Relatório da RSF aponta desafios para futuro do jornalismo íntegro

Por MRNews

Relatório divulgado pela organização não governamental Repórteres sem Fronteira (RSF) destaca o combate à desinformação e o incentivo à educação midiática como medidas para a garantir o jornalismo íntegro e de confiança pelos próximos 10 anos.

O documento recém-lançado contribui para os debates sobre a profissão, lembrada nesta terça-feira no Brasil, como o Dia do Jornalista (7).

A instituição apresenta quatro cenários hipotéticos de onde estará o jornalismo no Brasil daqui a uma década e seis estratégias possíveis para que a sociedade possa contar, ao fim desse período, com “um jornalismo íntegro e de confiança”.

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Os quatro cenários, construídos pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Lab-GEOPI) da Unicamp para o RSF, distinguem-se pelo domínio das plataformas digitais; pelo fortalecimento do jornalismo; pela alta fragmentação da informação produzida e pelo fim do jornalismo.

“O futuro, provavelmente, vai ser muito mais uma mistura dos elementos dos diferentes cenários do que um cenário estanque”, explica Sérgio Lüdtke, coordenador de Projetos da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e editor-chefe do Projeto Comprova. Lüdtke participou do comitê consultivo do projeto do RSF.

As seis estratégias envolvem:

  1. tornar o método jornalístico amplamente adotado e difundido;
  2. enfrentar a desinformação;
  3. fortalecer redes de cooperação entre organizações de jornalismo e universidades;
  4. diversificar modelos de financiamento do jornalismo;
  5. investir em educação midiática;
  6. defender a regulação do jornalismo.

Desafios

De acordo com a entidade, os riscos para a comunicação virtual decorrentes da falta de clareza entre conceitos como notícia, opinião, desinformação e propaganda, em um ambiente político polarizado, fazem parte da atualidade e influenciam toda essa construção.

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A isso se soma o fato de as pessoas alimentam suas convicções a partir do que acreditam ser realidade, de acordo com o conteúdo selecionado pelo algoritmo da rede social.

 “O método jornalístico é um elemento central de apreensão da realidade e do debate público, que está no cerne da qualidade democrática”, resume Artur Romeu, diretor do escritório do RSF para América Latina, na apresentação do relatório.

Plataformas digitais

Para Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, o futuro aponta para o cenário de domínio das plataformas digitais.

“Desde os grandes veículos [de comunicação] até a chamada mídia independente alternativa, todos necessitam escorar sua produção jornalística pelas plataformas digitais.”

Segundo ela, que também atuou no comitê consultivo, o jornalismo é refém da política de algoritmo dos meios digitais. “Essas [plataformas] são controladas por empresas multinacionais com total opacidade da sua política algorítmica.”

De acordo com o diretor do escritório do RSF, Artur Romeu, o jornalismo passa a operar dentro das regras que são cada vez mais arquitetadas por essas grandes empresas.

“[O jornalismo] torna-se dependente dos canais de distribuição das plataformas digitais, na medida em que cada vez mais pessoas consomem notícias e informação através dessas plataformas.”

O efeito da “plataformização” é a desvalorização do jornalismo. Essa se deu quando passou a competir “de igual para igual com a desinformação e com a propaganda, e passou a ser vista como mais uma narrativa”, acrescenta Sérgio Lüdtke.

Ele acrescenta que o uso de inteligência artificial pode agravar o esvaziamento da profissão e substituir jornalistas nas atividades de apuração e escrita.

Outros riscos

Além do domínio das plataformas digitais, outros riscos foram apontados, como o ambiente político altamente polarizado; a histórica concentração de mídia no Brasil; o baixo letramento midiático e a insuficiente escolaridade da população.

Também há ameaças no dia a dia da comunicação, como a desregulamentação da profissão de jornalista; precarização e enxugamento das redações; perseguição a profissionais (principalmente mulheres); censura e autocensura de repórteres e editores; substituição de jornalistas formados por influencers; preferência por conteúdos de menor profundidade em busca de mais audiência; e, como consequência, visões segmentadas da realidade.

Informação confiável

O relatório aponta a necessidade de maior atuação do Estado como legislador do funcionamento das plataformas digitais, regulador das atividades dos jornalistas e propulsor da atividade jornalística, inclusive em cidades onde há desertos de notícia e nenhum veículo de comunicação em funcionamento.

O documento destaca a necessidade de aproximação com as universidades, tanto para atualizar a formação de jornalista diante dos cenários e estratégias traçados quanto para atuar na educação midiática.

Sérgio Monteiro Salles Filho, professor titular do Departamento de Política Científica da Unicamp e integrante do Lab-GEOPI, que elaborou o relatório para o RSF, acrescenta a possibilidade de se criar “selos” que atestem o trabalho jornalístico.

Uma indicação para quem consome notícias “de que processos de integridade e confiabilidade estão sendo respeitados” e que na matéria jornalística “teve checagem e apuração.”

“Essa não é uma agenda de jornalistas e meios de comunicação, é uma agenda da garantia do direito de cada pessoa, cada brasileiro a ter acesso à informação livre, plural, independente de confiança.”

Nesse sentido, o relatório cita, na página 18, a importância da Agência Brasil e das agências estaduais como grandes centrais de curadoria e distribuição de informação confiável, que garante acesso a fatos verificados e informações de produção humana. 

“Seus produtos detêm alta capilaridade e, assim, permitem que veículos locais e hiperlocais reproduzam decisões públicas no noticiário cotidiano das comunidades”, destaca o relatório.

O Repórteres sem Fronteiras tem escritório em Paris e funciona com 14 escritórios regionais, em todos os continentes, além de contar com uma rede de correspondentes em 150 países.

Além do Brasil, estudo semelhante foi feito na França. “Os resultados não são tão diferentes assim. As possibilidades de futuro, que estão colocadas, estão atravessadas pelos mesmos imperativos do presente”, compara o diretor do escritório do RSF para América Latina, Artur Romeu.

Para ampliar parceriais em áreas estratégicas, Governo de MS recebe representante dos EUA – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Com atuação voltada ao desenvolvimento econômico e social para a população de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado amplia o relacionamento institucional com os Estados Unidos da América.

O governador Eduardo Riedel recebeu, na manhã desta terça-feira (7), a visita do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami – que está pela primeira vez no Estado, que faz parte do distrito consular juntamente com Paraná e São Paulo.

“Foi uma visita de cortesia do cônsul, mas ele explorou alguns temas que são estratégicos. A gente teve a oportunidade de falar sobre a Rota Bioceânica, o processo de desenvolvimento do Estado, além de educação e segurança pública. Existe a possibilidade de projetos de cooperação com os Estados Unidos em algumas áreas”, afirmou o secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), Artur Falcette.

A procuradora-geral do Estado, Ana Ali, além do vice-cônsul político, Cornelius Sanford e da especialista política do consulado, Arlete Salvador, também participaram do encontro.

Na visita ao MS, o cônsul-geral também vai se reunir com autoridades de segurança pública e empresários. A programação inclui ainda visita ao Bioparque Pantanal e encontros com representantes da comunidade japonesa local.

Os Estados Unidos mantêm há anos uma parceria ativa com Mato Grosso do Sul, envolvendo Governo, setor privado e sociedade civil, em áreas como comércio, segurança, educação, saúde e cultura.

A cooperação com o Estado é consolidada em áreas como meio ambiente – na preservação e atuação no combate aos incêndios florestais no bioma Pantanal –, educação e cultura.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende, Secom/MS

Estado promove 1º Fórum Conectando Gerações para fortalecer políticas intergeracionais em MS

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), realiza nos dias 8 e 9 de abril de 2026 o 1º Fórum Conectando Gerações – Caminhos para Promoção da Intergeracionalidade. O evento acontece a partir das 8h, no auditório da Secretaria, em Campo Grande.

Voltado a gestores municipais, pontos focais das políticas da pessoa idosa e da juventude, além de representantes de conselhos e atores estratégicos das redes locais, o Fórum tem como objetivo fortalecer a articulação entre Estado e municípios, promovendo uma agenda integrada voltada à intergeracionalidade, ao enfrentamento do idadismo e ao letramento digital.

Durante os dois dias de programação, serão realizados painéis sobre cidadania ao longo do ciclo de vida, juventude e envelhecimento em Mato Grosso do Sul, além da apresentação de diretrizes dos programas estaduais voltados às pessoas idosas e às juventudes. O evento também contará com mesas de diálogo para troca de experiências municipais, debates sobre inclusão digital, prevenção a golpes e cidadania digital.

Conectando Gerações trabalha a integração entre público jovem e 60+. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

A programação inclui ainda momentos de formação técnica, em parceria com a SETDIG (Secretaria-Executiva de Transformação Digital), e uma oficina de planejamento municipal, que permitirá aos participantes elaborar propostas iniciais de ações intergeracionais e de letramento digital em seus territórios.

Um dos destaques do Fórum será a possibilidade de adesão dos municípios ao Projeto Conectando Gerações, iniciativa que visa implementar ações integradas entre juventude e população idosa, fortalecendo redes locais e ampliando o acesso a direitos.

Para a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Larissa Diniz Paraguassu, o encontro representa um passo estratégico diante das transformações demográficas do Estado. “O Fórum Conectando Gerações é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para alinhar, na prática, a atuação dos municípios na promoção da intergeracionalidade como resposta a um cenário já consolidado, que é o envelhecimento da população”, destaca.

Subsecretária para Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu durante live de lançamento aos municípios do Conectando Gerações. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)

A subsecretária reforça que a programação foi construída para enfrentar desafios atuais de forma integrada.

“Trabalharemos temas essenciais como inclusão e letramento digital, prevenção de violências, planejamento municipal e o papel das redes de proteção, sempre conectando juventude e pessoa idosa como parte da solução. Mais do que um evento, o Fórum se estrutura como um espaço de integração entre as políticas públicas”, explica.

Ainda segundo Larissa Paraguassu, o projeto Conectando Gerações se destaca como uma estratégia preventiva atuando diretamente no enfrentamento da solidão, da exclusão digital e do isolamento social, promovendo vínculos, autonomia e participação da pessoa idosa. “O que estamos construindo aqui é uma política que antecipa desafios, integra gerações e fortalece os municípios para garantir que o envelhecimento aconteça com mais dignidade, inclusão e cidadania”, completa.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Fragoso da Cruz, o Fórum é um marco para o desenvolvimento do Conectando Gerações na perspectiva do municipalismo. “Estamos falando de um espaço intergeracional, que reúne juventude e pessoa idosa para promover trocas, formação e articulação. A proposta é que os municípios saiam daqui mais preparados, com direcionamento e planejamento inicial para implementar ações em seus territórios, especialmente nas áreas de letramento digital e fortalecimento de vínculos”, completa.

Para participar do Fórum, basta se inscrever pelo link.

A Secretaria de Estado da Cidadania está localizada na Avenida Ceará, 984, Bairro Vila Antônio Vendas, em Campo Grande.

Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania
Foto de capa: Paula Maciulevicius/SEC

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Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

Por MRNews

A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

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Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

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Alta nos preços

Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

Diretoria de vendas

A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

Novo presidente do conselho

A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

Indicado do governo

O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

Moradores da Vila Dignidade de Sorocaba celebram Páscoa com jantar especial – Agência de Notícias

Um jantar especial de Páscoa foi realizado, na noite da última quinta-feira (2), no salão da Vila Dignidade. Os moradores puderam juntos celebrar a data e saborear um delicioso strogonoff preparado com carinho.

A Vila Dignidade é um equipamento da Assistência Social, gerenciado pela Secretaria da Cidadania (Secid), por meio da Divisão da Proteção Social Especial, que se mobilizou para proporcionar uma noite prazerosa a todos, graças à iniciativa de uma família sorocabana que fez a doação.

Os idosos foram contemplados com o jantar, além de receberem caixas de bombons e cestas básicas, proporcionando um momento de confraternização, acolhimento e celebração da data. A iniciativa contribuiu significativamente para o fortalecimento de vínculos e para a promoção do bem-estar dos residentes.

As residências do condomínio Vila Dignidade abrigam idosos acompanhados pelo Centro de Referência do Idoso (CRI) de Sorocaba e que preenchem uma série de requisitos, tais como: faixa etária acima dos 60 anos, não contar com o apoio de nenhum vínculo familiar, ter autonomia para uma vida independente (sendo capaz de realizar as próprias tarefas domésticas, por exemplo), ser atendido pelo BCP (Benefício de Prestação Continuada), entre outros.

Capacitação de professores fortalece Educação Especial em Campo Grande – CGNotícias

Entre os dias 6 e 8 de abril, profissionais da Educação Especial da Rede Municipal de Ensino (Reme) participam de uma formação voltada ao fortalecimento das práticas inclusivas nas escolas municipais de Campo Grande.
Realizada no Centro de Formação da Semed (Cefor), a iniciativa reune cerca de 129 integrantes das equipes técnico-pedagógicas e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com foco no alinhamento das ações e na qualificação do atendimento aos estudantes.

Na prática, a formação tem aproximado os profissionais e fortalecido o trabalho nas unidades escolares. A técnica da Educação Especial da região Imbirussu, Renata Teixeira, destaca a troca mais próxima entre as equipes.

“O primeiro encontro foi mais voltado ao acolhimento e à conversa. Agora, ao longo da semana, estamos trabalhando por região, com cada técnico atendendo os coordenadores de sua área, desenvolvendo os Planos Educacionais Individualizados (PEI) e realizando estudos de caso. É um momento de troca mais próxima, para tirar dúvidas e também acolher”, relatou.

A organização por regiões permite um acompanhamento mais direto das demandas de cada escola, tornando o processo mais eficiente.

Segundo a coordenadora do Centro Municipal de Educação Especial Inclusiva, Tânia Maria Filiú de Souza, o avanço reflete uma mudança na forma de atuar da rede.

“Campo Grande está com um novo olhar para a Educação Especial. Com a presença do coordenador focal nas escolas, conseguimos atender e acolher melhor as famílias e os estudantes, além de dar suporte aos professores e demais profissionais envolvidos”, afirmou.

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Unifesp inicia atividades de centro de diagnóstico molecular

Por MRNews

A Unifesp iniciou neste mês de abril a operação do Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial, com atuação voltada para o diagnóstico do câncer e apoio a pesquisas envolvendo oncologia, imunologia e neurociências, por meio de análise de tecidos humanos.

Utilizando uma plataforma de análise multiômica, que consiste em um equipamento composto de dois módulos, chamados GeoMx e nCounter, o equipamento permite entender o funcionamento das estruturas moleculares dos tecidos. Dessa forma é possível observar a amostra de um tecido com câncer e entender alterações no DNA das células, mesmo se for considerado um “pedaço” muito pequeno.

“É um avanço considerável na capacidade de avaliação de um câncer. O diagnóstico passa a ser pessoal, avaliando estruturas presentes em cada paciente, de forma rápida e detalhada. Isso permite uma resposta terapêutica que também é pessoal”, explica a professora Soraya Smaili, do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp. 

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O laboratório se torna o primeiro centro avançado de pesquisa e diagnóstico molecular público no país, trabalhando de maneira integrada. Inicialmente são 27 projetos de pesquisa atuando com os equipamentos, o que permite treinamento avançado em pesquisa e avanços consistentes em projetos. Neste primeiro momento, serão atendidos pesquisadores da própria Unifesp, da USP, da Santa Casa de São Paulo, do Icesp e dos hospitais São Camilo e A.C. Camargo, instituições privadas de ponta da capital.

O grande diferencial desse centro é a oferta de tecnologia avançada que, atualmente, ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico de câncer, focando na avaliação de marcadores genômicos específicos. Com isso é possível atuar em mapeamento específico de pequenas variações, por exemplo, em células sanguíneas, o que acelera o entendimento sobre a doença.

Um paciente com histórico de câncer agressivo na família pode, por exemplo, iniciar o tratamento muito antes da possibilidade da coleta de uma biópsia, aumentando a possibilidade de sucesso contra cânceres raros e de evolução rápida, como os de pâncreas e pulmão por exemplo. “Além disso, aumenta consideravelmente as chances de cura e a sobrevida dos indivíduos diagnosticados, ao mesmo tempo em que reduz as probabilidades de desenvolvimento de metástases e outras complicações graves decorrentes da patologia”, explica Janete Cerruti, pesquisadora e professora da Unifesp e uma das coordenadoras do projeto.

”Sem dúvida, a maior conquista de todo esse esforço será a instalação e o funcionamento pleno do laboratório, que, esperamos, se torne um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular”, complementa Smaili. 

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Marcadores específicos 

Segundo as pesquisadoras, enquanto o diagnóstico convencional de câncer é feito por meio de exames clínicos, complementados por uma biópsia do tumor para avaliação por um médico patologista, o teste genômico adota uma abordagem mais detalhada e procura biomarcadores moleculares específicos para cada tipo de câncer, como a presença dos genes BRCA1/BRCA2, cruciais para o câncer de mama, ou mutações no gene BRAF, associadas ao câncer de pele. Essas pistas indicam se há alteração e qual a condição de desenvolvimento, mostrando por exemplo se há células em metástase.

O laboratório é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimento inicial de R$ 5 milhões, e busca convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que permitirá atendimento direto à rede pública de saúde, atuando em sinergia com outros hospitais – a Unifesp já tem papel importante na saúde pública com o Hospital São Paulo, referência no atendimento de alta complexidade na capital. 

A equipe multidisciplinar, coordenada pela professora Soraya Smaili, conta com a colaboração de renomados especialistas como Miriam Galvonas Jasiulionis, Janete Cerutti, Rui Maciel, Michelle Samora, Angela Waitzberg, Lucas Leite, Adolfo G Erustes, bem como diversos pesquisadores que apoiaram a proposta da Fapesp, que já conta com 17 pesquisadores associados.

Mesmo com chuvas fortes, Emlur realiza serviços essenciais de limpeza urbana na cidade

Ações diárias

Mesmo com chuvas fortes, Emlur realiza serviços essenciais de limpeza urbana na cidade


07/04/2026 |
10:00 |
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Mesmo diante das fortes chuvas registradas nesta terça-feira (7), a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) mantém as equipes em atuação contínua por toda João Pessoa, garantindo a execução dos serviços essenciais para a cidade. As ações seguem com frentes de trabalho tanto na coleta domiciliar quanto nos serviços de conservação, fundamentais para evitar o acúmulo de resíduos e minimizar os impactos provocados pelas chuvas, como alagamentos e obstrução de galerias.

O superintendente da Emlur, Ricardo Veloso, destaca a importância da continuidade dos serviços mesmo em condições adversas. “O trabalho das nossas equipes não para. Esses serviços contínuos ao longo do ano contribuem para reduzir os impactos em dias chuvosos como hoje. Nossos agentes seguem nas ruas, empenhados em manter a cidade limpa e segura”, afirma Ricardo Veloso.

Nesta terça-feira, as equipes da Emlur estão atuando em localidades como Bancários, Centro, Esplanada e Parque Parahyba II, reforçando o compromisso da Emlur com a manutenção da limpeza urbana, especialmente em períodos de maior intensidade de chuvas.

Confira o calendário da coleta domiciliar – Link:https://www.joaopessoa.pb.gov.br/servico/calendario-de-coleta-domiciliar/

A Emlur reforça que é essencial a colaboração da população, fazendo o descarte correto dos resíduos e respeitando os dias e horários da coleta. A medida evita que o lixo seja arrastado pela água das chuvas, causando obstruções em bueiros e galerias, o que pode agravar alagamentos e transtornos.

Copa Libertadores 2026 começa com seis brasileiros na disputa

Por MRNews

A Copa Libertadores, principal competição de clubes da América do Sul, terá início nesta terça-feira (7). E neste primeiro dia de disputas duas equipes brasileiras já entrarão em ação, o Fluminense e o Cruzeiro.

O Tricolor das Laranjeiras entra em ação a partir das 19h (horário de Brasília) no Estadio Olímpico de la Universidad Central de Venezuela, em Caracas, para medir forças com o Deportivo La Guaira (Venezuela) pelo Grupo C da competição. Os outros adversários do Fluminense na fase de grupos da Libertadores são Bolívar (Bolívia) e Independiente Rivadavia (Argentina).

Também nesta terça, o Cruzeiro viaja até o Equador para enfrentar o Barcelona. O jogo, que será disputado a partir das 21h, terá como palco o Estádio Monumental de Guayaquil. A Raposa está no Grupo D, que também conta com a participação de Boca Juniors (Argentina) e da Universidad Católica (Chile).

Já a próxima quarta-feira (8) contará com a estreia das equipes que fizeram a final da última edição da Copa Libertadores. O atual campeão Flamengo ira até o Estádio Inca Garcilaso de la Vega para estrear no Grupo A diante do Cusco (Peru), a partir das 21h30.

No mesmo horário, mas no Grupo F, o atual vice-campeão Palmeiras irá até Cartagena, onde enfrentará o Junior Barranquilla (Colômbia) no Estádio Olímpico Jaime Morón León. A única equipe brasileira e estrear em casa é o Mirassol. Também na quarta, mas a partir das 19h, o Leão Caipira recebe o Lanús (Argentina), pelo Grupo G, no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia.

O Corinthians será o último time do Brasil a estrear pela atual edição da competição continental. O Timão entra em campo na próxima quinta-feira (9), a partir das 21h no estádio Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires, para enfrentar o Platense pelo Grupo E.

Centros culturais de São Paulo têm agenda especial no Abril Indígena

Por MRNews

Neste Abril Indígena, diversos equipamentos culturais de São Paulo oferecem programações especiais, em homenagem aos povos originários. O período, celebrado anualmente, não remete apenas às suas expressões tradicionais, mas também à sua obstinação e resistência, a mais antiga do Brasil, iniciada com a chegada dos europeus.

Por ter como razão de existir a preservação da cultura ameríndia, o Museu das Culturas Indígenas, no bairro Água Branca, conta com várias atividades. Vão de oficina de maracá, instrumento musical, com o grupo Yamititkwa Sato, do povo fulni-ô, de Águas Belas, Pernambuco, ao show da musicista pernambucana Siba Puri, que se autointitula voz do “reggae originário”.

No Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), uma boa pedida é a exposição Resistência já!, que trata da luta dos povos kaingang, guarani nhandewa e terena. Nela são exibidos objetos, roupas e fotografias do fim do século 19 a 1947, escolhidos pelos próprios indígenas.

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Caixa Cultural

Um dos destaques da temporada, da Caixa Cultural, é a peça Ideias para adiar o fim do mundo, saída das páginas da obra do poeta, escritor e líder político-espiritual Ailton Krenak.

 

O livro, uma adaptação de palestras suas, traz reflexões sobre as inúmeras crises desencadeadas na atualidade e é matéria-prima para o espetáculo, protagonizado por Yumo Apurinã e dirigido por João Bernardo Caldeira.

Fica em cartaz da próxima quinta-feira (9) a domingo (12) e tem entrada gratuita. Na sexta-feira (10), a sessão contará com recursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os ingressos serão distribuídos uma hora antes da peça, com limite de um por pessoa.

Quem quiser espiar o processo por trás das cortinas do teatro poderá aprender exercícios utilizados por atores e atrizes, com Yumo Apurinã, no próximo fim de semana, das 14h às 17h. Para acompanhar esse processo criativo, são ofertadas 25 vagas e as inscrições devem ser feitas pela internet. A classificação indicativa é de 16 anos.

De 14 a 19 de abril, turmas com adultos e crianças irão cultivar dentro de si uma nova perspectiva para brincadeiras como a peteca, o Jogo da Onça e a corrida de tora. Uma jornada corporal de três horas em direção à valorização da harmonia entre seres humanos, natureza, ancestralidade e cooperação. Para participar, é necessário se inscrever previamente.

O mês é encerrado na Caixa Cultural com mais uma tarde de Contação de Histórias – Histórias de Povos Ancestrais, no dia 25. A atividade, de classificação livre e voltada, sobretudo, a jovens e adultos, abarca narrações guarani, yanomami e tukano, que demonstram como entendem a origem do mundo e quais princípios os guiam diariamente.

Sesc SP

Ao longo de todo o mês de abril, aos sábados, educadores do Sesc em Jundiaí aumentam o repertório de arte indígena do público, compartilhando criações de diferentes povos. Os participantes, de, no mínimo, 3 anos de idade, também poderão produzir obras próprias, tomando-as como referência.

Interessados em bater o cartão, por vários dias seguidos, em um complexo cultural têm uma opção interessante na Pompeia, em São Paulo: Cosmologia e Pintura Astronômica Indígena. As inscrições já estão abertas para as aulas, que vão de 14 a 17 de abril.

Na unidade de Piracicaba do Sesc SP, no próximo domingo (12), será a vez de aprender com Duhigó, indígena do povo tukano, sobre grafismos, isto é, composições geométricas usadas para enfeitar objetos e em pinturas corporais, imbuídas de significados. A atividade é voltada a crianças com idade máxima de 12 anos.

Na mesma data, em Piracicaba, o Sesc exibe o longa-metragem Wiñaypacha. Dirigido por Óscar Catacora, o filme retrata Willka e Phaxsi, um casal de idosos que vive isolado nos Andes peruanos e é afetado pela partida do filho.

Outras atrações da rede Sesc são a sessão, em São José dos Campos, do filme Amazônia, a Nova Minamata, ainda no domingo, e a de Terras, na terça-feira (14), em Presidente Prudente, esta paga. Na quinta-feira (16), os pankararu permitem ao público entrever um pouco de um de seus rituais espirituais, o toré , em Santo Amaro, na capital paulista.