Sedurb realiza serviços de manutenção em shoppings populares, mercados públicos, cemitérios e Cecaf

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb) realiza ações permanentes de manutenção e zeladoria em diversos espaços e equipamentos públicos. No mês de março, 70 ações foram executadas em 17 bairros da Capital, garantindo melhores condições de funcionamento e atendimento ao público nos shoppings populares, mercados e cemitérios públicos, na Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), entre outros equipamentos.

A categoria dos mercados públicos representou o maior volume de demanda, concentrando 34 intervenções; seguida de parques e avenidas, com 13 serviços realizados; e pelos shoppings populares, com 9 ações e reparos. Observou-se uma recorrência significativa de serviços de manutenção em telhados e limpeza de calhas, em preparação para períodos sazonais de chuva. O inventário de materiais utilizado reflete uma demanda diversificada, com destaque para insumos de alvenaria e reparos estruturais em serralharia e hidráulica.

“Além dos equipamentos públicos administrados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, como os shoppings populares, a Cecaf, os mercados e cemitérios públicos, a Sedurb realiza ações pontuais de manutenção, reparos, limpeza e zeladoria em outros equipamentos públicos, como parques e avenidas. Assim, buscamos atender as demandas da população e construir juntos uma cidade melhor para todos”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti.

Mercados públicos – Dentro do planejamento de ações da Sedurb, houve a limpeza de calhas nos mercados do Valentina, Mangabeira, Torre e Tambaú; instalação e manutenção de caixas de descarga e tampa de esgoto no Mercado do Bairro dos Estados; manutenção em porta de rolo no Mercado de Cruz das Armas; limpeza de lajes no Mercado de Tambaú; reparo em telhado no Mercado de Mangabeira; troca de tubulação da caixa d’água, conserto de calhas, reparos de bacias sanitárias, retirada de rachaduras nas marquises, desentupimento de banheiros, ralo e mictório no Mercado da Torre; manutenção nas calhas e banheiros da Feira Livre do Colinas do Sul; entre outros serviços.

Shoppings populares – Atualmente, João Pessoa possui cinco shoppings populares. No Shopping do Varadouro foi realizada manutenção hidráulica, limpeza de calhas e instalação de dois refletores. No Shopping 4&400, localizado na Avenida B. Rohan, houve manutenção no telhado; e no Shopping Frutuoso Barbosa, mais conhecido como Shopping dos Sapateiros, ocorreu manutenção em calhas e manutenção hidráulica em banheiros.

Cemitérios e Cecaf – Alguns cemitérios públicos também receberam serviços em março, como retelhamento da administração e capela do Cemitério Santa Catarina, no Bairro dos Estados. Além da manutenção e limpeza nos telhados e calhas dos cemitérios do Cristo (Cristo Redentor), São José (Cruz das Armas) e Senhor da Boa Sentença (Varadouro).

Na Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), no José Américo, ocorreu a limpeza e desobstrução de calhas, reparos no telhado, manutenção hidráulica na tubulação, substituição de torneiras em banheiro, manutenção em grade e tomadas.

Filme aborda violações militares em megaeventos esportivos

Por MRNews

Desde a Segunda Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 1992, já ocorreram mais de 150 operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Brasil, muitas delas em favelas do Rio de Janeiro. 

O documentário Cheiro de Diesel, que estreou na quinta-feira (2), aborda como essas operações criaram um cenário de terror e violações dos direitos humanos em favelas cariocas durante os megaeventos entre 2014 e 2018.

Sob o pretexto de controlar a segurança pública dois meses antes da Copa do Mundo sediada no Brasil, um decreto presidencial autorizou a instauração de uma GLO na capital fluminense. 

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Batizada de Operação São Francisco, a intervenção levou 2,5 mil homens das Forças Armadas para 15 favelas do Complexo da Maré, na zona norte da cidade. 

Com duração oficial de 14 meses, e gastos estimados R$ 350 milhões aos cofres públicos, a ocupação acumulou denúncias por parte dos moradores de torturas, coerções, assassinatos, invasão a residências e outras irregularidades. 

O documentário, dirigido pelas jornalistas Natasha Neri e Gizele Martins, aborda esses abusos, tendo como centro da narrativa o relato de moradores que vivenciaram esses períodos e seus desdobramentos. 

“No primeiro momento, foi nos vendido a ideia de segurança. Mas no primeiro dia de invasão do Exército, os moradores já começaram a mudar de opinião, pois só naquele dia mais de 20 ou 30 crianças foram detidas porque estavam nas ruas da favela. Casas foram invadidas. Organizações sociais invadidas”, conta Gizele Martins, que também é moradora da Maré. 

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GLO 

As operações de Garantia da Lei e da Ordem permitem uso das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – em momentos de crise na segurança pública. 

Previstas na Constituição, as GLO são realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, e consideradas como uma última opção, quando todas as outras forças de segurança se mostram ineficazes. 

Em uma posição estratégica na cidade, o Complexo da Maré abrange as linhas Amarela e Vermelha, a Avenida Brasil e o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão). E por isso, foi selecionada pelo governo do estado para receber os militares. 

Mesmo com reações mistas à eficácia da Operação São Francisco, entre os anos de 2016 até 2018 foram decretadas outras três GLO no estado do Rio de Janeiro. 

Em 2016 com foco nas Olimpíadas sediadas na capital, e em 2018 por uma intervenção federal militar, com o interventor responsável por toda a segurança pública e administração penitenciária. 

“Entendemos a Maré como um grande laboratório para esse modelo de atuação do Exército. Ela foi um laboratório para o que ocorreu no Rio de Janeiro na época do [ex-presidente Michel] Temer. Percorrendo e vivenciando o cotidiano na Maré em 2014 e em outras mais de 50 favelas do Rio em 2017, pude ver as mais diversas violações de direitos”, conta Gizele Martins. 

O nome escolhido para interventor foi o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro entre 2021 e 2022, e condenado há 26 anos de prisão por integrar a trama golpista de janeiro de 2023.  

Violações 

Natasha Neri diz que o contexto político é um fator determinante abordado no documentário.

“Temos visto que as GLO têm sido decretadas por razões políticas e no contexto de grandes eventos, buscando passar uma suposta sensação de segurança à população, o que não se concretiza com o uso de tanques e anfíbios nas portas das casas de milhares de moradores de favelas”. 

As denúncias apresentadas são inúmeras e o filme narra a história de Vitor Santiago, morador da Maré, alvejado em fevereiro de 2015 por dois tiros de fuzil disparados por um cabo do Exército. 

Vitor ficou em coma 98 dias, teve uma das pernas amputadas e ficou paraplégico. O cabo foi absolvido na Justiça Militar. 

Em novembro de 2017, soldados do Exército assassinaram oito jovens no que ficou conhecido como Chacina do Salgueiro. 

O então presidente Michel Temer havia sancionado a Lei n° 13491, que transferiu a investigação de casos de crimes cometidos pelas Forças Armadas contra civis, inclusive homicídios, para a Justiça Militar.

Outro caso retratado no filme foi a tortura de 11 jovens, presos numa megaoperação das Forças Armadas no complexo da Penha em  2018. 

Eles foram torturados na mata da Penha e dentro do quartel da 1ª Divisão do Exército. O caso ficou conhecido como Sala Vermelha

Neri explica que um dos propósitos do documentário é mostrar a inconstitucionalidade do uso da Justiça Militar para julgar crimes cometidos por soldados contra civis e também o inverso. 

“Os crimes cometidos pelos militares ficam impunes, sem a devida investigação, já que os próprios militares são responsáveis pela condução dos IPMs, e a maioria tem pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público Militar”. 

Documentário 

O filme foi apresentado em outubro durante o Festival do Rio e agora faz a sua estreia oficial. 

O trabalho de documentação começou ainda em 2014, reunindo inquéritos, relatos de vítimas e o acervo de comunicadores comunitários da Maré.

As sessões de estreia na quinta-feira ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Caxias do Sul, com sessões debate em São Paulo.

Em Brasília, a estreia será na quinta-feira (9), também com debate. 

A programação está disponível no Instagram oficial do documentário.

* Estagiária sob supervisão de Mariana Tokarnia

Agência Minas Gerais | Nota à imprensa

O Governo de Minas Gerais informa que o governador Mateus Simões decidiu nomear a defensora pública Caroline Loureiro Goulart Teixeira para o cargo de Defensora Pública-Geral do Estado de Minas Gerais, para o biênio 2026-2028.

A escolha foi realizada a partir da lista tríplice encaminhada pela Defensoria Pública do Estado, conforme previsto na legislação vigente.

“A Defensoria Pública exerce um papel essencial na garantia de direitos e no acesso à justiça. Tenho convicção de que a Dra. Caroline conduzirá a instituição com competência, compromisso público e sensibilidade social”, destacou o governador.

O Governo de Minas deseja êxito à nova Defensora Pública-Geral e reforça o reconhecimento à relevância da instituição para a população mineira.

Agradece, ao mesmo tempo, a defensora pública Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias, que esteve à frente da instituição por dois mandatos, pelo trabalho realizado, pela dedicação ao fortalecimento da Defensoria Pública e pela parceria institucional ao longo de sua gestão.

ANP habilita 5 empresas à 1ª fase do programa de subvenção ao diesel

Por MRNews

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) habilitou cinco empresas para a primeira fase do programa de subvenção (espécie de reembolso) econômica à comercialização de óleo diesel, proposto pelo governo federal.

Segundo a agência reguladora responsável por estabelecer as normas e fiscalizar o funcionamento do setor, os termos de adesão apresentados pela estatal Petrobras e pelas companhias Sea Trading Comercial; Midas Distribuidora de Combustíveis; Refinaria de Mataripe e Sul Plata Trading não apresentaram pendências.

A Petrobras, contudo, se identificou tanto como produtora quanto como importadora, e caberá à diretoria da ANP decidir a possibilidade de efetivar as duas habilitações ou promover a classificação adequada.

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O prazo de adesão das empresas à primeira fase do programa se encerrou no último dia 31, sem que algumas das principais distribuidoras de combustíveis do país, como Ipiranga, Raizen e Vibra, manifestassem o desejo de aderir ao programa.

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Em nota, a ANP informou que outras empresas, que não identificou, já entregaram a documentação necessária para participarem da segunda fase de habilitações, cujo prazo de inscrição vai até o dia 30 de abril.

A iniciativa do governo federal busca impedir a alta do preço do diesel e o consequente impacto inflacionário da escalada internacional dos custos dos combustíveis, decorrente da guerra no Oriente Médio.

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Entre as medidas já anunciadas estão a subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário por produtores, importadores e distribuidores de todo o território brasileiro.

O pacote também prevê a redução temporária de PIS/Pasep (Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o diesel, com o objetivo de diminuir o custo do combustível no mercado interno.

Segundo o Ministério da Fazenda, até o último dia 31, mais de 80% dos estados brasileiros já tinham indicado a intenção de aderir à proposta, abrindo mão de cobrar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível.

Ontem (2), o vice-presidente Geraldo Alckmin atualizou o balanço e informou que Rio de Janeiro e Rondônia ainda não aderiram à proposta.

Força Municipal prende quatro homens, sendo três por furto e um por receptação de celular roubado – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Agentes atuarão em áreas com grande incidência de roubos e furtos – Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

Agentes Divisão de Elite da GM-Rio – Força Municipal prenderam quatro indivíduos por furto de cordão e por receptação de celular roubado nesta quinta-feira (02/04).

Na primeira ocorrência, as equipes da Força Municipal prenderam em flagrante três homens por furto de um cordão de ouro de um idoso que estava na esquina das Avenidas Rio Branco e Nilo Peçanha, no Centro do Rio. A região e o horário passam grande índices de roubos e furtos.

A equipe realizava policiamento preventivo e ostensivo próximo à Rua Uruguaiana quando avistaram o furto e ouviram os gritos de “pega ladrão”.

O trio de agentes, que realizava o patrulhamento a pé, se dividiu e cada um capturou um dos envolvidos na altura do Largo da Carioca. A ocorrência foi registrada na 5ª DP, no Centro.

Pouco mais tarde, também no Centro, outra equipe realizava patrulhamento na Av. Presidente Vargas quando foi informada por um cidadão que havia ocorrido um roubo de celular. Com o relato das vítimas sobre as características do indivíduo, os agentes conseguiram encontrá-lo na altura do Campo de Santana. O aparelho celular, que estava com um dos maiores, possuía restrição da Anatel por furto anterior. O autor do crime foi conduzido para a 4ª DP, no Centro, onde permaneceu preso por receptação.

Categoria:

  • 3 de abril de 2026
  • Marcações: Centro da Cidade Força Municipal Notícias prisões segurança urbana

    Bombeiros localizam quarta vítima da queda de avião no RS

    Por MRNews

    O Corpo de Bombeiros do Rio Grande de Sul confirmou no início da noite desta sexta-feira (3) a quarta vítima da queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa, município no litoral norte do estado. A aeronave caiu em cima de um restaurante que estava fechado. Até o fim da tarde, apenas três vítimas estavam confirmadas. Com a localização do quarto corpo, os bombeiros encerraram as buscas.

    De acordo com o Corpo de Bombeiros, tratava-se de um casal que dividia residência entre Xangri-Lá e Ribeirão Preto, e que sairiam de Capão da Canoa e se dirigiriam ao aeroporto de Itápolis, em São Paulo. As informações foram apuradas com base nos documentos do plano de voo e nos depoimentos de familiares presentes no local.

    Num primeiro momento, assim que chegaram ao local, os bombeiros trataram de apagar o incêndio resultante do acidente e preservar as edificações próximas. Em seguida, foi feita a busca das vítimas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e já concluiu a perícia.

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    “Estamos dando por encerrado, com as quatro vítimas encontradas. Agora, as equipes da Prefeitura estão fazendo a limpeza no local”, explicou o porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, 1º tenente Rodrigo Vieira Cabral.

    Colisão

    A aeronave teria colidido com a rede de energia elétrica logo após a decolagem, por volta das 10h35 da manhã, na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis.

    Ao cair, atingiu um restaurante sem fazer vítimas em solo.

    “Os moradores das residências nas imediações foram retirados por conta do risco de explosões e, até o momento, não foram registrados feridos em relação ao incidente”, informou a Defesa Civil.

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    De acordo com o comunicado da Defesa Civil, o fornecimento de energia foi suspenso pela concessionária

    GCM detém dois rapazes em flagrante de tráfico de drogas no Jardim Jatobá – Agência de Notícias



    3 de abril de 2026

    11:07

    Por: Eduardo Santinon (esantinon@sorocaba.sp.gov.br)

    Fotos: GCM

    A Guarda Civil Municipal (GCM) de Sorocaba deteve dois rapazes de 19 anos de idade, por tráfico de entorpecentes na tarde de quarta-feira (1º), em área verde no Jardim Jatobá, Zona Norte de Sorocaba. Com a dupla, cerca de mil porções de drogas foram apreendidas.

    A equipe da Corporação fazia patrulhamento preventivo e se deparou com dois indivíduos em atitude suspeita, às 16h. Estavam em área junto à quadra poliesportiva na Rua João Cocorulo Júnior, nas proximidades da escola municipal do bairro.

    Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos tentaram fugir, sendo abordados pela guarnição. Com um deles havia porções de cocaína, crack e maconha, além de R$ 277 em dinheiro. Com o segundo, que portava uma sacola, foram encontradas também porções das mesmas substâncias entorpecentes e R$ 85,60.

    No total, na mochila e na sacola com a dupla, havia cerca de mil porções de drogas. Ambos admitiram que realizavam tráfico no local e foram conduzidos ao Plantão da Polícia Civil. Os dois acabaram indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, e permaneceram presos, à disposição da Justiça. As drogas foram apreendidas, para serem contabilizadas e passarem por perícia criminal.

     

    ministro classifica como crítica situação em Dourados

    Por MRNews

    O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítico o cenário de Dourados (MS), município que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya. 

    “Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3).

    Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da doença no estado chegava a 1.764, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.

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    Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas.

    Dos sete óbitos registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados. Entre estas os mortos, dois tinham menos de quatro meses de vida. Os outros dois óbitos no estado foram registrados nas cidades de Bonito e Jardim.

    Combate ao vetor

    O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a situação de emergência na cidade, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março.

    O avanço da chikungunya em Dourados motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes. A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.

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    Avião de pequeno porte cai em Capão da Canoa sobre restaurante

    O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade.

    Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. 

    Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.

    Do total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.

    Contratações

    Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.

    Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4). 

    Junto com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti.

    “A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, garantiu Ramos.

    Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas.

    “O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”

    Lixo

    Destacando a condição “sui generis” [diferenciada] da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

    “Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a coleta de lixo” nas comunidades indígenas.

    Nota da Reitoria do IFSP sobre a criação de novos Institutos Federais – IFSP

    Governo propõe novos institutos em SP, com expansão da rede e manutenção da estabilidade institucional

    Na última terça-feira, 31 de março de 2026, foi anunciado pelo Governo Federal, em cerimônia com assinatura do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o encaminhamento de Projeto de Lei para a criação de novos Instituto Federais.

    Conforme anúncio, no contexto da expansão e da reorganização da Rede Federal, a proposta prevê a criação de seis institutos: o Instituto Federal do ABC, o Instituto Federal do Interior Paulista, o Instituto Federal do Oeste Paulista, o Instituto Federal do Alto Tietê e Vale do Paraíba, o Instituto Federal Cearense e o Instituto Federal Paranaense.

    No que se refere ao Estado de São Paulo, recebemos a notícia de criação de quatro novos Institutos de forma positiva, como oportunidade de corrigir uma distorção em relação ao restante da Rede Federal e, além disso, possibilidade de uma expansão estruturada da educação pública, condizente com o tamanho da população do Estado.

    Destaca-se que a legislação atual estabelece a tipologia das Reitorias, o que impacta na estrutura e número de cargos, até 25 campi. O IFSP conta hoje com 41 campi em funcionamento, 13 em implantação e mais um já anunciado, de modo que, hoje, a instituição caminha para 55 unidades educacionais mais o Polo Embrapii.

    O pleito, por parte do IFSP, de alguma reestruturação em São Paulo, adequando número de servidores, orçamento, cargos, etc, ocorre desde 2013. O tema já passou por consultas junto à comunidade, teve momentos de discussão no Conselho Superior, foi objeto de diferentes propostas, esteve presente nos diálogos estabelecidos diretamente nos campi no âmbito do Programa Reitoria Presente, etc.

    Ciente do esforço dos servidores e servidoras do IFSP que, junto aos estudantes, levam o IFSP a patamares tão elevados, com uma estrutura organizacional proporcionalmente menor em comparação a outras instituições da Rede Federal, tendo o entendimento de que novas reitorias no Estado, com reordenamento dos campi, traria benefícios nesse sentido, com mais servidores, cargos, orçamento, além da proximidade da gestão com os respectivos campi e territórios, o Reitor do IFSP, Professor Silmário Santos, manteve os diálogos junto ao MEC, reforçando tal necessidade diante do potencial da expansão do número de unidades no Estado.

    Dessa forma, a Reitoria do IFSP apresentou à Setec/MEC diferentes estudos, demonstrando a situação do IFSP em comparação com outras instituições, o potencial do Estado para a expansão considerando sua população, regionalidades, etc. Em diferentes fóruns, incluindo o Conif, a demanda seguiu sendo apresentada, bem como dialogada com diferentes instâncias do Governo Federal.

    Assim, recebemos o anúncio da proposta do Governo de criar novos Institutos em São Paulo, como o resultado de um esforço coletivo em busca de melhoria das condições de trabalho, da estrutura institucional no Estado e da ampliação da oferta para a população. Tal projeto é pertinente e ocorre no âmbito de um Governo que investe na educação pública de qualidade, que tem a educação profissional e integral como política pública e que está, com essa proposta, criando as condições para uma expansão ainda maior no número de unidades no Estado de São Paulo, mas com a adequação do número de servidores, estrutura administrativa e proximidade da gestão com as especificidades regionais, propiciando o desenvolvimento territorial.

    Porém, evidentemente, tal notícia gera dúvidas, preocupações e diferentes interpretações junto à comunidade.
    A Reitoria do IFSP sempre tratou abertamente do tema, nos diferentes fóruns, conselhos, no colégio de dirigentes – de modo que os Diretores e Diretoras Gerais levassem informação às suas comunidades – e ao dialogar diretamente nos campi, o que se torna mais difícil, justamente pelo atual tamanho da instituição.

    Nas últimas reuniões junto às diretorias gerais foram relatados os diálogos feitos junto ao MEC e apresentados estudos, com as justificativas técnicas para o pleito e vários possíveis desenhos de reordenamento, baseados em critérios geográficos, número de matrículas, etc. É importante destacar que foram ‘estudos’, com objetivo de embasar o pleito, de dar subsídios à SETEC/MEC.

    Assim, a Reitoria do IFSP participou ativamente das discussões técnicas relacionadas à proposta de reordenamento, apresentando estudos baseados na estrutura já existente da instituição e nas regiões que apresentam potencial para receber novas reitorias. Essas análises consideraram critérios técnicos e administrativos, como a distribuição geográfica dos campi, a logística de deslocamento, a infraestrutura disponível, a presença de aeroportos regionais e as possibilidades de fortalecimento da gestão institucional em diferentes territórios do Estado de São Paulo.
    Porém, a análise de viabilidade, a definição dos critérios e elaboração do Projeto de Lei, ocorreu por parte do MEC.

    É muito importante entender que estamos diante do início de um processo legislativo. A assinatura do ato pelo Presidente da República não significa uma mudança imediata. A proposta ainda será analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Somente após a tramitação legislativa completa e eventual aprovação é que qualquer alteração poderá produzir efeitos jurídicos e administrativos.

    Isso significa que, neste momento, não há qualquer mudança na estrutura do IFSP, no funcionamento dos campi, nos cursos ofertados, nas atividades acadêmicas ou na vida dos nossos estudantes, servidoras e servidores. Todas as atividades seguem ocorrendo normalmente, com estabilidade institucional e continuidade das ações de ensino, pesquisa, extensão e inovação.

    Processos de reorganização institucional não são novidade na história da Rede Federal. A própria criação dos Institutos Federais, em 2008, por meio da Lei nº 11.892, representou uma grande reorganização da educação profissional e tecnológica no país, reunindo Escolas Técnicas Federais, Escolas Agrotécnicas e CEFETs em novas instituições multicampi. Esse processo ocorreu de forma planejada, garantindo a continuidade das atividades acadêmicas, a preservação dos direitos dos servidores e a manutenção da oferta educacional aos estudantes.

    Ao longo dos anos, a Rede Federal continuou a se expandir e a se reorganizar, com a criação de novos institutos e ajustes administrativos necessários para acompanhar o crescimento da educação profissional pública no Brasil. Em todos esses casos, as mudanças ocorreram de forma gradual, com segurança jurídica e planejamento institucional. Essas experiências demonstram que eventuais reorganizações devem ser conduzidas com responsabilidade, respeitando a continuidade das políticas públicas educacionais e a estabilidade das instituições, e é isso que a Reitoria do IFSP irá defender durante o processo, respeitando o diálogo com a comunidade acadêmica.

    A Reitoria ainda não teve acesso ao Projeto de Lei elaborado pela área técnica do MEC. Tão logo seja disponibilizado, seu conteúdo será compartilhado com a comunidade. Diferentes desenhos de distribuição dos campi que circulam entre a comunidade, são recortes de estudos feitos, momentos de um processo, que não necessariamente refletem o que o Projeto de Lei, por fim, apresentará ao ter definido a proposta de que São Paulo passe a contar com cinco Institutos. E, ainda assim, ao ser apresentado, o Projeto de Lei passará a ser discutido, recebendo ajustes.

    Seguiremos, junto com a comunidade do IFSP, atentos aos debates que ocorrerão sobre tal projeto, com especial atenção à distribuição dos campi já existentes entre os novos Institutos criados: os critérios para tal organização, as especificidades regionais, etc. Com todo cuidado aos temas que dizem respeito às carreiras e trajetórias dos servidores, como, por exemplo, o instrumento de remoção. 

    O objetivo de um reordenamento é melhorar as condições de trabalho, a estrutura do Estado e permitir a expansão da oferta com qualidade. Assim, a manutenção dos cargos eletivos, do instrumento de remoção do servidor entre as unidades do Estado, a observância de criação de cargos e funções condizentes com o processo, bem como o adequado período de transição, são fatores que a Reitoria estará atenta a defender, em sintonia com as preocupações da comunidade e, destaca-se, não há nada nos diálogos com o MEC que destoe disso, estando o Governo Federal apresentando uma proposta que responde a um anseio e necessidade do Estado de São Paulo, sem alterar princípios da Rede Federal, conquistas ou rotinas dos servidores que não sejam para melhoria das condições.

    Em processo similar, recentemente houve a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, reordenando os campi do IFPB. A Lei 15367/2026, sancionada em março deste ano, define a partir do Artigo 110 as garantias fundamentais para a condução democrática da nova Instituição e de proteção dos direitos dos servidores. A indicação de Reitor pro tempore deve respeitar os mesmos critérios hoje existentes para candidatura à vaga de reitor, e os servidores lotados nos campi das diferentes instituições terão o direito de movimentação pelo instrumento da remoção pelos primeiros 10 anos a partir da publicação da Lei. São questões fundamentais que, assim como foi observado no novo Instituto do Estado da Paraíba, deverá constar na criação dos novos institutos de São Paulo.

    A Reitoria do IFSP reafirma o compromisso com a estabilidade institucional, com o respeito à nossa comunidade acadêmica e com a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. Estaremos em diálogo com o MEC e o congresso Nacional durante a tramitação desse projeto, atualizando e dialogando com a comunidade acadêmica.

    O IFSP seguirá mantendo o foco naquilo que sempre nos move: a educação como instrumento de transformação social.

    Seguimos juntos, com responsabilidade, diálogo e confiança no futuro da nossa instituição e na Educação no Estado de São Paulo.

    Nota da Reitoria

    Oxfam estima em US$ 3,55 tri riqueza escondida em paraísos fiscais

    Por MRNews

    A quantidade de riqueza não tributada escondida no exterior, em paraísos fiscais, pelo 0,1% mais rico supera toda a riqueza da metade mais pobre da humanidade, que corresponde a 4,1 bilhões de pessoas. A conclusão é da Oxfam, a partir de análise realizada no contexto dos dez anos do escândalo conhecido como Panama Papers, em 31 de março deste ano.

    À época, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês) fez uma investigação sobre a indústria de empresas offshore. Esse tipo de empresa pode ser usada para esconder dinheiro e dificultar o rastreamento de seus verdadeiros donos. Milhões de documentos vazados foram esmiuçados por mais de 370 jornalistas de 76 países.

    A Oxfam estima que US$ 3,55 trilhões em riqueza não tributada foram escondidos em paraísos fiscais e contas não declaradas em 2024. “Esse valor supera o PIB [Produto Interno Bruto] da França e é mais que o dobro do PIB combinado dos 44 países menos desenvolvidos do mundo”, divulgou a organização.

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    Desse total estimado, o 0,1% mais rico detém aproximadamente 80% de toda a riqueza offshore não tributada, o que equivale a cerca de US$ 2,84 trilhões. Uma década depois do escândalo, os super-ricos continuam a usar estruturas offshore para sonegar impostos e ocultar ativos.

    “Os Panama Papers levantaram o véu sobre um mundo sombrio onde os mais ricos movimentam silenciosamente fortunas imensas para além do alcance dos impostos e da fiscalização. Dez anos depois, os super-ricos continuam escondendo verdadeiros oceanos de riqueza em cofres offshore”, diz, em nota, o coordenador de Tributação da Oxfam Internacional, Christian Hallum.

    Segundo a organização, há urgente necessidade de uma ação internacional coordenada para tributar a riqueza extrema e acabar com o uso de paraísos fiscais. Hallum ressalta que a situação envolve poder e impunidade. “Quando milionários e bilionários escondem trilhões de dólares em paraísos fiscais offshore, eles se colocam acima das obrigações que regem o resto da sociedade.”

    “As consequências são tão previsíveis quanto devastadoras: vemos nossos hospitais públicos e escolas privados de recursos, nosso tecido social dilacerado pela crescente desigualdade e as pessoas comuns forçadas a arcar com os custos de um sistema projetado para enriquecer um pequeno grupo”, acrescenta a organização.

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    A Oxfam menciona que, embora tenham sido feitos progressos na redução da riqueza offshore não tributada, ela segue persistentemente alta, em aproximadamente 3,2% do PIB global.

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    No entanto, esse progresso também continua desigual entre os países. “A maioria dos países do Sul Global está excluída do sistema de Troca Automática de Informações (AEOI, na sigla em inglês), apesar da necessidade urgente de receita tributária”, destaca a Oxfam, acrescentando que pesquisadores atribuem ao AEOI a redução da parcela não tributada da riqueza offshore nos últimos anos.

    “O que os Panama Papers revelaram há dez anos continua atual no Brasil: há uma arquitetura global que protege grandes fortunas enquanto a maioria da população paga proporcionalmente mais impostos. Justiça fiscal passa necessariamente por tributar os super-ricos”, defende, em nota, a diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago.