Confira o que abre e fecha da Saúde neste feriado de Corpus Christi – CGNotícias

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informa que, devido ao feriado religioso de Corpus Christi, celebrado na quinta-feira (19), e sexta-feira (20) ponto facultativo no município, haverá alterações no funcionamento das unidades da Rede Municipal de Saúde.

O Centro Especializado Municipal (CEM) estará fechado para atendimentos ambulatoriais durante o feriado e ponto facultativo. A Sesau orienta especialmente os pacientes do interior a ficarem atentos quanto às consultas agendadas.

Além disso, os pacientes que necessitam retirar medicamentos de uso controlado ou insumos devem se organizar para fazer a retirada até quarta-feira (18), já que a farmácia do CEM também estará fechada no período.

Durante o feriado e ponto facultativo, apenas o plantão de urgência da ortopedia, realizado pelo Centro Ortopédico Municipal (CENORT), seguirá funcionando, das 6h às 00h.

O atendimento será retomado no sábado (21), com a realização de exames no Centro de Apoio e Diagnóstico Municipal (CADIM), atendimentos de oftalmologia e reabertura da farmácia, das 6h às 18h. Bem como, o serviço odontológico do Centro de Especialidades Odontológicas III (CEO III) com funcionamento das 6h às 18h.

Veja as unidades que permanecerão abertas na quinta-feira (19) e sexta-feira (20):

·         Centro Ortopédico Municipal (CENORT) — apenas para urgência em ortopedia;

·         Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) — sete unidades (adulto e infantil) funcionando em regime de 24 horas;

·         Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) — funcionamento normal 24 horas;

·         Pronto Atendimento Infantil (PAI) — atendimento 24 horas;

·         Laboratório Central Municipal (LABCEM) — funcionamento interno, exclusivamente para análise das coletas realizadas nas unidades 24 horas;

·         Atendimentos odontológicos de emergência — disponíveis nas UPAs e CRSs.

·         CCZ (Coordenadoria de Controle de Zoonoses) – das 6h às 22h, inclusive para adoção.

·         SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) 192 – atendimento 24h.

·         A Sesau reforça que as UPAs, CRSs e o PAI manterão o atendimento regular, garantindo o suporte de urgência e emergência à população.

Unidades que estarão fechadas:

·         Centro Especializado Municipal (CEM) — atendimento ambulatorial;

·         Centros de Especialidades Odontológicas (CEO);

·         Policlínicas Odontológicas;

·         CEO III (Centro de Especialidades Odontológicas do CEM);

·         74 Unidades de Saúde da Família (USFs);

·         Centro de Especialidades Médicas (CEM II);

·         Centro de Referência em Saúde do Homem (CRSH);

·         Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA);

·         Centro Especializado em Tratamento de Doenças Infecto-Parasitárias (CEDIP);

·         Unidade Especializada em Reabilitação e Diagnóstico (UERD)

·         Laboratório Central Municipal (LABCEM) — fechado para atendimento ao público externo.

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Justiça pede prisão de envolvidos na morte de policial civil

Por MRNews

O Juízo da 17ª Vara Criminal do Rio deferiu 27 mandados de prisão contra uma quadrilha que que atua no tráfico de drogas na Comunidade dos Tabajaras, em Copacabana, na zona sul do Rio, ligada à fação criminosa Comando Vermelho. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que ofereceu denúncia à Justiça. Parte do grupo também foi denunciada por latrocínio consumado e atentado contra o policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), João Pedro Marquini, e sua mulher, a juíza titular do 3º Tribunal do Júri do Rio, Tula Corrêa de Mello.

No dia 30 de março deste ano, um grupo de criminosos fez uma falsa blitz à noite, na Estrada da Grota Funda, na zona oeste, quando o casal voltava para casa em carros separados. Ao notar a presença dos criminosos, Marquini avisou à juíza pelo celular sobre o perigo e desceu do carro, quando foi atingido por cinco disparos de fuzil e morreu na hora. A juíza, que tinha curso de direção defensiva, deu marcha a ré e conseguiu escapar dos criminosos. Um tiro ainda chegou a atingir a lataria do veículo, que era blindado.

De acordo com as investigações, o grupo operava de maneira estruturada, com hierarquia definida, divisão de tarefas e uso de armamento pesado, incluindo fuzis e artefatos explosivos, para garantir o controle do território e a segurança dos pontos de venda de drogas. As ações criminosas ocorriam nas proximidades de creches, hospitais e áreas de lazer, colocando em risco a população local.

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Entre os denunciados estão responsáveis pelo abastecimento e “controle de qualidade” das drogas, pela contabilidade do tráfico, segurança armada dos pontos de venda, logística e até entregadores (delivery) de entorpecentes. A atuação da organização envolvia ainda, ataques a comunidades dominadas por milícias rivais.

Quatro integrantes do grupo – Walace Andrade de Oliveira, Jefferson Rosa dos Reis, Alexandre Costa de Oliveira e Antônio Augusto D’Angelo da Fonseca – também foram denunciados por latrocínio consumado contra o policial civil João Pedro Marquini Santana e por tentativa de latrocínio contra a juíza Tula Corrêa de Mello,

Nessa segunda-feira (16), policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram uma operação para cumprir mandados de prisão preventiva contra investigados por crimes de latrocínio e associação ao tráfico de drogas. A ação ocorreu na Comunidade dos Tabajaras. Na ação, seis criminosos foram presos e um morto em confronto com a polícia.

De acordo com as investigações, os alvos atuam em uma organização criminosa responsável pela distribuição de drogas e controle territorial armado da comunidade.

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Comissão divulga normas para publicação de e-book do II Selinel – IFSP

A comissão organizadora divulgou as normas de publicação no e-book do II Seminário de Estudos Linguísticos e de Ensino de Línguas (Selinel). O evento, organizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) — Campus Itaquaquecetuba, aconteceu entre os dias 7 e 9 de maio. 

Pesquisadores que apresentarem seus trabalhos no evento poderão submetê-los na forma de capítulos para o e-book do Seminário. O período de submissão dos artigos será de 16 de junho a 30 de julho de 2025.  

O envio deve ser realizado exclusivamente para o e-mail do evento (). A previsão é que o e-book seja publicado na 3º edição do evento, que ocorrerá no primeiro semestre de 2026. 

Todas as normas para a submissão de capítulos para o e-book estão disponíveis aqui. Para mais informações, acesse o site do evento. 

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Busca ativa por casos de sarampo é intensificada em MS com apoio do Ministério da Saúde – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Profissionais de Saúde estão sendo mobilizados para atuação até o dia 30 de junho

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) está intensificando, em parceria com os municípios, a busca ativa por casos suspeitos de sarampo e rubéola em todo o estado. A ação é voltada especialmente para os profissionais de saúde, que atuam nas ESFs (Estratégias de Saúde da Família), unidades básicas, hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e diretamente nas residências, com o objetivo de identificar possíveis casos ainda não notificados.

O trabalho segue até 30 de junho em Mato Grosso do Sul e integra a mobilização nacional contra o sarampo e a rubéola, promovida pelo Ministério da Saúde. Iniciada em 17 de maio, ela está inserida nas atividades do ‘4º Dia S de Mobilização Nacional para Busca Ativa de Casos Suspeitos’, celebrado em todo o país no dia 17 de junho.

“Essas buscas ativas estão sendo feita de forma institucional, com a revisão de prontuários nas unidades de saúde; comunitária, com visitas domiciliares; e também laboratorial, revisando exames negativos para arboviroses que apresentem sintomas compatíveis com sarampo. Essa estratégia é essencial para aumentar a sensibilidade da vigilância e reforçar o compromisso de manter Mato Grosso do Sul livre da circulação do vírus”, explica Jakeline Miranda Fonseca, gerente de Doenças Agudas e Exantemáticas da SES.

Um formulário online foi disponibilizado pela SES para que os municípios relatem os resultados obtidos até essa data. Com isso, a partir do início de julho será possível apresentar um panorama dos casos detectados. A mobilização integra os esforços do Brasil para manter o status de eliminação do sarampo e da rubéola, conforme exigido pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).

De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, não há tratamento específico para sarampo, sendo a vacinação a principal forma de prevenção. A vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é gratuita e está disponível em todas as unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).

A SES reforça a importância da participação de todos os profissionais da rede e da população no reconhecimento dos sintomas — como febre alta, manchas vermelhas no corpo, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas brancas na boca — e na busca precoce por atendimento.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Reprodução Ministério da Saúde

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Procon-JP multa distribuidora de combustíveis por não aplicar redução no preço da gasolina

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, através de processo administrativo instaurado, multou uma distribuidora de combustíveis em decorrência do auto de infração nº 018259 lavrado em 23 de maio de 2023. A empresa não aplicou a redução no preço da gasolina prevista pela Petrobras, à época.

A decisão é definitiva e não cabe mais recursos por parte da empresa. O secretário do Procon-JP, Junior Pires, assegura que o processo administrativo percorreu todos os caminhos permitidos pela legislação para a defesa da distribuidora.

Ele salienta que o processo tramitou de forma eletrônica, através da plataforma 1doc, com a empresa, inclusive, apresentando defesa e recurso de forma digital, recorrendo a todas as instâncias e instrumentos que a lei lhe assegura. “Mas o fato é que a empresa deve arcar com as consequências por ter descumprido a legislação e como resultado final recebe uma multa de R$ 250 mil”.

A irregularidade – A infração consumerista cometida pela empresa foi não repassar, de forma integral, a redução no preço da gasolina aos postos, conforme estabelecido pela política de preços da Petrobrás à época da autuação, sem apresentação de justa causa para a manutenção dos preços mais elevados. “É obrigação do Procon-JP fiscalizar, autuar e, quando cabível, como foi o caso, aplicar uma penalidade”, salienta Junior Pires.

Dosômetro da multa – O titular do Procon-JP pontua que o valor da multa é dosado de acordo com o lucro anual da empresa referente à época da irregularidade. “Considerando a informação de que a empresa teve um lucro líquido, em 2023, da ordem de R$ 4 bilhões, informação amplamente divulgada na mídia especializada, ela estaria enquadrada como empresa de grande porte de acordo com o artigo. 13, § 3º, “f”, da Portaria 07/2016, da Senacon, o que justifica uma multa mais alta”.

Retorno à sociedade – Junior Pires explica para onde vão as multas aplicadas pela Secretaria: “Além de manter o Procon-JP funcionando, o dinheiro também é aplicado em benefício da sociedade, a exemplo dos programas sociais ‘Procon-JP vai às aulas (que já beneficiou quase 10 mil alunos da Rede Municipal), assim como o Carteira Solidária, que já distribuiu o documento estudantil gratuito para mais de 70 mil estudantes do município”.

O dinheiro das multas também é destinado à aquisição de equipamentos e manutenção do bom funcionamento do prédio, além de material de expediente e instrumentos que oferecem conforto ao consumidor em seu atendimento. “Recentemente inauguramos a nova sede do Procon-JP, adquirida com recursos próprios, além de novos programas sociais como a Escola do Consumidor, que leva formação na área de defesa do consumidor para os cidadãos e funcionários da Secretaria”, informa o secretário.

Atendimentos do Procon-JP

Sede: Avenida Dom Pedro I, 382, Tambiá, das 8h às 17h

Telefone: 0800 083 2015

Procon-JP na sua mão: 83 98665-0179

WhatsApp Transporte público:83 98873-9976

Instragram: @procon_jp

Site: procon.joaopessoa.pb.gov.br

Procon-JP Digital: totens instalados nos shoppings Mangabeira, Manaíra, Tambiá e Parahyba Mall

Ações afirmativas mudaram “cara da universidade no Brasil”, diz estudo

Por MRNews

País com 112,7 milhões de pessoas pretas e pardas, os negros, que são 55,2% da população, e de 0,8% de indígenas, mais 1,6 milhão, o Brasil custou a ver reconhecida, entre os rostos dos estudantes universitários, a sua diversidade etnorracial. Mas nos últimos 20 anos, as ações afirmativas mudaram o perfil da universidade brasileira para corrigir uma limitação e transformar positivamente os espaços responsáveis pelo conhecimento e pela formação de novas gerações, na avaliação dos sociólogos Luiz Augusto Campos e Márcia Lima.

Campos e Márcia são os organizadores do livro “Impacto das Cotas: duas décadas de ação afirmativa no ensino superior brasileiro“, que faz um balanço detalhado da política e aponta desafios, como a permanência dos estudantes nas instituições.

Na obra, eles reuniram 35 artigos que revisam a política desde os primórdios, quando o então deputado Abdias Nascimento, em 1987, ao voltar do exílio nos Estados Unidos, apresenta um projeto de lei para aplicar ação afirmativa na educação.

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Polícia prende suspeito de participar da morte de médica da Marinha

Luiz Augusto Campos, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da Uerj, participa de evento do Fórum Permanente Pela Igualdade Racial – Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

De lá para cá, o país viu um setor dominado por jovens brancos, de classes média e alta, até o final dos anos 1990, incluir uma maioria de estudantes pretos, pardos e indígenas, que chegaram a 52,4% dos matriculados nas universidades públicas, em 2021, frente aos 31,5% em 2001. No mesmo período, a presença de alunos das classes D e E saltou de 20% para 52%, evidenciando a dimensão econômica da mudança.

Esses avanços são esmiuçados no livro. Os pesquisadores mostram que a política de cotas transformou um dos espaços mais elitizados da sociedade brasileira, a universidade, democratizando seu acesso e redefinindo sua função social.

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No prefácio da obra, Nilma Lino Gomes, professora e primeira mulher negra a comandar uma universidade brasileira, lembrou que a política confrontou o Congresso Nacional e setores conservadores da sociedade, até a aprovação da Lei 12.711, em 2012, com respaldo do Supremo Tribunal Federal.

A partir de então, observou Lino, “elas não apenas ampliaram o acesso à universidade, como provocaram mudanças nas práticas pedagógicas e curriculares, desestabilizando estruturas excludentes no sistema educacional”, afirmou a educadora.

“Após a adoção das ações afirmativas, em especial na modalidade cotas, as instituições federais de educação superior passaram a se posicionar mais firmemente diante das desigualdades – não apenas em discursos, mas em práticas concretas na gestão acadêmica, nos currículos, nas políticas de permanência, na criação de Pró-reitorias de Ações Afirmativas, nos critérios de distribuição de recursos, nas normas disciplinares, na pesquisa, na extensão, na internacionalização, no combate a violações de direitos, no enfrentamento do racismo, da LGBTfobia e do machismo”, disse.

A Lei 12.711, de 2012, conhecida como Lei de Cotas, estabeleceu a destinação de metade das vagas das instituições de ensino federal a alunos da rede pública, a partir do perfil etnorracial e socioeconômico. A lei foi atualizada em 2023, reforçando a prioridade dos cotistas para receber auxílios fundamentais para a permanência nas universidades, como bolsas e moradia, que podem ajuda-los a se manter.

O livro resgata ainda, de forma transversal, o papel da sociedade civil na adoção da medida. Além de citar Abdias, ativista dos direitos humanos, lembra a Marcha Zumbi dos Palmares, na década de 1990, e a Conferência Mundial das Nações Unidas (ONU) contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerância, na África do Sul, em 2001. Pela ótica das universidades privadas, cita o papel de impacto do Programa Universidade para Todos (Prouni), em 2005, que concedeu bolsas de graduação em troca de benefícios fiscais e contribuiu para a mudança no perfil do estudante.

Mitos que marcaram o início da política, como o alegado baixo desempenho dos cotistas, que rebaixaria o nível das universidades, também são retomados e refutados. Os textos mostram que, embora cotistas possam ingressar com notas ligeiramente menores no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o desempenho deles é igual ao dos demais alunos. A performance foi medida por notas semestrais. “Diferentes medidas mostram que cotistas e não cotistas tendem a ter desempenho universitário muito similar, bem como taxas próximas de evasão.”, afirmam Luiz Augusto e Márcia Lima.

A pesquisa também faz um mapeamento detalhado da adoção das cotas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que foi pioneira, na Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A obra é fruto da colaboração entre oito centros de pesquisa espalhados pelo país, sob a coordenação do Afro Cebrap e do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (Gemaa), vinculado à Uerj — a primeira a adotar sistema de cotas para ingresso de estudantes.

Lei abaixo os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil – Qual o valor da diversidade nas universidades? Por que ela é importante? Em termos éticos e materiais?

Márcia Lima – Formar pessoas e produzir conhecimento são objetivos cruciais da universidade. Nesse sentido, a diversidade contribui de forma inequívoca para agregar qualidade ao conhecimento científico. Diversidade também diz respeito à justiça social e equidade. Instituições de ensino, em especial instituições públicas, têm o dever de garantir acesso a diferentes grupos. O grande impacto das cotas é a transformação dos espaços responsáveis pelo conhecimento e pela formação das novas gerações.

Agência Brasil – Em entrevista à Folha de S. Paulo, Luiz Augusto Campos teria dito que a universidade pública está “à deriva”, sofrendo com o abandono das elites e das classes populares Isso ocorre porque o grosso da elite não está mais nas universidades públicas?

Luiz Augusto Campos –  Para a Folha, tentei deixar claro que é mito a ideia de que as elites não dependem mais da universidade pública. O grosso das elites brasileiras não têm recursos para pagar as caras universidades estrangeiras e, por isso, ainda recorrem à universidade pública e gratuita para obter diplomas e reproduzir seu estatuto de classe. O que mudou nesse quesito é que essa elite não vê mais a universidade pública como sua propriedade exclusiva, em grande medida por conta do advento das cotas e, por isso, não está mais disposta a defendê-la como antes. Ao mesmo tempo, ainda que a inclusão tenha aumentado, a maior parte das classes populares permanece fora da universidade pública que, por isso, fica sem defesa no debate político.

Agência Brasil – Neste momento da política de cotas, em que pesquisadores sugerem ações de apoio à permanência, diante do contingenciamento de recursos das federais, a política de cotas ainda é sustentável, capaz de promover mudanças?

Márcia Lima – A política de permanência [nas universidades] foi esvaziada no governo anterior e tem sido retomada – ainda que com limitações orçamentárias – na gestão atual. Mesmo com esse desafio, a política de cotas já tem promovido enorme transformação no perfil discente e docente das universidades. A ausência de investimento afeta toda e qualquer política educacional. Não seria diferente com as ações afirmativas. É importante lembrar o que aconteceu nas gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Assim como em outras políticas, coube ao atual governo recomeçar e revisar a lei. A nova lei de cotas procura avançar nas limitações identificadas no estudo.

Agência Brasil – Por que é necessário defender as cotas, diante de racismo no mercado, no qual pessoas negras ainda ganham menos e estão em menos postos de comando?

Luiz Augusto Campos – É falso dizer que a ascensão social pela educação é um mito. A rigor, a maior parte dos estudos de mobilidade social mostra que a ascensão social vem, em grande medida, da educação em geral e, mais especificamente, da educação superior. É claro que a expansão do número de pessoas com ensino superior reduz, com o tempo, o valor do diploma, mas esse estrato da população ainda é pequeno no Brasil, menos por exemplo do que em países similares como Chile, Estados Unidos e Coreia do Sul. Isso não exclui, contudo, a persistência do racismo no mercado de trabalho, mesmo quando olhamos as oportunidades sociais de negros diplomados. Daí a importância de combinarmos ações afirmativas na educação superior e no mercado de trabalho.

Agência Brasil – A doutora Cida Bento, diretora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades e uma das pensadoras sobre o racismo no Brasil, também levanta o conceito do Pacto Narcísico da Branquitude. As cotas conseguem romper esse pacto, em algum momento?

Márcia Lima – A diversidade racial das universidades brasileiras, sem dúvida, colocou em xeque e expôs a imensa desigualdade racial no acesso ao ensino superior. A chegada de um público mais diverso social e racialmente impactou o debate público sobre o papel da universidade, ampliou temas de pesquisa. Em algumas áreas de conhecimento vemos um questionamento crescente sobre a ausência de autoras e autores negros. Portanto, a universidade deixou de ser um espaço majoritariamente branco onde esse pacto era constantemente validado.

Agência Brasil – Qual a chance de o desconforto criado pelas cotas nas universidades despertarem um debate racial real sobre o racismo na construção do Estado brasileiro e os benefícios e a herança que proporcionou à população branca no Brasil?

Luiz Augusto Campos – As cotas já remodelaram o debate sobre raça no Brasil. Antes delas, na década de 1990, o tema era um tabu. O Brasil era encarado como uma democracia racial, livre de racismo e com uma população totalmente mestiça. Hoje, o cenário é outro. O racismo é objeto de debates e todos os círculos sociais e as políticas públicas antirracistas são uma realidade. Isso não foi suficiente, porém, para evitar retrocesso. À direita e à esquerda do espectro político, emergiu a crítica ao chamado “identitarismo”, conceito pouco claro, mas que vem sendo usado para limitar as conquistas recentes. A ideia de meritocracia também continua forte, seja pela valorização dos privilégios herdados de uma elite branca, seja pela difusão desse discurso pelos chamados novos empreendedores. De todo modo, cabe ao futuro e à luta política determinarem se esse debate irá ou não se aprofundar.

Prefeitura convoca assistentes de educação infantil – CGNotícias

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), convoca assistentes de educação infantil aprovados em processo seletivo simplificado, conforme o edital de número 21/ 2024-11. As convocações estão publicadas no Diogrande n. 7.962 desta terça-feira (17).

Conforme a publicação, os candidatos aprovados no processo seletivo simplificado devem comparecer na Secretaria Municipal de Educação, no Espaço de Formação Lúdio Martins Coelho, no dia 18 de junho,quarta-feira, às 8h, para receberem orientação sobre a documentação a ser entregue para o preenchimento da vaga e efetivação do procedimento de contratação.

A Secretaria está localizada na rua Onicieto Severo Monteiro, 460, Vila Margarida.

O Diogrande traz ainda a convocação de merendeiros pela Semed. Os aprovados em processo seletivo simplificado do edital 01/ 2025-15 também devem comparecer na secretaria para orientação de documentação, no dia 18 de junho, quarta-feira, às 8h.

Para conferir a listagem das convocações, basta acessar o Diogrande, a partir da página 5 pelo link: https://diogrande.campogrande.ms.gov.br/download_edicao/eyJjb2RpZ29kaWEiOiI5ODYzIn0%3D.pdf

#ParaTodosVerem A imagem de capa mostra a fachada da Prefeitura de Campo Grande.

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Polícia prende suspeito de participar da morte de médica da Marinha

Por MRNews

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (16), o traficante Emerson Edgleises da Conceição Silveira, envolvido na morte da capitão de mar e guerra e médica Gisele Mendes de Souza e Mello.

No dia 10 de dezembro do ano passado, a médica de 55 anos participava de uma cerimônia no Hospital Naval Marcílio Dias, quando foi alvejada na cabeça durante uma operação do Comando da Coordenadoria da Polícia Pacificadora no Conjunto de Favelas do Lins, na zona norte do Rio. 

De acordo com policiais da delegacia da Barra da Tijuca, responsáveis pela prisão do traficante, o suspeito foi localizado e preso no bairro de Pilares, também na zona norte, no momento em que deixava a residência da namorada, onde passou a noite para se deslocar até a Comunidade do Gambá, no Complexo do Lins.

Começa segunda fase de pagamento especial do saque-aniversário do FGTS

Dólar fecha abaixo de R$ 5,50 pela primeira vez em oito meses

Segundo a investigação, o criminoso é integrante da facção Comando Vermelho, que controla a comunidade do Gambá. 

O crime

Na ocasião do crime, traficantes do Morro do Gambá atacaram policiais militares, que realizavam uma ação na região. Para desviar o foco da ação, os criminosos atiraram do alto de uma laje, em direção ao hospital.

De acordo com a perícia, dois tiros atingiram a parede do Centro de Saúde da Marinha, onde a médica era lotada.

Gisele foi atendida no próprio hospital, no qual atuava como superintendente de Saúde. Ela precisou passar por um procedimento cirúrgico de urgência, mas não resistiu à gravidade do ferimento.

Pais de estudante de medicina morto por PM em SP denunciam caso à ONU

Braga Netto pede acareação com Cid na ação penal da trama golpista

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-12/fuzileiros-ocupam-entorno-de-hospital-onde-medica-foi-morta-no-rio

 

 

Águia-cinzenta é devolvida à natureza em Campo Grande após reabilitação no CRAS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Ameaçada de extinção, ave de rapina foi resgatada ferida em janeiro e solta após tratamento especializado

Após cinco meses de cuidados intensivos, uma águia-cinzenta (Urubitinga coronata), espécie de ave de rapina ameaçada de extinção no centro-leste da América do Sul, presente na Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil, foi devolvida à natureza na última quarta-feira (11), em uma área rural de Campo Grande, próxima ao local onde foi resgatada. O resgate foi realizado pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que também acompanhou a soltura feita pelo CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

A ave foi encontrada ferida no dia 11 de janeiro deste ano, às margens da rodovia MS-040. Com traumatismo cranioencefálico, foi encaminhada ao CRAS, onde recebeu atendimento veterinário e passou por processo de reabilitação física. Considerada apta para retornar ao ambiente natural, foi solta com sucesso, alçando voo com vigor.

A reabilitação e reintrodução da águia são consideradas fundamentais para a conservação da espécie e da fauna silvestre. Segundo o CRAS, cerca de 200 animais silvestres já foram reabilitados e soltos apenas no primeiro semestre de 2025. O número, dentro da média anual, reflete ainda a elevada ocorrência de animais feridos em consequência de ações humanas como atropelamentos, queimadas, desmatamento e tráfico ilegal.

A águia-cinzenta é uma ave de rapina rara, de grande porte, típica de áreas abertas e de cerrado, habitat cada vez mais ameaçado pelo avanço da agropecuária e da urbanização. A espécie está classificada como vulnerável na lista de animais ameaçadas de extinção, o que torna cada reabilitação e retorno à natureza um avanço significativo para sua preservação.

O CRAS segue disponível para acolher animais silvestres feridos ou em situação de risco. A população pode acionar a PMA ou encaminhar os animais diretamente ao centro, desde que em segurança.

Taynara Foglia, Comunicação do Governo de MS
Foto: Divulgação/CRAS

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Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais nesta terça-feira, 17 de junho

Nesta terça-feira (17/6), o tempo é de céu claro a parcialmente nublado com possibilidade de geada em pontos isolados do Sul/Sudoeste. Céu parcialmente nublado com nevoeiro ou névoa úmida no Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Demais regiões, céu claro a parcialmente nublado. Névoa úmida ao amanhecer na Zona da Mata. Névoa seca no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Norte.


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