Exposição inédita em SP celebra intensidade e potência de Janis Joplin

Por MRNews

Em agosto de 1969, Dorothy escreveu uma carta a um destinatário não informado para comentar como era estranho ver a própria filha ser chamada de “rainha” ou de “deusa”. Ao final da carta, ela ainda se queixou de que sua filha não lhe escrevia mais, apenas lhe telefonava, eventualmente.

A filha, no entanto, parecia bastante ocupada. Naquele mesmo mês de agosto, por exemplo, ela estaria se apresentando em um dos festivais de música mais cultuados da história, o de Woodstock. E chegou ali já sendo reconhecida como grande nome da música mundial e “rainha do rock”, o que ainda causava bastante estranhamento em sua mãe.

Passados quase 57 anos daquela apresentação histórica, a filha de Dorothy, a cantora Janis Joplin será celebrada com uma exposição inédita no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. 

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A mostra começa nesta sexta-feira (17) e apresenta mais de 300 itens, como figurinos, adereços, manuscritos, seus famosos óculos, a estola de penas e outras peças originais, que estavam guardadas pela família e que jamais haviam sido apresentadas. 

Chris Flannery, o responsável por trazer os objetos de Janis para a mostra no MIS, conta que o projeto se concretizou depois de conhecer o administrador do espólio de Janis Joplin. Ele havia visto, três anos atrás, a exposição do B.B. King, que Flanney havia organizado no MIS e enviou uma lista de artefatos e diversas fotos do acervo da artista. 

“Esta será a maior exposição de Janis já realizada em qualquer lugar do mundo.”

Entre os itens apresentados estão peças de roupas e desenhos. “Em seus escritos e em seus desenhos você verá um lado dela que as pessoas não conheciam. Ela era uma artista, então há uma exposição de sua arte aqui”, explicou Flannery, em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional.

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Os ingressos da mostra custam R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira). Às terças-feiras (exceto feriados), a entrada é gratuita. 

Experiência sensorial

Esta é a terceira exposição do MIS que homenageia uma grande cantora de rock. Antes de Janis Joplin, o museu dedicou espaço para celebrar a carreira de Rita Lee e Tina Turner.

“Quando a gente pensa no final dos anos 60 e começo dos anos 70, na contracultura, no rock, na liberação sexual, a gente pensa em música. A gente pensa em Janis”, acrescentou André Sturm, diretor-geral do MIS e curador da mostra.

A exposição ocupa o primeiro andar do museu. Ali, o público vai se encantar com uma cenografia toda imersiva e psicodélica, que pretende levá-lo a uma experiência sensorial. São dez salas expositivas que exprimem sentimentos ou palavras que se relacionam um pouco à personalidade e à carreira da cantora.

“Quando ela canta, ela se entrega completamente, e ela teve uma vida muito intensa em todos os sentidos. Se o que mais marca a Janis é a emoção, vou fazer uma exposição e dividi-la pelas emoções muito presentes na vida dela.”

Uma dessas salas, por exemplo, foi chamada de Amor Brasil e apresenta um pouco do que foi a passagem da roqueira pelo país, em 1970, durante o carnaval do Rio de Janeiro. 

“A gente conseguiu o material dessa visita. Tem foto, tem vídeo, tem até um trecho de uma carta que ela escreveu para a mãe daqui do Brasil. Ela ficou muito feliz no Brasil”, destacou o diretor do museu.

Memória

Dona de uma voz única, rouca, potente e intensa, Janis Joplin nasceu em Port Arthur, Texas, em 1943. Na adolescência, foi influenciada por Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton, e a autenticidade dessas vozes impactou fortemente sua decisão de se tornar cantora.

Durante o ensino médio, ela se aventurou na música folk com os amigos e também na pintura. Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos. 

Abandonou a faculdade e, em 1963, partiu para São Francisco, onde morou no bairro de Haight-Ashbury, marcado pelo uso de drogas.

Lá, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen – que mais tarde integraria a lendária banda de rock Jefferson Airplane. Os dois gravaram uma série de canções com a esposa dele, Margareta, que tocava na máquina de escrever.

Ela retornou ao Texas pouco depois e se matriculou como estudante de sociologia na Universidade Lamar. Mas a Califórnia a atraiu de volta e, em 1966, iniciou sua carreira na música, que durou apenas pouco mais de quatro anos.

Este início ocorreu quando sua voz rasgante, melancólica e potente atraiu a atenção do Big Brother and the Holding Company, um dos grupos mais adorados da cena de rock lisérgico de São Francisco, na Califórnia. 

Com o grupo ela gravou dois LPs antológicos: Big Brother and the Holding Company (1967) e Cheap Thrilss (1968).

Logo depois, ela saiu da banda e gravou dois álbuns solo: I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama (1969) e Pearl (1971), que foi lançado após sua morte.

Janis morreu no dia 4 de outubro de 1970, com apenas 27 anos, em decorrência de overdose de heroína, poucos dias depois da morte de outro ídolo da música, Jimi Hendrix.

Com 3ª maior população indígena do país, MS revela quem são seus povos originários em painel inédito

Quem são, onde vivem e como estão os povos originários de Mato Grosso do Sul? A resposta, por muito tempo fragmentada ou invisível, ganha forma a partir de agora. Com o lançamento do Painel Povos Originários, o Estado passa a contar com uma ferramenta inédita que reúne dados sobre população, território, etnias e condições de vida. Um retrato necessário, em números, para transformar realidade em política pública.

Mato Grosso do Sul abriga a terceira maior população indígena do Brasil: são 116.469 pessoas, o equivalente a 6,9% do total do país. Mais da metade (59%) vive em terras indígenas, em uma população majoritariamente jovem, entre 15 e 29 anos, e com leve predominância de mulheres.

Oriundas de MS, são oito etnias indígenas, entre elas a terena. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Mas é na diversidade que o painel revela sua maior força: são 139 etnias e 48 línguas indígenas presentes no Estado. Um dado que amplia o olhar e rompe com visões simplificadas sobre quem são esses povos.

Importante destacar que, oficialmente, Mato Grosso do Sul tem oito etnias originárias reconhecidas pela Funai: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum. O número mais amplo, de 139 etnias, reflete outro fenômeno, o Estado se consolidou como um polo de referência, especialmente nas áreas de educação e saúde, atraindo indígenas de diferentes regiões do país. 

Dados

Pela primeira vez, dados trazem o panorama sobre a população indígena que vive em Mato Grosso do Sul. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Desenvolvido pelo Observatório da Cidadania, em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a UFMS, o painel organiza informações que vão desde natalidade e envelhecimento até educação, moradia e distribuição territorial nos 79 municípios sul-mato-grossenses.

“Este painel tem como objetivo dar visibilidade à presença e à diversidade dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Ao reunir informações sobre distribuição territorial, perfil populacional e condições socioeconômicas, ele contribui para o reconhecimento das especificidades culturais e históricas desses povos e para o fortalecimento de políticas públicas mais justas e direcionadas”, afirma o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Leite de Oliveira.

Para o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, o acesso a esses dados marca um avanço histórico na forma de pensar políticas públicas.

Secretário da Cidadania, José Francisco Sarmento, exemplifica Observatório como uma “lupa” trazendo indicadores para políticas públicas. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

“Não existe política pública séria sem dados. Hoje, o que mais se valoriza em qualquer gestão é isso. Sem informação, a gente corre o risco de investir recursos onde não são mais necessários e deixar de atender quem realmente precisa. O Observatório funciona como uma lupa, que nos permite enxergar de verdade quem são essas pessoas”, afirmou.

Em um discurso marcado pela emoção, Sarmento também relembrou o passado recente, quando essas informações simplesmente não existiam. “Por muito tempo, essas pessoas estavam no mundo, mas não apareciam nos dados. Eu fico imaginando quantas histórias poderiam ter sido diferentes se lá atrás a gente tivesse acesso a esse tipo de informação. O que estamos fazendo agora é olhar para essas pessoas com seriedade e responsabilidade”, disse.

Histórico

A construção desse retrato não começou com números, pelo contrário, foi justamente motivado pela ausência deles. O técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Josias Ramires Jordão, do povo Terena, lembra que houve um tempo em que era preciso recorrer diretamente às comunidades para tentar entender a própria realidade do Estado.

“Lá atrás, a gente não tinha indicadores. Era ligar para as lideranças e perguntar quantas crianças, quantas mulheres havia nas comunidades. Era tudo muito disperso. Hoje, com esses dados, a gente consegue enxergar a população indígena como um todo, e isso muda completamente a forma de construir políticas públicas”, explicou.

Técnico da Subsecretaria de Povos Originários, Josias Ramires relembra que para levantar dados era preciso falar com lideranças de cada uma das comunidades. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Ele também destaca que o painel também ajuda a ampliar a compreensão sobre a diversidade indígena em Mato Grosso do Sul. “Muita gente conhece apenas alguns povos, mas o Estado tem 139 etnias. Isso mostra a riqueza que temos e a necessidade de políticas que considerem essas diferenças.”

Para quem vive nas aldeias e atua na ponta, o acesso a esses números têm um significado que vai além da gestão, de reconhecimento. Técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, da etnia Kaiowá, define o momento como histórico.

“São mais de 500 anos de luta. Hoje, a gente ter esses dados significa olhar para as pessoas de verdade. Não é sobre política partidária, é sobre atender quem precisa”, afirmou.

Segundo ele, os números também fortalecem as próprias comunidades na busca por direitos. “A gente sempre fala: para pedir política pública, precisa ter dados. Quantas pessoas trabalham com agricultura? Quantas crianças precisam de escola? Sem esses números, a gente não consegue dialogar. Agora a gente começa a falar e a ser ouvido.”

Jovens da etnia terena durante apresentação de dança típica. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Olhar, reconhecer, transformar

Para o secretário José Francisco Sarmento, o painel representa mais do que um avanço técnico, é uma mudança de postura. “A cidadania tem o papel de colocar luz sobre quem historicamente foi deixado de lado. Quando a gente conhece, a gente se responsabiliza. E é isso que estamos fazendo: olhando para essas pessoas como sujeitos de direitos, independentemente de qualquer outra condição”, afirmou.

Disponível de forma gratuita e acessível, o Painel Povos Originários é o oitavo a ser divulgado pelo Observatório da Cidadania. Para visualizar o conteúdo completo, acesse: https://observatoriodacidadania.ufms.br/

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania
*com informações do Observatório da Cidadania

Foto de capa: Paula Maciulevicius/SEC

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Caravana do Cuidar realiza 300 atendimentos na comunidade Padre Hildon Bandeira

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), realizou, nesta sexta-feira (17), mais uma edição da Caravana do Cuidar. A ação aconteceu na Praça Padre Hildon Bandeira, na Torre, levando uma série de serviços gratuitos à população. Ao todo, foram realizados 300 atendimentos nas áreas de assistência social, saúde, cidadania e bem-estar, concentrando diversos serviços em um único espaço, facilitando o acesso da população.

A dona de casa Vânia Pereira aproveitou a ação para cuidar de diferentes demandas. “Graças a Deus, eu consegui atendimento do Cartão SUS, passei pelo médico e ainda fui na Defensoria Pública. O serviço está sempre aqui e ajuda muito a gente”, destacou. Ela também levou seu animal de estimação para receber atendimento. “Meu cachorro está com um ferimento, aí aproveitei para passar na veterinária, pegar remédio e ração. É tudo muito bom mesmo”, completou.

O atendimento aos pets foi realizado de forma voluntária pela loja ServGranja, por meio do projeto ‘Pingo de Amor’, que disponibilizou medicamentos para vermifugação, orientações com veterinária e doação de ração para os animais.

Outra moradora beneficiada foi Maria das Dores Silva, que conseguiu fazer o CadÚnico durante a Caravana do Cuidar. “Eu já estava precisando fazer esse cadastro há um tempo, mas não tinha como ir até o Centro da cidade. Mas, graças a Deus e a essa ação da Prefeitura, consegui resolver tudo aqui perto de casa. Foi muito rápido”, relatou.

Atendimentos – Ao todo, foram realizados 300 atendimentos. Entre os serviços mais procurados estiveram o CadÚnico, com 40 atendimentos, o Cartão SUS, também com 40 emissões, e o atendimento médico, que contabilizou 30 pessoas assistidas. Na área da saúde, foram realizadas ainda 25 aferições de pressão arterial, 23 testes de glicemia e 19 aplicações de vacinas.

A assistência social registrou 10 atendimentos no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), além de 5 atendimentos do programa Acessuas Trabalho, 3 do Eu Posso e 4 da Junta Militar. Já o Procon realizou 6 atendimentos, enquanto a Defensoria Pública contabilizou 25 assistências jurídicas.

Outros serviços também tiveram boa procura, como os atendimentos da Cagepa, com 8 registros, além das ações de cuidado pessoal, que incluíram 10 cortes de cabelo feminino, 10 masculino e 12 atendimentos de manicure. O serviço veterinário também atendeu 30 animais durante a ação.

Justiça do Rio condena homem a 30 anos de prisão por feminicídio

Por MRNews

A Justiça do Rio condenou Marco Antonio da Silva a 30 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato, sequestro e ocultação do corpo da ex-companheira Aida Naira Cruz Rodrigues, em setembro de 2024, em Paracambi, zona oeste da cidade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o feminicídio foi cometido porque o acusado não se conformava com o fim do relacionamento.

Na denúncia, o MPRJ detalhou o crime cometido por Marco Antonio no dia 17 de setembro de 2024. Ele espancou e estrangulou a ex-companheira. O corpo dela foi encontrado em um barranco no Rio Guandu.

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A vítima, de 46 anos, estava afastada do convívio com familiares, por ser vigiada e ameaçada pelo réu, registrava em seu diário as violências sofridas.

Esses relatos foram apresentados pela promotoria ao Júri para pedir a condenação de Marco Antonio. 

Como forma de homenagem, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) da prefeitura de Paracambi recebeu o nome de CEAM Aida Naira.

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Mato Grosso do Sul inaugura Agência de Divulgação Científica com alunos de escolas públicas

Tiveram início nesta semana os trabalhos da “Agência Mídia Ciência de Divulgação Científica”, uma ação inovadora que vai capacitar estudantes do ensino médio da rede pública estadual a atuarem como comunicadores científicos e produtores de conteúdos educativos para as redes sociais.

A iniciativa é do projeto Mídia Ciência, realizado conjuntamente entre Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

O projeto também integra ações estratégicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O grupo que compõe a primeira turma da Agência é formado por 32 estudantes e 8 professores que ao longo de um ano receberão oficinas de capacitação e consultoria, preparando os próprios estudantes a comunicarem os projetos que já desenvolvem utilizando linguagens e formatos adequados às redes sociais e ao público jovem do qual eles também fazem parte.

A ação ocorre atrelada ao Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio (Pictec), permitindo que os participantes recebam mensalmente bolsas ao longo do processo, de R$ 400 para os estudantes e R$ 800 para os professores.

Entre os oito projetos selecionados, quatro são desenvolvidos em Campo Grande e quatro em municípios do interior do Estado, nas cidades de Aral Moreira, Batayporã, Ponta Porã e Três Lagoas. Segundo o coordenador do projeto Mídia Ciência, o jornalista e professor André Mazini, a ideia inicial é responder a um desafio contemporâneo: popularizar a ciência junto a um público nativo digital imerso na dinâmica dos algoritmos das redes sociais.

“O Brasil tem hoje o segundo maior tempo de uso diário de tela do mundo, as pessoas ficam mais de 9h30 do dia conectados e nós temos percebido que essa realidade tem impactado intensamente o contato que os adolescentes têm atualmente com conteúdos científicos”, explica o coordenador do projeto, André Mazini.

Além de potencializar a comunicação dos próprios projetos, a iniciativa busca, de forma paralela, fomentar a formação de novos divulgadores científicos no Estado, estimulando que esses jovens se tornem protagonistas na circulação de conhecimento de qualidade. “É uma ação inovadora em nível nacional e acreditamos que ajuda a posicionar Mato Grosso do Sul como um case positivo na área de popularização da ciência”, complementa Mazini. 

A atuação da agência está estruturada em oficinas contínuas, que envolvem desde a construção de identidade visual e produção audiovisual até a elaboração de roteiros, aprofundamento no método científico e discussão sobre o uso ético de tecnologias. Ao longo do processo, os participantes desenvolvem conteúdos, recebem feedback e aprimoram suas produções, consolidando um ciclo de aprendizado prático.

Retorno da comunidade escolar

A experiência tem mobilizado estudantes e professores, que destacam o impacto da iniciativa na formação acadêmica e pessoal dos participantes.

A professora Ana Paula Floriano, da Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes, coordena o projeto “Posta Aí, Ciência: divulgação científica na linguagem jovem”, iniciativa que busca aproximar a produção científica do público jovem por meio de conteúdos acessíveis e criativos.

Desenvolvido com estudantes de cursos técnicos, como Ciência de Dados e Direito, o projeto reúne diferentes perspectivas e estimula a construção coletiva de estratégias de comunicação científica voltadas às redes sociais.

“Para que tudo isso aconteça, a Agência Mídia Ciência será um suporte importantíssimo, tanto na execução quanto na divulgação, que é um ponto crucial do nosso trabalho. As oficinas vão auxiliar no desenvolvimento de habilidades necessárias para produzir um trabalho de excelência no PICTEC e também para o caminho que as meninas pretendem seguir na vida acadêmica”, afirma a professora.

“Participar de tudo isso é uma grande experiência para mim e para as minhas colegas. Gosto de me expressar e acho que trará muito conhecimento e experiência para todos nós”, afirma a estudante Raysla da Silva, aluna da professora Ana.

“Nunca participei de um projeto assim e está sendo uma experiência nova. Estou ansiosa e com grandes expectativas”, relata a estudante Eloara Alves, também da escola Arlindo.

Entre outros professores que orientam os projetos do PICTEC, a Agência é encarada como uma oportunidade de fortalecer a formação científica e ampliar o alcance do conhecimento produzido.

“A gente viu no Mídia Ciência uma oportunidade de trabalhar e aprimorar o trabalho com educomunicação”, destaca a professora Jéssica Ernandes da Silva, da escola Jomap, em Três Lagoas.

“Gosto da perspectiva trazida pelo Mídia Ciência de já fazer a pesquisa pensando em como divulgar a produção científica”, complementa a professora Loren Berbert, da escola estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande.

Mídia e Ciência

O projeto Mídia e Ciência é uma iniciativa voltada à popularização da ciência e à aproximação do conhecimento científico da sociedade, com foco especial no público jovem. Em 2025 o projeto recebeu o primeiro lugar do Prêmio Nacional Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto integra ações estratégicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

A proposta é fortalecer a cultura científica no Estado, promovendo a produção e a disseminação de conteúdos acessíveis e letramento digital, além de incentivar a formação de novos comunicadores da ciência a partir das próprias instituições de ensino.

Comunicação UEMS

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Irã e Hezbollah atribuem cessar-fogo a união do Eixo da Resistência

Por MRNews

O governo iraniano e o grupo político-militar Hezbollah atribuíram o cessar-fogo no Líbano à união e capacidade de combate do Eixo da Resistência, formado por grupos que se opõem à política de Israel e dos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vem tentado capitalizar o cessar-fogo como resultado de ação da Casa Branca. Por outro lado, a trégua no Líbano era uma das exigências de Teerã para as negociações com Washington. Após o fim das batalhas, o Irã anunciou a abertura do Estreito de Ormuz para barcos comerciais. 

Em comunicado, o partido-milícia Hezbollah afirmou que fez 2.184 operações militares em 45 dias de batalhas contra o exército israelense, em uma média de 49 operações por dia.

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Os ataques visaram as forças de ocupação de Israel dentro do território libanês, além de locais, quartéis e bases militares dentro de Israel e dos territórios palestinos ocupados em até 160 quilômetros após a fronteira.

“Nossa mão permanecerá no gatilho em antecipação a qualquer violação ou traição pelo inimigo, enfatizando a adesão à opção de confronto e continuar a defender o país, e permanecer no pacto até o último suspiro”, diz comunicado divulgado pela TV Al-Manar, ligado ao Hezbollah.

O chefe do Parlamento iraniano, Mohammed B. Ghalibaf, chefe da delegação do Irã que negocia com os EUA, disse que o cessar-fogo é resultado da Resistência do Hezbollah e união do Eixo da Resistência.

“A Resistência e o Irã são uma só entidade, seja na guerra ou no cessar-fogo. Cabe à América recuar do erro de ‘Israel em primeiro lugar’. O cessar-fogo não foi senão resultado da resistência do Hezbollah e da união do Eixo da Resistência; e lidaremos com este cessar-fogo com cautela, e permaneceremos juntos até a verificação completa da vitória”, disse em uma rede social.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ismail Baghaei, argumentou que o cessar-fogo foi fruto direto dos esforços diplomáticos ​​de Teerã.

“Desde o início das negociações com várias partes regionais e internacionais, incluindo as negociações em Islamabad, a República Islâmica do Irã tem consistentemente enfatizado a necessidade imperativa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, inclusive no Líbano”, afirmou Baghaei.

Israel

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vinha anunciando que ocuparia o Sul do Líbano até o Rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. No dia anterior ao anúncio do cessar-fogo, Netanyahu disse que deu instruções para continuar com a guerra para tomar a cidade de Bent Jbel.

Segundo o jornal israelense The Times of Israel, os ministros do gabinete do governo receberam “com surpresa” a notícia do cessar-fogo. Netanyahu teria informado que concordou com o cessar-fogo à pedido do Trump. A oposição à Netanyahu criticou o cessar-fogo “imposto” a Israel.

Outro portal de notícias de Israel, o Ynet, informou que um oficial militar do país disse que as tropas continuariam no território libanês, apesar do cessar-fogo.

Entenda

A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah inicia ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza. 

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, tal acordo nunca foi respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano.

Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah voltou a atacar Israel em resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinado do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei.  

No dia 8 de abril, é anunciado o cessar-fogo da guerra no Irã, mas Israel continua com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão.

O Irã vinha exigindo que o Líbano entrasse no cessar-fogo para continuar as negociações com os EUA, com a segunda rodada de conversas prevista para os próximos dias.

História

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Agência Minas Gerais | Revitalização da área administrativa do Hospital Júlia Kubitschek aperfeiçoa serviços e traz benefícios para a assistência 

Uma cerimônia realizada nesta sexta-feira (17/4) marcou a entrega das obras de revitalização da área administrativa do Hospital Júlia Kubitschek (HJK), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em Belo Horizonte – um dos maiores hospitais gerais de Minas.

Referência estadual para gestação de alto risco e doenças raras, a unidade também atua como hospital de ensino.

As obras beneficiaram tanto os profissionais dos setores administrativos quanto os pacientes devido à melhoria da distribuição dos ambientes, que centralizou o armazenamento de bens e insumos em galpões fora do espaço hospitalar e liberou áreas estratégicas para a assistência, além de aumentar a segurança de todos os usuários e trabalhadores do hospital.

Foram investidos R$ 5,5 milhões para a recuperação completa do telhado e da rede elétrica, reforma de 11 salas administrativas, aquisição de mobiliário, revitalização de três galpões de armazenamento, de uma oficina de manutenção, de vestiários e da copa de uso comum. 

 


Pedro Chagas / Fhemig

Significado

Para a diretora do Complexo Hospitalar de Especialidades (formado pelo HJK e HAC), Cláudia Fernanda de Andrade, as obras adquirem um significado ainda maior na medida que simbolizam um investimento para a preservação da saúde e da vida de tantas outras pessoas. 

A gestora destacou ainda que outros R$ 30 milhões, também vindos do Acordo de Brumadinho, já foram investidos, recentemente, na aquisição de equipamentos médicos, arsenais cirúrgicos e mobiliários para o complexo.  

“Hoje entregamos também a ressignificação de uma tragédia em uma estrutura voltada ao usuário (do SUS) e à qualidade do trabalho oferecido pelos nossos servidores que estarão em uma estrutura mais moderna”, disse.

 

Pedro Chagas / Fhemig

Recursos

A reforma incluiu ainda a melhoria da iluminação dos ambientes, além da troca de janelas e portas para aumentar o conforto térmico e a ventilação das salas. As obras se distribuíram por uma área total de aproximadamente 1,2 mil metros quadrados.

O dinheiro veio integralmente do acordo judicial para reparar os danos pelo rompimento das barragens da empresa Vale, que levou à morte 272 pessoas e causou uma série de impactos sociais, ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba e em todo o estado de Minas Gerais.

A presidente da Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Vale em Brumadinho (Avabrum), Nayara Porto, visitou as áreas revitalizadas.

“Isso para mim é um legado. Ao investir em saúde e educação, você consegue ressignificar essas vidas que foram perdidas no dia 25 de janeiro de 2019. Chegar aqui e ver essa obra pronta, que vai fazer a diferença na vida das pessoas, é muito importante e alegra o nosso coração. Eu vejo um pedacinho deles aqui. Eles ressignificando a vida das pessoas”, afirma.

Homenagem

A escolha do nome do prédio revitalizado – Dona Júlia Kubitschek – feita pelos servidores da unidade reafirmou e atualizou a homenagem realizada há quase 70 anos à mãe do então presidente da república Juscelino Kubitschek. 

Sua trajetória inspira valores de solidariedade e dedicação que permanecem presentes na missão do hospital e se refletem na qualidade do atendimento diário aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Jogador de basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos| Agência Brasil

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial faleceu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP), na Grande São Paulo.

O atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos.

“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, disse a assessoria do jogador, em nota. 

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Segundo a assessoria, a despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

De acordo com a prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), onde o ex-jogador morreu, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida”.

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Trajetória

Na foto, Oscar Schmidt e outra lenda do basquete, Michael Jordan (d). Foto: Oscar Schmidt/Instagram

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. 

Começou a se interessar por basquete aos 13 anos, após se mudar para Brasília, por influência de seu técnico Zezão, que o incentivou a procurar o Clube Vizinhança, que era treinado pelo técnico Laurindo Miura.

Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977 e eleito melhor pivô do sul-americano juvenil. 

Na seleção principal de basquete do Brasil, foi campeão sul-americano e ganhou medalha de bronze. 

Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou. 

Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição. 

Oscar jogou 11 temporadas na Itália, oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia

Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde ganhou, em 1996, o oitavo título brasileiro de sua carreira.

​​No Brasil, Oscar ainda jogou pelo Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, Mackenzie, entre 1998 e 1999 e Flamengo, entre 1999 e 2003. 

No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49,737 pontos. Até então, esse posto pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos. 

Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também integrou o Hall da Fama da NBA. 

Em 2003, Oscar se aposentou das quadras. 

Vivendo intensamente

Em 2022, à época com 64 anos, Oscar recebeu a equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em sua casa em São Paulo. Em meio a uma sala lotada de medalhas e troféus, ele relembrou a carreira e falou sobre a atuação como palestrante, atividade que assumiu após se aposentar das quadras. 

“Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente”, declarou.  

“Eu adoro fazer palestra que eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”.

Matéria e título alterados às 18h23 para corrigir o local de falecimento de Oscar

STF tem maioria para manter cassação do ex-deputado Rodrigo Bacellar

Por MRNews

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta sexta-feira (14) maioria de votos para manter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a cassação do mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Até o momento, o placar do julgamento virtual está 3 votos a 0 para manter a decisão.

Em março, Bacellar foi condenado no mesmo processo que levou à inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.  A ação tratou das contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).

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Com a cassação, o deputado Carlos Augusto (PL) assumiu uma cadeira na Alerj.

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Após a decisão do TSE, a defesa de Bacellar recorreu ao Supremo e pediu a decretação de efeito suspensivo da decisão que condenou o ex-deputado.

Ao analisar o caso, o relator, ministro Cristiano Zanin, negou o pedido por razões processuais. O ministro entendeu que ainda cabe recurso contra a decisão, e o caso não justifica a concessão de uma medida liminar.

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“Diante dos fundamentos da decisão agravada e pelo fato de não ter ocorrido nenhuma mudança em relação a situação processual quanto à interposição de eventual recurso extraordinário e de seu juízo de admissibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral, entendo ser o caso de manter a negativa da medida cautelar por seus próprios fundamentos”, afirmou.

O voto foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia.

Prisão

No dia 27 de março, em função da cassação, Rodrigo Bacellar voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

O ex-parlamentar é investigado no inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas sobre a investigação que envolve o ex-deputado estadual TH Joias.