Rádio Nacional da Amazônia faz cobertura especial do Abril Indígena

Por MRNews

A Rádio Nacional da Amazônia, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), faz programação especial dedicada ao “Abril Indígena”, período que destaca a luta, a resistência e a resiliência dos povos indígenas brasileiros. Com reconhecida vocação para dar visibilidade a essas pautas, a emissora reforça, ao longo do mês, seu compromisso com a valorização e a ampliação dessas vozes.

A partir desta segunda-feira (6), a Rádio Nacional da Amazônia estreia o especial “Abril Indígena” em seu Serviço Internacional com programetes em inglês e espanhol que vão ao ar diariamente às 4h50, 7h20 e 22h50. Os conteúdos são voltados ao público de outros países que acompanham a programação via ondas curtas. As peças abordam as histórias, culturas, línguas, movimentos, resistência e expressões artísticas dos povos indígenas.

Os tradicionais programas da Rádio Nacional da Amazônia também vão enfatizar a pauta indígena no mês de abril. Os conteúdos vão pautar as edições dos programas diários Mosaico (12h30), Nacional Jovem (13h30), Tarde Nacional (15h) e Viva Maria (11h e 16h05). O Natureza Viva, que vai ao ar às 9h dos domingos, também repercute o tema.

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Entre os assuntos, está o Acampamento Terra Livre – maior mobilização indígena da América e Latina – que ocorre entre os dias 5 e 11 de abril, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o encontro deste ano deve reunir milhares de indígenas de diversas regiões do país para discutir direitos territoriais, políticas públicas e os desafios enfrentados por eles diante do atual cenário político e ambiental.

Os programas Mosaico, Nacional Jovem e Natureza Viva também ganham transmissão pelas ondas da Rádio Nacional do Alto Solimões.

Serviço – Rádio Nacional na cobertura do Abril Indígena, por meio dos seguintes programas:

 – Mosaico

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Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões – Segunda a sexta, às 12h30 (horário de Brasília) e 10h30 (horário local de Tabatinga/AM)

Nacional Jovem

Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões – Segunda a sexta, às 13h30 (horário de Brasília) e 11h30 (horário local de Tabatinga/AM)

Tarde Nacional

Rádio Nacional da Amazônia – Segunda a sexta, às 15h (horário de Brasília)

Viva Maria

Rádio Nacional da Amazônia – Segunda a sexta, às 11h e 16h05 (horário de Brasília)

Natureza Viva

Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional AM Brasília e Rádio Nacional do Alto Solimões – Domingos, às 9h (horário de Brasília) e 7h (horário local de Tabatinga/AM)

Como sintonizar a Rádio Nacional

– Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

– Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

– São Paulo: FM 87,1 MHz

– Recife: FM 87,1 MHz

– São Luís: FM 93,7 MHz

– Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC

– Alto Solimões: FM 96,1 MHz

 WhatsApp da Nacional

– Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201

– Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536

– Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568

– Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

SES realiza força-tarefa com Defesa Civil para conter avanço da chikungunya em Dourados – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Ação integrada prevê mutirão, mapeamento de áreas críticas e reforço no controle de criadouros

Além da vacinação prevendo 43.530 doses, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) iniciou na semana passada uma força-tarefa com a Defesa Civil para conter o avanço da chikungunya em Dourados, município que concentra um dos maiores números de casos no Estado. A estratégia envolve ações intensivas de vigilância, assistência e mobilização comunitária, com foco nas áreas mais afetadas.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a necessidade de atuação imediata e coordenada. “Estamos direcionando equipes e esforços para Dourados, com foco nas áreas de maior incidência. A resposta precisa ser rápida, organizada e integrada entre Estado, município e parceiros”.

A estratégia inclui a implantação de salas de situação, planejamento conjunto e envio de equipes técnicas para apoiar as ações no município. A Defesa Civil Estadual atuará diretamente em campo com um mutirão ampliado, incluindo visitas domiciliares e mapeamento das áreas mais críticas.

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Hugo Djan Leite, explicou a operação. “Vamos realizar um mutirão mais amplo e contínuo, com equipes percorrendo as comunidades, visitando residências e orientando a população. A ideia é mapear os riscos e atuar de forma organizada em todo o território prioritário”.

A ação também contará com planejamento detalhado das áreas e articulação com lideranças locais para facilitar o acesso às comunidades. O trabalho contará ainda com o apoio da SEDEC (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil), que irá reforçar a atuação da CEPDEC (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), ampliando a capacidade de resposta e somando recursos às ações já desenvolvidas no Estado.

Água tratada é prioridade no combate ao mosquito

Entre as principais medidas está o controle da água armazenada, um dos principais focos de proliferação do mosquito. A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, reforçou. “O cuidado com a água é fundamental. É preciso manter caixas e reservatórios bem vedados, além de orientar a população sobre o uso correto desses recipientes para evitar criadouros”.

As equipes também avaliam a viabilidade de distribuição de água tratada, além do tratamento direto de reservatórios já existentes. A força-tarefa prevê uma atuação ampliada, com:

  • Visitas em todas as residências das áreas prioritárias
  • Eliminação de criadouros e limpeza de espaços
  • Envolvimento de lideranças comunitárias, especialmente em áreas indígenas
  • Apoio técnico contínuo da SES ao município

A mobilização das equipes já está em andamento, com início das ações previsto para os próximos dias. Dourados concentra atualmente um volume expressivo de casos, o que exige intensificação das ações de controle e prevenção. A orientação é que a população colabore, eliminando possíveis criadouros e adotando medidas simples no dia a dia, fundamentais para conter o avanço da doença.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima/Arquivo


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Agência Minas Gerais | Termina amanhã o prazo de inscrição para concurso da Saúde de Minas com 380 vagas

Termina nesta quinta-feira (2/4), às 16h, o prazo de inscrição para o concurso público da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Os interessados devem se inscrever pelo site do Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP), banca organizadora do certame, onde também está disponível o edital completo com todas as regras e orientações.

Ao todo, são ofertadas 380 vagas para o cargo de Especialista em Políticas e Gestão da Saúde (EPGS), além da formação de cadastro de reserva. Os profissionais poderão atuar na unidade central da SES-MG, em Belo Horizonte, ou nas Unidades Regionais de Saúde (URS), distribuídas por todo o estado.

Para a superintendente de Gestão de Pessoas da SES-MG, Alice Guelber, o concurso marca a retomada das seleções na área e contribui para qualificar a rede estadual. 

“Estamos retomando a realização de concursos na saúde depois de mais de uma década, com o objetivo de fortalecer nossa equipe técnica e ampliar a capacidade de resposta da secretaria. Queremos profissionais comprometidos com o serviço público e com a melhoria do atendimento à população”, afirma.

O processo seletivo busca reforçar o quadro técnico da saúde estadual, ampliando a capacidade de planejamento, gestão, regulação e vigilância no serviço público.

As vagas contemplam diversas áreas, como Enfermagem, Farmácia, Medicina, Psicologia, Serviço Social, Administração, Ciências Contábeis, Jornalismo, Sistemas de Informação e Engenharia Civil, entre outras. A jornada é de 40 horas semanais, sob regime estatutário.

Taxa de inscrição

A taxa é de R$ 59, e o Documento de Arrecadação Estadual (DAE) pode ser pago até a próxima segunda-feira (6/4), para confirmação da inscrição. Cada candidato pode realizar apenas uma inscrição, sendo válida a última registrada no sistema.

Etapas

O processo seletivo contará com prova objetiva e prova discursiva, ambas eliminatórias e classificatórias. As provas estão previstas para o dia 3/5, no período da manhã, em Belo Horizonte e em outros 15 municípios polo.

A prova objetiva terá 60 questões de múltipla escolha, com valor total de 80 pontos. Será aprovado o candidato que alcançar pelo menos 40 pontos e acertar ao menos uma questão em cada disciplina. A prova discursiva valerá 40 pontos.

O edital também prevê a reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência, conforme a legislação estadual.

Remuneração

A remuneração inicial é de R$ 4.287,02, composta por vencimento básico e Gratificação por Atividades de Gestão da Saúde (Gages). Os servidores também recebem ajuda de custo para alimentação por dia útil trabalhado, conforme a legislação vigente.

 

 

 

reajustes do Governo de MS superam a inflação dos últimos quatro anos e somam 18,77% – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Com a sanção da lei que garantiu novo reajuste ao funcionalismo público estadual o Governo de Mato Grosso do Sul consolidou uma política de valorização contínua do funcionalismo público ao garantir reajustes lineares que, somados entre os anos de 2023 e 2026, alcançam 18,77%.

A medida, publicada na segunda-feira (30), reforça o compromisso com a recomposição do poder de compra dos servidores e com o reconhecimento do papel estratégico que desempenham na prestação de serviços à população, e os percentuais concedidos – 5% em 2023, 3,73% em 2024, 5,06% em 2025 e 3,81% agora em 2026 – evidenciam uma política consistente, planejada e responsável do ponto de vista fiscal.

Mais do que assegurar reposições pontuais, o Estado adotou uma trajetória de recomposição gradual, alinhada à sustentabilidade das contas públicas e à previsibilidade administrativa.

No acumulado dos últimos 48 meses, o índice total de reajustes supera a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 14,92% no mesmo período. Assim, houve um ganho real nos salários, o que além de preservar o poder aquisitivo dos servidores demonstra os avanços na remuneração promovidos pelo Governo do Estado.

A iniciativa reafirma o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e valorização do capital humano, pilares fundamentais para a eficiência da gestão pública. Ao priorizar os servidores, o Governo do Estado fortalece a qualidade dos serviços oferecidos à sociedade e consolida um ambiente institucional pautado pelo respeito, reconhecimento e compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.

Comunicação Governo de MS
Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

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Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes

Por MRNews

Indígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília nesse domingo (5) para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano.

O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Contudo, o eixo central das discussões segue sendo a necessidade de o Estado brasileiro reconhecer o direito dos povos originários à terra.

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“Como todos os anos, estamos aguardando o governo federal anunciar a criação de novas terras indígenas”, disse à Agência Brasil o coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá.

Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá fala à Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo ele, após um período de quatro anos (2019-2022) no qual nenhuma nova terra indígena foi criada, o governo federal homologou, entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, 20 novos territórios. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), isso equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas.

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“Mas seguimos nesta luta, nesse pleito pela garantia territorial”, acrescentou Dinamam, informando haver cerca de 110 áreas reivindicadas como terras da União de usufruto indígena em análise.

“Temos um passivo de demarcação muito alto e um cenário de muita violência e vulnerabilidade nas terras indígenas que governo algum conseguiu superar. Isso tem sido um fator motivador para os povos indígenas virem a Brasília apresentar nossas pautas”, destacou o coordenador da Apib.

Mobilização

O ATL também marca o início do chamado Abril Indígena, mês de mobilização nacional em que o movimento busca chamar a atenção para outras pautas, como a necessidade de mais investimentos em saúde e educação indígena. O tema da atual edição é “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.

“Estamos promovendo um amplo debate sobre diversos temas, como educação, saúde, relações internacionais com os povos indígenas de outros países, enfim, várias políticas públicas”, destacou Dinamam, confirmando a realização das tradicionais caminhadas pela Esplanada dos Ministérios.

 

Acampamento Terra Livre (ATL) chega à 22ª edição – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A primeira marcha está agendada para a próxima terça-feira (7), contra propostas de lei que, segundo a Apib, contrariam os interesses dos povos originários, como a liberação da mineração em terras indígenas ou o estabelecimento do chamado marco temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só têm direito aos territórios que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.

As eleições de 2026 também vão pautar alguns dos principais debates do Acampamento Terra Livre, como o que ocorrerá na quinta-feira (9), na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós” – título do manifesto que a Apib publicou no ano passado, reafirmando o compromisso de seguir com o projeto de aldeamento da política, lançado há alguns anos.

“Vamos lançar o Campanha Indígena, uma iniciativa para dar um direcionamento às candidaturas lançadas por uma frente de partidos aliados ao movimento indígena. Vamos orientar os indígenas interessados para que se somem a esses partidos que têm defendido nossos direitos. E, durante todo o ano, vamos promover ações para alavancar estas candidaturas indígenas a fim de garantir a maior representação [indígena] no Congresso Nacional”, antecipou Dinamam.

Cotinha Guajajara está em Brasília para participar da da 22ª edição do Acampamento Terra Livre – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Participação

Cotinha de Sousa Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco, em Grajaú (MA), junto com outros 67 indígenas da etnia Guajajara. O grupo percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros a bordo de dois ônibus para chegar a Brasília ainda no sábado (4). Hoje, Cotinha já estava instalada dentro da área cercada destinada ao evento, ajudando as companheiras de viagem a expor o artesanato que muitos indígenas trazem para vender durante o ATL.

“Viemos mais cedo. Teve boatos de que não ia ter [acampamento], mas, assim que as lideranças resolveram que ia acontecer, nós decidimos vir”, explicou Cotinha.

“Nossa expectativa é que áreas sejam demarcadas, homologadas ou ampliadas, principalmente no Maranhão. Isso é muito necessário. Nossa comunidade mesmo vive em área já homologada, mas a população aumentou e a área já não é suficiente”, comentou a maranhense.

Morando na capital federal desde janeiro, onde faz mestrado em educação na Universidade de Brasília (UnB), Oziel Ticuna compareceu ao acampamento neste domingo para rever amigos e aguardar a chegada dos representantes de sua comunidade, no Rio Alto Solimões, no Amazonas.

Oziel Ticuna é um dos participantes do Acampamento Terra Livre 2026 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Como ela fica muito distante de Brasília, nós geralmente enviamos entre três e cinco representantes escolhidos entre nossas lideranças”, contou Oziel, que já participou de várias outras edições do evento, na condição de comunicador indígena. Oziel resumiu para a reportagem a importância do ATL.

“O acampamento trouxe uma nova forma de nos organizarmos, de trabalharmos coletivamente, com os povos ouvindo uns aos outros e tentando construir soluções para nossos problemas e proteger nossas culturas”, acrescentou. “Estaremos aqui para lutar pelo nosso povo.”

a estratégia de MS para humanizar os exames em casos de violência contra a mulher – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Nem sempre a violência deixa marcas visíveis. Em muitos casos, é a perícia que revela o que não aparece no primeiro relato.

Parte da história está nos detalhes. Marcas no corpo, vestígios no ambiente, sinais que precisam ser identificados e interpretados. É a partir deles que a ocorrência começa a se transformar em prova.

Do sangue que alguém tentou apagar às mensagens deletadas no celular, passando por imagens de câmeras e inconsistências entre a posição do corpo e os relatos. Em alguns casos, um perfil de DNA ou uma impressão digital são o que permitem estabelecer a ligação entre o suspeito e o crime. É a partir desses vestígios que a perícia criminal esclarece dinâmicas que nem sempre aparecem nas versões apresentadas. Isso inclui situações inicialmente relatadas como suicídio ou como mortes a esclarecer, cuja dinâmica só se define a partir da análise pericial.

Em Mato Grosso do Sul, esse trabalho é realizado pela Polícia Científica, do atendimento no local do crime aos exames médico-legais e às análises laboratoriais.

Perita médica-legista realiza exame sexológico, procedimento que inclui a coleta de vestígios em casos de violência sexual.

A atuação alcança os 79 municípios do Estado. Na Capital, quatro institutos especializados respondem por áreas distintas da produção da prova técnico-científica. No interior, 14 unidades regionais garantem o atendimento e ampliam o acesso da população aos exames periciais.

Em casos de feminicídio, agressões e violência sexual, a atuação se inicia na cena da ocorrência, com a coleta de elementos que ajudam a compreender os fatos. O material segue para análise e pode subsidiar a identificação de vestígios biológicos e outros elementos relevantes para a investigação.

Nos exames de corpo de delito, as lesões são documentadas e os vestígios coletados. Muitas vezes, é esse registro que sustenta o que não ficou visível no primeiro momento. Nos casos de morte violenta, os exames necroscópicos contribuem para esclarecer causas e circunstâncias do óbito.

Mas não é só sobre prova. Parte do atendimento ocorre de forma integrada à rede de proteção à mulher. Isso muda o percurso da vítima dentro do sistema.

Em Campo Grande, a seção do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) instalada na Casa da Mulher Brasileira completa três anos de funcionamento no dia 31 de março.

No local, o exame pode ser realizado no mesmo espaço onde a mulher recebe acolhimento e orientação. Sem deslocamento. Sem etapas fragmentadas.

A seção registrou crescimento no número de atendimentos ao longo dos últimos anos. Foram 618 em 2023, 810 em 2024 e 1.524 em 2025. Em 2026, já são 385 registros.

O aumento no número de exames acompanha a consolidação do atendimento no local, que concentra acolhimento e realização dos procedimentos no mesmo espaço, reduzindo barreiras de acesso e diminuindo o intervalo entre o fato e o atendimento.

Sala de atendimento do Projeto Acalento, em Dourados, integra acolhimento e realização de exames periciais em um único espaço.

Em Dourados, o atendimento integrado também ocorre por meio do Projeto Acalento, desenvolvido em parceria com a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). No espaço, vítimas de violência têm acesso a atendimento de saúde e procedimentos médico-legais no mesmo fluxo, incluindo exames periciais quando necessário.

Na prática, isso evita que a mulher percorra diferentes instituições para atendimento e realização de exames. Também contribui para a continuidade do cuidado e para a preservação de vestígios.

Entre as iniciativas, está a implantação de sala lilás em unidade da Polícia Científica, voltada ao atendimento reservado de mulheres vítimas de violência, em consonância com diretrizes nacionais de atendimento humanizado, que preveem ambientes adequados e privacidade.

Em Amambai, no interior do Estado, a estrutura já está em funcionamento e foi implementada com foco no aperfeiçoamento do atendimento pericial, oferecendo um ambiente acolhedor como etapa prévia ao exame. O espaço contribui para reduzir o impacto do atendimento e favorecer a realização dos procedimentos.

Em Amambai, a Sala Lilás cria um ambiente mais reservado e acolhedor para o atendimento de mulheres vítimas de violência.

Outra unidade, em Bataguassu, passa por adequação para implantação do espaço.

A ação inclui a capacitação de servidores do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), na Capital e no interior, com foco no atendimento especializado, humanizado e na condução técnica de casos de violência.

“Nosso trabalho não se limita ao laudo. Ele envolve o atendimento, exige preparo técnico, sensibilidade e integração com a rede de proteção. Isso é o que garante qualidade na prova e contribui para reduzir a revitimização”, afirma o coordenador-geral de Perícias, perito criminal Nelson Fermino Junior.

No fim, é esse conjunto de ações que contribui para a apuração dos fatos e o atendimento de qualidade às vítimas.

Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS

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Agência Minas Gerais | Nota à imprensa

O Governo de Minas Gerais informa que o governador Mateus Simões decidiu nomear a defensora pública Caroline Loureiro Goulart Teixeira para o cargo de Defensora Pública-Geral do Estado de Minas Gerais, para o biênio 2026-2028.

A escolha foi realizada a partir da lista tríplice encaminhada pela Defensoria Pública do Estado, conforme previsto na legislação vigente.

“A Defensoria Pública exerce um papel essencial na garantia de direitos e no acesso à justiça. Tenho convicção de que a Dra. Caroline conduzirá a instituição com competência, compromisso público e sensibilidade social”, destacou o governador.

O Governo de Minas deseja êxito à nova Defensora Pública-Geral e reforça o reconhecimento à relevância da instituição para a população mineira.

Agradece, ao mesmo tempo, a defensora pública Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias, que esteve à frente da instituição por dois mandatos, pelo trabalho realizado, pela dedicação ao fortalecimento da Defensoria Pública e pela parceria institucional ao longo de sua gestão.

Consultório Móvel inicia atendimentos nesta segunda (6) – CGNotícias

Por MRNews

A Superintendência do Bem-Estar Animal (Subea) inicia, nesta segunda-feira (6), a agenda de abril do Consultório Móvel, que leva serviços veterinários gratuitos a diferentes regiões de Campo Grande.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso da população aos cuidados básicos com cães e gatos, com atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Serão distribuídas, por ordem de chegada, 15 senhas para castração e 15 para consulta clínica, vacinação antirrábica e vermifugação.

A primeira parada será na Arena Novos Estados, localizada na Rua Jataúba, 26, no Parque Novos Estados, com atendimentos entre os dias 6 e 10 de abril.

Prefeitura terá ponto facultativo nesta Quinta-feira Santa – Prefeitura Municipal de Bonito

Atividades de Páscoa incentivam partilha nas unidades da SAS – CGNotícias

Para acessar os serviços, é necessário apresentar Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e impresso, documento oficial com foto e comprovante de residência.

A iniciativa busca promover saúde e bem-estar animal, além de contribuir para o controle populacional de cães e gatos na Capital.

o novo ‘cérebro operacional’ de João Pessoa

Uma cidade inteligente e sustentável. Com certeza se você vive em João Pessoa já ouviu esse termo muitas vezes. Ele é o sinônimo de uma administração municipal baseada no arcabouço da tecnologia, dos dados e do planejamento. Uma estrutura erguida sobre as bases do pensamento uníssono da gestão, que é melhorar a vida das pessoas e tornar os serviços públicos mais eficientes. Corpo estrutural que agora tem um cérebro operacional: o Centro de Cooperação da Cidade (CCC).

O Centro faz parte do programa João Pessoa Sustentável, em colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Unidade Executora do Programa (UEP). A partir desse novo espaço, a Prefeitura de João Pessoa consegue acompanhar a cidade em tempo real.

“O CCC é onde a cidade passa a ser acompanhada em tempo real. É tecnologia trabalhando para proteger vidas, organizar o trânsito e garantir respostas mais rápidas para os problemas do dia a dia da população”, destacou Ana Paula, coordenadora do Centro de Cooperação da Cidade.

O espaço reúne, em um mesmo ambiente, equipes de diferentes áreas como Defesa Civil, mobilidade urbana, serviços urbanos e forças de segurança, permitindo uma atuação coordenada em situações de emergência, acidentes, alagamentos e ocorrências diversas. Para os cidadãos, o impacto é direto: mais agilidade na identificação de problemas, maior capacidade de prevenção e redução no tempo de resposta das equipes.

“Cada espaço do CCC foi pensado para cumprir uma função específica, mas todos trabalham de forma integrada. Isso permite que a cidade funcione com mais inteligência, rapidez e eficiência, impactando diretamente a qualidade de vida da população”, reforçou Ana Paula.

Os comandos do novo cérebro – No centro da estrutura está a ‘Arena de Operações’, considerada o coração do CCC. O espaço é equipado com painéis e videowall e permite que diferentes órgãos municipais atuem lado a lado, monitorando a cidade e tomando decisões rápidas em tempo real. A proposta é fortalecer o planejamento e diminuir improvisos, com base em dados concretos e acompanhamento contínuo da rotina urbana.

“Problemas como alagamentos, falhas na iluminação e ocorrências urbanas podem ser identificados e resolvidos com mais agilidade. O Centro de Cooperação da Cidade transforma dados em decisões. Isso significa uma cidade que funciona melhor”, pontuou a coordenadora.

Gestão integrada – Além do monitoramento e da atuação integrada, o CCC também abriga um telecentro com papel estratégico para a população, funcionando como ponto de apoio tecnológico e social. O espaço será utilizado para cursos de capacitação, qualificação profissional e suporte ao acesso de serviços públicos digitais, como inscrições, cadastros e agendamentos. Por estar inserido no próprio centro operacional, o telecentro também poderá servir como base para ações educativas ligadas à tecnologia urbana e participação cidadã.

A estrutura conta ainda com refeitórios e salas de descompressão, voltados ao bem-estar das equipes que atuam em regime contínuo, incluindo operações 24 horas. Há também um auditório destinado a reuniões, treinamentos e eventos institucionais, fortalecendo a integração e capacitação das equipes envolvidas na gestão urbana.

Outro destaque é o Call Center, que irá centralizar o atendimento à população por meio de um tridígito, permitindo que ocorrências e demandas sejam direcionadas com rapidez aos órgãos responsáveis.

O CCC também abriga uma sala para a Secretaria de Comunicação (Secom), responsável por transformar as informações recebidas em alertas e orientações claras para a população em ocasiões de situações emergenciais. “A Secom no CCC é responsável por transformar informação em comunicação clara para a população. É ela que vai garantir, em situações de emergência, que tudo o que está sendo monitorado chegue às pessoas com transparência, agilidade e responsabilidade”, esclareceu Ana Paula.

Tecnologia à serviço da cidade – A parte tecnológica do Centro é sustentada pela Unidade Municipal de Tecnologia da Informação (UMTI), que garante o funcionamento dos sistemas, a integração das plataformas e a segurança da informação. O espaço também dispõe de salas de reuniões voltadas para alinhamento entre setores e, principalmente, para momentos de crise, quando decisões precisam ser tomadas de forma imediata.

Dentro do CCC, o Gabinete do Prefeito conta com estruturas específicas para atuação direta em situações críticas, incluindo Sala de Crises, equipe de apoio (staff) e um espaço com área de descanso e cozinha, preparado para permanência prolongada. “É onde a gestão sai do planejamento e entra na ação imediata”, ressaltou Ana Paula ao se referir à Sala de Crises. Segundo ela, a estrutura foi pensada para garantir comando, estratégia e presença contínua do gestor municipal em momentos mais delicados.

Com uma proposta moderna e integrada, o Centro de Cooperação da Cidade reforça a visão de uma João Pessoa mais inteligente, conectada e preparada para enfrentar desafios urbanos com planejamento e eficiência. “Esse conjunto de ambientes bem pensados garante que, em momentos de crise, a cidade tenha comando, estratégia e presença em tempo real. É uma estrutura pensada para que as decisões aconteçam com rapidez, organização e continuidade, sempre com foco na proteção da população”, concluiu Ana Paula.

Agência Minas Gerais | Governo de Minas anuncia R$ 67 milhões em investimentos para reforma geral do Hospital João XXIII

O governador do Estado de Minas Gerais, Mateus Simões, anunciou, na manhã desta quinta-feira (2/4), um investimento de cerca de R$ 67 milhões, em recursos estaduais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), para uma reforma geral do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. As melhorias no hospital já começam a ser entregues ainda em 2026.

“Ao longo desse ano a gente já tem uma mudança do conforto para os trabalhadores e para os pacientes, no ano que vem nós temos inaugurações importantes de áreas de atendimento e o pronto-atendimento, que é a grande expectativa, fica pronto em 24 meses”, destacou Mateus Simões.

O anúncio representa um desdobramento da vistoria técnica feita pelo governador no hospital no segundo dia de seu mandato (23/3), quando foram mapeadas as principais carências estruturais da unidade. Na ocasião, o governador ressaltou que conversou com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão da unidade hospitalar, e determinou um prazo de dez dias para ser elaborado um cronograma de obras de tudo que precisa ser solucionado.

“Cumpriram o compromisso que eles tinham comigo de apresentar o cronograma em dez dias e eu estou cumprindo com eles o meu compromisso de disponibilizar 100% do recurso que foi solicitado, que ultrapassa R$ 50 milhões.”, prosseguiu Mateus Simões.

Detalhamento das obras

As obras de modernização e melhoria da infraestrutura do Hospital João XXIII conta com entregas previstas entre 2026 e 2031.

Ainda em 2026, estão previstas intervenções como a demolição de galpão para reforço do talude e reconstrução da estrutura, implantação de elevadores sociais no Edifício Cícero Ferreira, reforma e adequação de banheiros, modernização das enfermarias e avanços na área de reabilitação e fisioterapia, além de diversos projetos estruturais, como modernização da climatização, combate a incêndio, revitalização da imagenologia e melhorias nas redes de água, infraestrutura elétrica e de dados.

Para 2027, está prevista a criação de área de convivência para servidores e um novo projeto da rede de gases.

Já até 2028, o plano inclui a adequação da Central de Material Esterilizado (CME), modernização de setores estratégicos como o pronto atendimento e a imagenologia, implantação de sala híbrida de reanimação, além da execução de sistemas de segurança e climatização. As etapas seguintes contemplam a adequação da rede de gases até 2029 e, por fim, a substituição completa do sistema de telhamento até 2031.

As intervenções reforçam o papel estratégico do hospital como referência em atendimentos de urgência e emergência em Minas Gerais, contribuindo diretamente para a ampliação da capacidade, segurança e qualidade da assistência prestada à população.

Referência

Com 50 anos de atuação, o Hospital João XXIII é reconhecido como um dos maiores prontos-socorros da América Latina, referência estadual e nacional no atendimento a politraumatizados. Grande parte dos pacientes chega em extrema gravidade e sai do hospital com vida.

Diariamente, as equipes multidisciplinares da unidade atendem: motociclistas acidentados, pessoas atropeladas, feridas por armas brancas e de fogo, queimadas, crianças engasgadas com corpos estranhos ou com fraturas depois de levarem uma queda.

O hospital conta com 477 leitos e 2,7 mil servidores divididos em terapia intensiva e enfermarias. São mais de 80 mil atendimentos por ano.