlos Roberto Soares de Mello durante a gestão do governador Eduardo Riedel. A primeira ocorreu em dezembro de 2025, quando 56 famílias receberam seus títulos definitivos. A meta da Agraer é concluir a titulação dos 242 lotes do assentamento, consolidando um dos maiores processos de regularização fundiária voltados à agricultura familiar no Estado.

Segurança jurídica

Agricultor Vilson ao lado da equipe da Agraer

No assentamento Terra Solidária II, em Sidrolândia, a emoção marcou a cerimônia. Entre os beneficiados estava o agricultor familiar Vilson da Silva, que aguardou 23 anos para receber o documento definitivo de sua propriedade.

Depois de permanecer sete anos acampado às margens da rodovia antes de conquistar seu lote, Vilson afirma que o título representa o reconhecimento de uma trajetória marcada pela persistência e pelo trabalho no campo. Hoje, ao lado da família, vive exclusivamente da produção leiteira e vê a escritura definitiva como a consolidação de um sonho construído ao longo de décadas.

“Chega a arrepiar. É a dignidade de ver que valeu a pena persistir. Hoje vivo aqui com minha família, produzo leite e entrego para um laticínio em Campo Grande. É da terra que tiro meu sustento. Se não tivesse essa oportunidade, talvez estivesse na cidade fazendo outro trabalho. Minha vida está aqui”.

Em uma área de 18 hectares, Vilson mantém um rebanho de aproximadamente 37 animais e produz entre 50 e 60 litros de leite por dia. Ao longo dos anos, contou com o apoio da Agraer para acessar diferentes linhas de crédito do Pronaf.

“A Agraer sempre foi parceira. Todos os projetos que fiz passaram por ela. Eles elaboram os projetos, encaminham para o banco e nos ajudam a produzir cada vez mais”.

Produtora Irami ao lado da família

Também beneficiada pela entrega, a agricultora familiar Irami dos Santos vive há cerca de 20 anos no assentamento e transformou a propriedade em fonte de renda para toda a família. Produtora de hortaliças, leite, frangos e diversos alimentos, comercializa sua produção nas feiras livres de Sidrolândia e também fornece alimentos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Nem tenho palavras para explicar essa felicidade. Passei muita coisa para chegar até aqui, mas hoje só tenho a agradecer. A terra me deu tudo. Criei minhas netas aqui, trabalho todos os dias e continuo investindo na produção”.

No assentamento em Sonora, a agricultora familiar Nilma Oliveira também comemorou a conquista do documento. “É uma alegria muito grande receber esse título. Agora a gente tem mais segurança para trabalhar e investir na propriedade. É uma conquista para toda a família e um incentivo para continuar produzindo”.

A regularização fundiária é resultado de um trabalho integrado desenvolvido pela Gerência de Regularização Fundiária (GRF), pelo Setor de Agrimensura, pelo Núcleo de Assentamentos da Agraer e pela Coordenadoria Jurídica (CJUR), em parceria com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

As solenidades em Sidrolândia e Sonora reuniram autoridades municipais, lideranças locais e servidores da Gerência de Regularização Fundiária da Agraer, entre eles Luiz Marcelo Verão, Washington Willeman, Goreti Bento e Rejane Cameschi, que atuam diretamente nos processos de titulação desenvolvidos pelo Governo do Estado.

Comunicação Agraer

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Três países que sediam a Copa de 2026 seguem na disputa

Por MRNews

Em 2026, com a Copa do Mundo sendo realizada pela primeira vez em três países, as três seleções – Estados Unidos, México e Canadá – seguem na competição e já foram classificadas às oitavas de final.

Outros países que sediaram Copas anteriores, como Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França ganharam a Copa em casa. Em 2026, os três anfitriões não figuram como favoritos ao título, mas aproveitaram, até aqui, a tabela favorável e a atmosfera dos estádios para ir longe.

México

O México, do técnico Javier Aguirre, teve quatro jogos e quatro vitórias, com oito gols marcados e nenhum gol sofrido. As festas nas ruas da Cidade do México superaram os protestos de grupos sociais programados para a época da Copa. O destaque da equipe é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, autor de três gols até agora.

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Os mexicanos participam pela 18ª vez de uma Copa do Mundo e nunca foram além da sexta colocação. Estacionaram nas quartas-de-final justamente nas duas vezes em que sediaram um Mundial. Em 1970, foram eliminados pela Itália levando uma goleada de 4 a 1 na cidade de Toluca. E em 1986, caíram para a Alemanha, nos pênaltis, em Monterrey.

Os mexicanos vão enfrentar a Inglaterra no próximo domingo (5), às 21h (horário de Brasília) no Estádio Azteca, pelas oitavas de final. O duelo que já aconteceu em outra Copa: em 1966, no Estádio de Wembley, em Londres, a Inglaterra fez valer o fato de ser a anfitriã daquela edição e derrubou os mexicanos por 2 a 0. 

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Destaque da equipe do México é o atacante colombiano naturalizado Quiñones, autor de três gols até agora – Reuters/Raquel Cunha/Proibida reprodução

 

Estados Unidos

No caso da seleção dos Estados Unidos, dos quatro jogos, venceu três e perdeu um. O time do técnico argentino Maurício Pochettino conta com os atacantes Pulisic e Balogun (autor de três gols) e o lateral-direito Sergiño Dest. O público norte-americano que, por anos, torceu o nariz para o “soccer”, agora consegue se empolgar com o ótimo rendimento da equipe.

Os Estados Unidos participam pela 12ª vez de uma Copa. Quando sediaram o Mundial em 1994, caíram nas oitavas de final para o Brasil, que acabou sendo o campeão. Normalmente, as oitavas de final são o limite para a seleção. A expectativa é que, atuando em Seattle, na próxima segunda-feira (6), eles consigam utilizar o “fator campo” contra a Bélgica, às 21h, em Seattle.

O duelo não é inédito nos Mundiais. Na primeira edição, em 1930, os Estados Unidos bateram os belgas por 3 a 0, caminhando para a terceira colocação em uma Copa. Mais recentemente, em 2014, na Fonte Nova, em Salvador, a Bélgica eliminou o “Team U.S.A.” por 2 a 1, justamente em uma fase de oitavas de final. 

Os belgas Courtois (34 anos), De Bruyne (35 anos) e Lukaku (33 anos) continuam atuando nesta edição, enquanto os americanos foram totalmente renovados e ficaram bem mais fortes.

Canadá

No Canadá, o hóquei no gelo é bem mais popular que o futebol. Ainda assim, os estádios de Toronto e de Vancouver ficaram lotados para as atuações da seleção do técnico norte-americano Jesse Marsch.

Com duas vitórias, um empate e uma derrota, os canadenses contam com os zagueiros Bombito e Cornelius e os atacante Jonathan David, autor de três gols até aqui, e Promise David.

Disputando apenas sua terceira Copa do Mundo, até então, os canadenses jamais tinham vencido um único jogo em Mundiais.

Por ter ficado em segundo lugar no Grupo B, o Canadá perdeu o direito de continuar jogando em seu território nas fases de mata-mata.

A vitória sobre a África do Sul foi em Los Angeles e o time enfrentará o Marrocos em Houston (Estados Unidos), no sábado (4), às 14h (horário de Brasília). Um duelo que ocorreu na Copa do Qatar em 2022: na ocasião, Marrocos venceu por 2 a 1, mas de lá para cá, as seleções mudaram bastante suas formações originais.

Stephen Eustaquio comemora com seus companheiros de equipe após marcar o gol da vitória do Canadá contra a África do Sul  REUTERS/Matthew Childs/Proibida reprodução

Jogos 

  • 4 de julho – Canadá x Marrocos – Houston (Estados Unidos) – 14h
  • 5 de julho – México x Inglaterra – Azteca (México) – 21h
  • 6 de julho – Estados Unidos x Bélgica – Seattle (Estados Unidos) – 21h

Rio celebra com luz os 14 anos do título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Prefeitura comemora com iluminação no Cristo, Arcos da Lapa e Copacabana Palace. Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio celebra neste mês os 14 anos da inscrição do Sítio Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar na lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Para marcar a data, entre os dias 1º e 5 de julho, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), a Rioluz e a Secretaria Municipal de Conservação, em parceria com o Copacabana Palace, a Belmond Hotel, e o Santuário Cristo Redentor promovem uma iluminação especial em alguns dos principais cartões-postais da cidade. O Monumento ao Cristo Redentor, os Arcos da Lapa e o Copacabana Palace ganharão luzes em verde e azul, em referência ao mar e à montanha.

A conquista consagrou o Rio de Janeiro como a primeira área urbana de grandes dimensões a receber o reconhecimento internacional na categoria de Paisagem Cultural Urbana. A chancela reconhece a relação única, harmônica e criativa entre a natureza exuberante e a ocupação urbana construída ao longo dos séculos.

 

— Celebrar os 14 anos deste título é reafirmar o compromisso contínuo do município com a gestão de nossos bens culturais e ambientais. A iluminação especial nos principais cartões-postais da cidade é um tributo visual a essa herança coletiva e um lembrete de que preservar esse patrimônio é motivo de orgulho para todos nós — destaca Laura Di Blasi, presidente do IRPH.

 

A área reconhecida pela Unesco abrange marcos fundamentais da identidade visual e cultural do Rio, incluindo o Parque Nacional da Tijuca, o Jardim Botânico, o Corcovado com o Cristo Redentor, o Parque do Flamengo, a orla de Copacabana, a entrada da Baía de Guanabara, o Forte de Copacabana e o morro do Pão de Açúcar. A ação conecta a Zona Sul e o Centro em um mesmo circuito de homenagem visual, reunindo locais que testemunham a evolução urbana e cultural da cidade.

 

Com a iniciativa, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) e o IRPH reforçam as ações de conservação desenvolvidas nos últimos 14 anos e as diretrizes de planejamento que garantem o desenvolvimento sustentável da cidade sem descaracterizar a paisagem que rendeu ao Rio o reconhecimento internacional. Exemplo  recente é a revitalização dos Arcos da Lapa, um investimento de R$ 1,7 milhão que resgatou a imponência do monumento do século XVIII, tombado pelo IPHAN, e incluiu limpeza técnica, pintura, recuperação estrutural e a revitalização da Praça Cardeal Câmara.

 

— Os Arcos da Lapa, além de serem a maior obra de engenharia do Brasil colonial, são o grande monumento sobrevivente das transformações urbanas do Centro do Rio. Mantemos um ciclo técnico e contínuo de conservação, com etapas em 2011, 2014, 2016, 2022 e agora em 2026, respeitando o tombamento do IPHAN e usando a mesma técnica da construção original: a caiação com cal virgem, que permite que a pedra respire, diferente de uma tinta comum , eliminando a umidade e preservando as características originais. Uma cidade sem memória é uma cidade morta — afirma o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz.

 

Como foi o processo que trouxe o título inédito no mundo

O Comitê de Candidatura foi coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com a colaboração da Prefeitura do Rio, do Governo do Estado e do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O dossiê de candidatura foi encaminhado ao Comitê do Patrimônio Mundial em setembro de 2009. Após o período de análise, em 1º de julho de 2012, durante a 36ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em São Petersburgo, na Rússia, o Rio recebeu o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural. A inscrição foi oficializada em 5 de julho de 2012.

 

O conceito de Paisagem Cultural foi incorporado pela Unesco em 1992 como uma nova forma de reconhecer bens culturais. O Rio de Janeiro, porém, quebrou um paradigma ao se tornar a primeira área urbana dinâmica e de grandes dimensões do mundo contemplada nessa categoria. Até então, os locais reconhecidos eram áreas rurais, jardins históricos, pequenos núcleos urbanos ou sistemas agrícolas tradicionais.

 

A cidade também reúne outros sítios reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial. O Sítio Arqueológico Cais do Valongo, na Região Portuária, recebeu o título em 2017 por representar o principal porto de entrada de africanos escravizados nas Américas e preservar uma memória sensível da história da humanidade. Já o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, foi inscrito em 2021 como Paisagem Cultural por materializar o conceito inovador de jardim tropical moderno e inspirar a vocação econômica da região.

Categoria:

  • 2 de julho de 2026
  • Marcações: cais do valongo Copacabana Palace IPHAN Parque Nacional da Tijuca Santuário Cristo Redentor UNESCO

    Prefeitura faz limpeza na Ernesto Geisel – CGNotícias

    A Prefeitura de Campo Grande iniciou nesta quinta-feira (2) uma força-tarefa de limpeza no entorno da Avenida Ernesto Geisel para remover o acúmulo de resíduos na região e melhorar as condições de segurança, saúde e bem-estar da população.

    A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), conta com apoio da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) e da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). Os trabalhos devem seguir nos próximos dias.

    Para a execução dos serviços, foram mobilizados cerca de 50 servidores, 10 caminhões-caçamba e três pás-carregadeiras, utilizados na retirada de resíduos e limpeza das áreas atingidas.

    A iniciativa atende a uma demanda frequente de moradores da região, que relatam preocupação com o descarte irregular de lixo e os impactos causados pelo acúmulo de resíduos, como a proliferação de insetos e outros vetores de doenças.

    Durante a operação, equipes da Assistência Social também realizam abordagens às pessoas em situação de rua presentes no local, com oferta de atendimento e encaminhamento à rede socioassistencial do município.

    A Prefeitura destaca que a atuação conjunta das secretarias busca promover melhorias na limpeza urbana, fortalecer as ações de assistência social e garantir mais segurança para moradores e usuários da Avenida Ernesto Geisel.

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    Diarista confessa morte de casal de idosos e polícia aponta motivação

    Por MRNews

    Um caso que chocou moradores de Minas Gerais ganhou novos desdobramentos nesta semana. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa sob suspeita de assassinar um casal de idosos, teria confessado informalmente o crime à Polícia Civil e revelado detalhes sobre a motivação do duplo homicídio.

    Segundo as investigações, as vítimas foram identificadas como Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos.

    Suspeita teria conhecido residência durante serviço de limpeza

    De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, a suspeita trabalhou anteriormente na residência do casal como diarista. Conforme relatado pelo delegado responsável pelo caso, a mulher teria afirmado que passou a observar os bens existentes no imóvel durante o período em que prestava serviços no local.

    Segundo a investigação, joias, relógios, dinheiro e outros objetos de valor teriam despertado o interesse da suspeita, levando ao planejamento do crime patrimonial que acabou resultando na morte dos idosos.

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    Polícia relata detalhes da confissão

    O delegado Gustavo Barletta informou que, em depoimento informal, a investigada relatou ter ficado impressionada com o patrimônio das vítimas.

    Ainda segundo a polícia, a suspeita afirmou que teria utilizado uma substância para dopar o casal antes de cometer o crime. Posteriormente, os idosos foram mortos com golpes de faca.

    Apesar da confissão inicial, durante o depoimento oficial a investigada exerceu parcialmente o direito constitucional de permanecer em silêncio e não respondeu a todos os questionamentos feitos pelos investigadores.

    Alegação de surto psicótico será apurada

    Durante parte de seu relato, a suspeita declarou que teria sofrido um surto psicótico no momento dos fatos. Ela também alegou possuir histórico de problemas de saúde mental e afirmou ouvir vozes que teriam influenciado sua conduta.

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    As declarações deverão ser analisadas ao longo do inquérito policial e poderão ser objeto de futuras perícias para verificar eventual condição psiquiátrica da investigada.

    Prejuízo pode chegar a R$ 200 mil

    As investigações apontam que diversos objetos foram levados da residência após o crime. Entre os itens estariam:

    • Joias;
    • Relógios;
    • Roupas;
    • Óculos;
    • Pertences pessoais;
    • Quantias em dinheiro.

    O prejuízo estimado pelas autoridades gira em torno de R$ 200 mil.

    Segundo a Polícia Civil, a suspeita afirmou ter vendido os bens subtraídos por aproximadamente R$ 3,3 mil.

    Prisão e andamento do caso

    Paola Stefany Neto Cirino foi localizada e presa na cidade de Itabira. Após os procedimentos legais, ela permaneceu à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

    A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes do caso, incluindo a recuperação dos objetos levados, a dinâmica completa do crime e a análise das alegações apresentadas pela suspeita.

    Conclusão

    O caso continua repercutindo pela violência empregada e pelas circunstâncias relatadas durante a investigação. Com a prisão da suspeita e a continuidade das apurações, a expectativa é que o inquérito esclareça todos os fatos e determine as responsabilidades criminais envolvidas no duplo homicídio.

    Tags:

    diarista, casal de idosos, Minas Gerais, Itabira, Polícia Civil, duplo homicídio, investigação criminal, Gustavo Barletta, crime patrimonial, prisão, violência, segurança pública, notícias Brasil, Viagem Black, atualidades, polícia, justiça, homicídio qualificado, patrimônio, caso policial

    Governo de MS leva investimentos em educação e infraestrutura a Jaraguari com entregas em escola e rodovia

    Reforçando a estratégia do Governo do Estado de promover desenvolvimento regional, inclusão social e melhoria da qualidade dos serviços públicos, foram entregues nesta quinta-feira (2) em Jaraguari várias obras nas áreas de educação e infraestrutura.

    A programação contemplou a inauguração da reforma geral e ampliação com acessibilidade da Escola Estadual José Serafim Ribeiro e a entrega da implantação e pavimentação asfáltica de 11,48 quilômetros da rodovia MS-010, no trecho entre o distrito de Rochedinho e o Quilombo Furnas do Dionísio.

    O governador ressaltou os avanços da educação pública em Mato Grosso do Sul, ressaltando os investimentos em infraestrutura, tecnologia e ensino integral como fatores decisivos para a melhoria dos indicadores educacionais no Estado. Ele também enfatizou a importância da continuidade das políticas públicas, da parceria entre os poderes e dos investimentos em infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento dos municípios.

    “Hoje, 63% das nossas escolas funcionam em tempo integral. O que vimos aqui foi uma escola moderna, conectada, com tecnologia, laboratórios digitais e professores utilizando ferramentas inovadoras para proporcionar aos alunos uma educação de qualidade e alinhada às demandas da sociedade atual.”

    Por meio da SED (Secretaria de Educação), a obra da EE José Serafim Ribeiro moderniza a infraestrutura da unidade, amplia a acessibilidade e oferece melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.

    A escola atende atualmente 466 estudantes matriculados em turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, com oferta de ensino em período parcial.

    A intervenção contemplou a reforma geral e ampliação dos blocos da unidade escolar, incluindo adequação às normas de acessibilidade, proteção contra incêndio e pânico, proteção contra descargas atmosféricas e vigilância sanitária. Entre os serviços executados a revitalização da quadra esportiva. O investimento foi de R$ 7,6 milhões.

    Como parte da ampliação, foram construídas cinco novas salas, sendo três salas de aula, um laboratório de Ciências e uma sala de informática, além de quatro novos banheiros. A unidade também recebeu climatização em todas as salas de aula, proporcionando mais conforto para estudantes e professores.

    Além da reforma estrutural, a escola recebeu novos mobiliários e equipamentos. Foram entregues ainda conjuntos para refeitório, conjuntos escolares e para professores, microcomputadores, kit de merenda escolar, armários, mesa para direção e outros itens destinados à qualificação do ambiente de ensino.
    Infraestrutura: pavimentação fortalece mobilidade, produção e turismo

    O Governo também entregou a implantação e pavimentação asfáltica de 11,4 quilômetros da rodovia MS-010, no trecho entre o distrito de Rochedinho e o Quilombo Furnas do Dionísio. A obra recebeu investimento de R$ 30,9 milhões e representa um importante avanço para a infraestrutura viária da região.

    A intervenção conclui a pavimentação do acesso ao Quilombo Furnas do Dionísio, garantindo mais segurança, conforto e melhores condições de trafegabilidade para moradores, produtores rurais, estudantes e demais usuários da rodovia.

    A melhoria reduziu o tempo de deslocamento, além de facilitar o transporte escolar e o acesso aos serviços públicos, proporcionando maior eficiência ao escoamento da produção agropecuária.
    A obra também fortalece o turismo rural, histórico e cultural ao ampliar o acesso ao Quilombo Furnas do Dionísio, uma das mais importantes comunidades quilombolas de Mato Grosso do Sul, contribuindo para a integração regional, a valorização do patrimônio cultural e o desenvolvimento econômico local.

    O prefeito de Jaraguari, Claudio Ferreira da Silva, destacou a parceria com o Governo do Estado como fundamental para a execução de obras de infraestrutura e ampliação dos serviços públicos no município.

    Entre os principais avanços, ressaltou a autorização para estudos técnicos e ambientais visando à pavimentação de mais de 30 quilômetros no corredor que liga a região do Dionísio ao distrito de Bonfim, além do apoio estadual para a reconstrução de pontes rurais, investimentos em saúde, educação, habitação e aquisição de equipamentos para atendimento da população urbana e rural.

    “A autorização para os estudos técnicos e ambientais da pavimentação entre a região do Dionísio e o distrito de Bonfim representa uma conquista histórica para Jaraguari. Estamos falando de mais de 30 quilômetros de asfalto, que vão valorizar toda a região e melhorar significativamente a vida da nossa população.”

    Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
    Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

    MS valoriza ciência, tecnologia e inovação e anuncia mais R$ 38,6 milhões para pesquisa – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

    A Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) realizou – nesta quarta-feira (1°) – a cerimônia do Prêmio Fundect Pesquisador Sul-Mato-Grossense 2026, com a premiação de 15 pesquisadores e pesquisadoras em cinco categorias. O evento também marcou a assinatura de chamadas públicas que somam R$ 38,6 milhões em investimentos para ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul.

    Entre as instituições com pesquisadores premiados, a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) teve cinco representantes reconhecidos, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) teve quatro premiados, além de três da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), dois da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), e um da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) – Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte.

    “São premiados os primeiros colocados nas categorias apresentadas, sem esquecer, a importância dos grupos de pesquisa que dão suporte a esse avanço científico. Nos últimos quatro anos, registramos um incremento significativo no aporte de recursos, o que tem gerado resultados expressivos na produtividade e na qualidade do trabalho realizado em nossas instituições. Parabenizo todos os pesquisadores, cientistas, professores e bolsistas, bem como os institutos de pesquisa agropecuária e demais agências parceiras, pelo empenho e pela contribuição indispensável ao progresso de Mato Grosso do Sul”, disse o diretor-presidente da Fundect, Cristiano de Carvalho. 

    Além do reconhecimento estadual e da premiação em dinheiro, os primeiros colocados de cada categoria serão indicados ao Prêmio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) de Ciência, Tecnologia e Inovação.

    “Eu também faço parte desse meio e sei da importância da ciência para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Eu venho do setor produtivo agrícola e acompanhei essa transformação. Quando saímos de 1,7 milhão para 4,6 milhões de hectares cultivados com soja, isso passou pelas mãos de vocês. Passou pela pesquisa, pela Fundect e pela Semadesc. É esse conhecimento que torna Mato Grosso do Sul cada vez mais competitivo”, afirmou o secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Alex Melotto. 

    Novos editais

    A cerimônia também integrou a programação institucional alusiva aos 28 anos da Fundect – comemorado no dia 3 de julho. Durante o evento, foram assinadas chamadas públicas que somam mais R$ 38,6 milhões em investimentos para ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul. Os documentos foram assinados pelo diretor-presidente da Fundect, Cristiano Carvalho, e pelo vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha).

    Os editais reforçam a atuação da Fundação no apoio à formação de pesquisadores, à fixação de doutores, à iniciação científica, à realização de eventos e ao fortalecimento da produtividade em pesquisa no Estado.

    Os investimentos atendem demandas do presente e projetam o futuro do Estado. “Destaco também os 28 anos da Fundect, pilar indispensável do nosso progresso científico. Ao longo desta trajetória, milhares de projetos receberam apoio, transformando ideias em soluções concretas para a sociedade. Mato Grosso do Sul vive um momento histórico. Para sustentar este ciclo virtuoso, precisaremos, cada vez mais, da inteligência, da criatividade e da competência dos nossos pesquisadores”, afirmou Barbosinha.  

    A chamada do programa de ‘Apoio à Fixação de Doutores no Brasil’ (PROFIX-CB) terá investimento de R$ 22,3 milhões. Já o edital do programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC) 2026 terá investimento de R$ 6,3 milhões e apoiará bolsas de iniciação científica.

    A chamada do programa de Apoio a Eventos Científicos, Tecnológicos e de Inovação (PAE-MS) 2026 terá investimento de R$ 1 milhão. Outro edital que terá novo edital e R$ 7,2 milhões é o programa de Iniciação Científica e Tecnológica do Estado de Mato Grosso do Sul (PICTEC-MS).

    Também foi anunciado edital de Bolsas de Produtividade Estaduais Fundect/CNPq, com investimento de R$ 1,8 milhão, voltada ao reconhecimento e ao estímulo à produtividade de pesquisadores no Estado.

    Premiados

    Na categoria Pesquisador Destaque – Ciências da Vida, o primeiro colocado foi Flábio Ribeiro de Araújo, da Embrapa CNPGC. Doutor em Imunologia, ele atua na formação de novos pesquisadores e na coordenação de redes nacionais de pesquisa. O segundo lugar ficou com Letícia Couto Garcia, da UFMS, na área de Ciências Biológicas. O terceiro colocado foi Rodrigo Garófallo Garcia, da UFGD, na área de Ciências Agrárias.

    Na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas, o primeiro colocado foi Heberton Wender Luiz dos Santos, da UFMS. Doutor em Física, ele desenvolve pesquisas em nanociência e nanotecnologia, com projetos voltados à sustentabilidade, conversão de energia e mitigação de gases de efeito estufa. O segundo lugar ficou com Victor Hugo Rodrigues de Souza, da UFGD. O terceiro colocado foi Junior Reis Silva, da UEMS.

    Na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Humanas, o primeiro colocado foi Charlei Aparecido da Silva, da UFGD. Doutor em Geografia, ele é referência nas áreas de Geografia e Climatologia, com atuação voltada à produção científica, à formação de pesquisadores e ao fortalecimento da pós-graduação. O segundo lugar ficou com Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo, da UFMS. A terceira colocada foi Ruth Pavan, da UCDB.

    Na categoria Pesquisador Inovador – Inovação para o Setor Público, o primeiro lugar ficou com Arlinda Cantero Dorsa, da UCDB. Doutora em Língua Portuguesa, ela atua nas áreas de desenvolvimento local e cooperação regional. O segundo lugar ficou com Edson Takashi Matsubara, da UFMS. O terceiro colocado foi Mateus Boldrine Abrita, da UEMS.

    Na categoria Pesquisador Inovador – Inovação para o Setor Empresarial, a primeira colocada foi Denise Brentan da Silva, da UFMS. Doutora em Ciências, ela atua em Química de Produtos Naturais, espectrometria de massas e metabolômica. O segundo lugar ficou com Luana Rossato, da UFGD. A terceira colocada foi Alinne Pereira de Castro, da UCDB.

    Também foi premiado o ex-reitor da UFMS, Marcelo Turine, que recebeu o troféu Gestor Inovador, que juntamente com os primeiros colocados de cada categoria, vão representar Mato Grosso do Sul em nível nacional no Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação “Professora Niède Guidon” – 5ª Edição (2025).

    Paulo Ricardo Gomes, Comunicação Fundect
    Fotos: Nivi Souza, Fundect

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    Pinheirense Osmar Baptista conquista sete medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro Masters de Natação





    Osmar ganhou quatro medalhas de ouro em provas individual e três em provas de revezamento

    Entre os dias 25/6 a 28/6, o Clube Paineiras do Morumby foi anfitrião da 75° edição do Campeonato Brasileiro de Masters de Natação. A competição foi realizada na piscina longa do Paineiras e contou como válida para a 1ª etapa do Circuito ABMN (Associação Brasileira de Masters de Natação) de Natação Master 2026.

    Participando desta edição foram 719 atletas que representavam 79 equipes de 17 estados; representando o Pinheiros, tivemos Osmar Baptista, membro do Centro Pró-Memória. Osmar conquistou quatro medalhas de ouro nas provas individuais: 100m Livre Masculino, 50m Costas Masculino, 50m Livre Masculino, 100m Costas Masculino. E ainda mais três medalhas de ouro em provas de revezamento que foram: 4X100m Medley Masculino, 4X50m Livre Masculino e 4X200m Livre Masculino. 

    Ao final da competição, Osmar contou um pouco da sua trajetoria na natação. “Eu fui nadador quando jovem do Clube Internacional de Regatas de Santos até 1958 e depois do Esporte Clube Pinheiros até 1963. Depois voltei a nadar na categoria master e fui um dos fundadores da ABMN em 1985 e fundador da APMN (Associação Paulista de Masters de Natação) em São Paulo. E treino natação e faço ginástica até hoje com 86 anos,” finalizou.