Rio inicia vacinação em gestantes contra o vírus da bronquiolite – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Vacinação na cidade – Divulgação / SMS

A Secretaria Municipal de Saúde inicia, neste sábado (6/12), a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de cerca de 75% dos casos de bronquiolite em crianças menores de 2 anos e 40% das pneumonias em períodos sazonais. As gestantes poderão ser vacinadas a partir da 28ª semana de gestação, sem limite máximo, para ampliar a proteção de crianças menores de seis meses. O esquema vacinal será de dose única a cada gestação.

A vacina estará disponível neste sábado nos Super Centros de Vacinação, unidades Botafogo (funcionamento de domingo a domingo, das 8h às 22h), Zona Oeste (no ParkShoppingCampoGrande, seguindo horário do centro comercial) e Zona Norte (no Shopping Nova América, funcionando também conforme horário do centro comercial). Na segunda-feira (8/12), a partir das 12h, a vacinação será realizada também nas 240 salas de vacinação em unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde).

O imunizante VSR A e B (recombinante) é inativado e permitirá a prevenção, além da bronquiolite, também de outras doenças respiratórias causadas pelo vírus em recém-nascidos. A proteção se dá pela transferência de anticorpos produzidos pela mãe para seu bebê durante a gestação, protegendo-o contra formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida. Para ampliar a proteção, a vacina será disponibilizada no Calendário de Vacinação da Gestante, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde e poderá ser aplicada junto com outras vacinas como influenza, covid-19 e dTpa adulto, facilitando assim a imunização e a atualização da caderneta da gestante.

Em 2025, até outubro, o vírus sincicial respiratório foi responsável por 1.563 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 55% dos casos em crianças menores de seis meses. Os lactentes dessa faixa etária são os mais vulneráveis às formas graves, sendo o VSR a principal causa de hospitalizações neste grupo, especialmente entre prematuros e crianças com cardiopatias congênitas ou doença pulmonar crônica.

Para se imunizar, a orientação é levar um documento de identificação, a caderneta de vacinação da gestante ou algum comprovante de vacinação, se disponível, para que os profissionais avaliem a situação vacinal.

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  • 5 de dezembro de 2025
  • Marcações: bronquiolite gestantes vacinação vírus

    “HumanizAção” acolhe 16 pessoas em situação de rua neste sábado (6) – Agência de Notícias



    7 de dezembro de 2025

    11:55

    Por: Secom

    O programa “HumanizAção” realizou, ao longo deste sábado (6), atendimento a 35 pessoas em situação de rua, em diferentes pontos da cidade. Desse total, 16 aceitaram receber acolhimento no Serviço de Obras Sociais (SOS). Na entidade, são disponibilizados pernoite, alimentação completa, roupas e toalhas, banho e cuidados de higiene.

    O “HumanizAção” é realizado de forma integrada por profissionais da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), Secretaria da Cidadania (Secid), com sua Coordenadoria de Álcool e Outras Drogas junto à Divisão de Política para Pessoas em Situação de Rua, além da Secretaria da Saúde (SES). Também conta com o importante auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional (Sert), Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), Secretaria de Mobilidade (Semob) e Urbes – Trânsito e Transportes.

    Os sorocabanos podem sempre colaborar com o programa, informando os locais da cidade onde haja pessoas em situação de rua necessitando de cuidados e acolhimento, assim como doando roupas, cobertores e alimentos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: (15) 99666-2636, 24h por dia, ou pelos telefones: (15) 3229-0777, do SOS; (15) 3212-6900, da Secretaria da Cidadania, e 153, da GCM.

    STF volta a julgar marco temporal na próxima quarta-feira

    Por MRNews

    O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima quarta-feira (10) um novo julgamento sobre a constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

    Durante a sessão, não haverá votação dos ministros sobre a questão. A Corte vai ouvir as sustentações orais das partes envolvidas, e a data da votação será marcada posteriormente.

    Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou o projeto de lei aprovado no Congresso que validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

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    Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

    Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

    Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

    Conciliação

    Antes de retomar o julgamento, o STF realizou diversas audiências de uma comissão de conciliação entre as partes envolvidas na questão. A conciliação foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações.

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    Além de levar o caso para conciliação, Mendes negou pedido para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco, decisão que desagradou aos indígenas.

    Em agosto do ano passado, no início dos trabalhos da comissão, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, decidiu se retirar da conciliação.

    A associação entendeu que não havia paridade no debate.

    As audiências foram mantidas sem a presença dos representantes dos indígenas. Os trabalhos continuaram com representantes do Senado, Câmara dos Deputados, Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de estados e municípios.

    Em junho desde ano, a comissão finalizou os trabalhos e aprovou a minuta de um anteprojeto que poderá ser enviado ao Congresso Nacional após o julgamento para sugerir alterações na Lei 14.701 de 2023, norma que, apesar de tratar direitos dos povos indígenas, inseriu o marco temporal para as demarcações.

    A questão do marco temporal não foi alterada porque é uma das questões em que não houve consenso.

    A minuta trata de pontos consensuais que, em alguns casos, já constam na Lei 14.701/2323 e foram explicitados, como permissão para turismo em áreas indígenas, desde que seja autorizado pelos indígenas, além da obrigatoriedade de participação de estados e municípios no processo de demarcação.

    A minuta também prevê que o processo demarcatório, que é realizado pela Funai, deverá ser público, e os atos deverão ser amplamente divulgados.

    Brasil é campeão mundial de Futsal Feminino

    O Brasil é campeão mundial de futsal feminino. Na manhã deste domingo (7), a seleção bateu Portugal por 3 a 0 e ficou com o título em Manila, nas Filipinas. A equipe fechou essa, que foi primeira Copa do Mundo Feminina de Futsal organizada pela Fifa, com 100% de aproveitamento.

    O primeiro gol da decisão foi de Emilly Marcondes. Ela recebeu o passe de Ana Luiza e bateu firme para abrir o placar. O gol levou a brasileira à liderança da artilharia geral, com 7 gols, ao lado da espanhola Irene Córdoba e da portuguesa Lídia Moreira. A Chuteira de Ouro ficou com a brasileira no desempate (a quantidade de assistências). Emilly também recebeu o prêmio de melhor jogadora da competição. Logo no começo da etapa final,

    Amandinha, que já foi a melhor do mundo por oito vezes, aproveitou o rebote da goleira e ampliou. Débora Vanin aproveitou erro das adversárias e definiu o jogo.

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    Pinheiros é vice-campeão da Liga Nacional de Polo Aquático 2025





    Na final, equipe foi superada pelo Flamengo por 15×10 

    A equipe feminina do Esporte Clube Pinheiros ficou com o segundo lugar da Liga Nacional de Polo Aquático 2025. Neste domingo, 7 de dezembro, o Azul e Preto disputou a grande final diante do Flamengo: melhor para a equipe carioca, que venceu por 15×10. A fase final foi disputada na sede do Fluminense Futebol Clube.

    O jogo

    O Flamengo abriu dois gols de vantagem no início de partida. O primeiro gol do Pinheiros foi marcado por Luiza Bifone, numa jogada pelo lado esquerdo de ataque. No entanto, o Flamengo marcou o terceiro gol na jogada seguinte. A partida prosseguiu com a equipe rubro negra mantendo sempre dois gols de vantagem, 5×3; 6×4, até que no final da primeira etapa, o Flamengo ampliou para três gols, e terminou o primeiro tempo vencendo por 9×6.

    O segundo tempo iniciou com as equipes mantendo a igualdade no final do terceiro período, 2×2 e 11×8 para o Flamengo. Na quarta e última parte de partida, a equipe rubro-negra ampliou o placar e sagrou-se campeã: Final de jogo, Flamengo 15×10 Pinheiros

     

    Projeto retrata múltiplas religiosidades do povo afro-brasileiro

    Por MRNews

    A construção de pontes entre diferentes expressões da fé no Brasil é o centro da Formação Axé-Amém, uma iniciativa que reuniu pessoas negras evangélicas e de religiões de matriz africana para articular estratégias de enfrentamento ao racismo religioso e promover integração por meio da fé. 

    A iniciativa é do Instituto de Estudos de Religião (Iser) que, durante quatro meses, recebeu 37 escritores selecionados para produzir o livro “Axé-Amém: Encruzilhadas da Fé Negra no Brasil”. 

    A publicação reúne as vivências dos autores sobre dupla pertença religiosa (sentimento de identificação e conexão com uma fé, comunidade ou tradição religiosa), memórias familiares, formação política e práticas de resistência espiritual, pautados no conceito de Escrevivência, desenvolvido pela escritora Conceição Evaristo. Uma escrita que parte do individual para narrar histórias do coletivo de uma comunidade. 

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    Para Amanda Damasceno, uma das autoras, a iniciativa de participar da formação Axé-Amém veio após um processo de transformação e aceitação familiar. Mãe de dois filhos e evangélica, ela teve dificuldades em aceitar quando a filha mais velha se iniciou no candomblé aos 16 anos. 

    Livro Axé-Amém: Encruzilhadas da Fé Negra no Brasil é lançado no Rio – Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

    “Como evangélica, sempre me ensinaram que as religiões de matriz africana eram demonizadas. Ao mesmo tempo que eu queria apoiar a minha filha, tinha muito medo, e se ela entrasse aqui com aquelas roupas? Por isso que eu sempre falo, hoje o meu propósito é combater o racismo religioso na sociedade, mas para isso tive que combatê-lo em mim, a transformação teve que partir de mim”, diz. 

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    O babalorixá Igor Almeida acredita que o projeto é uma maneira de quebrar paradigmas e construir um novo olhar de respeito entre as vertentes da religiosidade negra no Brasil. 

    “Nosso país é pluralista, nós temos aqui uma pluralidade de religiões, de desinências, não somente negra, indígena, mamelucos, e a gente precisa aprender a ter respeito, não somente na desinência religiosa, mas no simples fato de querermos ser alguém dentro de uma sociedade”, afirmou. 

    A publicação foi lançada na última terça-feira (2), no Rio de Janeiro. Carolina Rocha, pesquisadora do Ier e uma das idealizadoras da formação Axé-Amém, espera que o livro possa ser uma ferramenta de debates e educação religiosa. 

    “Esperamos que o livro funcione como ponte, não como muro. Ele foi pensado para ser lido em igrejas, terreiros, comunidades, bibliotecas, escolas e rodas de formação “, afirma. 

    A historiadora candomblecista Carolina Rocha no lançamento do livro Axé-Amém: Encruzilhadas da Fé Negra no Brasil – Foto Fernando Frazão/Agência Brasil

    Ela classifica a iniciativa como uma “cartografia afetiva de existências que não cabem no discurso do ódio”. Os autores foram selecionados por meio de edital público, e a alta adesão de pessoas evangélicas ao projeto foi uma grata surpresa para os idealizadores.

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire 

    Semam intensifica ações e revisa protocolos de segurança do Zoobotânico Parque Arruda Câmara

    A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura de João Pessoa está executando um conjunto de ações estruturais e operacionais para reforçar a segurança do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), após a fatalidade ocorrida no dia 30 de novembro, quando um jovem invadiu irregularmente o recinto da leoa Leona, resultando em sua morte.

    Para garantir mais proteção e evitar novas invasões, a Semam está ampliando e modernizando toda a estrutura de segurança do Parque Zoobotânico, que segue fechado para visitação e sem previsão para reabertura. Entre as medidas adotadas estão:

    -Cercamento da parte externa da Avenida Ayrton Senna, ampliando barreiras físicas e reduzindo pontos vulneráveis;

    Instalação de câmeras inteligentes integradas ao sistema João Pessoa Smart City, com monitoramento em tempo real e capacidade de identificar movimentações suspeitas;

    -Reforço do policiamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM), com rondas ampliadas e atuação preventiva no entorno e dentro do Parque;

    Treinamento das equipes de agentes ambientais, com foco em protocolos de emergência, manejo de risco e atendimento seguro ao público;

    Revisão completa dos protocolos de segurança e análise de riscos, atualizando procedimentos internos e fluxos de resposta;

    -Construção de muros no limite com o Condomínio Arruda Câmara, reforçando a proteção perimetral;

    Reforço das telas de proteção dos recintos, garantindo maior resistência física e aprimorando o isolamento de áreas sensíveis;

    Ampliação das placas de sinalização e de educação ambiental, orientando visitantes sobre condutas seguras e áreas restritas;

    Revisão do protocolo de visitação, com ajustes no fluxo de circulação e fortalecimento das regras de segurança para o público;

    Revisão do protocolo técnico de manejo dos animais, garantindo padrões atualizados de bem-estar e segurança para as espécies mantidas no Parque.

    Histórico da ocorrência – De acordo com as informações apuradas pelos órgãos competentes, o jovem entrou no Parque durante a madrugada, escalando um trecho externo que não integra a área de visitação regular. Ao acessar indevidamente o recinto da leoa Leona, sofreu o ataque do animal, vindo a óbito. O caso motivou a abertura de procedimentos de investigação e levou a Prefeitura a acelerar medidas já previstas e implementar novos protocolos de segurança.

    O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, destacou que as ações fazem parte de um plano contínuo de aperfeiçoamento da gestão do Parque Zoobotânico Arruda Câmara. “Nós reforçamos o compromisso da Prefeitura de João Pessoa com a proteção da vida, a responsabilidade ambiental e a segurança de todos que frequentam e trabalham no equipamento. Entendemos que o fato foi uma fatalidade, mas estamos trabalhando para aprimorar os processos de segurança que já existem no Parque”, concluiu.

    Vacinação contra vírus sincicial imuniza cerca de 600 gestantes em SP

    Por MRNews

    No primeiro dia de vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) na capital paulista, nesse sábado (6), foram imunizadas 624 gestantes, informou a prefeitura.

    O ciclo de imunização a partir das 28 semanas de gestação tem como principais alvos os bebês, que recebem os anticorpos diretamente das mães, e previne infecções graves causadas pelo VSR em bebês menores de 6 meses de idade. 

    A implementação dessa vacina é muito importante para a saúde dos bebês menores de 6 meses. Vacinar a gestante garante a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida, quando são mais vulneráveis e podem desenvolver formas graves da doença”, destacou, em nota, a coordenadora de Vigilância em Saúde, Mariana Araújo.

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    O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos, conforme dados do Ministério da Saúde. 

    A partir desta segunda-feira (8), a imunização ocorrerá em todas as unidades básicas de Saúde (UBSs), das 7h às 19h. A disponibilidade da vacina pode ser consultada pela plataforma De Olho na Fila.

    Para se vacinar, a gestante precisa estar com documento de identificação e comprovante de 28 semanas de gestação, emitidos durante o acompanhamento pré-natal.

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    Prefeitura fortalece agricultura familiar com entrega de kits de irrigação – CGNotícias

    A Prefeitura Municipal de Campo Grande realiza, na próxima terça-feira, 9 de dezembro, a entrega de 10 kits completos de irrigação a produtores da agricultura familiar, por meio do projeto “Irriga Forte”, ação conjunta ao programa AgroIntegra CG, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades).

    A cerimônia acontece às 08h30, na Horta do Edivaldo, localizada na Rua dos Pereiras, 650, Jardim Monte Alegre. Cada kit é composto por tubos e conexões, mangueiras, mangueiras microperfuradas para irrigação, registros, bomba, bitola, colas e reservatório de água, fornecendo estrutura completa para ampliar a capacidade produtiva das hortas urbanas atendidas pela Semades.

    O AgroIntegra CG está em execução e já leva assistência técnica, capacitação, organização documental e apoio ao desenvolvimento das hortas urbanas e rurais. As equipes atuam diretamente com os produtores, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Sindicato Rural, bem como, a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), que auxilia nas vistorias e na emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). O programa surgiu a partir de um amplo diagnóstico realizado pela Semades, que identificou demandas como ausência de documentação, falta de assistência técnica, dificuldades de acesso ao crédito e necessidade de organização das associações.

    O secretário da Semades, Ademar Silva Junior, destaca a relevância desses kits aos produtores “A entrega desses kits representa mais do que equipamentos é a consolidação de um trabalho que começou ouvindo cada produtor nas comunidades. Estamos estruturando as bases para que a agricultura familiar de Campo Grande tenha segurança documental, assistência qualificada e condições reais de ampliar sua produção. Uma emenda parlamentar importante do vereador Beto Avelar que impacta diretamente esses agricultores ”.

    #ParaTodosVerem as imagens mostram hortaliças e um agricultor trabalhando

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    Sete anos depois, Brumadinho ainda vive adoecimento e insegurança

    Por MRNews

    Daqui a pouco menos de dois meses, o rompimento da barragem de rejeitos Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, vai completar sete anos. Na tragédia 272 pessoas morreram, outras ficaram desaparecidas e rios e comunidades sofreram impactos causados por um desastre socioambiental sem precedentes. A Vale era a responsável pela barragem.

    Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), feito por pesquisadores do Projeto Brumadinho, indica que 70% dos domicílios do município relataram algum tipo de adoecimento físico ou mental, o que indica que os impactos sobre a saúde continuam estruturais e persistentes até hoje.

    Sintomas como estresse, insônia, ansiedade, hipertensão e episódios depressivos continuam recorrentes, enquanto 52% dos adultos passaram por tratamento psicológico ou psiquiátrico desde a tragédia.

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    O cenário também envolve piora de doenças crônicas e aumento da demanda por acompanhamento especializado. Ao mesmo tempo, 76% dos domicílios enfrentam dificuldades para acessar consultas, exames e tratamentos, em meio a uma rede pública pressionada pelo volume de atendimentos e pelas mudanças na mobilidade local.

    Contaminação

    A insegurança sanitária marca a rotina. Segundo o levantamento, 77% das famílias vivem com medo constante de contaminação dos alimentos.

    “Recebemos a pesquisa com muita tristeza, pois ela confirma que a população de Brumadinho continua sofrendo. Temos relatos de familiares que desenvolveram diabetes, lúpus, câncer, dermatites crônicas e problemas de coração, além do crescimento do uso de ansiolíticos que também é visível”, diz Nayara Porto, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum).

    O estudo aponta a permanência de metais pesados –  manganês, arsênio, chumbo, mercúrio e cádmio – em diferentes matrizes ambientais. A água permanece como principal vetor de risco: 85% dos domicílios relatam impactos no uso dos copos d’água, enquanto 75% afirmam que o fornecimento e a qualidade estão comprometidos.

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    Filha de Gloria Pires emociona ao se manifestar após cirurgia delicada do pai, Orlando Morais

    Tragédia em Brumadinho matou 272 pessoas. População pede justiça – Foto – Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A chamada “lama invisível”, conceito que traduz a desconfiança sobre o consumo de bens produzidos em Brumadinho, ainda está presente no cotidiano. Para Josiane Melo, diretora da Avabrum, o território continua marcado pela instabilidade.

    “É inadmissível conviver com insegurança hídrica, adoecimento e medo tantos anos depois [do desastre]. O estudo só comprova que a vida não voltou ao lugar”, diz Josiane.

    Perdas

    As perdas econômicas também são expressivas. Segundo o professor Ricardo Machado Ruiz, um dos autores do estudo, Brumadinho poderia perder entre R$ 7 bilhões e R$ 9 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB) no longo prazo sem o acordo firmado em 2021. Com a aplicação dos recursos, o prejuízo estimado cai para algo entre R$ 4,2 bilhões e R$ 5,4 bilhões, mas não desaparece.

    O pesquisador explica que a mineração desempenhava papel central na economia local e que, após o rompimento, a estrutura produtiva passou a depender da reparação, que absorveu trabalhadores e reduziu efeitos imediatos, mas enfraqueceu pequenos negócios e atividades informais. O futuro, afirma, depende de diversificação econômica.

    “Se nada for feito para substituir aquela atividade mineradora, ainda restará essa perda bilionária dentro do município”, finaliza Ruiz.