Agenda NBB | Pinheiros x Rio Claro





Jogo 1

Terça – 21/04 – 11h30

No Ginásio Poliesportivo H. Villaboim – São Paulo/SP

Trasmissão UOL

Jogo 2 

Sex – 24/04 – 21h00

No Ginásio Felipe Karam – Rio Claro/SP

Transmissão ESPN

Jogo 3

Dom – 26/04 – 16hoo

No Ginásio Poliesportivo H. Villaboim – São Paulo/SP

Transmissão X Sports

*Jogo 4

Qua – 29/04 – A definir

No Ginásio Poliesportivo H. Villaboim – São Paulo/SP

A definir

*Jogo 5

Sex – 01/05 – A definir

No Ginásio Poliesportivo H. Villaboim – São Paulo/SP

A definir

 

Inmet alerta para chuvas intensas em estados do Norte e Nordeste

Por MRNews

O Instituto Brasileiro de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, com grau de severidade avaliado como perigo, em razão de chuvas intensas em pelo menos nove estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O alerta, que começou a valer a partir da 0h desta segunda-feira (20) e vigora até as 23h59 de hoje, cita chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos intensos que devem variar de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. As orientações, em caso de rajadas de vento, incluem não se abrigar debaixo de árvores, diante do risco de queda e de descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

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Belém decreta emergência em razão de fortes chuvas

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193)”, completou o instituto.

Emergência em Belém

O alerta inclui o município de Belém, que decretou estado de emergência em razão das fortes chuvas que atingem a capital paraense – foram mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, volume classificado pela prefeitura como extremo.

“Belém registrou uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”, informou a prefeitura em nota, ao acrescentar que acompanha, desde as primeiras horas de domingo (19), os impactos do temporal na cidade.

Ainda de acordo com o comunicado, a Defesa Civil coordena um comitê integrado, com o apoio do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de garantir resposta rápida em todas as áreas da capital.

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“As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, concluiu a prefeitura.

Guardas municipais detêm 15 flanelinhas na Feira da Glória – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

O Grupamento de Operações Especiais (GOE) da Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) conduziu para a delegacia 15 flanelinhas flagrados atuando neste domingo (19/04) no entorno da Feira da Glória, na Zona Sul. A operação também registrou a apreensão de 17 coletes, três cones e 142 multas de trânsito.

A GM-Rio está intensificando as ações preventivas de ordenamento de trânsito e de segurança urbana em toda a extensão da feira, da Rua Teixeira de Freitas até a Praça do Russel, e também na Av. Rio Branco, desde o dia 30 de março. A feira acontece há mais de um século e atrai muitas pessoas, mas também havia reclamações da atuação de flanelinhas na região, o que motivou a ação especial da GM-Rio.

Neste domingo, participaram da ação guardas dos Grupamentos de Operações Especiais (GOE) e de Guardas Motociclistas (GGM), da Coordenadoria Regional Centro Sul (CRCS) e Subdiretoria Técnica de Trânsito (Subtran).

 

 

Marcações: coletes feira da glória flanelinhas GM GOE

Prefeitura investe R$ 3,5 mi em máquinas para agricultura familiar  – CGNotícias

A Prefeitura de Campo Grande investe mais de R$ 3,5 milhões na compra de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar, com foco na ampliação da produção e no aumento da renda de produtores rurais. 

No campo, os efeitos já aparecem no dia a dia. O presidente da Associação de Moradores e Pequenos Agricultores da região do Aguão, Pedro Martins Nés, destaca a mudança na rotina. “Esse maquinário traz uma estrutura que a gente não tinha. Nossa região é voltada para o leite, e agora conseguimos dar mais suporte aos produtores, melhorar a produção e, principalmente, aumentar a renda das cerca de 120 famílias atendidas.” 

A produtora Indira Laís Micky também aponta os impactos. “É a primeira vez que estou participando do PNAE e estou muito ansiosa. A Prefeitura deu todo o suporte na parte de documentação e orientação. A expectativa é melhorar a renda. Hoje trabalho com hortaliças folhosas, e essa oportunidade faz toda a diferença.” 

Já a representante da Comunidade Quilombola Chácara Buriti, Lucinéia de Jesus Domingos Gabelão, reforça a importância da continuidade das ações. “Essa parceria é fundamental. Já utilizamos os maquinários e agora estamos renovando esse apoio, o que garante a continuidade da produção. Estamos preparados para atender às demandas e participar desse processo. Para nós, é a realização de um sonho poder fornecer para o PNAE municipal.” 

O investimento contempla a aquisição de equipamentos que reduzem custos, dão mais agilidade às atividades e ampliam a capacidade produtiva no campo. 

Os recursos são provenientes de convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio da Plataforma + Brasil. Ao todo, foram firmados seis contratos para aquisição de novos equipamentos, que serão cedidos aos produtores. 

Ao comentar a iniciativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou os efeitos na produção. “Estamos investindo diretamente na base da nossa produção, que é a agricultura familiar. Esses equipamentos vão garantir mais eficiência no trabalho no campo, reduzir custos e ampliar a capacidade produtiva dos nossos agricultores”. 

Com os novos maquinários, produtores ganham tempo, aumentam a produtividade e ampliam as possibilidades de renda, fortalecendo a produção local. 

#ParaTodosVerem: A imagem em destaque mostra uma roçadeira, um dos equipamentos comprados pela PrefCG para uso de produtores familiares

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Pinheirenses conquistam três bronzes no Campeonato Pan-Americano





Entre 7 e 10 de abril, Lima, no Peru, foi sede da 29ª edição do Campeonato Pan-Americano de Badminton. A competição reuniu grandes atletas da modalidade de 16 países, entre eles, Jaqueline Lima e Fabrício Farias, ambos atletas do Esporte Clube Pinheiros.

Na categoria dupla feminina, Jaqueline conquistou a medalha de bronze jogando com Samia Lima. As atletas venceram as peruanas Fernanda e Rafaela Munar na primeira rodada e as salvadorenhas Fatima Centeno e Daniela Hernandez, nas quartas, em games diretos, antes de perderem na semifinal para as estadunidenses Laura Lam e Allisson Lee, terminando na terceira colocação.

Fabrício disputou ao lado de Davi Silva na Dupla Masculina. Os atletas também terminaram com a medalha de bronze. Eles derrotaram os colombianos Daniel Boria e Miguel Quirama por 2 a 0 nas oitavas de final e, depois, os mexicanos Job Castillo e Armando Gaitan, também em games diretos, antes de cair na semifinal para os atuais tricampeões Chen Zhi Yi e Presley Smith, dos Estados Unidos.

Na disputa de Dupla Mista, os pinheirenses jogaram juntos e conquistaram a medalha de bronze. Cabeças de chave 4 da competição, Jaqueline e Fabrício começaram a campanha passando pelos peruanos Diego Subauste e Rafaela Castañeda por 2 a 0, na rodada de 1/32. Nas oitavas, a dupla enfrentou os canadenses Oliver Chen e Lyric Su e também venceram por 2 a 0. Nas quartas, os adversários foram os estadunidenses Ansen Liu e Charity Lam, derrotados por um duplo 21/16, em 29 minutos de disputa.

Na semifinal, foram superados para a dupla americana Presley Smith e Jennie Gai e terminaram com o bronze, encerrando a participação na competição.

Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada

Por MRNews

O Brasil soma 4,5 milhões de empreendedores da chamada Economia Prateada, que reúne os maiores de 60 anos. O número cresceu 58,6% na última década, de acordo com o Sebrae Nacional. A entidade desenvolve programas voltadas para o chamado empreendedorismo sênior, focado em apoiar o público nesta faixa etária que deseja investir em negócios próprios.  

Em 2025, o programa atendeu 869 mil pessoas e a meta para 2026 é chegar a 1 milhão. A gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+, Gilvany Isaac, descreve esse crescimento como uma “onda forte”, em razão do desejo desse público em permanecer ativo. 

“Existe uma possibilidade de carreira, de continuidade. Tenho visto que as pessoas de 60 anos se identificam com  um propósito. Elas querem algo que tenha a ver com a sua experiência, mas que resolva também problemas da comunidade”, aponta Gilvany. 

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Raízes fortes 

Bordadeira no Pará trabalha com a moda marajoara – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Gilvany relata que, ao longo do programa, percebeu uma vocação deste público em trabalhar com saberes tradicionais e vocações locais. Seja no artesanato, na cultura de sementes ou de ervas medicinais. No Sul por exemplo, ela destaca a produção de artesanato a partir de redes de pesca, por mulheres de comunidades pesqueiras.  

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Família de Oscar Schmidt faz pedido após morte

“A gente vê que a geração 60+ tem esse cuidado com o planeta, porque viu muita transformação. Onde a gente está caminhando, percebemos essa responsabilidade sobre integrar, ou seja, manter esse planeta vivo do jeito que a pessoa conheceu”, conta Gilvany. 

Dentre os setores que este público mais se interessa em empreender destacam-se turismo, comércio e serviços. O Sebrae oferece aos empreendedores mentorias e consultorias, tanto para orientar quem quer ser empreendedor, quanto para quem deseja abrir um negócio focado no consumidor 60+.  No programa, a participação dos idosos é alta e o índice de desistência, reduzido.  

“Eles são muito participativos. O Sebrae faz todo o projeto adequado às necessidades do empreendedor maduro que quer curtir a vida, sem dedicar todo o seu tempo disponível ao negócio”, explica.  

O suporte é gratuito, desde o desenho da jornada, até cursos e atendimentos individuais. São promovidos ainda eventos para fortalecer a rede de empreendedores, estimulando a troca de experiências.  

Transformação do mercado 

Aliado ao desejo de empreender, o crescimento dos negócios comandados pelos 60+ está relacionado também às transformações populacionais e, por consequência, do mercado de trabalho. 

 O aumento da expectativa de vida ao nascer – que era e 62,6 anos em 1980 e passou para 76,4 anos em 2023 –  impactou o mercado de trabalho para a chamada Geração Prateada (60+). 

Atualmente, um quinto da população brasileira em idade para trabalhar é composta por este grupo, aponta estudo da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Janaína Feijó .

As maiores proporções de idosos na População em Idade Ativa (PIA) em 2024 estavam nos estados do Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (23,7%) e São Paulo (21,7%). As menores proporções foram encontradas em Roraima (12%), Acre (12,4%) e Amazonas (13%). 

“Ao contrário de estereótipos antigos que associavam o envelhecimento à inatividade ou à dependência, a Geração Prateada é marcada por um perfil mais saudável, engajado e consumidor”, destaca Janaína. 

Ela destaca dois perfis entre os idosos economicamente ativos: os que trabalham por uma necessidade de renda e os que permanecem nos postos de trabalhar para manterem-se ativos e com vínculos profissionais. 

 

Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisadora destaca que o etarismo – a discriminação aos mais velhos – é um dos grandes empecilhos à manutenção dos 60+ no mercado de trabalho. Ela reafirma a necessidade de se combater esse preconceito tanto na sociedade, quanto nas empresas. 

“O que acontece no Brasil é que a população está envelhecendo e não dispõe de jovens para repor essa mão-de-obra, que está envelhecendo. Se a gente não contar com a mão-de-obra 60+, no fim das contas, a gente está prejudicando o crescimento econômico do país”.  

A pesquisadora aponta o empreendedorismo como um caminho para aqueles que já se aposentaram, mas desejam permanecer ativos.   Ela ressalta, entretanto, a importância de que o empreendedor 60+ se formalize para não estar em uma situação de vulnerabilidade. 

 

Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Marcelo Camargo/Agência Brasil

“HumanizAção” acolhe oito pessoas em situação de rua no domingo (19) – Agência de Notícias

Neste domingo (19), o programa “HumanizAção” realizou atendimentos a 31 pessoas em situação de rua, em diferentes pontos da cidade. Desse total, oito aceitaram receber acolhimento na entidade Serviço de Obras Sociais (SOS), onde são disponibilizados pernoite, alimentação completa, roupas e toalhas, banho e cuidados de higiene.

A iniciativa municipal é promovida de forma integrada por equipes da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), Secretaria da Cidadania (Secid), com sua Coordenadoria de Álcool e Outras Drogas junto à Divisão de Política para Pessoas em Situação de Rua, além da Secretaria da Saúde (SES). Também conta com o importante auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional (Sert), Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), Secretaria de Mobilidade (Semob) e Urbes – Trânsito e Transportes.

Os profissionais do programa percorreram diferentes pontos da cidade, como Rua Almirante Barroso, Rua Humberto de Campos, Rua Rosa Maria de Oliveira, Alameda dos Lírios, Rua Padre Luiz, Parque “Carlos Alberto de Souza”, Praça da Juventude, imediações da Rodoviária, entre outros.

Os munícipes podem sempre colaborar com o “HumanizAção”, informando os locais da cidade onde haja pessoas em situação de rua necessitando de cuidados e acolhimento, assim como doando roupas, cobertores e alimentos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: (15) 99666-2636, 24h por dia, ou pelos telefones: (15) 3229-0777, do SOS; (15) 3212-6900, da Secretaria da Cidadania, e 153, da GCM.

Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudoeste do Pará

Por MRNews

Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda.

Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade.

Uma dessas iniciativas impulsionadas por mulheres é a Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). A associação existe há cerca de dez anos e trabalha tanto com mel proveniente da apicultura, com as abelhas mais conhecidas, quanto da meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são resgatadas de zonas de supressão.

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O incentivo à criação de abelhas contribui não só para a preservação da natureza como também oferece alternativas de geração de renda para essas mulheres.

“A gente só sabia passar e cozinhar”, contou Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da associação. “Mas, quando colocaram essa ideia nas nossas cabeças, de que a gente podia fazer outras coisas fora de casa, abraçamos. Isso foi nos transformando. Até saímos para estudar”.

 

Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação

A fundadora conta que voltou a estudar com 51 anos e que muitas dessas mulheres eram analfabetas.

“Saímos de dentro da cozinha, de dentro daquela vida que era só a mesma, e hoje estamos empreendendo e, para nós, isso é muito gratificante”, ressaltou.

Agora, diz Ana Alice, elas já não têm mais tempo para cuidar dos afazeres domésticos. “Mudou tudinho. A gente não tem mais muito tempo para cozinhar, não. Nem para organizar a casa”.

A AFMA é composta atualmente por 23 famílias, reunindo tanto mulheres quanto homens. À semelhança das colmeias, as fêmeas cuidam dos principais afazeres desse trabalho, como cuidar das finanças e de envasar, rotular e colocar o preço no produto.

“Os homens vão para o apiário, mas quem administra são as mulheres”, disse Ana Alice, que já foi presidente da associação. “A gente vai organizando todo mundo e fazendo o que é melhor para produzir e para aumentar essa produção, assim como as abelhas fazem”, destacou.

 

Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação

Mulheres empreendedoras

Só no ano passado, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no Brasil foram liderados por mulheres. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal.

Segundo esse levantamento, quatro entre cada dez pequenos negócios abertos no país em 2025 foram criados por mulheres, superando em mais de 320 mil o verificado no ano anterior.

Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, Renata Batista,  destacou que o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões, em 2015, para 10,4 milhões, em 2025 ─ um crescimento de 27% em dez anos, acima do avanço observado entre os homens.

“Isso acontece por uma combinação de fatores: maior escolarização feminina, a busca por autonomia financeira, a necessidade de geração de renda e a ampliação do acesso à formalização, especialmente via MEI [microempreendedor individual]. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem sido uma porta de entrada para as mulheres transformarem o conhecimento, o talento e o vínculo com o território e o negócio”, acrescentou.

Apesar desse crescimento, as mulheres ainda não representam nem metade dos novos pequenos empreendimentos abertos no país. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres.

Mesmo com dificuldades, essas mulheres vêm buscando abrir espaços nesse mercado, contando com apoio do Poder Público ou de empresas privadas.

Diretora de soluções baseadas na natureza da mineradora Vale, Patricia Daros, afirma que os negócios tocados por mulheres extrapolam a questão da geração de renda, levantando também a questão de empoderamento feminino que começa a ser mais percebido. Na mineradora, 30% dos 50 projetos de bioeconomia apoiados recentemente são liderados por mulheres.

“A gente começou a perceber, desde quando a gente começou esse trabalho [de fomento], uma mudança do ponto de vista desse perfil de quem está à frente desses negócios, e as mulheres começaram, de fato, a aparecer um pouco mais ultimamente, principalmente em negócios relacionados à bioeconomia”, destacou.

Preciosidades da Amazônia

Emancipado em 10 de maio de 1988, após plebiscito que o desmembrou de Marabá, o município de Parauapebas tem nome de origem tupi, que significa “rio de águas rasas”. Sua formação populacional é resultado de intenso fluxo migratório, impulsionado pela descoberta e exploração de minérios na Serra dos Carajás, a partir da década de 1960.

Hoje, a mineração responde por boa parte da economia, com destaque para o minério de ferro, mas também cobre, manganês, níquel e ouro.

Apesar da mineração, têm crescido na cidade projetos de bioeconomia, como o que transforma mais de 100 tipos de sementes em biojoias que misturam arte e sustentabilidade.

Secretária da Associação Preciosidades da Amazônia e futura presidente da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Amazônia, Luciene Padilha, contou que a associação impacta não só a vida financeira, mas também a parte social, econômica e emocional das 12 mulheres participantes.

“Quando fizemos o curso, éramos mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres que não saíam de casa porque tinham medo. Seus provedores diziam: ‘você não sabe, você não pode’. Hoje elas já se posicionam, já se sentem mais fortalecidas e trabalham com empreendedorismo feminino”, comemorou.

A Associação Preciosidades da Amazônia tem apoio da prefeitura, da Vale, do Sebrae e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Tesoureira do grupo, Sandra Brasil explicou que é da natureza que elas extraem as sementes e também sua renda.

“Nós trabalhamos com materiais vegetais e tudo o que a natureza nos permite usar. Nós estamos com um tesouro na mão. Não é só ouro e prata que são tesouros. Nós aprendemos a reconhecer a natureza como o verdadeiro tesouro da humanidade”, destacou.

 

Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação

Após terem aprendido a confeccionar suas peças, essas artesãs agora têm sido mentoras de novas gerações de empreendedoras. “Quando nós saímos da sala de aula, já saímos com conhecimento suficiente para repassar [para outras pessoas]. Hoje em dia, todas nós vamos para a sala de aula. Já demos até oficinas”, ressaltou.

As biojoias produzidas por essas artesãs têm fortalecido a economia local e contribuído para o sustento de muitas famílias. Mais do que contar histórias, essas peças têm fortalecido laços e também ajudado a preservar a Amazônia.

Para Renata Batista, projetos desse tipo são estratégicos porque mostram, na prática, que é possível gerar renda com a floresta preservada, agregando valor à biodiversidade, ao conhecimento local e a cultura brasileira.

“No caso das biojoias, ainda há um componente muito forte de identidade e diferenciação. O Sebrae aponta que esse mercado vem ganhando espaço porque une materiais naturais, processo artesanal e valorização de histórias, crenças e tradições do país”.

Mulheres de barro

Já o grupo Mulheres de Barro, formado por ceramistas de Parauapebas, surgiu durante a implantação do projeto Salobo, maior projeto de exploração de minério de cobre do país, tocado pela Vale no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flonata), em Marabá.

Durante o projeto Salobo, foram encontrados artefatos arqueológicos presentes na floresta e que datam de 6 mil anos atrás. E foi a partir dos trabalhos de prospecção e de salvamento arqueológico desses artefatos, conduzidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Vale, que o grupo se formou. Em oficinas de educação patrimonial, essas mulheres conheceram a história local e tiveram acesso a ensinamentos sobre a cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado.

Nessas oficinas, elas aprenderam que a cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes eram utilizadas para rituais ou como objetos de uso cotidiano. Desde então, a partir dessa memória, essas artesãs começaram a produzir novas histórias e a moldar peças contemporâneas com referências arqueológicas.

As formas e grafismos dessas novas peças são inspiradas nos vestígios recuperados nesses sítios arqueológicos da Serra dos Carajás. Já a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês e argilas coloridas.

 

Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação

Presidente do Centro Mulheres de Barro, Sandra dos Santos Silva contou que, depois de 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu no processo de licenciamento das pesquisas arqueológicas uma obrigação de fazer educação patrimonial para informar a comunidade do entorno sobre os resultados.

“E foi aí que eu digo que o universo conspirou a nosso favor, porque a gente estava buscando isso: participamos dessa formação durante seis anos. A gente não sabia fazer cerâmica, aprendemos do zero”, contou ela, que lidera uma cooperativa formada por 18 mulheres e quatro homens, que não só fabricam peças como também ministram cursos e oficinas.

Agora, essas mulheres ajudam a preservar a memória ancestral da região e também a floresta onde esses vestígios de cerâmicas foram encontrados. Para isso, elas deixam de coletar a argila diretamente da natureza, o que seria um processo degradante, para utilizar sobras de construções para a produção de suas peças.

“Com essa ideia de sustentabilidade, observamos que sempre há sobra [de argila] em todas as construções na cidade. Era uma quantidade imensa de argila descartada. A gente usa esse descarte das obras para fazer um processo de peneiramento da argila: a gente dilui, peneira, bate numa betoneira, dilui muito bem, coloca para decantar e aí vai tirando a água até ela ficar na consistência de um açaí do grosso. Daí, coloca para desidratar até chegar ao ponto de modelagem”, explicou Sandra.

Por meio desses trabalhos, o Centro Mulheres de Barro vem mudando a vida de várias mulheres de Parauapebas. E esse conhecimento ancestral, que chegou às fundadoras do Mulheres de Barro, agora começa também a ser repassado para as novas gerações.

“Eu nunca tinha mexido com barro. Mas agora me sinto muito feliz”, contou Maria do Socorro Assunção Teixeira, 62 anos, uma das fundadoras do grupo. “Agora eu me vejo como multiplicadora de conhecimento. Nós passamos [esse conhecimento] para outras pessoas”, ressaltou.

 

Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação

Bioeconomia

Essas pequenas iniciativas lideradas por mulheres no Pará são exemplos de projetos de bioeconomia, um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos naturais.

“Quando uma mulher lidera um negócio de economia no território amazônico, ela não está apenas vendendo um produto, mas ela está ajudando a construir uma economia mais enraizada no território, com mais identidade, mais valor agregado e mais capacidade de distribuir renda localmente”, destacou a gerente do Sebrae no Pará.

“Negócios como biojoias, artesanato de base sustentável, cosméticos naturais e outros produtos da sociobiodiversidade mostram que a Amazônia pode ser também o espaço de inovação econômica baseada em ativos da floresta e não só em atividade de baixo valor local”, acrescentou.

Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.

Todos os projetos citados nesta matéria, por exemplo, receberam apoio do Fundo Vale, associação sem fins lucrativos mantida pela mineradora e que busca acelerar negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e o uso sustentável da terra.

“Quando a Vale lançou o Fundo Vale, nós olhamos numa perspectiva de pensar essa economia da floresta numa lógica mais justa e de desenvolvimento territorial. Já aportamos mais de R$ 430 milhões em mais de 146 iniciativas na região”, destacou Patricia Daros.

A cada ano, essa bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões no estado do Pará, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar. No entanto, esses negócios ligados à biodiversidade, principalmente os tocados por mulheres, ainda enfrentam algumas dificuldades para se manterem em pé.

“Há desafios que são comuns a qualquer empreendedor, como acesso ao mercado, gestão financeira, capital de giro, planejamento e competitividade. Mas, no caso das mulheres, existem ainda barreiras adicionais. O Sebrae destaca que, logo que elas abrem os negócios em proporções semelhantes às dos homens, mesmo elas sendo em média mais escolarizadas, esses empreendimentos tendem a faturar menos”, disse Renata Batista.

Além disso, ressaltou ela, as mulheres tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito e enfrentam sobrecarga no trabalho, pois tendem a acumular outras atividades relacionadas a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, o que afeta o tempo disponível para qualificação, gestão, capacitação e expansão do negócio.

Por isso, o Sebrae destaca que, para que um negócio relacionado à sociobiodiversidade possa dar bons frutos, é necessário não só produzir bem, mas também estruturar bem a cadeia, a comercialização do produto e o financiamento para o projeto ─ que deve ser compatível com a realidade no campo.

Para fortalecer esses projetos de bioeconomia, o governo federal apresentou recentemente o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Um dos eixos desse plano é voltado para projetos relacionados à sociobioeconomia e os ativos ambientais.

*A repórter viajou a convite da Vale.

PrefCG investe em segurança digital e orienta servidores no uso de senhas – CGNotícias

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), tem reforçado ações de proteção de dados e segurança digital com o objetivo de fortalecer a integridade dos sistemas e orientar os servidores no uso adequado das credenciais de acesso.

Somente em março deste ano, foram registrados 6.408 chamados na central de suporte, sendo 1.017 relacionados à redefinição de senha, o equivalente a cerca de 16% do total de atendimentos.

O volume evidencia que o esquecimento ou bloqueio de credenciais de acesso segue entre as principais demandas do suporte técnico da Prefeitura, reforçando a necessidade de adoção de boas práticas de segurança da informação no ambiente de trabalho.

Para a diretora de Atendimento e Suporte da Agetec, Valdirene Alegre, atitudes simples no dia a dia impactam diretamente a eficiência dos serviços.

“Cuidar das credenciais de acesso é uma atitude simples que faz muita diferença no dia a dia. Quando os servidores mantêm suas credenciais organizadas, evitando esquecimentos, eles também protegem seus dados, reduzem os bloqueios de acesso e ajudam a diminuir a quantidade de chamados abertos para redefinição de senha”, afirmou.

Com a redução dessas ocorrências, segundo a diretora, a equipe técnica pode direcionar esforços para atividades mais complexas, como manutenção, suporte especializado e melhorias nos sistemas utilizados pela administração municipal.

“Isso faz com que a nossa central de atendimento da Agetec tenha mais tempo e energia para apoiar a Prefeitura em demandas mais complexas, melhorando a agilidade e a qualidade do atendimento para todos os servidores e munícipes”, completou.

Orientações

A recomendação é que os servidores mantenham as credenciais em sigilo, evitem o compartilhamento de senhas e não anotem informações de acesso em locais de fácil visualização ou sem proteção. Em caso de esquecimento, o procedimento correto é acionar a Central de Atendimento da Agetec para a geração de uma nova senha.

“Cada esquecimento de senha faz com que o próprio servidor perca tempo de trabalho, pois precisa entrar em contato com a central para a redefinição. Esse processo leva alguns minutos e interrompe a rotina. Quando ele cuida da senha, também valoriza o próprio tempo e a qualidade do serviço que presta”, destacou Valdirene.

A Agetec destaca que a redução de chamados relacionados a senhas contribui para aumentar a eficiência do suporte técnico, permitindo maior agilidade na resolução de demandas mais complexas.

Esse ganho operacional reflete de forma indireta na população, já que sistemas mais estáveis e equipes mais disponíveis fortalecem a continuidade e a qualidade dos serviços públicos oferecidos pelo município.

Política de Segurança da Informação (PSI)

É proibido o compartilhamento de senhas;
É vedado o uso de credenciais de outro usuário;
O usuário é responsável pela guarda e sigilo de sua senha;
Em caso de esquecimento, a solicitação deve ser feita à Central da Agetec, com alteração obrigatória no primeiro acesso;
A estação de trabalho deve ser bloqueada durante ausências;
É proibido anotar senhas em locais visíveis ou sem proteção.

#ParaTodosVerem: Central de monitoramento da Agetec.

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Prefeitura de João Pessoa abre inscrições para curso gratuito de operador de máquinas pesadas

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), vai abrir inscrições para o curso gratuito de operador de máquinas pesadas em oito modalidades. As inscrições serão realizadas de 1º ao dia 3 de maio pelo número (81) 98562-3656 (WhatsApp). Podem participar homens e mulheres com idade a partir de 18 anos e não há exigência de escolaridade.

O curso integra a grade de capacitações do programa ‘Eu Posso Aprender’ da Sedest e será realizado em parceria com a Quality Cursos. As modalidades da capacitação são para operar as seguintes máquinas: empilhadeira, motoniveladora, trator agrícola, pá carregadeira, retroescavadeira, rolo compactador, caminhão munck e escavadeira hidráulica.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Bruno Farias, afirma que a Prefeitura de João Pessoa segue firme no compromisso de transformar vidas por meio da qualificação profissional. “O curso de operador de máquinas pesadas é uma oportunidade concreta para quem deseja ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho. Essa iniciativa faz parte do programa ‘Eu Posso Aprender’, que tem como missão ampliar horizontes e gerar novas oportunidades para a nossa população”, comentou.

Bruno Farias destaca o caráter inclusivo da capacitação, aberta para homens e mulheres, maiores de 18 anos, sem exigência de escolaridade ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Em parceria com a Quality Cursos, estamos oferecendo uma formação completa, que prepara o aluno para atuar com equipamentos amplamente demandados no mercado. Nosso objetivo é claro: garantir acesso, dignidade e geração de renda. Porque quando a gente investe em capacitação, a gente investe no futuro das pessoas e no desenvolvimento da nossa cidade”, complementou.

O curso é gratuito e conta com aulas teóricas, práticas e apostilas, que acontecerão de 4 a 9 de maio. As aulas teóricas acontecerão no auditório do Centro Administrativo Municipal, localizado na Rua Diógenes Chianca, 1.777, de 4 e 7 de maio, das 18h às 22h. Já as aulas práticas ocorrerão nos dias 8 e 9 de maio, das 8h às 17h, no Novo Mercado de Oitizeiro, às margens da rodovia BR-230.

As aulas e as apostilas do curso são gratuitas. O investimento do aluno será apenas com a taxa para emissão da documentação, composta por certificado e carteira nacional do operador (CNO), no valor de R$ 150 por máquina escolhida. Se optar por tornar-se operador de mais de uma máquina, vai pagar R$ 100 por cada carteira e certificado. Ou seja, a certificação de operador de escavadeira hidráulica custa R$ 150, mas a certificação de operador de escavadeira hidráulica e de caminhão munck custa R$ 200, por exemplo.