A Escola de Artes Visuais do Parque Lage recebe, a partir das 9h deste sábado (18), feira indígena em alusão ao Dia dos Povos Originários, comemorado em 19 de abril.
Embora a festa ocorra no local há 13 anos, esta é a primeira vez que a organização tem protagonismo indígena. A entrada é gratuita.
Garapirá Pataxó, da equipe organizadora, informou à Agência Brasil que o festival de cultura indígena terá canto, dança, culinária típica, contação de histórias, oficinas de grafismo, de maracá e peteca, além de pintura corporal e artesanato de mais de 50 povos de várias etnias do Brasil.
“[Haverá ainda] muitos rituais de ervas para uma purificação, limpeza espiritual. A ideia é fazer com o público inteiro uma purificação coletiva”, explicou Garapirá Pataxó.
De acordo com Arassari Pataxó, também organizador da feira, o encontro propõe a articulação de saberes e troca direta com o público, a partir de práticas e perspectivas indígenas contemporâneas.
“Será uma excelente oportunidade para a divulgação e propagação da cultura indígena, mostrando a riqueza artística desses povos, criando um momento de reconexão das pessoas com esse ambiente. É o momento em que a população se aproxima dos povos indígenas.”
A diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Tania Queiroz, ressaltou a relevância do evento em destacar a cultura indígena nesta edição.
Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que há no Brasil 1,7 milhão de pessoas indígenas. Desse total, 63,25% (1.071.992) vivem fora das aldeias.
Com meio século de existência, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage é uma das principais escolas de arte do Brasil e da América Latina. São mais de 50 cursos em diversas áreas criativas para formação e desenvolvimento dos processos artísticos.
No Dia dos Povos Indígenas, comemorado domingo, 19 de abril, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) evidencia o avanço de políticas públicas voltadas às comunidades indígenas, pautadas na promoção da cidadania, no fortalecimento da segurança e, sobretudo, na construção de uma relação de confiança entre as forças de segurança e os povos originários.
Com a terceira maior população indígena do país, Mato Grosso do Sul se destaca por iniciativas inovadoras, sendo o primeiro no mundo a promover uma formação que integra conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, reunindo experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira.
Primeira edição do curso capacitou 35 agentes de segurança pública
Com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a formação é voltada exclusivamente a agentes de segurança pública estaduais — policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos criminais — e teve sua primeira edição em Campo Grande, em fevereiro, quando 35 profissionais foram capacitados.
O modelo propõe uma atuação baseada no diálogo, na escuta ativa e na reparação de danos, priorizando a construção de soluções conjuntas e a promoção da cultura de paz, em substituição a práticas exclusivamente punitivas. A partir da próxima quinta-feira (23), o curso contemplará mais cinco regiões do interior de Mato Grosso do Sul: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.
MS Em Ação leva exposições, assistência médica e atividades educativas
Na sequência das ações que percorrem as comunidades indígenas, o programa MS em Ação – Segurança e Cidadania, criado em 2023, será realizado em junho, no município de Nioaque; em agosto, em Ponta Porã; e em setembro, em Iguatemi. A iniciativa tem como objetivo levar serviços essenciais às regiões mais afastadas dos centros urbanos, promovendo inclusão social e acesso a direitos básicos.
O mutirão envolve todas as instituições vinculadas à Sejusp e já percorreu aldeias localizadas nos municípios de Dourados, Amambai, Paranhos, Miranda, Caarapó, Japorã e Porto Murtinho, totalizando 41.921 atendimentos e 8.521 documentos emitidos. Entre eles, destacam-se 2.510 Carteiras de Identidade Nacional expedidas pelo Instituto de Identificação Gonçalo Pereira.
Mais de 2.5 mil carteiras de identidades foram emitidas nas aldeias durante o programa
Com mais de 40 serviços gratuitos ofertados em parceria com diversas instituições públicas e privadas, a iniciativa contempla atendimentos médicos e odontológicos, apoio jurídico, orientações de trânsito e regularização documental — uma das principais demandas identificadas nas comunidades indígenas.
Presença permanente
Como parte das ações estratégicas e permanentes, a Sejusp tem ampliado a atuação dos Conselhos Comunitários de Segurança Indígena (CCSInds), fortalecendo a participação direta das comunidades na construção de soluções para a segurança no interior das aldeias.
Conselho fortalece a prevenção e a mediação de conflitos nas aldeias
Formados por representantes das próprias aldeias, os conselhos se reúnem para analisar demandas, planejar ações e acompanhar resultados, em articulação direta com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar. Atualmente, o Estado conta com 18 conselhos implantados, com a doação de 16 veículos, contemplando 34 comunidades indígenas e alcançando 57.164 indígenas.
A iniciativa fortalece a prevenção, a mediação de conflitos e a pacificação social, além de ampliar o diálogo intercultural e superar desafios como as barreiras linguísticas, promovendo uma comunicação mais efetiva entre as forças de segurança e as diferentes etnias.
Proteção das mulheres indígenas
Complementando as ações permanentes, o Promuse Indígena, desenvolvido pela Polícia Militar desde 2023, tem se consolidado como referência no enfrentamento à violência contra mulheres indígenas. Criado inicialmente para atender às aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados e Itaporã, o programa já chegou a comunidades indígenas de Amambai e será implantado, em breve, em Aquidauana.
A iniciativa realiza a fiscalização de 100% das medidas protetivas envolvendo mulheres indígenas nessas localidades, além de desenvolver ações de orientação e prevenção dentro das aldeias. O trabalho contribui para o fortalecimento da rede de proteção e para a construção de vínculos de confiança entre a Polícia Militar e as comunidades indígenas, garantindo um atendimento mais humanizado e efetivo.
Pela relevância e inovação, o Promuse Indígena conquistou reconhecimento nacional ao alcançar o 2º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Segurança Pública do Consórcio Brasil Central.
Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, o conjunto de ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul representa um novo paradigma na atuação das forças de segurança junto às comunidades indígenas.
“Mais do que ampliar a presença do Estado ou ofertar serviços, estamos construindo uma relação sólida, baseada no respeito, na escuta qualificada e na confiança mútua. A segurança pública que defendemos é aquela que dialoga com as realidades locais, reconhece e valoriza as culturas e atua como instrumento de promoção da paz. Os resultados já alcançados demonstram que esse é o caminho: integrar esforços, acolher as especificidades e trabalhar lado a lado com os povos indígenas para garantir direitos, dignidade e proteção efetiva”, destacou o secretário.
Joilson Francelino, Comunicação Sejusp Foto de capa: Matheus Carvalho/SEC
O primeiro trimestre do ano apresentou resultados positivos para o turismo em Campo Grande, com destaque para o crescimento da ocupação hoteleira no mês de março. O levantamento realizado pelo Observatório de Turismo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) aponta que a taxa de ocupação saltou de 53,26% em janeiro e 46,65% em fevereiro para 61,70% em março, evidenciando a força do calendário de eventos na Capital.
O desempenho é atribuído, principalmente, à realização de eventos de grande porte que movimentaram a cidade ao longo do mês. Entre eles, a COP 15, realizada entre os dias 22 e 27 de março, período em que a ocupação hoteleira atingiu 72,58%, e o Exercício Internacional Cooperación XI, entre 16 e 27 de março, que registrou índice de 71%.
Esses números refletem o impacto direto do turismo de eventos na economia local, impulsionando não apenas o setor hoteleiro, mas também áreas como gastronomia, transporte e serviços. O aumento no fluxo de visitantes contribui para a geração de emprego, renda e para o fortalecimento da imagem de Campo Grande como destino preparado para receber grandes encontros.
Ao comentar os resultados, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou a importância estratégica desse segmento: “Os dados confirmam que investir na captação de eventos é uma das formas mais eficientes de movimentar a economia e promover o destino. Campo Grande tem se mostrado cada vez mais preparada e estruturada para receber eventos de grande porte, o que amplia nossa competitividade no cenário nacional e internacional”.
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, reforçou o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento do turismo: “O crescimento da ocupação hoteleira demonstra que estamos no caminho certo ao investir em planejamento, promoção e infraestrutura. Eventos como esses geram oportunidades, fortalecem a economia e projetam Campo Grande para o Brasil e o mundo”.
Outro aspecto relevante é o legado deixado por essas iniciativas. Além dos resultados imediatos, a realização de grandes eventos contribui para consolidar o município como referência no turismo de negócios e eventos, abrindo portas para novas oportunidades e parcerias futuras.
A coleta das informações foi realizada por meio de visitas técnicas aos meios de hospedagem, especialmente durante os períodos de eventos, além de contatos complementares por e-mail e telefone, garantindo maior precisão e confiabilidade aos dados.
Os resultados reforçam a eficácia das políticas públicas voltadas à atração de eventos, estratégia que segue como prioridade para impulsionar o desenvolvimento econômico e consolidar Campo Grande como um destino turístico competitivo.
Para conferir a pesquisa na íntegra, clique aqui!
#ParaTodosVerem: A imagem em destaque mostra um turista fazendo check-in no hotel
Nova plataforma ANAC promete facilitar a vida dos passageiros e aumentar fiscalização das companhias aéreas
A ANAC anunciou o lançamento de uma nova ferramenta digital que promete mudar a forma como passageiros lidam com problemas em viagens aéreas. Trata-se da plataforma Anac Passageiro, um canal oficial criado para centralizar informações, registrar reclamações e acompanhar a solução de conflitos com empresas aéreas.
A iniciativa surge como um avanço importante no setor de aviação civil no Brasil, especialmente em um momento em que o número de passageiros cresce e as demandas por atendimento mais eficiente também aumentam.
O que é o Anac Passageiro?
A plataforma Anac Passageiro foi desenvolvida para reunir, em um único ambiente digital, diversos serviços voltados ao consumidor do transporte aéreo. Entre os principais recursos estão:
Acesso a informações sobre direitos e deveres dos passageiros
Monitoramento direto pela ANAC
Na prática, o passageiro não precisa mais recorrer a múltiplos canais para tentar resolver um problema. Tudo poderá ser feito dentro da própria plataforma, de forma mais organizada e transparente.
Como funciona na prática?
O funcionamento da nova ferramenta foi estruturado para dar mais agilidade e clareza ao processo de atendimento.
Quando um problema com a companhia aérea não for resolvido diretamente, o passageiro poderá registrar a reclamação na plataforma. A partir daí:
A empresa terá até 10 dias para apresentar uma resposta
Após o retorno, o passageiro terá 30 dias para avaliar o atendimento recebido
Esse sistema cria uma espécie de “linha do tempo” da reclamação, permitindo que tanto o consumidor quanto a ANAC acompanhem cada etapa do processo.
Um ponto importante é que a adesão ao sistema não é opcional. Todas as empresas que operam voos regulares de passageiros no Brasil são obrigadas a participar da plataforma, conforme determina a Resolução nº 400/2016.
Isso garante que o passageiro não fique sem resposta e que exista um padrão mínimo de atendimento em todo o setor.
Mais fiscalização e melhoria nos serviços
Além de beneficiar diretamente os passageiros, a nova plataforma também fortalece o papel regulador da ANAC.
Com os dados coletados, a agência poderá:
Identificar problemas recorrentes nas companhias aéreas
Detectar falhas sistêmicas no atendimento
Adotar medidas regulatórias com mais rapidez
Aplicar sanções em casos de descumprimento das regras
Ou seja, o sistema não serve apenas para resolver casos individuais, mas também para melhorar o serviço como um todo.
Impacto para quem viaja
Para os passageiros, a novidade representa mais segurança e autonomia. Problemas como atrasos, cancelamentos, extravio de bagagem ou cobranças indevidas poderão ser tratados de forma mais estruturada.
Além disso, o acesso facilitado às informações ajuda o consumidor a entender melhor seus direitos, evitando situações de desinformação que são comuns no setor aéreo.
Um passo importante para a aviação brasileira
O lançamento do Anac Passageiro mostra um movimento claro de modernização do atendimento ao consumidor no transporte aéreo. Ao centralizar serviços e ampliar a fiscalização, a ANAC busca equilibrar a relação entre passageiros e companhias aéreas.
A expectativa é que, com o tempo, a plataforma contribua para reduzir conflitos, melhorar a qualidade dos serviços e tornar a experiência de voar no Brasil mais eficiente e transparente.
Fotos: Secretaria Municipal da Saúde (SES)/Divulgação
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Sorocaba contam com 16 kits de telessaúde. O município foi contemplado pelo Ministério da Saúde (MS), por meio do programa Novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), com o objetivo de fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.
Cada kit, disponível desde este mês de abril, é composto por notebook, TV smart de 43 polegadas e webcam, equipamentos que possibilitam a realização de teleatendimentos, discussões de casos clínicos e ações de educação permanente das equipes de saúde.
A Coordenadoria de Saúde Digital do município foi responsável pela implantação dos equipamentos em 16 UBSs, são elas: Fiori, Hortência Cajuru, Aparecidinha, Habiteto, São Bento, Rodrigo, Lopes de Oliveira, Nova Esperança, Paineiras, Ulisses, Barão, Sabiá, Vitória Régia, Wanel Ville e Brigadeiro Tobias.
A fim de garantir o uso adequado da tecnologia, oficinas presenciais foram realizadas nas unidades, além da disponibilização de vídeos e materiais de apoio às equipes. As capacitações tiveram como foco orientar sobre a utilização da telessaúde como ferramenta estratégica para qualificar o cuidado, otimizar os encaminhamentos para a atenção especializada e ampliar a resolutividade da APS.
Morte de Oscar Schmidt comove o Brasil: relembre os últimos momentos e o legado do “Mão Santa”
O esporte brasileiro amanheceu em luto nesta sexta-feira (17) com a confirmação da morte de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial. Aos 68 anos, o ex-jogador não resistiu após ser internado às pressas em um hospital em São Paulo, encerrando uma trajetória marcada por talento, recordes e uma dedicação incomparável ao esporte.
Internação repentina e falecimento
Segundo informações divulgadas, Oscar passou mal e foi rapidamente encaminhado para atendimento médico de emergência. Apesar dos esforços da equipe de saúde, seu estado era grave, e ele acabou falecendo pouco tempo após dar entrada no hospital.
O ex-atleta já enfrentava, desde 2011, uma longa batalha contra um câncer no cérebro, condição que exigiu diversos tratamentos ao longo dos anos. Ainda assim, sempre manteve uma postura resiliente, tornando-se exemplo de força e superação para milhões de brasileiros.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt construiu uma carreira que atravessou gerações. Ao longo de mais de duas décadas nas quadras, acumulou impressionantes 49.703 pontos, sendo reconhecido como um dos maiores pontuadores da história do basquete.
Pela Seleção Brasileira, sua trajetória também foi histórica:
326 partidas disputadas
7.693 pontos marcados
Participação em cinco edições dos Jogos Olímpicos
Recorde de maior pontuador da história olímpica, com 1.093 pontos
Seu desempenho em competições internacionais colocou o Brasil em destaque no cenário global, consolidando seu nome entre os gigantes do esporte.
Momentos inesquecíveis com a camisa do Brasil
Entre tantos feitos marcantes, um dos mais lembrados aconteceu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na ocasião, Oscar liderou a Seleção Brasileira em uma vitória histórica sobre os Estados Unidos por 120 a 115 — um resultado considerado um dos maiores da história do esporte nacional.
Outro momento memorável foi sua atuação nas Olimpíadas de Seul, em 1988, quando marcou 55 pontos em uma única partida contra a Espanha, demonstrando toda sua capacidade ofensiva.
A escolha que marcou sua trajetória
Mesmo sendo draftado para jogar na NBA, Oscar Schmidt tomou uma decisão que definiu sua carreira: recusou atuar na liga norte-americana para continuar defendendo a Seleção Brasileira.
Na época, jogadores da NBA não podiam disputar competições internacionais por seus países. Fiel à camisa do Brasil, Oscar optou por representar sua nação, reforçando ainda mais sua imagem de ídolo comprometido com o esporte nacional.
Legado dentro e fora das quadras
Mais do que números impressionantes, Oscar Schmidt deixa um legado que vai além do basquete. Sua disciplina, paixão pelo esporte e postura diante das adversidades o transformaram em uma referência para atletas e fãs.
Após o diagnóstico da doença, ele passou a compartilhar sua experiência em palestras e eventos, levando mensagens de superação e resiliência. Sua história inspirou não apenas esportistas, mas pessoas de diferentes áreas.
Comoção e homenagens
A notícia de sua morte gerou forte repercussão nas redes sociais e no meio esportivo. Atletas, jornalistas e fãs prestaram homenagens ao ídolo, destacando sua importância para o crescimento do basquete no Brasil e no mundo.
Clubes, federações e entidades esportivas também se manifestaram, ressaltando o impacto duradouro de sua carreira e a importância de sua contribuição para o esporte.
Um ícone eterno do esporte brasileiro
A partida de Oscar Schmidt representa uma perda irreparável para o esporte. No entanto, sua história permanece viva — seja nos recordes que estabeleceu, nas vitórias que protagonizou ou na inspiração que deixou para futuras gerações.
Oscar não foi apenas um grande jogador. Foi um símbolo de dedicação, talento e amor pelo basquete — um verdadeiro ícone que continuará sendo lembrado por tudo o que representou dentro e fora das quadras.
Tags: Oscar Schmidt, basquete, luto, esporte brasileiro, seleção brasileira, olimpíadas, Mão Santa
Dona Lourença, aos 90 anos, garante sua segurança alimentar graças ao programa de auxílio
Arroz, feijão, sal, macarrão, leite em pó, óleo de soja, açúcar cristal, fubá de milho, charque bovino, canjica amarela e erva de tereré. São alimentos simples que fazem parte do dia a dia do sul-mato-grossense e que garantem a segurança alimentar de 20 mil famílias indígenas de 88 aldeias em áreas rurais de 27 municípios no Estado.
Na aldeia Passarinho, em Miranda, Angélica dos Santos, de 35 anos, recebe a cesta todos os meses. A entrega feita pelo Governo de MS, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), garante o sustento de 8 pessoas da família dela. O esposo trabalha como pedreiro enquanto ela cuida das crianças, 4 meninos e 2 meninas, mas o salário não é suficiente.
“Eu tenho seis filhos. O mais velho está com 15 (anos) e a menina mais nova tem seis anos. Só com o salário de pedreiro ia ficar difícil, né? Essa cesta é muito boa, os alimentos ajudam muito”, conta a indígena da etnia Terena.
Ali perto, na Aldeia Moreira, também em Miranda, Lourença Gonçalves, de 90 anos, é outra a receber os alimentos todos os meses. Viúva, ela mora com o neto de 17 anos. “Criei três filhos. Minha filha vai carregar a comida até em casa. Hoje só meu neto mora comigo. Eu cozinho e lavo roupa. E essa comida eu não ia ter se não fosse o governo”, explica.
Somente em Miranda são 2.248 famílias indígenas que recebem cestas do programa Mais Social em 9 aldeias. A entrega de alimentos faz parte do Mais Social. Para quem mora na área urbana, o programa fornece um cartão no valor de R$ 450,00 para aquisição, exclusivamente, de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e higiene, sendo proibida a aquisição de bebida alcoólica ou produtos à base de tabaco.
Já para os indígenas que moram na área rural, a Sead faz a entrega da cesta de alimentos. Com isso, eles não precisam se deslocar para a cidade para fazer as compras. Têm direito ao Mais Social famílias inscritas e atualizadas no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo, residentes em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos. O programa prioriza famílias com menor renda, chefiadas por mulheres, com crianças pequenas ou mulheres em situação de violência doméstica.
Serviço
A lista de telefones e endereços das sedes do programa estão disponíveis em https://www.sead.ms.gov.br/programas-e-projetos/mais-social.
Paulo Fernandes, Comunicação Sead Fotos: Laucymara Ayala/Sead
Em agosto de 1969, Dorothy escreveu uma carta a um destinatário não informado para comentar como era estranho ver a própria filha ser chamada de “rainha” ou de “deusa”. Ao final da carta, ela ainda se queixou de que sua filha não lhe escrevia mais, apenas lhe telefonava, eventualmente.
A filha, no entanto, parecia bastante ocupada. Naquele mesmo mês de agosto, por exemplo, ela estaria se apresentando em um dos festivais de música mais cultuados da história, o de Woodstock. E chegou ali já sendo reconhecida como grande nome da música mundial e “rainha do rock”, o que ainda causava bastante estranhamento em sua mãe.
Passados quase 57 anos daquela apresentação histórica, a filha de Dorothy, a cantora Janis Joplin será celebrada com uma exposição inédita no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
A mostra começa nesta sexta-feira (17) e apresenta mais de 300 itens, como figurinos, adereços, manuscritos, seus famosos óculos, a estola de penas e outras peças originais, que estavam guardadas pela família e que jamais haviam sido apresentadas.
Chris Flannery, o responsável por trazer os objetos de Janis para a mostra no MIS, conta que o projeto se concretizou depois de conhecer o administrador do espólio de Janis Joplin. Ele havia visto, três anos atrás, a exposição do B.B. King, que Flanney havia organizado no MIS e enviou uma lista de artefatos e diversas fotos do acervo da artista.
“Esta será a maior exposição de Janis já realizada em qualquer lugar do mundo.”
Entre os itens apresentados estão peças de roupas e desenhos. “Em seus escritos e em seus desenhos você verá um lado dela que as pessoas não conheciam. Ela era uma artista, então há uma exposição de sua arte aqui”, explicou Flannery, em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional.
Os ingressos da mostra custam R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira). Às terças-feiras (exceto feriados), a entrada é gratuita.
Experiência sensorial
Esta é a terceira exposição do MIS que homenageia uma grande cantora de rock. Antes de Janis Joplin, o museu dedicou espaço para celebrar a carreira de Rita Lee e Tina Turner.
“Quando a gente pensa no final dos anos 60 e começo dos anos 70, na contracultura, no rock, na liberação sexual, a gente pensa em música. A gente pensa em Janis”, acrescentou André Sturm, diretor-geral do MIS e curador da mostra.
A exposição ocupa o primeiro andar do museu. Ali, o público vai se encantar com uma cenografia toda imersiva e psicodélica, que pretende levá-lo a uma experiência sensorial. São dez salas expositivas que exprimem sentimentos ou palavras que se relacionam um pouco à personalidade e à carreira da cantora.
“Quando ela canta, ela se entrega completamente, e ela teve uma vida muito intensa em todos os sentidos. Se o que mais marca a Janis é a emoção, vou fazer uma exposição e dividi-la pelas emoções muito presentes na vida dela.”
Uma dessas salas, por exemplo, foi chamada de Amor Brasil e apresenta um pouco do que foi a passagem da roqueira pelo país, em 1970, durante o carnaval do Rio de Janeiro.
“A gente conseguiu o material dessa visita. Tem foto, tem vídeo, tem até um trecho de uma carta que ela escreveu para a mãe daqui do Brasil. Ela ficou muito feliz no Brasil”, destacou o diretor do museu.
Memória
Dona de uma voz única, rouca, potente e intensa, Janis Joplin nasceu em Port Arthur, Texas, em 1943. Na adolescência, foi influenciada por Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton, e a autenticidade dessas vozes impactou fortemente sua decisão de se tornar cantora.
Durante o ensino médio, ela se aventurou na música folk com os amigos e também na pintura. Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos.
Abandonou a faculdade e, em 1963, partiu para São Francisco, onde morou no bairro de Haight-Ashbury, marcado pelo uso de drogas.
Lá, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen – que mais tarde integraria a lendária banda de rock Jefferson Airplane. Os dois gravaram uma série de canções com a esposa dele, Margareta, que tocava na máquina de escrever.
Ela retornou ao Texas pouco depois e se matriculou como estudante de sociologia na Universidade Lamar. Mas a Califórnia a atraiu de volta e, em 1966, iniciou sua carreira na música, que durou apenas pouco mais de quatro anos.
Este início ocorreu quando sua voz rasgante, melancólica e potente atraiu a atenção do Big Brother and the Holding Company, um dos grupos mais adorados da cena de rock lisérgico de São Francisco, na Califórnia.
Com o grupo ela gravou dois LPs antológicos: Big Brother and the Holding Company (1967) e Cheap Thrilss (1968).
Logo depois, ela saiu da banda e gravou dois álbuns solo: I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama (1969) e Pearl (1971), que foi lançado após sua morte.
Janis morreu no dia 4 de outubro de 1970, com apenas 27 anos, em decorrência de overdose de heroína, poucos dias depois da morte de outro ídolo da música, Jimi Hendrix.
Quem são, onde vivem e como estão os povos originários de Mato Grosso do Sul? A resposta, por muito tempo fragmentada ou invisível, ganha forma a partir de agora. Com o lançamento do Painel Povos Originários, o Estado passa a contar com uma ferramenta inédita que reúne dados sobre população, território, etnias e condições de vida. Um retrato necessário, em números, para transformar realidade em política pública.
Mato Grosso do Sul abriga a terceira maior população indígena do Brasil: são 116.469 pessoas, o equivalente a 6,9% do total do país. Mais da metade (59%) vive em terras indígenas, em uma população majoritariamente jovem, entre 15 e 29 anos, e com leve predominância de mulheres.
Oriundas de MS, são oito etnias indígenas, entre elas a terena. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Mas é na diversidade que o painel revela sua maior força: são 139 etnias e 48 línguas indígenas presentes no Estado. Um dado que amplia o olhar e rompe com visões simplificadas sobre quem são esses povos.
Importante destacar que, oficialmente, Mato Grosso do Sul tem oito etnias originárias reconhecidas pela Funai: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum. O número mais amplo, de 139 etnias, reflete outro fenômeno, o Estado se consolidou como um polo de referência, especialmente nas áreas de educação e saúde, atraindo indígenas de diferentes regiões do país.
Dados
Pela primeira vez, dados trazem o panorama sobre a população indígena que vive em Mato Grosso do Sul. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Desenvolvido pelo Observatório da Cidadania, em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a UFMS, o painel organiza informações que vão desde natalidade e envelhecimento até educação, moradia e distribuição territorial nos 79 municípios sul-mato-grossenses.
“Este painel tem como objetivo dar visibilidade à presença e à diversidade dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Ao reunir informações sobre distribuição territorial, perfil populacional e condições socioeconômicas, ele contribui para o reconhecimento das especificidades culturais e históricas desses povos e para o fortalecimento de políticas públicas mais justas e direcionadas”, afirma o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Leite de Oliveira.
Para o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, o acesso a esses dados marca um avanço histórico na forma de pensar políticas públicas.
Secretário da Cidadania, José Francisco Sarmento, exemplifica Observatório como uma “lupa” trazendo indicadores para políticas públicas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
“Não existe política pública séria sem dados. Hoje, o que mais se valoriza em qualquer gestão é isso. Sem informação, a gente corre o risco de investir recursos onde não são mais necessários e deixar de atender quem realmente precisa. O Observatório funciona como uma lupa, que nos permite enxergar de verdade quem são essas pessoas”, afirmou.
Em um discurso marcado pela emoção, Sarmento também relembrou o passado recente, quando essas informações simplesmente não existiam. “Por muito tempo, essas pessoas estavam no mundo, mas não apareciam nos dados. Eu fico imaginando quantas histórias poderiam ter sido diferentes se lá atrás a gente tivesse acesso a esse tipo de informação. O que estamos fazendo agora é olhar para essas pessoas com seriedade e responsabilidade”, disse.
Histórico
A construção desse retrato não começou com números, pelo contrário, foi justamente motivado pela ausência deles. O técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Josias Ramires Jordão, do povo Terena, lembra que houve um tempo em que era preciso recorrer diretamente às comunidades para tentar entender a própria realidade do Estado.
“Lá atrás, a gente não tinha indicadores. Era ligar para as lideranças e perguntar quantas crianças, quantas mulheres havia nas comunidades. Era tudo muito disperso. Hoje, com esses dados, a gente consegue enxergar a população indígena como um todo, e isso muda completamente a forma de construir políticas públicas”, explicou.
Técnico da Subsecretaria de Povos Originários, Josias Ramires relembra que para levantar dados era preciso falar com lideranças de cada uma das comunidades. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Ele também destaca que o painel também ajuda a ampliar a compreensão sobre a diversidade indígena em Mato Grosso do Sul. “Muita gente conhece apenas alguns povos, mas o Estado tem 139 etnias. Isso mostra a riqueza que temos e a necessidade de políticas que considerem essas diferenças.”
Para quem vive nas aldeias e atua na ponta, o acesso a esses números têm um significado que vai além da gestão, de reconhecimento. Técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, da etnia Kaiowá, define o momento como histórico.
“São mais de 500 anos de luta. Hoje, a gente ter esses dados significa olhar para as pessoas de verdade. Não é sobre política partidária, é sobre atender quem precisa”, afirmou.
Segundo ele, os números também fortalecem as próprias comunidades na busca por direitos. “A gente sempre fala: para pedir política pública, precisa ter dados. Quantas pessoas trabalham com agricultura? Quantas crianças precisam de escola? Sem esses números, a gente não consegue dialogar. Agora a gente começa a falar e a ser ouvido.”
Jovens da etnia terena durante apresentação de dança típica. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)
Olhar, reconhecer, transformar
Para o secretário José Francisco Sarmento, o painel representa mais do que um avanço técnico, é uma mudança de postura. “A cidadania tem o papel de colocar luz sobre quem historicamente foi deixado de lado. Quando a gente conhece, a gente se responsabiliza. E é isso que estamos fazendo: olhando para essas pessoas como sujeitos de direitos, independentemente de qualquer outra condição”, afirmou.
Disponível de forma gratuita e acessível, o Painel Povos Originários é o oitavo a ser divulgado pelo Observatório da Cidadania. Para visualizar o conteúdo completo, acesse: https://observatoriodacidadania.ufms.br/
Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania *com informações do Observatório da Cidadania Foto de capa: Paula Maciulevicius/SEC
A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), realizou, nesta sexta-feira (17), mais uma edição da Caravana do Cuidar. A ação aconteceu na Praça Padre Hildon Bandeira, na Torre, levando uma série de serviços gratuitos à população. Ao todo, foram realizados 300 atendimentos nas áreas de assistência social, saúde, cidadania e bem-estar, concentrando diversos serviços em um único espaço, facilitando o acesso da população.
A dona de casa Vânia Pereira aproveitou a ação para cuidar de diferentes demandas. “Graças a Deus, eu consegui atendimento do Cartão SUS, passei pelo médico e ainda fui na Defensoria Pública. O serviço está sempre aqui e ajuda muito a gente”, destacou. Ela também levou seu animal de estimação para receber atendimento. “Meu cachorro está com um ferimento, aí aproveitei para passar na veterinária, pegar remédio e ração. É tudo muito bom mesmo”, completou.
O atendimento aos pets foi realizado de forma voluntária pela loja ServGranja, por meio do projeto ‘Pingo de Amor’, que disponibilizou medicamentos para vermifugação, orientações com veterinária e doação de ração para os animais.
Outra moradora beneficiada foi Maria das Dores Silva, que conseguiu fazer o CadÚnico durante a Caravana do Cuidar. “Eu já estava precisando fazer esse cadastro há um tempo, mas não tinha como ir até o Centro da cidade. Mas, graças a Deus e a essa ação da Prefeitura, consegui resolver tudo aqui perto de casa. Foi muito rápido”, relatou.
Atendimentos – Ao todo, foram realizados 300 atendimentos. Entre os serviços mais procurados estiveram o CadÚnico, com 40 atendimentos, o Cartão SUS, também com 40 emissões, e o atendimento médico, que contabilizou 30 pessoas assistidas. Na área da saúde, foram realizadas ainda 25 aferições de pressão arterial, 23 testes de glicemia e 19 aplicações de vacinas.
A assistência social registrou 10 atendimentos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), além de 5 atendimentos do programa Acessuas Trabalho, 3 do Eu Posso e 4 da Junta Militar. Já o Procon realizou 6 atendimentos, enquanto a Defensoria Pública contabilizou 25 assistências jurídicas.
Outros serviços também tiveram boa procura, como os atendimentos da Cagepa, com 8 registros, além das ações de cuidado pessoal, que incluíram 10 cortes de cabelo feminino, 10 masculino e 12 atendimentos de manicure. O serviço veterinário também atendeu 30 animais durante a ação.